Nobody is Home
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Megan's P.O.V
Estávamos caminhando na floresta há alguns minutos, ficávamos naquela velha história de: eu olho pra ele, ele olha pra mim, quando nos olhamos ao mesmo tempo disfarçamos. Pareço uma adolescente idIota, com certeza vou ser chamada para participar de High School Music 4, a faculdade dos zumbis.
–Então, como é o grupo lá?
–Ah, mais ou menos, temos uma criança, mulheres, homens, velhos, de todo tipo. Ele responde analisando a besta. Mas lá muitas mulheres lutam mesmo? Atiram?
–Frouxas! Ele disse sem hesitar.
–Nossa, estou vendo que serei útil lá. Falei com um sorriso de lado.
–E quem me garante que também não é frouxa?
–Quando eu te der um trato, eu quero ver quem você vai chamar de trouxa? Falo chegando perto dele e o prensando na árvore, deixando centímetros entre nossos rostos.
Ele fica nervoso, dá pra perceber em seu olhar, suas sobrancelhas que estavam fazendo uma expressão diferente e em seu peito que subia e descia conforme respirava com dificuldade.
Eu definitivamente estava adorando isso.
–Então, QUERIDA, espero que me prove isso ao invés de ficar bancando a durona.
Sorri brincalhona e maliciosa, depois de um tempo até meu sorriso mais inocente tem um toque de malícia, afinal, é um costume.
–Ah, com certeza vou provar. Saí me afastando sem quebrar o contato visual até que me viro e me sinto sendo observada. Então, pra onde iremos?
–Naquela direção, é só passar pelo lago e chegamos lá. Esse caminho que seguíamos me fazia acreditar que estávamos próximos a fazenda. Porém tem tanto tempo que eu não vou pra lá que eu poderia até não reconhecer meu próprio lar.
Ele estava estranhamente nervosinho, com a voz afetada. Oh, eu só estava brincando meu bem.
Daryl's P.O.V
Essa garota é muito estranha. Estranha e provocante, cada gesto dela é como se fosse pra me desafiar, se isso continuasse não terminaria muito bem, não mesmo, e isso me dava medo. Odiava ficar por baixo em qualquer discussão, mesmo que seja apenas através de olhares. E parece que ela também não levava a pior.
É Daryl, você encontrou uma oponente a sua altura.
Chegamos a fazendo e Megan ficou impressionada com o lugar, assim como todos ficamos quando chegamos, diante do mundo em que temos que viver hoje a fazenda é a melhor definição de paraíso, mas é claro que todos têm a consciência que nada no universo zumbi é pra sempre.
–Nossa esse lugar é incrível!
–E seguro, fazemos ronda o dia e a noite inteiros. Explico passando pela cerca, esse lugar é muito familiar pra mim.
Apenas dou de ombros e deixo o comentário no ar, já tinha avistado o grupo reunido no lugar de sempre. Ninguém tinha mexido nas minhas coisas e isso era ótimo, eu quebraria os dentes do filho da mãe que ousasse fazer isso.
–Rick! Essa aqui é a nova integrante do grupo. Megan!
Me viro pra Megan e vejo que ela esta com um sorriso bobo estampado de orelha a orelha e os olhos brilhando, não o brilho de lagrimas, mas aquele brilho de esperança que esta muito difícil ver ultimamente. Então ela corre, larga as armas no chão e corre em direção a casa.
Conclusão: Megan é maluca.
Segunda conclusão: eu adorei isso!
–Megan! Volta aqui! Rick grita.
Mas ela já estava entrando na casa e indo em direção à cozinha onde Hershel e Maggie conversavam:
–Tio Hershel! Agora, estou confuso.
Ela corre e se joga nos braços dele, quase pulando no colo do senhor e desequilibrando o coitado.
–Megan? Minha filha, quantos anos se passaram desde que te vi? O velho chorava e Maggie já tinha corrido pra abraça-los também.
Logo entendemos que ela era sobrinha do Hershel.
Uau, revelações!
Deixamos eles sozinhos pra que conversassem em paz, e logo fui pra minha cabana tentar tirar um cochilo. Não dormi bem essa noite devido à preocupação com Sophia, e agora tinha um cansaço enorme dominando cada músculo do meu corpo. Então viro de lado e sinto as pálpebras pesando até que pego no sono.
Megan p.o.v.
Nem sei o que dizer aquele momento não parecia ser real pra mim. Eu estava salva e em casa pela primeira vez, e não podemos nos esquecer da parte da oferenda divina que veio me procurar. Graças a Deus! Tudo que eu consegui fazer era rir, e fazer trocadilhos bobos:
–Então Tio! Eu sempre soube que o senhor era uma boa pessoa, mas abrigar os sem terra já é demais. Disse rindo.
–Minha filha, eu sei disso, porém o garoto precisava de ajuda e eu não podia rejeitar, além disso, eles ti trouxeram de volta, o que eu posso fazer?
–Expulsar todos e deixar a oferenda, quer dizer o cara com pinta de Indiana Jones!
–Você tá falando do Daryl? Disse a Maggie, olhando pra mim, como se fosse novidade pra ela eu comparar as pessoas com personagens do cinema.
–Então aconteceu mais alguma coisa nesse encontro de vocês do que você me falou? Disse o meu velho.
–Não olhe pra mim assim tio, eu só me entrego no segundo encontro, sou Moça de Família! Até eu não me levei a serio e cai no chão de tanto rir.
–Eu não consegui parar de pensar em como estou feliz.
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