Noite
2 Continuação.
Notas iniciais
Noite escura. Os passos que eu dou são cambaleantes e receosos; não consigo ver nada. Está escuro. O breu está tomando conta do meu quarto. Continuo andando receoso, ando até sentir a madeira bater em minha coxa. Não sei o que é, presumo ser a minha mesa.Não sei, está escuro.
Noite escura. Tentando me sentar. Tateio tudo ao meu redor buscando uma cadeira. Coloco a mão em algo fofo, presumo ser minha cadeira. Confortavelmente me sento ajeitando-me. Sento-me completamente, o que meu causa uma sensação de reconforto, minha mente berra novamnete e os velhos pensamentos voltam. O meu corpo lembra do frio.
Noite escura. Noite fria. Sentado na cadeira ainda. Meu corpo sofre com a corrente de ar passando por minha pele. Estremeço sem saber porquê. Suspiro lentamente ignorando a tola sensação causada pela solidão. Ligo o computador, uma tela aparece pedindo minha senha. Letra-a-letra digito a senha, depois da senha uma nova tela surge.Agora a luzilumina a pele do meu rosto, a luz invade o escuro. Tudo agora parcialmente iluminado.
Noite fria. O frio continua me torturando. Sinto falta da sensação de aquecimento. Preciso calor. Noite escura. O quarto se faz iluminado pela luz- mesmo que fraca — da tela do computador. Noite escura, noite fria. A carência me incomoda. É a solidão que traz a escuridão, é a solidão qe tráz o frio.
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