Notas iniciais
Esse capítulo sim, considerem como primeiro (rs). Artemis chega ao McKinley High School, é o primeiro dia de aula e ela vai conhecer algumas personalidades desse novo colégio.

Lá estava eu, na porta do meu novo colégio, esperando por Aaron (meu melhor amigo). As únicas coisas que eu conseguia pensar naquele momento eram: Quanta gente! O que faço? Pra onde eu vou? , e nenhuma dessas perguntas tinha resposta. Eu apenas dei mais um passo e entrei (aliás, eu já estava parecendo uma doente parada em frente à porta, esperando, boquiaberta e sem ação). Quando entrei, após passar por alguns corredores, ouvi a serena melodia de um piano e decidi que iria procurar de onde vinha esse som, até que fui interrompida por um esbarrão que quase me jogou no chão. Era uma mulher diferente, alta, de cabelos curtos e loiros, com um aspecto enfurecido e uma roupa atlética.


– Nossa, você está bem... é, professora?

– Professora? Como professora? Ainda não abri nenhuma inscrição para entrar nas Cheerios! É cada uma que me aparece (no mínimo, essa garotinha deve ser mais uma das alunas do Will)...

– Desculpe, não queria irritar a senhora. Prazer, Artemis. Sou nova aqui no McKinley -aponta a mão para a mulher, no intuito de que ela aperte.

– Já começou errado, querida, ao não saber quem sou eu. Mas, como eu estou atrasada, meu nome é Sue, treinadora Sue Sylvester. Você vai me ver bastante por aqui ainda — aperta a mão da menina.

– Ok, treinadora Sue... Foi um prazer.

– Você é tão doce que está me fazendo sentir como uma diabética. Estou atrasada, até qualquer hora, Sandra.

– Artemis — diz a menina ruiva, rindo de forma sutil.

– Que seja, cabeça de tomate.


Sue saiu andando e me deixou parada, fazendo a auto pergunta: "Em que lugar eu fui me meter ?". Continuei andando até que meu celular tocou: era Aaron!


– Aonde você está, seu maluco ?

– Não estou muito bem, só liguei pra avisar que não irei hoje.

– E vai perder o primeiro dia de aula? Você só pode ter problema!

– Tenho sim, problemas de estomago.

– Você entendeu, bobão.

– É sério, acho que não deu certo minha maratona de ontem.

– Maratona?

– Entenda: Salgadinhos e refrigerantes, milkshakes caseiros sabor framboesa, batatas fritas, brigadeiros e pêssegos não são uma boa combinação pra uma noite só!

– Você tem, realmente, problemas. Estou atrasada, beijos e tchau — desliga correndo, sem esperar resposta de Aaron.


Eu corria, desesperadamente, procurando a sala de número 12. Ainda bem que cheguei a tempo, junto de todos. Entrei e dei de cara com um homem estranho, usando roupas com cores horriveis e que parecia não ter moral nenhuma com os alunos. Eu não sabia aonde sentar e que aula seria, com quem sentar ou que horas sairia de lá, até que... \"\"

– Oi, você quer sentar conosco? — disse uma garota negra, um tanto gordinha, com um brilho diferente e um sorriso muito bonito, acompanhada de uma outra garota de pele clara, radiante, com um sorriso também muito forte.

– Pode ser mas... Quem são vocês? Por que me chamaram?

– Prazer, eu sou Mercedes Jones — diz a garota negra.

– E eu sou Rachel Berry. Qual o seu nome? — diz a outra garota.

– Artemis, prazer. Vamos nos sentar ?

E assim foi, sentamos juntas. Era uma mesa pra três e eu fiquei na ponta, ao lado da janela, com Rachel ao meu lado e Mercedes na outra ponta. Aquele homem estranho começou a falar, até que se identificou como diretor Figgins. Ele explicou todas as diretrizes do colégio, falou sobre a ética, sobre o material didático e eu quase explodindo de tédio! Coloquei o fone de ouvido do meu celular de forma que ninguém visse, apenas de um lado. Escolhi uma das minhas músicas favoritas virei para a janela, olhei para as nuvens e comecei a cantar, sem perceber, de forma simples e serena, o refrão dela...

"In another life,
I would be your girl
We'd keep all our promises
Be us against the world
In another lifeI would make you stay
So I don't have to say
You were the one that got away
The one that got away"
(The One That Got Away — Katy Perry)


Quando olhei para o lado, estavam Rachel e Mercedes olhando para mim de uma forma diferente, com sorrisos abertos e eu imediatamente parei de cantar. Olhei para elas e ficamos alguns segundos nessa troca de olhares até que Rachel segurou a minha mão e disse:


– Querida, acho que seremos ótimas amigas!