Noite Nebulosa

14 Lembrança dolorida ... A cruz e a espada!


Notas iniciais
Desculpem a demora ... Espero que gostem!

Eu estava tão assustada com o acontecimento recente , que só percebeu que já tínham chegado quando Sasuke estacionou sua moto na enorme garagem cheia de carros e motos esportivos , que eu (logicamente) não sabia nem o nome.
Eu olhava admirada cada carro e moto , um mais lindo que o outro ate que despertei de meu transe e pude notar que Sasuke me olhava com um sorriso quase que imperceptível em seu lindo rosto.

_Err...vamos entrando, o tempo está fechado e provavelmente irá chover hoje.

_Hum... Claro, me acompanhe por favor!-Disse indo em direção a uma belíssima mansão.

Enquanto andávamos pude perceber um lindo jardim, e ao redor uma linda cerejeira em um canto não tão longe de onde me encontrava, e sem que percebesse já ia em sua direção, quando cheguei, senti uma vontade enorme de virar criança novamente, subir pelo tronco daquela árvore magnifica e me sentar no galho mais alto só para ver as lindas estrelas que enfeitavam aquela linda noite, tinha certeza que havia um brilho quase travesso em meus olhos esmeralda , que com certeza, me faziam parecer mais uma adolescente do que a mulher madura que me tornei.
Percebo que está tudo perfeito, um céu cheio de estrelas, um jardim maravilhoso, uma árvore magnifica e Sasuke sentado em cima da mesma me olhando....Espera aí...Sasuke sentado em cima da árvore? Como Ele conseguiu subir lá sem que eu percebesse?!
Olho para cima, e percebo que Sasuke realmente estava sentado no tronco olhando divertido para mim.
Eu não entendia como isso era possível, ele estava atrás de mim agora mesmo.

_Como você...?!

_Como subi aqui em cima?! Fácil enquanto você olhava o jardim, fiquei com tédio de ficar vendo você babando igual uma criança.

_ Eiii, seu mentiroso eu não babei.- me virei de costas emburradas e o desgraçado ficou rindo da minha cara, espero que ele caia de cima da árvore e quebre alguma coisa, poderia ser a perna, não, melhor a boca, melhor não... seria um grande desperdício se ele quebrasse algo, já sei ele poderia morder a própria língua, ai quem sabe ele pare de falar besteiras!?.

_Ei, vai ficar ai pensando em como eu poderia cair daqui e quebrar a cara ou vai subir aqui?

What? Ele deu para ler mentes agora!? Esse emo... Será que ele fez algum vudu ?! Oh my god... Meu chefe virou macumbeiro? E agora?! Calma Sakura... Finja que você não sabe do que ele esta falando.

_E quem disse que eu estava pensando nisso? Nunca pensaria algo assim! E também eu não consigo subir nessa árvore, ela é muito grande.

_Hum... Vem cá eu te ajudo.

Fui em sua direção meio desconfiada, o macumbe... Er...quer dizer o Sasuke me estendeu a mão e eu a segurei meio relutante, derrepente o mesmo me pucha e vou parar em cima de seu colo, nossa ele e forte, para tudooo... Em cima do colo dele?!.

_Er... obrigada pela ajuda.- ainda corada me sentei ao seu lado e comecei a olhar a beleza das estrelas.

_Bom... Já que estamos aqui, você poderia explicar o porque seu medo de motos?!

_Não sei não...

_Prometo que vou ser um bom ouvinte!

_Afss... Ta bom...

Historia(on)

Quando tinha dois anos fui abandonada na porta de um orfanato chamado Sword & Cross com apenas um medalhão escrito meu nome "Sakura", acabei crescendo com a esperança de ver meus pais biológicos atravessarem aquele velho portão enferrujado me pedindo desculpas por terem me abandonado, e eu sem pensar muito aceitaria, os anos se passaram rápido e minha esperança ia diminuindo cada vez mais, mais um dia aconteceu, no dia de meu aniversário de 13 anos não consegui suportar ver todos os meus amigos serem adotados e percebi que ia ficar sozinha novamente, eu queria mais, queria ser livre, sentir viva novamente, nem que seja por mais uma vez. Então tomei uma decisão, peguei os poucos pertences que tinha, coloquei em uma mochila surrada que tinha achado no baú em baixo da cama e pulei o pequeno muro do orfanato e começo uma caminhada com destino a "liberdade". Achava que nunca sentiria uma felicidade em toda minha vida, depois de caminhar muito resolvi parar e descansar um pouco, estava quase dormindo quando alguem me chamou.

_Eii rosada, qual é seu nome?você está bem? Onde você mora?- perguntou um homem com a voz suave e doce.

_Meu nome é Sakura, estou bem sim obrigada por perguntar, não tenho um lugar onde eu possa chamar de lar, agora se me de licença tenho que continuar minha caminhada!- disse levantando e continuando a andar.

_Mas para onde você está caminhando ?

_Também não sei, mas sinto que logo vou saber!

_Eii Sakura espera, eu sou diretor de um... Digamos "abrigo" para pessoas como você... Se você desejar poderia passar por lá e descansar um pouco, o que acha?!

_Ótima ideia, estou precisando mesmo descansar.

_ Otimo, vamos andando então, o lugar não fica muito longe- pude somente assentir e logo começamos a caminhar, então descobri seu nome Rayto Achita, percebi que ele era sábio e muito divertido, logo chegamos a uma casa enorme pintada de vermelho sangue com uma placa pendurada no enorme portão escrita " Sejam bem vindos!".
Cada vez que eu andava percebia que me tornara o centro das atenções, deve ser por eu ter cabelos rosas não é!?.

_Atenção pessoal, essa é Sakura... E a partir de hoje ira viver conosco!

_Mais Rayto... Eu disse que só iria descan...- antes de terminar a frase fui cortada por aplausos e abraço, depois desse dia pude perceber que finalmente tinha achado a felicidade, mas tinha me enganado novamente.
Consegui me enturmar rapidamente, Meses depois Rayto colocou na cabeça que eu deveria aprender a pilotar moto, na primeira tentativa eu cai e machuquei feio, resolvi não tentar novamente.
Um dia Rayto se aproximou e me contou uma historia que mudou minha vida .

_Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: Por favor ajude-me, sou cego. Um publicitário da área da criação que passava em frente a ele parou e viu poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora. Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Seu boné agora estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas do publicitário e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescreveu o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele havia escrito. O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras." E sorrindo continuou o seu caminho. O cego nunca soube o que estava escrito, mas o seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris e eu... não posso vê-lá." Quantas vezes já nos deparamos com situações em que se poderia ter alterado algo e com a "preguiça" com o "deixa andar", com o cansaço não alteramos e guardamos para o outro dia, guardamos para outro momento. Quantas vezes nos deparamos com situações em que a estratégia que é usada não é a mais correta para aquilo a que se propõe e não ousamos propor uma nova estratégia. Assim e derivado às atitudes anteriores quantas oportunidades não perdemos, quantas mudanças deixamos fugir? Se queremos mudar, fazer, alterar algo devemos fazer sem hesitar, às vezes o pensar muito deixa fugir oportunidades. Devemos ter primeiro o impulso, depois a coragem e só depois o pensamento. Aqui corremos o risco do imprevisto redobrado, do improvisar, mas não podemos esquecer que a vida é feita de imprevistos e nada sai como queremos e planejamos, só ás vezes ela , a vida, nos presenteia com algo que estava no previsto. "Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada acontece". É preciso mudar, arriscar, alterar, experimentar novas coisas, aprender algo novo, acima de tudo nunca parar, nem estagnar, pois isto sim é acontecer, é viver.

Depois da historia resolvi continuar tentando, quando finalmente aprendi me apaixonei pela sensação de liberdade, então com 15 anos passei a participou de corridas ilegais com alguns "moradores do abrigo", sempre ganhava as corridas então fui eleita a melhor piloto de todos os tempos, mais um dia o líder da gang do bairro chamada Yangi ficou revoltado de ter perdido uma mera corrida comigo e resolveu se vingar, sequestrou Rayto e eu, nos batiam e nos xingavam de nomes sujos, depois desarmaram Rayto e o estendeu no chão a mais os menos dois metros de mim, derrepente ouvi uma porta se abrindo e por ela entrou Shiro em sua tão ada moto verde.

_Ora ora, o que temos aqui, a rosadinha e seu tutor de merda, vou te ensinar a nunca zombar com a cara do líder da Yangi.

Ouvi vários caras gritando e fazendo barulho, depois Shiro acelerou a moto e avançava em direção de Rayto que se encontrava inconsciente naquele chão sujo, e sem nenhuma misericórdia aquele monstro passou com a moto por cima, minha visão começou a ficar embaçada, e depois só pude ver uma coisa... Escuridão.
Horas mais tarde eu acordei e estava deitada no chão frio percebi que o corpo de Rayto não se encontrava no lugar, somente seu sangue, me levantei e fui em direção ao abrigo que não ficava muito longe do galpão abandonado, quando consegui abrir a porta do mesmo percebi que eles iam começar a jantar, rapidamente eles vieram em minha direção perguntando o que tinha acontecido acabou que contei tudo a eles, muitos deles choravam e outros não acreditavam o que tinha acontecido, foi assim que fiquei com esse meu trauma de moto... E a partir daquele dia jurei nunca mais pilotar moto nenhuma...

Historia( off)

Acabo de narrar minha historia e percebo que seus olhos estavão grudados nos meus, olho para o lado corada, mais ele vira meu rosto lentamente, nessa hora eu já podia sentir o cheiro de menta inebriante que o mesmo exalava.

_Es tão linda e corajosa...

Derrepente nossas bocas estavam travando uma intensa batalha, uma gostosa e intensa batalha. Não sei explicar direito o momento em que me deixei levar por aquele beijo, ele me segurava tão possessivamente, meu corpo estava queimando e sinceramente não sabia ao certo o porquê disso, talvez o fato de que eu nunca fui tocada por um homem com tanta firmeza e intimidade, parecia que ele conhecia meu corpo perfeitamente. Eu estava espantada com tamanha sutileza dele em me tocar, algumas vezes calmo, algumas vezes forte, oscilando sempre nessa variação, estava sem forças nas pernas e ainda por cima ainda as sentia trêmulas, como eu podia me sentir tão vulnerável naquela situação? ainda estavamos em cima da árvore! Aquele beijo me trazia uma sensação na qual eu nunca havia sentido em toda minha vida e lá estava eu a sentindo e Sasuke era quem estava proporcionando-as para mim.
Paramos aquele beijo tão ardente para respirarmos um pouco, até que Sasuke quebrou o silêncio.

_Er... Vamos? Eu te levo para casa!-disse me ajudando a descer da árvore, eu estava morrendo de vergonha... E se ele me demitisse achando que eu estava o beijando por um aumento ou algo assim?! Pensando bem... Foi ele que me beijou, lá vai eu pensando de mais e nem percebi que já estávamos em frente ao Camaro do mesmo, agora seja o que Kami quiser...

Continua...

Notas finais
Gostaram!? *-*