Noite Macabra 3

2 O jogo fica mais interessante


- Vamos avisar a Carol – Diz o Delegado.

- Não é melhor envolver a Carol ainda, ela não precisa saber o que esta acontecendo – Diz Alexandre.

- Tudo bem então – Diz o Delegado.

Alexandre e Ana vão pra uma lanchonete ali perto,eles sentam em uma mesa.

- Porque esta tão aflito? – Pergunta Ana.

- Na noite retrasada alguém ligou pra polícia querendo saber do histórico da Carol – Diz Alexandre.

- Idai? – Diz Ana.

- Ontem à noite alguém revirou toda a sala de histórico – Diz Alexandre.

- Pegaram o histórico da Carol? – Se assusta Ana.

- Não, eu o tirei da sala na mesma hora que eu soube dessa notícia – Diz Alexandre.

O celular do Alexandre toca.

- Alô!

- Quem é? – Pergunta Ana.

- já estou indo – Diz Alexandre — A Liliane precisa de mim — Ele se levanta e deixa o dinheiro na mesa.

- Liliane? Quem é Liliane? – Pergunta Ana.

Eles vão indo em direção ao carro.

- Eu sou o segurança dela – Diz Alexandre.

- É AQUELA DOIDA QUE FICOU FALANDO NO MEU OUVIDO HOJE? – Diz Ana, com raiva.

- Ela mesma.

Ana entra no carro junto com Alexandre, os dois vão pra casa de Liliane, chegando lá, ela estava inquieta andando de um lado para o outro e fumando, Ana da uma pequena tossida.

- O que foi que aconteceu? – Pergunta Alexandre.

- Isso é o que aconteceu – Diz Liliane.

Ela da o roteiro do filme nas mãos do Alexandre.

- De acordo com esse roteiro o Felipe morria 1ª e depois a Ana – Diz Liliane.

- Eu morro? – Ana fica surpresa.

Alexandre sai da casa.

- Você me colocou pra morrer em Noite do Terror 3? – Diz Ana.

- É.

- Ta indo aonde?

- Pro meu trailer.

- Você esta morando com ela?

- Ela se senta segura quando estou perto.

- Ata.

Ele pega os antigos roteiros, e volta pra casa, Alexandre coloca em cima da mesa a ordem em que os roteiros foram escritos.

- Não sabemos se ele realmente esta seguindo o roteiro, nós temos 3 roteiros diferentes e os 3 o Felipe morre 1ª – Diz Alexandre.

- Agora a questão é, qual que o assassino leu? – Pergunta Ana.

- Não temos certeza de que ele realmente esta seguindo os roteiros do filme – Diz Alexandre.

Elisa recebeu uma ligação de Gabriel dizendo que era pra ela encontrá-lo na sala do estúdio 13:00.

Elisa chega abre e porta, aparentemente não tinha ninguém na sala, ela vai seguindo o corredor, abre a porta e aquela máscara horrível estava ali. Ela se assusta, depois tira a máscara do manequim, Elisa fecha a porta. O telefone da sala do diretor toca, ela vai andando rapidamente até a sala, ela entra fecha a porta e atende o telefone.

- Elisa, sou eu o Gabriel, estou no transito não vou chegar a tempo, estou com o roteiro aqui, já podemos ensaiar.

- Ta legal.

Elisa pega o roteiro e senta na cadeira.

- Temos mesmo que vê esse filme? – Diz Elisa.

- Claro, esse filme deve ser ótimo.

- O que tem demais nesse filme? Mortes que interessante, prefiro vê o filme da Kristen Stewart – Diz Elisa – Viu a minha personagem já não sabe gostar de artistas, e pra que fazer a propaganda da Kristen? Que palhaçada.

- Ta legal, calma, vamos continuar.

- Meu amor me da dinheiro pra eu ir comprar pipoca? – Diz Elisa.

- Você tem seu próprio dinheiro, vai comprar você

- Cacete, se fosse eu já estava dando um soco na cara dele, essa minha personagem é muito burra – Diz Elisa, ela se levanta e vai dando pela sala.

- Qual seu filme de terror favorito?

- Isso não ta no roteiro – Diz Elisa – Viu já mudaram de novo essa merda, não da nem tempo da gente grava as falas.

- É de um novo filme.

- Novo filme? – Diz Elisa, ficando assustada.

- Se chama, Elisa morrendo esfaqueada por um assassino.

Ela rapidamente desliga o telefone, pega sua bolsa e sai correndo da sala, uma sombra aparece na porta, ela vai andando pra trás se vira e vai correndo pra sala onde guardam os figurinos.

Elisa bate com a porta e a tranca, ela apaga a luz, e vai andando de costas ela bate em um manequim, Elisa se assusta. Ela se vira e vê vários figurinos do assassino, Elisa entra no carrinho onde tinha a fantasia do assassino, ela se esconde entre as roupas, depois pega o seu celular. Ela tenta discar pra Liliane e pro Diego.

Uma mão segurando uma faca vai descendo por uma manta negra, Elisa olha pra trás e a cabeça do assassino vai pro lado, ele sai do carrinho e vai correndo até Elisa, ela sai do carrinho e o derruba, depois ela vai correndo pra sala que estava bem em frente. Elisa começa gritar por ajuda, o assassino entra na sala onde ela esta, Elisa derruba uma estante de fitas em cima dele.

- Isso é pra você aprender a não mexer comigo – Diz Elisa, ela se vira e vai andando pra porta.

O assassino se levanta, Elisa se vira e ele taca a faca no peito dela, depois ele vai andando na direção dela.

- O que esta achando Elisa? Esse final é bem melhor.

- Você é um canalha, seu viado, desgraçado – Diz Elisa.

Ele da um soco na cara dela, depois retira a faca que estava no peito dela, e enfia novamente e depois faz isso várias vezes até matá-la.

Já de noite, Carol esta em casa com seu pai.

- Minha filha você não pode ficar aqui sozinha, atendendo estranhos, pessoas que você nunca viu na vida é como se você não existisse – Diz pai de Carol.

- Um assassino não mata o que não existe – Diz Carol.

O pai dela continua a guarda as compras.

- Sinto falta da mamãe, porque ela tinha tantos segredos pai? – Pergunta Carol.

- Não sei.

- Eu não cheguei a conhecê-la direito, mais mesmo assim só sei de uma metade da vida dela – Diz Carol.

- Ai meu amor – Diz o pai da Carol, logo depois ele a abraça.

- Já esta tarde é melhor você ir – Diz Carol.

- Ta bem, boa noite – Ele diz, e depois da um beijo na testa de Carol.

Carol se ativa o alarme e se deita no sofá com o Bugy.

- Olá querida.

Carol acorda, e olha pra janela.

- Você me deixou, deixou me matarem, mais você será que nem sua velha mãe, será vadia, será puta, será piranha.

- Mãe? Eu não podia fazer nada – Diz Carol, seu olho começando a se encher de lágrimas.

- Você é uma vagabunda que só pensa em si mesma.

- Não – Diz Carol.

Ela se levanta e vai andando em direção a janela.

- Eu vou ser o seu pior pesadelo.

Carol chega perto da janela,quando ela ia fechar o assassino parece bem em frente ao seu rosto, Carol começa a gritar e vai correndo pro sofá e cobre o seu rosto.

Quando ela olha novamente não tinha ninguém lá, Carol chorando vai até a janela e a fecha, ela olha pro Bugy e ele sai da sala.

No dia seguinte, Ana e Alexandre vão à polícia.

- Olha isto, foi achado em cima do corpo de Elisa – Diz o Delegado, entregando uma foto a Alexandre e Ana.

- É a mãe da Carol, mais o que ele esta querendo dizer com isso? – Diz Alexandre.

- Talvez seja alguém que tinha contado com a mãe de Carol – Diz Ana.

- Mais quem? – Pergunta o Delegado.

- Isso sim é o verdadeiro mistério – Diz Alexandre.

Nisso o celular de Alexandre toca.

- Alô!

- Alexandre, vem pro estúdio eu preciso de você – Diz Liliane pelo celular, chorando muito.

- Temos que ir – Diz Alexandre.

- O que houve? – Pergunta Ana.

- Aconteceu alguma coisa com a Lili – Diz Alexandre.

Enquanto isso Carol esta trabalhando, quando uma mulher liga.

- Eu matei a minha amiga, eu não queria matá-la mais eu a matei.

Carol fica impressionada com o que a mulher estava falando.

- Você tem certeza? – Pergunta Carol.

- Sim, ela esta morta.

- Bem então eu acho melhor você ligar pra polícia – Diz Carol.

- NÃO EU TENHO QUE FALAR COM VOCÊ.

-Senhora se acalme, eu não posso te ajudar – Diz Carol.

- O nome dela é Carol, Carolina Prescott.

Carol se assusta, ela pega a arma que estava na gaveta.

- Finalmente o jogo vai ficar interessante.

Carol olha o identificador de chamada, e esta dizendo que a ligação esta sendo feita do telefone da casa dela, Carol ouve um barulho de coisa caindo no andar de cima.

- Olá?