Noite Escura

6 Focando na Missão


Notas iniciais
Não estou mais com tanto tempo de escrever,mas vou fazer o possível.

Rebecca praticamente fugiu de mim depois do incidente, de modo que voltei sozinho do parque. Foi bom ter memorizado o caminho.

No dia seguinte, domingo, tentei achá-la pela escola; até cheguei o mais perto que pude dos Dormitórios femininos, mas não consegui localizá-la.

Como tinha uma missão a cumprir, resolvi deixar Rebecca de lado e focar no meu objetivo, descobrir o que emitia magia negra no local...

Não era tão simples quanto parecia, na minha opinião aquele diretor maligno devia ser a Fonte, mas ainda não tinha provas suficientes, ele podia ser apenas um mortal muito chato...

Por isso passei o resto da tarde vasculhando a escola, conversando com os mortais, enfim coletando informações.

No meio da conversa, um mortal me fez uma pergunta intrigante.

– Quanto você tirou na prova de admissão?

Acontece, que eu não havia feito nenhuma e respondi evasivamente que fui bem.

Mas o que me intrigou de verdade, foi que se Quíron soubesse dessa tal prova, teria manipulado a Névoa e me avisado. O que poderia querer dizer que eu simplesmente entrei no Norma's, e que alguém possivelmente sabia sobre mim.

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Era Segunda-feira novamente. Tentara sair durante a noite para investigar a escola, mas o inspetor noturno estava bem alerta.

E para evitar que tudo fosse por água a baixo também precisava acertar as coisas com Rebecca.

Porém, na sala de aula, ela sentou na outra extremidade da sala, no lugar de um garoto chamado Lucas que acabou vindo sentar do meu lado; só esperava que ela não tivesse contado nada do incidente para ninguém.

No intervalo, a segui pelos corredores e quando percebi que o fluxo de pessoas havia diminuído com todos no Refeitório, a abordei.

– Rebecca! Preciso falar com você.

Ela me olhou espantada e começou a se afastar, mas eu continuei perto dela.

– Por favor!

– Tudo bem, seja rápido...seu...seu... — ela não concluiu a frase.

– Olha, preciso que não conte nada a ninguém sobre o negócio no parque, aquele homem devia ser algum criminoso, você viu; e eu só dei um soco nele. — disse pois esperava que a Névoa tivesse feito as coisas ficarem mais ou menos daquela maneira.

– Você não deu um soco nele, você o apunhalou! E ele se desfez em pó! — ela disse gélida no começo e com uma fúria súbita no final. — Olha, eu não sei o que está acontecendo, MAS FIQUE LONGE DE MIM!

– Rebecca, não! Por favor. Você não entende... não pode contar a ninguém e...

Ela me deixou falando sozinho. Ela podia ver através da Névoa.

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A semana foi a pior da minha vida; Rebecca não contou nada a ninguém, mas também nem sequer olhava em minha direção e me tratava mal, muito mal mesmo quando tentava falar com ela.

Também não cheguei a descobrir nada de novo sobre a Fonte e estava entrando em desespero, com medo de falhar.

No final de semana; não tinha ideia do que fazer, até ouvir o diretor falando com João, que iria ficar fora durante todo o dia. Foi quando tomei a decisão. Peguei a bicicleta que Jonas mantinha com ele emprestada e resolvi segui-lo. Ver se descobria algo.

A princípio nada de incriminador aconteceu, ele passou na farmácia e comprou remédio para dores de cabeça, depois foi ao mercado, onde colocou alguns alimentos no carrinho. Estava quase desistindo quando percebi que ele consultava o celular freneticamente.

Ele estaria esperando algo? Uma mensagem?Algum sinal verde? Estaria ele apenas enrolando ali?

O bolso da calça vibrou, ele pegou o celular e satisfeito abandonou o carrinho lotado pela metade.

Desconfiando da atitude estranha o segui com cuidado pelo supermercado e depois até o estacionamento. Ele tinha pressa.

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Acompanhando os passos do diretor acabei chegando ao litoral da cidade, onde o perdi de vista.

Droga, pensei. Tanto esforço para nada.

Estava voltando para a bicicleta e para o colégio quando vi que Rebecca estava caminhando na praia, fiquei observando-a, estava com algumas amigas.

E, então vi que um homem olhava intensamente para o grupo, era um senhor de meia-idade que usava roupas leves de caminhada, tive um pressentimento ruim e observei exasperado enquanto Rebecca entrava sozinha no mar, as amigas indo na direção de uma lojinha de lembranças.

O homem a seguiu, ele chapinhava de um jeito estranho e então percebi o que causara aquele pressentimento ruim em mim.

O homem era um ciclope.

Mas o que ele iria querer com Rebecca?Por que atacá-la? Então fiz a ligação, Rebecca estava comigo aquela noite no parque quando fomos atacados por outro ciclope e, agora corria perigo.

Comecei a correr, enquanto o homem agarrava Rebecca por trás levando-a mais para o fundo do mar.

Afogando-a.