Noites Sombrias
38 Enfrente seu Demônio Interior - Parte 3
Notas iniciais
–Ilha-
Leon caminhava para junto de Dan. Os outros iram atrás dele. Iran, Ana Júlia, Raven, Rin, Jhonathan, Levi e Hiendi. Nesta ordem. Eles chegam junto á Dan.
–Por que demoraram?! –Pergunta Dan
–Estava convencendo eles. –Respondeu Leon
–Então, o que queriam nos mostrar?! – Pergunta Iran
–Isto. –Diz Dan abrindo novamente a passagem.
–O que é isso?! –Pergunta Ana Júlia
–O Dan acha que é algum tipo de passagem, para sairmos dessa ilha.
–Nós vamos descobrir se entrarmos aí. –Diz Jhonathan
–Então, que assim seja. –Diz Iran. –Vamos.
Um a um, todos entravam na passagem. Quando Hiendi entrou, automaticamente, a passagem se fechou.
–Eu não gostei desse lugar. –Disse Ana Júlia
–Alguém pisou no meu pé. –Diz Levi
–Desculpe, não consigo ver nada. –Responde Raven
–Eu posso dar um jeito. –Diz Rin iluminando o caminho.
–Você sempre consegue dar um jeito em tudo. –Diz Jhonathan
–Olhem, tem duas passagens. Em qual entramos?! – Pergunta Leon
–Vamos nos separa em grupos, um vai pelo lado direito e outro pelo lado esquerdo. –Diz Hiendi.
–Não. Não podemos nos separar agora. –Diz Iran- Não sabemos o perigo que podemos encontrar aqui.
–Olhem só, ele tem boca. –Caçoa Hindi.
–Escuta aqui, Hiendi... –Iran foi interrompido por Dan.
–Vocês não vão discutir agora né?! O Iran está certo, não podemos nos separar. Vamos pelo lado direito.
–Por que pelo lado direito?! – Pergunta Rin
–Por que é o direito. –Diz Levi, dando um leve sorriso em seguida. Raven não conteve a risada. Iran encara o rapaz, com uma expressão que dizia que aquela piada, não tinha graça.
–Veja, tem uma porta ali. –Diz Leon.
–Então vamos entrar. –Diz Iran tocando na maçaneta da porta. Em segundos, uns escaravelhos robóticos começam a sair de todo o lado, soltando leves e mortíferos raios neles.
–Iran, Iran. Será que você não aprendeu que não se deve tocar em portas?! – Pergunta Levi
–Não é hora de discutir agora. –Responde Iran amassando alguns escaravelhos.
–Quanto mais a gente mata, mais deles aparece. –Diz Ana Júlia
Um dos escaravelhos solta um raio em direção á Raven, que é salva por Levi, que a joga para o chão.
–Obrigada. –Diz a vampira.
–Não me agradeça agora. –Responde o garoto se levantando rapidamente e atacando os escaravelhos.
Os escaravelhos começavam a saltar sobre eles, Hiendi joga um deles em outro e ocorre uma pequena explosão.
–É isso. A única coisa que pode matá-los são eles mesmos. –Grita a vampira.
–Os joguem uns nos outros. –Diz Ana Júlia, realizando o ato.
E assim foi feito, Levi chutava os escaravelhos que se aproximavam dele e de Raven nos outros, que explodiam. Iran, Rin e Ana Júlia usavam telecinesia para jogá-los, enquanto Hiendi, Dan, Leon e Jhonathan, usavam a força física. Em instantes, todos já estavam destruídos.
–Agora sim, vamos ver o que tem por trás dessa porta. –Diz Leon, tocando na maçaneta e a abrindo.
–Parece ser uma sala de controle. –Diz Dan
–Não parece, é uma sala de controle. –Diz Ana Júlia.
Uma bala ia rapidamente em direção á Rin, mas é parada por Jhonathan, que a segura. Todos se espantam e percebem que não estavam sozinhos. Havia uma pessoa ali, que correu quando perceberam sua presença. Iran rapidamente, levita o humano e o coloca em frente á todos.
–Quem é você?! –Pergunta Hiendi
–Sou o Doutor Krip. Vocês não deviam estar aqui. –Diz
–O que é essa sala?! E o que faz nessa ilha?! – Pergunta Raven
O doutor se mantêm em silêncio, até se levantar e tentar correr, novamente, sendo parado por Iran.
–Ela te fez uma pergunta. –Diz Levi.
–Desculpem, mas não posso dizer.
–Ta tudo bem. Nós temos outros métodos. Iran, se importa em mexer com a mente dele?! – Pergunta Ana Júlia.
–Nem um pouco. –Responde o bruxo, fazendo o que a garota havia pedido. O doutor sentia muita dor e gritava muito alto, até cair no chão. Parecia que ele iria morrer.
–Ta bem, eu digo, eu digo. –Gritou. Assim, Iran parou. – Essa é a sala de controle da ilha. Fui mandado para cá para matar vocês. Tudo que vocês vivenciaram até agora, foi eu que planejei. Fui eu que coloquei a barreira para impedir que quem entrasse fugisse, fui eu que mandei Hel matar vocês e fui eu que soltei aqueles robôs destruidores.
–Espera, então isso quer dizer que... –Jhonathan foi interrompido por Ana Júlia.
–A Ilha é toda artificial.
–Base dos caçadores-
A Drª Cynthia continuava realizando seus testes em Diana, que se mostrava muito calma. Neste instante, Patrick entra na sala, fazendo com que a marciana se levantasse rapidamente e o encará-lo.
–O que descobriu?! – Perguntou Patrick
– Eu descobri que ela pode dar vida á objetos. Qualquer que seja.
–Ela pode dar vida?! Impressionante. Será que você podia pegar o gene dela e usá-lo para aplicar nos caçadores?! – Pergunta Patrick.
–Até poderia. Mas não funcionaria e se funcionasse, eles morreriam. –Responde.
–Então, ela não é mais útil.
–Por favor, me deixe fazer mais algumas análises. –Diz a Drª
–Nem pensar. Você já ficou muito tempo com ela. Termine logo isso e retire suas coisas, ela é um perigo para todos.
Por um momento, Diana queria dizer umas palavras para Patrick, mas desistiu ao se lembrar que devia ficar calada.
Patrick saiu da sala e foi diretamente até a cela, onde havia deixado Alexia. A vampira já estava acordada.
–Ora, ora. Olá Alexia. Nos encontramos novamente. –Diz Patrick.
–Vai te catar. –Responde.
–Isso não é jeito de tratar um velho amigo.
–Você não é e nunca foi meu amigo. –Diz Alexia.
–Que pena. Você era tão linda. Aproveite seus últimos minutos de vida. –Patrick se distancia da cela e caminha lentamente. Mas antes de sair, ele deixa um caçador de vigia na cela de Alexia.
–Floresta-
Tyler caminha até Krystal, que estava sentada em frente á uma árvore. Jack brincava com Sally e Angeline, enquanto Ana dava uma volta.
–Oi... Olha, me desculpe pelo que aconteceu. É difícil pra mim. Eu sou novo nesse ramo, eu e Ana começamos nosso treinamento a pouco tempo e... –Foi interrompido por Krystal
–Ta tudo bem. Eu entendo. Não deve ser nada fácil mesmo. –Diz Krystal.
–Ainda bem que você entende. Posso me sentar ao seu lado?! – Pergunta
–Pode sim. Mas... Só fique um pouquinho longe, tudo bem?!
–Tudo bem. –Sorri, desviando seu olhar para Jack e as garotinhas. –Ele é bem legal, não é?!
–O que?! Quem?! – Pergunta
–O Jack. Ele que trouxe, eu e a Ana para cá. Ele ainda consegue se divertir com aquelas menininhas. É como um pai pra elas.
–É, eu sei. Ele me salvou e eu ainda nem sei o porquê. –Diz Krystal
–Bom, a Ana está vindo. Nos vemos depois. –Disse Tyler se levantando e caminhando até sua namorada.
–Ilha-
–Escute só, o que vamos lhe dizer. Você vai tirar essa barreira que nos impede de sair daqui. –Diz Iran.
–Ta-ta. Eu tiro, Só não me matem. –Diz o Doutor.
–Não é só isso. Também queremos um avião. –Diz Ana Júlia.
–Avião?! – Pergunta o doutor.
–É. O que você tem de mais rápido?! – Pergunta Raven.
–Eu só tenho um avião, mas... Mas eu uso ele pra poder sair daqui.
–Ótimo. Queremos esse mesmo e rápido. –Diz Hiendi.
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