Noites Sangrentas

2 Capítulo 2 - Ressuscitação


Notas iniciais
Espero que curtem !

“Aberrações não existem. Aberrações não existem.” – Eu repetia em minha mente.

Meus olhos se arregalaram de repente, e senti minha respiração se descontrolar.

“O que está acontecendo?” –Eu me perguntei desesperada.

Eu queria falar, eu queria protestar. Mas, tudo que saia de meus lábios eram súplicas silenciosas. Eu tentava me elevar, eu tentava me controlar, entretanto, meu corpo não obedecia. Pois, além de me sentir fraca – talvez, por ter perdido muito sangue — eu sentia algo dentro de meu corpo que circulava com grande velocidade e dor.

Fechei meus olhos com brutalidade e por um instante, senti-me morrer e ressuscitar novamente.

–O que está acontecendo? –Eu me perguntei em voz alta.

Eu fitei ao meu redor atentamente.

“Que sonho estranho.” –Eu pensei e fitei a lua.

Eu me levantei rapidamente e respirei profundamente sobre a paisagem amedrontadora de uma das ruas de Manhattan.

Após, todo aquele momento de sonhos e risadas, eu fitei o chão, e encontrei um tecido de uma roupa que parecia confortável. E o mais engraçado, é que sem nenhum esforço, veio-me palavras em minha mente:

“Os olhos claros, o corpo bruto, a malícia, VAMPIROS.”

Eu engoli em seco e arranquei o tecido do chão para minhas mãos.

–Merda! –Eu gritei e senti lágrimas quentes em minhas bochechas.

“Meu pescoço.” –Eu pensei e encostei uma das minhas mãos em meu pescoço. E bem lá, eu senti os dois furos, que aparentavam ser delicados, mas, que eram profundos.

Eu pressionei os olhos e comprimi a boca com sentimentos de ódio e vingança.

–Menina? –Eu vi uma menina me chamar.

Eu me virei rapidamente e fitei o corpo esbelto e os olhos suspeitos da adolescente.

–Está tudo bem? –Ela indagou preocupada.

–Olha para minha cara e vê se eu to bem? –Eu comentei e guardei o tecido encontrado no chão em um dos bolsos da calça.

–Quer ir ao médico? –Ela perguntou e me fitou novamente de cima a baixo.

–Não quero. Obrigada!

–Mas, você não está bem. Eu vou ligar pra policia. O que fizeram contigo?

– Cala boca, vadia. Eu já disse que não preciso de ajuda. –Eu rosnei.

–Desculpe-me. Eu só queria ajudar. –Ela admitiu tristonha.

–Monstros vivem sozinhos. –Eu disse de repente.

Ela me fitou confusa e sorriu:

–Você é uma vagabunda drogada é isso?

–Você me chamou de que?

–Não quero ofender, mas, está na cara. –Ela disse rudemente.

Eu senti um fogo brotar de meu corpo, meu nariz se estufou de raiva e quando percebi, eu sugava todo o sangue do pescoço branco da menina, ou melhor dizendo, de minha janta.

***

Notas finais
E ai ? O que acharam?
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