Noites Sombrias
16 O Reencontro
–Tem alguém aqui?-Grita Aurora. Parecia que alguém ficava lá, mas ali não era seguro. A Qualquer momento, ali podia desabar. Aurora desvia seu olhar e encontra uma pessoa, estava de costas, mas ela reconhecia. -Nadia.
Debaixo de uma árvore, Dalila continuava a se proteger do sol. Ela estava louca para que anoitecesse logo. Dois caçadores estavam passando pela floresta, eram os mesmo que quase descobrem Nadia. Dalila achou que era a sua chance.
–Ei. -Grita Dalila. -Vocês mesmo, venham aqui.
Os caçadores chegam perto de Dalila lentamente, apesar de a terem achado bonita, eles não queriam se arriscar.
– O que você está fazendo aqui, no meio da mata?- Pergunta um deles
–Não quero pegar sol, gosto da minha pele pálida como ela é. — Responde Dalila
–Mas nem está tão sol assim. Olha só por que você é bonita não deixa de ser suspeita...
– Você me achou bonita?-Pergunta Dalila. O Caçador fica envergonhado. -Chegue mais perto, diga olhando nos meus olhos.
O Caçador chega mais perto de Dalila e a encara seus olhos verdes. Alberto se junta á Jack e Angeline
–Dalila está bem?-Pergunta Jack
–Eu não sei, esperei um pouco depois do que aconteceu e vim direto pra cá. –Responde Alberto
Os três ouvem um grito de um homem e resolvem ir ver o que estava acontecendo. Dalila tinha mordido um dos caçadores e o outro apontava a arma para ela. Jack chega por trás e desarma o caçador, o desacordando.
–Eu não acredito que você fez isso. –Diz Jack
Não muito longe dali...
–Nadia. –Diz Aurora
Nadia reconhecia aquela voz suave. Ela se vira lentamente e avista a amiga. Nadia parecia assustada, olhava para Aurora e para o céu, mas do mesmo jeito,decidiu que era melhor conversar com ela.
– Aurora. Olá. -Disse Nadia
–Nadia, o que você está fazendo aqui? –Pergunta Aurora se aproximando, mas Nadia recuava.
–Eu... Decidi que por hoje, aqui é o melhor lugar que eu posso ficar. Amanhã, bem cedinho, eu volto para Collsville.
– Ótimo, eu volto com você. Claro que aqui não é tão aconchegante, mas é só para passar uma noite e...
–Aurora... -Dizia Nadia
–Dá para se acostumar. -Diz Aurora
–Não Aurora, você não vai comigo. -Diz Nadia
–O que?-Pergunta Aurora
–Eu prefiro que você encontre outro lugar para ficar e de preferência longe de mim. Bem longe.
–Mas Nadia...
–Sem mais, é a melhor coisa a se fazer. Agora vai embora, antes que a lua cheia comece a brilhar no céu. -Nadia dizia isso enquanto se virava e afastava de Aurora. Ela estava com as mãos nos ombros.
–Mas... Eu não entendo... Por que você tem tanto medo?-Grita a anja
–Por que eu não quero te machucar Aurora. –Nadia volta seu olhar á sua amiga. -Não quero mais machucar ninguém.
– Então vamos voltar juntas a Collsville e retornar o nosso treinamento de controle.
–Não, não. Eu decidi que isso é melhor e assim será. Agora vai embora. -Nadia se afastava ainda mais de Aurora, mas esta a seguia pela montanha. Por um momento, elas se esqueceram que a qualquer hora, ali podia cair.
–Nadia espera. Eu posso te ajudar a controlar, você sabe disso. Eu sou sua amiga e quero te ajudar.
–Você me ajudaria se ficasse bem longe de mim.
–Nadia... –Aurora segura o braço de Nadia, esta a empurra fazendo-a cair. -Você... Você me empurrou. O que está acontecendo com você?
–Eu disse pra ficar longe.
–Quer saber de uma coisa?-Aurora se levantava do chão, limpando suas mangas da blusa. -Eu já sei o que estou acontecendo com você. Você tem medo que as pessoas se aproximem. Você tem medo de machucá-las. Você tem medo que alguém goste de você.
–Quieta. Eu não preciso ouvir isso. –Nadia tampava seus ouvidos com as mãos.
– Você não quer ouvir por que é a verdade. Você tem medo que aconteça com alguém a mesma coisa que aconteceu com a sua colega de quarto do orfanato.
Nesse momento, Nadia se lembrava de quando a maldição foi ativada, lembrava-se do orfanato em que esteve e acima de tudo, se lembrava da primeira vez que matou alguém.
–Calada. –Ela ajoelhava-se sentindo o peso de culpa, por tirar a vida de alguém.
–Então é isso não é?É isso que você tem medo. É isso que tanto te atormenta. É isso que não te deixa dormir a noite. Mas isso você não consegue evitar.
–Eu mandei você ficar calada.
Os olhos de Nadia ficavam amarelados. Ela se levanta e vira para Aurora a empurrando com força. Aurora não consegue manter o equilíbrio e acaba batendo suas costas com muita força no chão,que desaba,causando uma longa queda até o chão. Uma queda fatal. Após perceber o que havia feito, Nadia desce a montanha desesperada chamando por Aurora, mas não tendo resposta.
– O que eu fiz?Eu só queria te proteger. –De repente começa uma forte chuva,Nadia estava chorando, segurando Aurora em seus braços
Enquanto isso, Ihma se despedia de Nathalie, deixando claro que só havia feito o ritual por que devia um favor a ela, mas que a mesma não a procurasse mais. Os caçadores se sentiam estranhos, eles tentaram tanto matar os seres do mundo sobrenatural que agora faziam parte dele.
– É eu sei vocês estão se sentindo estranhos agora, mas logo essa sensação vai passar. -Dizia Nathalie dando uma volta entre os caçadores.
– Por que fez isso com a gente? –Perguntava um deles, inconformado.
–Eu ajudei vocês. Estão melhores agora.
O corpo de Cecília começa a queimar, os caçadores olhavam assustados, mas Nathalie olhava com um sorriso no rosto. Isso era sinal que o ritual havia dado certo. Mas, por que Hiendi ainda não havia queimado?
–O que está acontecendo?Ela já devia ter queimado.
De repente, Hiendi abre os olhos e se levanta lentamente, mas ela já estava mais forte. Após voltar a si, encara Nathalie por um instante.
–Mas... Como? -Perguntava Nathalie. O Ritual deu certo, por que seu corpo não está queimando?
–Eu não sei, a única coisa que eu sei agora é que eu vou arrancar a sua cabeça e fazer de decoração na minha casa. –Respondia Hiendi
–Então, eu mesma terei que acabar com você.
Nathalie e Hiendi se atacavam, Nathalie era mais forte, jogando Hiendi para fora da caverna. Iran percebe que aquela era a sua chance de escapar e chama um dos caçadores, ele não queria ir, estava com medo, mas se lembrou que agora era um híbrido e não tinha o que temer.
– O que você quer. –Diz o caçador mantendo distância.
–Me solte e eu posso fazer você se tornar humano novamente. — Diz Iran
–Por que eu devo confiar em você?- Pergunta
–Na verdade não devia. Mas você não tem muita escolha.
Nathalie e Hiendi continuavam sua batalha. O Chão estava uma poça de lama, mas elas não se importavam. Hiendi segurava os cabelos de Nathalie e a jogava contra a parede da caverna fazendo-a bater com força. A Vampira, veloz, vai em direção a Nathalie a fim de lhe acertar um soco, mas esta desvia batendo a cabeça dela numa árvore.
–Desista Sanguessuga, você sabe que eu sou mais forte. –Diz Nathalie
Hiendi chuta o estômago de Nathalie e em seguida lhe dá uma cotovelada nas costas, fazendo-a cair no chão. A vampira chuta a inimiga no chão. Ela estava com vantagem, mas com uma rasteira Nathalie consegue a derrubar indo para cima da inimiga e a imobilizando.
– Diga adeus a sua vida miserável. Mas desta vez, para sempre. –Nathalie se prepara para arrancar o coração de Hiendi, mas algo a acerta por trás. Era uma estaca enfiada em seu coração e atrás, Iran.
– Se depender de mim, nada irá acontecer a ela. — Dizia Iran tirando Nathalie em cima de sua amada.
–Mas... Como?Eu achei que híbridos só morriam queimados. — Perguntava Hiendi se levantando.
– E só morrem queimados, mas eu sou um bruxo, enfeiticei a estaca para que ela possa ficar desacordada o suficiente para podermos queimá-la.
– E quanto a mim? Por que não queimei no ritual?
–Você acha mesmo que eu iria te entregar á um ritual sem te lançar uma proteção antes?Você não me conhece. –Iran colocava sua mão no rosto de Hiendi, que a tira logo em seguida.
Biblioteca de Colsville
Uma garota entrava na biblioteca, era a única da cidade que tinha coragem para sair na chuva. Tinha os cabelos compridos e castanhos escuros, seus olhos eram castanhos e bem puxados, pois ela era de origem asiática. Corpo definido e franzino. Magrinha, não muito peito nem bunda, corpo proporcional aos seus 1, 65 de altura. Seu nome era Krystal Berllark.
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–Não sei o que você está fazendo aqui, não tem ninguém. Eu só estou aqui por que tenho que cumprir minhas horas de trabalho. — Disse a bibliotecária.
– Olá para você também Janishe. –Disse Krystal limpando seus pés. Ela procurava um livro de mitologias. –Objetos para feitiçaria?Parece bom.
Krystal pega o livro e senta-se para lê-lo. Era adorava essas coisas do mundo sobrenatural e mitológicas. Longe dali, na Escola Collife, Hanna aproveitava seu tempo livre no laboratório, que ficava isolado no intervalo. Ela colocava um colar dentro de sua bolsa.
–Eu espero que esse colar possa fazer a Raven andar á luz do sol. –Dizia Hanna para si mesma.
–Hanna?O que está fazendo aqui?- Perguntava uma das professoras de Hanna
–Ãhn, nada não. É que aqui é o lugar mais calmo da escola.
–Mas você não pode ficar aqui, vou pedir que se retire.
–Tudo bem. – Hanna saía com sua bolsa, ainda bem que a professora não a tinha flagrado fazendo o feitiço.
A Chuva já estava passando, Demetria observava os pingos de água caindo no chão. Ela escuta um barulho vindo das árvores e se esconde para poder observar melhor. Demetria avista os caçadores e retira sua espada das costas, mas ela notava alguma coisa de diferente nos caçadores que não sabia o que era. Então, guarda sua espada e decide segui-los cuidadosamente para que eles não notassem sua presença.
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