Noite Escura
11 Experiencias Traumáticas
Notas iniciais
Obrigado por lerem até aqui!Não deixem de comentar o que acharam de tudo; personagens, enredo e qualquer outra coisa que queiram ressaltar ^^
Até mais,leitores.
Tudo o que queria naquele momento era esquecer o que aconteceu naquela noite no Norma’s, mas era uma tarefa torturante. A última imagem de Rebecca se retorcendo em meus braços parecia ecoar em minha mente – se é que uma imagem pode ecoar -, se tornando mais real e vívida a cada minuto.
Fazia duas semanas e eu ainda não conseguia ao menos me animar por estar de volta ao Acampamento; permaneci impassível durante a cerimônia onde ganhei a coroa de louros por ter completado a missão e, andei faltando as cantorias na fogueira por medo de ter que relatar tudo o que havia acontecido na missão.
Só havia revelado tudo a Quíron que com seus olhos espertos, havia arrancado até o último resquício da verdade. Ele disse:
– Eu sinto muito mesmo, Marcos.
Mas não bastava para minha perda.
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Certa noite, uma de minhas irmãs veio conversar comigo. A maioria deles havia me deixado em paz nesses dias, percebendo meu comportamento soturno dos últimos tempos, mas essa em especial resolvera arriscar.
– Olha, Marcos, todos que vão a missões passam por algumas experiências traumáticas, tudo bem nós estendemos... É só que estamos preocupados com sua atitude... tão diferente... desses últimos dias.
Fuzilei-a com o olhar que ela sustentou.
– Foi isso que disseram a vocês?EXPERIÊNCIAS TRAUMÁTICAS? Não tem ideia do que passei nessa missão e diz simplesmente isso!
Deixei tudo o que estava fazendo e me atirei para fora do chalé, ouvi Annabeth consolando-a e dizendo algo sobre eu estar atormentado.
Fiquei na beira da praia durante algum tempo, direcionando meu olhar ora para o mar ora para as estrelas, sem nada ver de verdade.
– Sinto muito tê-lo mandado para aquela missão.
Levantei-me de um pulo e girei na areia, olhando com raiva para qualquer um que tentava puxar assunto comigo novamente e ainda mais aquele assunto.
Mas minha expressão se desfez ao ver Atena parada ao meu lado.
Ela usava as vestes gregas e não o terno; para mim era preferível assim, não estava muito habituado à Atena executiva.
– Você fez o que precisava ter feito. – disse com certa rispidez e então me lembrei de algo que Atena me devia. – Você disse que conversaríamos quando eu voltasse; não há mais como fugir agora.
Ela suspirou.
– Por que me mandou naquela missão?
– Eu o mandei naquela missão, pois sabia que era o único capaz de realizá-la! – disse Atena, perdendo em parte a calma. – Você tem um dom Marcos, mas ainda não o percebeu. Tem o dom necessário para salvar o Acampamento de tudo o que está por vir.
– Dom? Do que está falando? Nossa você está explicando tudo!
– Você descobrirá. Ah, e outra coisa, faça as pazes com seus irmãos e volte a ser como antes... precisará da amizade e da ajuda deles em breve. Não falo só porque também são meus filhos e sim, pois ouvi a profecia. Seu destino é lindo e trágico, basta a você aceitar segui-lo ou não.
Ela sorriu e depois sussurrou algo que soou como “Obrigado” e se transformou em uma coruja branca, que voou direto e reto em direção as estrelas.
Achei que aquela visita me esclareceria algumas coisas, mas apenas serviu para me deixar mais confuso do que já estava.
Caminhei lentamente em direção ao chalé, estava escuro e tranquilo. O resto do Acampamento também dormia; entrei sem fazer qualquer ruído e caminhei na direção da garota que me abordara antes. Ela acordou com minha aproximação repentina e se virou para a parede – talvez nem estivesse dormindo -, aproximei-me ainda mais e puxei levemente seu ombro para que olhasse para mim.
– Por favor, me desculpe mana. Acho que tenho me comportado mal nesses últimos dias, por causa dos meus... das minhas... Experiências traumáticas – disse, fazendo questão de ressaltar a última frase.
A princípio ela não disse nada, mas quando comecei a me levantar e ir embora, ela disse:
– Não cheguei a ficar brava com você, Marcos. Mas não acho que tenha agido bem. Eu te perdoo se prometer que vai estar melhor nos próximos dias. Se não fizer isso por nós,faça por si mesmo.
– Irei tentar – e iria mesmo.
Ao amanhecer pedi desculpas ao resto do chalé e, nos dias seguintes procurei agir normalmente; nos tempos que viriam eu precisaria mesmo deles.
Pois, éramos os Filhos da Sabedoria e o destino corria de encontro a nós.
Notas finais
Podem aguardar emoções fortes no próximo volume de Filhos da Sabedoria,em breve. ^^
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