Noites Sangrentas

5 Capítulo 5 - Lobisomens .


Notas iniciais
O bom de fazer um livro, é ter bons leitores como vocês.

“Cruel.” – Foi essa palavra que o ultimo garoto que eu matei me disse.

Cruel, eu serei, quando eu encontrar o capeta que acabou com minha vida. Verdadeiramente, não entendo, entretanto, estou sentindo meu coração tão cheio de vingança, ódio, tristeza e insatisfação, que eu acho que poderia acabar com um mundo em só uma dentada.

“ Sangue.Pessoas.Vingança.” – Eu pensei e senti lágrimas de ódio jorrar pelos meus olhos.

Eu ainda me matinha no parque. Olhares atentos na lua e nas estrelas, corpo cheio de poder e pensamentos descontrolados.

“Um animal sem sentimentos.” – Eu pensei, tentando me identificar.

Eu me levantei vagarosamente, sustentei meu corpo sobre a árvore mais próxima e fitei o horário em meu relógio de ouro que se encontrava em meu pulso esquerdo.

“00:30.” – Eu pensei e revirei os olhos.

– O que pode ocorrer em 00:30? – Eu me perguntei debochadamente.

Segui vagarosamente até meu carro, desliguei o alarme, liguei o carro com a chave e o acelerei.

“Preciso de um cigarro.” – Eu pensei, fitando as árvores que ficavam para trás.

Algo passou pela frente de meu carro como um borrão, por conseqüência, dei uma parada brusca e sai do carro para visualizar o problema.

– Eu to ficando doida, só pode. – Eu rinchei e arfei insatisfeita, depois, de não perceber nada de errado.

“Lobisomens.” – Algo martelou em minha mente.

– Lobisomens? Dignos de pena. – Eu disse e sorri.

Um rosnado chegou em meus ouvidos, girei-me delicadamente e dei de cara com um imenso animal. Olhos arredondados, uma grande boca com dentes finos e amedrontadores e pelos de cor alaranjado.

– Que merda é essa? – Eu perguntei e arregalei os olhos apavoradamente.

O animal me atacou com grande velocidade, porém, desviei e irracionalmente, corri o mais rápido que o meu corpo permitia.

– Socorro! – Eu gritei, enquanto, sentia o grande animal em busca de minha alma.

Barulho de ossos quebrados veio logo em seguida, um puxão em meu vestido e um pensamento entristecedor:

“Estou ferrada.” –Eu pensei e deixei que meu corpo fosse puxando pelo o indivíduo que me agarrou. Entretanto, ao virar, reparei que quem havia me agarrado, não era o animal, e sim um humano. Mas, se fosse um humano, eu sentiria seu cheiro adocicado de sangue. Aquele era diferente, ele não cheirava a sangue, ele não cheirava a nada. E ainda por cima, eu não sentia o bater de seu coração.

Ele soltou o meu vestido e sorriu.

– Quem é você? – Eu perguntei com a respiração intensa.

– O seu herói. – Ele brincou.

– Não existe heróis. – Eu rebati.

Ele me puxou pelo braço e me fez observar no chão, a cena do grande e peludo animal sem a cabeça.

– O que você é? – Eu perguntei horrorizada.

– O que nós somos! – Ele corrigiu com um lindo sorriso estampado no rosto.

– Eu estou falando sério. – Eu disse, fitando seus olhos claros.

– Eu sei que você não sabe, novata.

– Novata?

– Vampiros. – Ele disse.

– Vampiros são lendas para fazer histórias bobas e babacas.

– Não fale mal de sua própria raça. – Ele protestou.

– Eu não sou uma vampira. – Eu o corrigi.

– Você é sim, além do mais... – Ele parou por um instante e desviou o olhar.

– Além do mais o que?

– Esquece! Eu sou um vampiro e reconheço vampiros novatos de longe. –Ele falou com naturalidade. – Pronta para viver eternamente?

Eu não consegui responder, apenas, engoli em seco e cerrei os olhos pensativamente

“Isso só pode ser um pesadelo.” –Eu conclui.

Notas finais
Reviews?
Espero que gostem!
Beijos