Noir
8 Reféns
Celine
Cheryl. Nova “parceira” para a missão. Digo, ela quase me matou, mas tudo bem. Ela e Jake estavam resolvidos... E eu sentia algum amor entre eles. Mas quem sou eu para falar de amor quando meu próprio coração está tão confuso? Mas eu acho que eu devia uma à Fael. Por ser grossa com ele. Quando cheguei no quarto, Jesse me esperava. Expliquei para ele a história. Ele levantou uma sobrancelha, e disse que havia ouvido algo, de fato.
— Jesse... Você se importaria se eu fosse ver Fael?
— Não. Vai lá. – Ele disse, desinteressado. Ele pegou o iPod e começou a jogar.
Fui até o quarto do Fael. Jake estava no banheiro. Assim que cheguei perto de Fael, ele saiu. Ele estava apenas de cueca.
— Jake!
— Que foi? – Perguntou ele.
— Você está praticamente nu!
— E daí? – Ele se virou e voltou a dormir. Ele nunca foi encanado com isso, mesmo. Me virei para Fael.
— Ei, Fael. Acorde. – Ele abriu os olhos e se virou para mim. – Você está bem?
— O melhor que poderia estar. Por que perguntou?
— Por que eu me importo.
— Celine... Você realmente ama Jesse?
— Não sei. Só sei que me doeria muito admitir que te amo. Fael, por favor, não complique mais as coisas...
— Eu? Celine, você foge dos próprios sentimentos e eu é que complico tudo? Celine, você me ama! Eu sei que ama! Caso contrário, não teria me levado até a estátua e feito o que fez! — Ele havia se agachado na cama, e apontava o dedo na minha cara.
— Fael, só porque eu te beijei não quer dizer que eu te ame! — Tentei explicar. Que merda de explicação, não convence nem um bebê.
— Quer sim!
— Fael, por favor... Pare...
— Celine, me explique! Me explique por que é tão difícil! — Ele havia se levantado. Então ele virou-se para a parede por um segundo, e se voltou para mim, com os olhos exigindo uma resposta.
— O que você quer, Fael? Me responda! O quê?
— Eu não sei! Eu não sei, Celine! Mas tudo que eu quero, tudo que eu posso querer, eu quero com você! — Ele já estava gritando à essa hora.
— Fael... Chega uma hora que a dor é maior do que o prêmio. E eu simplesmente não quero pagar esse preço. Não vale a pena. Eu me rendo. Não adianta mais. Jesse é alguém que me corresponde. E não me doeu tanto quanto você. Entenda isso, Fael. Nada me doeu tanto quanto você.
— Então é isso? Você vai desistir sem lutar? — O tom de voz dele ficou muito mais baixo. Como que dando fim à uma briga. Ele se sentou na cama, e começou a mexer o pé, como sempre fazia quando estava nervoso.
— Eu já lutei Fael. Essa é uma luta que eu não posso ganhar. Uma luta que eu não quero mais ganhar. – Então o despertador de Jake tocou. Ele acordou. Na verdade não, eu aposto que ele já estava acordado.
— Celine, vá chamar Jesse e Cheryl. Vamos às Torres Gêmeas hoje.
Obedeci. Quando chamei os dois, eles rapidamente se trocaram e foram à recepção. Fui chamar Jake e Fael. Quando cheguei perto da porta, ouvi Fael perguntando algo à Jake:
— Jake, por que é tão difícil? – Perguntou ele, desanimado. Jake é como um irmão mais velho para Fael. Aliás, não é como um. É praticamente um.
— Não temos tempo pra isso. Vamos, se troque logo.
Fingi que não ouvi nada, e sentei ao lado da porta para ouvir.
— Jake, é sério! Eu não quero amar, se isso é amar!
— Fael. É isso mesmo. Eu sinto muito. Escute aqui: você não precisa se preocupar tanto com isso. Passa, ok? Talvez você seja apaixonado por ela, mas passa. Escute, e mesmo se não passar, não importa. Por vezes você tem que tentar dúzias de vezes para conseguir o que quer. Não desista. E se você desistir, pode acreditar que não vai gostar do resultado.
— Eu não sei o que eu faria sem você.
— Boa pergunta. — Eles riram. Era uma risada que... Eu daria tudo para ouvir. Era maravilhosa. Quando me dei por mim, estava com o rosto todo molhado. Bati na porta:
— Estamos saindo. Vão ao saguão, sim? — Nem esperei resposta. Entrei em um dos quartos, e fui ao banheiro. Eu estava... Horrorosa. O cabelo todo desigual, a maquiagem toda borrada. Passei água no rosto, tirando a maquiagem. Fui até o saguão.
Disse que eles viriam logo. Quando eles chegaram, Jake estava em uma calça jeans roxa, e uma camiseta cinza. Ok, tinha que admitir: Por mais que Fael fosse muito bonito, muito bonito mesmo, ele não era tão bonito quanto Jesse. E por mais que Jesse fosse inacreditavelmente bonito, ele não chegava nem aos pés de Jake. Digo, o menino não era bonito. Ele era perfeito. O jeito que ele andava, o jeito que falava, o jeito que te olhava, como as duas cicatrizes que ele tinha, uma no queixo e uma ao lado do olho que ainda estava bom, se dispunham pelo seu rosto que parecia ter sido milimetricamente calculado, o modo como seus olhos brilham. Tudo se relacionava perfeitamente. Não me surpreenderia se Jake um dia se tornasse modelo internacional, ele desbancaria qualquer um. E as roupas de Jake sempre estavam condizentes com ele. As camisas, geralmente de mangas curtas, mostravam os braços fortes, e realçavam a pele levemente bronzeada que ele tinha. Fael também era muito bonito. Mas hoje ele não estava bem arrumado como sempre. Ele geralmente anda muito bem vestido, mas hoje estava só com uma bermuda cargo preta e uma camisa verde. Nada mais. Isso era um indício de que ele estava péssimo. Quando se vestia de forma mais simples, era um indício de que algo estava errado. Mas continuava lindo.
— Vamos até as Torres. – Jake estava praticamente carregando Fael, que parecia ter perdido a vontade de andar. Chegamos à torre todos mudos.
— Pronto, e agora? – Perguntou Cheryl.
— Ao topo. – Respondeu Jesse. – Provavelmente lá vamos descobrir por que o céu ainda está azul. – Ele tinha um ponto.
Ainda sem dizer uma palavra, muito tensos, subimos até o topo da primeira torre de elevador, que ainda funcionava. Porém antes de chegar ao topo, Jesse apertou o botão de parar o elevador. Saiu de lá, mudo, e foi até uma mesa. Todos esperaram no elevador. Mas eu o segui. Ele pegou um retrato na mesa, e olhou para ele com os olhos lacrimejando. Olhei a foto, e o abracei por trás, colocando a cabeça sobre o seu ombro.
— É você? – A foto retratava um homem, parecido com Jesse, e um garotinho, que era Jesse, com certeza, em frente à Torre Eiffel.
— Eu e meu pai... Ele amava a França. Era aqui que ele trabalhava... Ele sempre carregava o colar que a minha mãe deu pra ele antes de... Sumir. Será que ainda está aqui? – Jesse remexeu nas gavetas. A maioria não tinha nada. Mas em uma tinha um colar, com o pingente mais lindo que eu já vi. Havia um diamante... Um diamante enorme. Eu já havia visto um assim. Mas era uma cópia. O verdadeiro... O verdadeiro estava em minha frente.
O Olho Do Ídolo. O diamante perdido por gerações.
— Jesse, você sabe que diamante é esse?
— Sei. O que minha mãe deu para o meu pai quando eu nasci.
— Não. Esse é o Olho do Ídolo. Um dos diamantes mais famosos do mundo. Perdido por gerações... Jesse, você sabe quanto ele vale?
— Uma fortuna?
— Mais. Ele é inestimável! A coroa inglesa pagaria um valor... Incrível por ele! Jesse, você deve estar segurando a joia mais cara do mundo nesse momento!
— Legal. Será que ela traz meu pai de volta?
— Ah, Jesse... – Então eu o abracei. – Vamos voltar, sim? E limpe essas lágrimas. Você é bem mais bonito sem elas.
Jesse obedeceu, voltamos ao elevador e subimos até o último andar. Então subimos mais um pouco, até o terraço. Quando chegamos lá, encontramos a última coisa que esperávamos encontrar.
Havia uma pessoa, que pelas curvas devia ser mulher, carregando algo que parecia um amontoado de nuvens. Aquilo parecia pesar um bilhão de toneladas. Nos aproximamos.
— Finalmente... Estão aqui... – A mulher ofegou. Ela estava com dificuldade de falar
— Desculpe, não pode falar mais claramente? – Pediu Cheryl.
— Como se fosse... Fácil...
— É tão pesado assim? – Perguntei.
— Claro.
— Por que um de nós não carrega enquanto você fala? – Perguntou Jake.
— Talvez... Dê certo.
— Eu posso carregar. – Jake se ofereceu. A mulher fez um aceno com a cabeça, Jake se posicionou debaixo do amontoado de nuvens, e ela soltou o peso. Por um momento, imaginei que Jake fosse cair. Mas ele aguentou. Com dificuldade, mas aguentou. A mulher tirou a túnica esfarrapada e mostrou o que estava usando. Ela estava com um top lindo e uma calça jeans muito colada. Muito. Ela era a perfeita definição de mulher. Deixava até a Megan Fox no chinelo.
— Ah! Finalmente! Achei que fosse ficar segurando aquilo para sempre. Muito cavalheiro você, Jake. Obrigada. Prazer, Afrodite.
— Er... Hm... – Gaguejou Fael.
— Afrodite, hã? – Desdenhou Cheryl
— É um prazer... Vovó? – Comecei eu.
— Mãe. – Disse Jesse, seco.
— Bebê! – Entusiasmou-se Afrodite.
— Não me chame de bebê. Eu não sou seu bebê.- Continuou Jesse, seco.
— Por favor... Não faça assim. Eu não posso largar meus deveres de deusa para cuidar de você, Jesse.
— Então por que teve filhos?
— Porque eu gosto de ter minha prole. Jesse, eu te amo. Não duvide disso.
— Que bom que me ama.
— Vocês mortais são tão idiotas. Quando algo dá errado, culpam os deuses. Mas e quando algo dá errado para nós? Quem nós culpamos? Os titãs? Não... Quando algo dá errado nós culpamos à nós mesmos. Por que vocês não fazem o mesmo? Você me odiar Jesse, é totalmente culpa minha. Minha. Da deusa Afrodite, não dos deuses. – Jesse se calou. Afrodite havia falado tudo. – Mas eu não tenho tempo para discussões. Vamos ao que importa. Quando Atlas caiu... Eu tomei o céu. Mas Victarion, aquele filho de uma... Me empurrou. Deuses, se o céu realmente caísse seria uma confusão! Então... Digamos que Zeus e eu fizemos algo muito doido. Ele conseguiu erguer os céus por um tempo, tempo suficiente para Hefesto reconstruir as torres, e eu ir para o topo delas segurar o céu. O monte Tam já era.
— E o... – Comecei.
— O Olho do Ídolo? Um presente. Era do pai de Jesse, eu dei para ele. Eu sabia que Jesse iria querer ir para o escritório do pai. Agora vamos ao que interessa. Vocês têm que dar um jeito de trazer Atlas de volta.
— Como?
— Apolo pode curar Atlas... Mas curar um titã não é fácil. Vocês precisam da única coisa que pode curar um, e ela foi perdida há uns anos... Em 1990, mais ou menos. Usaram ela para dar poder à uma criança... Bem, vocês tem que voltar no tempo, pegar o Néctar dos Titãs, e matar essa criança. Simples.
Jake começou a tropeçar nos próprios pés.
— Ele não vai aguentar muito tempo... Alguém troque de lugar com ele, por favor? – Pediu Afrodite. Então Jesse, mudo, andou até debaixo do amontoado de nuvens e se apoiou nos joelhos. Jake caiu no chão, ofegante, coberto de suor. Ele cambaleou até nós.
— Como você aguenta aquilo? – Ele vomitou as palavras.
— Boa pergunta. Bem... Voltar no tempo não é difícil se vocês convencerem Cronos... E eu sei como convencê-lo. – Ela caminhou até um canto, tirou uma foice de lá nos entregou. – Entreguem isso à Cronos, e cobrem que ele os leve e traga no tempo. Peçam um juramento pelo Estige, lembrem-se disso. Será simples. Hm... Agora deixe eu pegar o céu de novo... Bebê. Me entregue o céu. E... Mamãe te ama, ok? – Ela pegou o céu, e Jesse o soltou, ofegante. Cheryl pegou a foice.
— Onde será que está Cronos?
— Na outra... Torre... – Ofegou Afrodite. Fomos até a outra torre, com pressa. Quando chegamos ao topo, havia um homem preso por correntes. Ele era louro, com olhos malignos. Tinha a voz cortante e perigosa. Não parecia gostar de visitas.
— O que querem?
— Leve-nos de volta no tempo. – Disse Cheryl, indiferente.
— Garotinha ingênua... Por que eu faria isso?
— Porque nós temos sua foice. E se você não nos levar eu a entrego à Zeus, e você nunca mais nem sente o cheiro dela. – Continuou Cheryl. Cronos olhou para ela.
— Você fala como se eu tivesse medo do meu filho... Eu não tenho. Mas você tem um ponto. Eu não quero minha foice nas mãos de outro que não eu. Levarei-os de volta no tempo.
— Ah sim. Nos levará de volta E nos trará de volta. – Exigiu Cheryl.
— Não está falando sério, está? – Perguntou Cronos.
— Estou. Devo chamar Zeus, Poseidon ou Hades para entregar a foice?
— Está blefando.
— Juro pelo Estige que se você não fizer o que eu estou pedindo, entregarei a foice à um dos seus filhos.
— Pode jurar. Será em vão. Eles está ocupados, não irão parar para lhe ouvir. À propósito, vamos fazer uma aposta. Se você conseguir que um dos meus filhos venha buscar a foice, eu juro pelo Estige que irei permitir que voltem no tempo, e os trarei de volta. Sim?
— Sim. Preciso de um arco-íris. – Nesse momento, como que por mágica, surgiu uma pequena fonte. A água tinha cheiro de sal... Seria um presente de Poseidon? Cheryl tirou uma moeda dourada do bolso de Jake, fez uma oferenda à Íris e pediu que a conectasse à Quíron. Quíron surgiu na névoa. – Olá Quíron. Será que eu poderia conversar com você? – Quíron fez que sim. Cheryl explicou toda a história para ele. – Então, já que a aposta foi essa, e Cronos é seu pai... Será que você poderia vir buscar a foice? – Pediu Cheryl. Cronos urrou de raiva.
— Esperta, você. Estou à caminho, esperem um pouco.
Esperamos um tempinho. Então Quíron surgiu do elevador e pegou a foice.
— Parece que alguém te enganou, pai. – Ele olhou para Cronos e foi embora. Cronos nos olhou, possesso.
— Estão vendo esse colar? Quando quiserem voltar, tirem o pingente e o enterrem. Juro pelo Estige que não há truques, se é isso que querem. Para quando e onde querem voltar? – Perguntou ele. Então eu me lembrei do conselho de Héstia. França.
— França, 1990. – Me adiantei.
— Paris? Se for esse o caso, enterrem o pingente em Versalhes. E somente Versalhes! – Disse Cronos.
— Isso.
Cronos não falou uma palavra. Então eu senti um puxão em todo o meu corpo, e em um segundo estávamos em uma suíte de hotel luxuosa, enorme. A primeira coisa que eu fiz foi vomitar. Então apareceu uma faxineira.
— Oh, meu bem... Quer que eu chame um médico? – Perguntou ela em francês.
— Desculpe, você sabe quem nós somos? – Perguntou Jake. Desde quando ele fala francês? Digo, eu não sabia nem que eu falava, desde quando ele falava?
— Sim. Reservaram essa suíte por um mês e meio. Já deixaram tudo pago. Bem, se não desejam nada, estou indo. – A faxineira saiu.
— Jake, você fala francês? – Perguntou Jesse. – Digo, eu e Celine devemos falar porque francês é a língua do amor... Como filhos de Afrodite e Eros, nós podemos falar francês perfeitamente.
— Eu estudo francês. E alemão, português, francês, italiano...
— Você também é poliglota? – Perguntou Cheryl.
— Mais ou menos. – Afirmou Jake.
— Você é um idiota. – Xingou Cheryl.
— Eu sei. – Concordou Jake. – Você também é.
-Onde nós começamos? – Perguntei, cortando a confusão antes que começasse.
— Não sei... Que tal Versalhes?
— O Palácio? Pode ser uma boa... Vamos lá.
Saímos. Assim que pisamos na rua, notamos que estava mais vazia do que deveria, para 14h de Paris. E então apareceu um homem, exigindo que o acompanhássemos.
— Desculpe, quem é você? – Perguntei.
— Um amigo. Fui mandado por meus superiores, ordens de leva-los.
— E se não quisermos ir? – Perguntou
— Então acho que meu mestre foi bem específico quando disse que só o garoto era necessário. Qualquer um que viesse de brinde não importa. – O homem olhou para Fael. – Você vai vir por bem... – Então ele sumiu, e reapareceu atrás de mim, com uma faca em meu pescoço. – Ou por mal? – Cheryl riu, e em um segundo arrancou o homem de cima de mim. A faca, quase que por milagre, não me acertou. Cheryl tirou a faca da mão do homem, e o ameaçou com ela. Porém o homem sacou outra faca, e começou a lutar com Cheryl. Ele era um ótimo lutador, mas Cheryl era bem melhor. Ela tirou a segunda faca dele em um segundo, então ele tirou uma arma do cós da calça e a apontou para Celine. – Ok, chega. Você vem comigo, calminha, e vai ficar presa na nossa sede. Em compensação, eu deixo seus amiguinhos vivos.
— Filho da.... – Cheryl cuspiu na cara dele, jogou as facas no chão, e o olhou com seu pior olhar de “vai à merda”.
— Ótimo. Venham. – O homem nos segurou, e em uma fração de segundo estávamos em uma casa. Parecia mais um palácio... O Hall era enorme, com várias colunas, adornadas com o que parecia ser ouro. Era o lugar mais luxuoso que eu já havia visto. Os móveis pareciam ter vindo direto da corte de Napoleão, a escada em frente era enorme, com um tapete de veludo vermelho sobre ela... Agora eu havia entendido o conselho de Héstia. Não que eu seja metida, não mesmo. Mas eu pertencia àquele lugar. Eu me sentia bem lá dentro, embora soubesse que era um refém. – Vocês podem me acompanhar. Cheryl... Você irá com Árgon. Árgon! Ensine bons modos à essa garota. – Um homem enorme apareceu, agarrou Cheryl pelo braço e a levou até uma escada. Ele a abriu e desceu.
— Ela vai ficar bem?
— Não. – Riu o homem.
— Quem é você?
— Xénos. Podem me chamar como quiserem. Não precisam me conhecer, embora o contrário ocorra. – Disse ele, indiferente. Ele nos levou até um quarto, escada acima. O quarto era lindo. Havia quatro camas de casal, enormes, adornadas em marfim e ouro, com dosséis lindos. Em cima, havia várias roupas. Uma mais linda que a outra. Havia uma outra porta, que dava para um closet. – Fiquem aqui. Fael, você vem.
Fael foi, assustado, para fora do quarto, junto com Xénos.
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