Norfolk

4 Capítulo 3


Capítulo 3

Os quatro cavaleiros surgiram em meio a um bosque próximo a uma construção antiga.

— Camus, entendo sua raiva, mas sabe que não podemos chamar excessiva atenção! — Mu disse ao sentir o quão hostil estava o cosmo do aquariano.

O cavaleiro acenou concordando.

— Quero apenas resgatá-la, não pretendo causar um escândalo maior que o necessário.

— Até mesmo por saber que assim dificultaria que a justiça seja feita. Não somo justiceiros, Merlows deve ser entregue as autoridades e eu vou cuidar para que tiremos daqui o máximo de informações para que a justiça seja logo feita!

— Eu vou bater em quem for possível! Amigo que é amigo não separa a briga, entra dando voadora! — Milo olhou para cara de reprovação de Mu — Mas prometo fazer de forma a não nos entregar, uma escarlate ou outra, nada que mate ninguém! Sabe que sempre dou chance aos meus adversários...

— Eu vou ficar aqui, para assegurar que tudo fique bem! Afinal chega a ser injusto quatro cavaleiros de ouro contra reles mortais. — Disse Shaka se pondo na posição de lótus para meditar.

— A Barbie sempre com mania de grandeza! Esquece que ele também é mortal! Veio para fazer nada! — Milo cochichou com Mu, fazendo o ariando rodar os olhos embora tivesse rindo por dentro.

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Momentos antes...

Era a terceira ou quarta vez que seu corpo era lançado ao chão. Os lábios sangravam pelos fortes tapas no rosto. Mas a jovem não reagia a nada, apenas se deixava bater com a sincera esperança que dessa vez ela não suportasse.

— Quase tenho pena de você! Acreditar que tinha para onde correr, que o filho de Nicholas lhe estenderia a mão! Tudo que ele queria era se livra de você, sua idiota! Gosto desse cara, ele consegue ganhar de mim, a fez acreditar que estava segura... Ele também deve ser melhor ator, pois até conseguiu fingir desejo por você! Me conta, o beijo que ele te deu ontem deve ter te deixado toda molhada, não é?! — Voltou a lhe bater no rosto — Você é uma vadia exigente, nunca deu essa alegria para Jhonson quando ele te toca.

Pela primeira vez desde que ele começou a espancá-la lágrimas brotaram nos olhos castanhos. Nenhum tapa era maior que a dor da decepção!

— Se apaixonou por ele, foi?! — Armand gargalhou — Logo você que sempre alertou Juliet dos ricos de confiar num rostinho bonito... Ai, Katrina, você me dá asco. Mas tem alguém aqui que está com muita saudade de você! Alguém que realmente acha que tem algo apreciável. Fez muito mal de ter fugido, tolinha, dias em paradeiro desconhecido... Como posso eu continuar a garantir sua inocência?... Jhonson ansiou tanto por esse dia, não é justo que deixemos ele esperando mais!

A jogou no chão mais uma vez e saiu do quarto que tinha apenas uma maca hospitalar com cintos e pulseiras para prender os pacientes. O loiro deixou o hospital psiquiátrico que havia sido fundando por Nicholas a pedido de Katrina, riu ao pensar que a estúpida havia criado seu próprio cativeiro. Acabou indo embora antes da invasão dos dourados se safando da punição certa. Já Katrina acreditava que a ela restava apenas esperar pela vinda de Jhonson para lhe levar a última coisa que ainda não havia perdido.

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Ela ficou ali sem mover nem mesmo um dedo. Pedindo que morresse antes que Jhonson chegasse, implorando para que se alguma entidade pudesse intervir o fizesse apenas para lhe ceifar a vida antes do inevitável, pois não tinha mais de onde tirar forças para continuar a viver. Pedia apenas que sua última memória não fosse a daquele ser asqueroso a rasgando no meio.

Minutos intermináveis e ele entrou no quarto, ela sabia mais pelo cheiro que pelo barulho. Nada no mundo era capaz de definir aquele cheiro podre que sempre lhe causava náusea e que hoje nem mesmo essa reação era capaz de tirar dela.

Ele a pegou pelo pulso e a jogou sobre a maca lhe arrancando as roupas sem qualquer protesto vindo dela. Logo ela estava nua sentindo toda a aspereza das mãos em sua pele, mas o que mais a magoava era se lembrar da suavidade do toque de Camus.

E quando tudo que ela mais desejava fosse ao menos perder os sentidos um frio glacial tomou conta do lugar. Viu a porta do quarto ser lançada longe e nela surgir um homem vestido numa armadura dourada e rodeado por uma luz branca que a impedia de lhe ver o rosto, mas quando ele falou, ela não teve a menor dúvida de quem se tratava.

— O sangue que correr nas suas veias é, em grande parte, composto por água, água que se concentra no momento da excitação para promover a ereção...

Jhonson olhava horrorizado para figura que havia adentrado ao quarto. O medo só não foi maior que a dor ao sentir sua ereção queimar por dentro como se estivesse sendo congelada.

— Só mesmo um porco para ter desejo no sofrimento de uma mulher, não vale nem a pena perder meu tempo com uma criatura tão baixa!

O capanga de Merlows soltou um grito ensurdecedor ao ver suas partes íntimas serem reduzidas a nada ao levar um chute do homem vestido na armadura dourada. Em seguida caiu morto do chão devido ao impacto de sua cabeça com a parede atrás de si.

Katrian olhava para cena chocada! Não entendia o que ele estava fazendo ali depois dele mesmo a ter devolvido para seu algoz. Se afastou imediatamente quando ele se aproximou retirando uma capa que estava presa às costas da armadura. Toda letargia que vinha sentindo se transformou em ódio ao vê-lo ali tentando bancar o herói de romance feminino.

Camus sentiu o olhar de horror que Katrina lhe lançava e não conseguia compreender sua reação. Quanto mais ele se aproximava dela, mais ela se movia para longe na maca.

— Não sei o que pretende com esse teatro, mas a mim não engana mais, sabe que eu sei de tudo.

O aquariano não conteve a surpresa, do que ela estava falando?

— Katrina, por Deus, não tenho a mínima ideia do que está falando. Precisamos ir, não posso explicar isso para as autoridades se pretendo assumir o ducado...

— Não vou com você a lugar nenhum! — Ela gritou.

— Katrina, o que mais você quer?! Estou aqui para salvá-la, digo que vou assumir essa porcaria de ducado e o que recebo é chilique de uma Lady mimada que não quer encarar a besteira que fez ao deixar o Santuário apenas por estar magoada com o que houve entre nós!

— Chilique?! Mimada! Como assim eu fugi?! Como é sórdido! Você mesmo me entregou para que me trouxessem de volta para cá! Eu é que não entendo o que pretende com esse circo!

Naquele momento Camus compreendeu tudo! Não sabia como, mas, Ian Guston, o ex-cavaleiro de Taça ainda tinha suas influências dentro do Santuário e até mesmo conseguia entrar nas áreas mais desguarnecidas. Lamentava muito não ter acabado com a vida do miserável quando descobriu que vendia informações do Santuário. Mas o infeliz tinha a capacidade de se fazer passar por qualquer pessoa e assim conseguiu fugir.

Novamente tentou se aproximar da jovem, mas ela voltou a se afastar quase caindo da maca.

— Katrina, me escute, sei que tudo o que eu disser vai parecer mentira, pois tenho certeza que viu exatamente o que viu. Mas não era eu naquele encontro, tenho mais de 200 testemunhas que passei a manhã toda na área de treinamento. Existe um ex-cavaleiro que tem como habilidade a capacidade de se fazer passar por qualquer pessoa. Foi ele que você viu e não a mim, ele me odeia por ter descoberto que ele vendia informações do Santuário para organizações criminosas.

Para Camus estava sendo muito difícil ter aquela conversa com uma garota que estava tão assustada que nem ao menos se dava conta de que estava inteiramente nua, machucada e precisando de ser vista por um médico imediatamente. Mas com ela naquele estado emocional ele não poderia simplesmente pegá-la a força, isso apenas aumentaria seu pânico. Já havia pedido por meio do cosmo que Shaka produzisse alguma ilusão para manter a polícia longe por mais algum tempo.

— Acha que vou acreditar nisso? Como esse homem poderia saber o que aconteceu ontem! Merlows me jogou na cara o nojo que teve ao me beijar! Como ele saberia disso?

— Não tenho nojo de você! Tenho vergonha do fiz ontem! Foi baixo, foi mesquinho! Mas realmente tive e ainda tenho muita vontade de te beijar! — Disse nervoso, voltando a sentir remorso pelo comportamento no dia anterior, ao mesmo tempo em que se sentia alarmado. Alguém havia entrado em Aquário e dado informações a Ian sobre o que aconteceu entre ele a Katrina. Aquilo era muito grave! Ou se tratava de alguma serva agindo como espiã, ou, pior, alguém que para ele o cosmo não era considerado hostil, o que indicava que essa pessoa lhe era de alguma forma próxima.

A jovem sentiu o pulso acelerar com a confissão, ao mesmo tempo se sentia ridícula por estar dando qualquer crédito à história absurda que ele estava contando.

— Então, se não me entregou, como soube onde eu estava?

— Juliet!

Ela o olhou incrédula e ele teve ganas de sacudi-la, por que era tão difícil fazê-la ver o óbvio?!

— Verá que ela vai confirmar toda minha história...

— Não conseguiria mentir para ela... — Disse com a voz franca, quase como se falasse para si mesma — Ela pode ler seus pensamentos, pode sondar sua alma...

— Sabe que não estou mentindo, Katy, vamos embora daqui... – Ele disse com suavidade voltando a se aproximar.

Ela se lembrou que antes de desmaiar pela pancada levada ainda no Santuário teve certeza que o terceiro homem ali não era Camus, mas, ao chegar em San Valentin, acreditou que aquilo era uma peça sendo pregada pelo seu cérebro desesperado que ainda tentava se agarrar a um último fio de esperança. Foi então que o choro veio, e com uma intensidade que deixou Camus aturdido. Ela soluçava e tremia dos pés a cabeça, numa mistura de alívio e horror por tudo que havia acontecido.

Finalmente permitiu que ele se aproximasse. Ele a cobriu com a capa e a colocou no colo, beijando-lhe a testa. Ela se aconchegou no peito largo, chorando baixinho com a cabeça apoiada na curva do pescoço do cavaleiro.

— Acabou, Katy, nunca mais vai voltar a este lugar...

Ela se segurou com mais firmeza nele.

— Fica lindo nessa armadura, Vossa Graça.

Ao terminar de falar ela perdeu os sentidos, ele sabia que o impacto emocional havia sido exaustivo, mas ela ficaria bem, e ele, bem, ele não conseguia conter o sorriso malicioso, também achava que ficava muito bem trajado com armadura de ouro de Aquário.

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Os empregados do Castelo de Arundel simplesmente não sabiam como agir. Mal o atual duque, Armand Merlows, havia deixado o local, que ficava apenas a vinte minutos de San Valentin, tendo lhes avisado que Katrina havia sido encontrada e já estava novamente sobre cuidados médicos, a casa foi invadida por quatro homens sendo que um deles carregava a jovem Lady nos braços e afirmava ser ele o verdadeiro herdeiro do ducado, pois era filho de Nicholas.

Não era difícil reconhecer a semelhança física entre o antigo duque o rapaz que agia quase de maneira possessiva em relação a Katrina, não permitiu que ninguém se aproximasse dela, exigindo que lhe fossem indicadas suas acomodações para que fosse avaliada pelo médico que estava em sua companhia. Mas apesar da semelhança eles não tinham qualquer garantia de que aquele homem dizia a verdade e ficaram em dúvida entre comunicar Merlows ou chamar as autoridades. Apesar da desconfiança seguiram as ordens, pois sentiam um grande alívio ao ver a jovem que era muito querida por todos.

Milo e Mu permaneceram no Hall até que o mordomo lhes indicou uma sala onde poderiam esperar. Imediatamente os dois foram servidos com um lanche completo, enquanto algumas empregadas ficavam cochichando sobre a beleza dos rapazes.

Camus e Shaka foram acompanhados pela governanta que logo lhe indicou o quarto de Katrina.

— Agradeço sua atenção, senhora?...

— McClean, Vossa Graça – A senhora respondeu com uma reverência.

— Peço que nos deixe para que o doutor possa avaliá-la.

— Mas, Vossa Graça, Katrina está coberta apenas por esse pano! Não posso permitir que dois homens fiquem sozinhos com ela, isso não é correto!

— Senhora McClean, este senhor é um médico e eu sou o futuro marido de My Lady, lhe garanto que ela ficará bem e que não há qualquer razão para preocupações, com a sua licença... – Assim que entrou no quarto colocou a jovem na cama e sem dar chance para uma contra argumentação, o cavaleiro fechou a porta do quarto na cara da pobre senhora.

— Prestou atenção no que disse para aquela senhora? – Shaka perguntou enquanto aplicava seu cosmo sobre as feridas da jovem.

— Que Katrina não corria risco conosco?

— “Sou o futuro marido de My Lady”...

Camus suspirou. Claro que as pessoas estranhariam a decisão dele, mas era a coisa mais sensata a fazer.

— Sei que parece estranho, Shaka, mas o casamento antecipa os direitos de Katrina sobre sua herança, mesmo que algo me aconteça, Merlows não voltaria ao papel de tutor, minha avó é a herdeira dela antes de dele e, se tivermos um filho, teremos também um novo duque. Não sei quanto tempos as investigações e um provável julgamento possam demorar. Não se trata de um casamento convencional, quando qualquer das condições ocorrer, um menino, ou o julgamento final de Merlows, nos divorciaremos e poderemos seguir com nossas vidas.

— Acha que ela vá concordar com isso?

— Shaka, mesmo hoje, apesar do romântico casamento do Príncipe Willian, quase todos os casamentos nobres envolve algum tipo de conveniência. Katrina pertence a esse mundo, sei que ela é inteligente o suficiente para saber que a solução que apresento é definitiva e segura sobre todos os ângulos...

— Principalmente no emocional...

Camus arqueou uma sobrancelha em sinal de questionamento.

— Não considerou que ela pode ser apaixonar por você? E que, quem sabe, você possa se apaixonar por ela e um dos dois não ser correspondido apesar de partilharem a cama?

O aquariano rodou os olhos. Sabia que esse risco existia, mas os dois teriam que ser racionais e compreender que a situação, como se provava a cada instante, tinha que ser definitivamente solucionada, sendo um cavaleiro ele não tinha como garantir a Katrina que estaria vivo até que tudo se resolvesse, o casamento ao menos dispensaria a tutela o que dificultaria qualquer tentativa de Merlows se apossar da fortuna, Katrina poderia fazer um testamento o excluindo como herdeiro agora que teria a capacidade civil exigida.

— Não haverá espaço para romance nesse casamento, Shaka, sei que Katrina compreenderá a necessidade de assim agirmos.

— Que seja! Bem, ela está ótima, as feridas foram apenas superficiais, e já foram cicatrizadas com a aplicação do cosmo. Deixe que ela descanse e acorde naturalmente. Sugiro que fique com ela, não é bom que ela acorde sozinha.

— Farei isso, depois Milo e eu seguiremos para Londres. Tenho que me apresentar à rainha além de conseguir uma licença para dispensar os proclamas. Quero que estejamos casados amanhã antes de regressarmos ao Santuário.

Shaka apenas concordou e deixou o quarto indo ao encontro de Milo e Mu que já estavam estufados de tanto comer.

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Enquanto Katrina dormia, Camus foi até o quarto de banho e encheu a banheira. Preparou um banho relaxante para que ela pudesse se refazer. Esperava que ela reagisse bem à sua proposta mesmo que a convivência entre eles beirasse a guerra santa. Quando o banho estava pronto ele voltou para o quarto.

— Como conseguiu me trazer até aqui?

Ele sorriu para ela.

— Sou o dono dessa casa, não? — Disse com um jeito malandro que a encheu de calor.

— Verdade! Espero que me deixe morar aqui. Simplesmente amo esse lugar, passei minha vida toda aqui... — Disse com um sorriso tímido.

— Essa é a sua casa, Katrina, e continuará sendo, afinal, essa é a residência oficial da duquesa do Norfolk, não?

— Sim, mas, escute, Louis, não tem como renunciar ao título, muito menos em favor de uma mulher, poderia fazê-lo apenas em favor de um filho. Se eu pudesse assumir o título, meu pai o teria feito...

— Sei disso, Katrina! Mas ainda assim pode ser a duquesa, não?...

— Somente se... Não pode estar pensando nessa insanidade! Nós dois... Nem ao menos nos suportamos! Mal nos conhecemos!

Katrina começou a se levantar quando percebeu que ainda estava nua e coberta apenas pela capa que ele havia colocado sobre ela ainda em San Valentin. No mesmo instante recuou, se cobrindo ainda mais, sentindo a pele do rosto corar.

Apesar do desconforto dela, ele se sentou na cama, causando uma aproximação, a envolveu pela cintura e lhe deu um beijo lascivo, permitindo que a mão vagasse pelo corpo pequeno por cima do tecido enquanto intensificava o contanto entre os lábios. Logo a jovem o envolvia pelo pescoço aprofundando o beijo e fazendo com que ambos gemessem de antecipação. Entre os beijos e um sorriso cínico o aquariano conseguiu falar:

— Esse definitivamente não o comportamento de duas pessoas que não se suportam... – Terminou o beijo dando uma leve mordia no lábio inchado da garota — Sei que não somos o casal mais compatível do mundo, mas não somos indiferentes ou mesmo avessos à proximidade. Sabe que esse casamento apenas te traria benefícios, se tivermos um menino então...

Ele lhe deu um beijo suave nas mãos antes de se levantar, ainda a fitando com intensidade.

— Me sinto no século XIX...

— E eu vivo como se estivesse em 400 antes de Cristo!

Os dois gargalharam.

— Até que pode dar certo então...

— Ficaremos casados até que Merlows seja julgado e condenado ou até que tenhamos um menino.

Aquilo foi como um banho de água fria em toda a excitação que a jovem vinha sentindo pelo beijo ardente que haviam trocado. Ela não pensou nem por um momento que a proposta seria, como se poderia definir, temporária?! Mas era óbvio que ele só podia propor algo assim, no fundo estava ansioso para se ver livre de toda aquela confusão, e, ao final, ela também não queria aquele casamento, não é mesmo? Estava apenas garantindo sua segurança e a perpetuação do título em sua família, não era? Com uma falsa dignidade voltou a sorrir:

— Então que venha logo um menino, ou teremos que ficar tentando!

A mera insinuação às tentativas fez o sangue do cavaleiro ferver, não seria nenhum sacrifício realiza-las. Foi quando a pegou no calo arrancando um gritinho agudo da jovem.

— Seu banho está esfriando. E eu tenho que ir a Londres para me apresentar oficialmente.

A levou até o quarto de banho e sem qualquer cerimônia tirou a capa que a envolvia a colocou na banheira lhe dando beijo suave nos lábios antes de deixá-la para curtir aquele momento em que lhe era devolvido tudo, a exceção, quem sabe, do coração.

CONTINUA