Noite Escura
8 Descobertas
Notas iniciais
Já tinha um plano para poder investigar essa noite.
Como nós, semideuses sempre temos problemas para dormir,o chalé de Apolo recentemente havia desenvolvido uma espécie de sonífero natural. Como já tinha experimentado uma vez ou outra, sabia que funcionava e, esse seria meu passaporte para poder vasculhar a escola sorrateiramente.
Pouco antes da hora do jantar, caminhei até a Sala dos Professores, um cantinho luxuoso da escola com várias cadeiras em torno de uma mesa com tampo de vidro; em uma das extremidades porém, havia uma poltrona onde o diretor geralmente se sentava e presidia reuniões
Ao lado da mesa principal, havia uma bandeja com Café, Chá e como suspeitava — pelas migalhas esquecidas na bandeja — diferentes tipos de bolos no horário das reuniões.
Aproximei-me da garrafa-térmica que guardava o café e despejei algumas gotas do sonífero. Sabia que o inspetor noturno, geralmente tomava café antes do seu turno e tinha uma leve esperança de que fosse funcionar.
A dias suspeitava que os inspetores noturnos não estavam lá só para evitar que os alunos aprontassem...
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Enquanto esperava mais alguns minutos até ir ver se o inspetor estava inconsciente, pensei em Rebecca. Ela era um alvo para os ciclopes agora e, corria sério perigo. E quando concluísse minha missão? Não poderia deixá-la ali. Porém também não poderia ficar por ela. Pertencia ao mundo olimpiano, podia ver a verdade por trás do que a Névoa tentava esconder. E não podia negar isso, não podia negar minha origem como semideus.
Enfim, perdi a paciência e pulei para fora de minha cama, abri muito cautelosamente a porta do Dormitório e vi aquele homem sinistro chamado Silvio, dormindo em uma posição altamente desconfortável em sua cadeira de vigia.
Passei por ele veloz e cuidadosamente, soltei um suspiro de alívio enquanto avançava na escuridão do Norma's. Toquei Sabedoria através do casaco e senti-me um pouco mais confiante.
Senti uma energia negativa emanando ao redor e de repente entrei em pânico, arquejava e senti vontade de gritar cegamente. Mas resisti ao impulso e normalizei a respiração.
A magia-negra, aquela magia que eu fora mandado para identificar, finalmente estava se manifestando em algum lugar próximo. Era minha chance de descobrir tudo. De cumprir minha missão.
Percebi o ar tremulando ao redor e a magia se intensificando. Vinda direto da Sala do Diretor. Sabia que aquele homem estava envolvido!
Prendi a respiração e andei cuidadosamente os últimos passos até a Fonte. Empunhei Sabedoria; era como se ela vibrasse em minhas mãos. Pronta para agir.
Enfrentei o medo e olhei pela janela da sala.
E desejei, jamais ter sequer vindo até aquele lugar.
Pois, parada em frente a mesa central — que percebi, deveria ser feita de ferro-estígio — estava Rebecca. Mergulhada até a cintura em uma poça de sangue, conjurando um feitiço em uma língua desconhecida.
E de repente soube a verdade.
O diretor, apesar de ser um homem maligno nunca fora a Fonte, pois a verdadeira causa de tudo aquilo era Rebecca.
Rebecca, a garota por quem me apaixonara. Uma serva das trevas.
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