Nobody Said It Would Be So Hard
38 Please, don't...
Notas iniciais

A porta do banheiro se abre e eu subo na patente rapidamente engolindo o choro tremendo. Eu iria morrer, droga eu iria morrer! Eu estava com tanto medo. A porta se fecha e eu tento respirar sem fazer barulho.
–R-achel? — Ouço uma voz familiar falhar e sinto meu coração parar.
Eu suspiro e abro a porta lentamente do banheiro e o vejo. Ele me encarava e selua expressão era de desespero.
–Finn? — Eu pergunto aliviada não acreditando que ele estava ali.
–Você está bem? — Ele pergunta sorrindo, a voz dele era um sussurro e eu começo a chorar e corro até ele o abraçando. Ele recebe o abraço surpreso, mas logo sinto os braços dele em minha volta e eu me sinto segura. Como se nada no mundo pudesse me ferir.
–O que houve? — Eu pergunto.
–Eu não faço a mínima ideia. — Ele fala.
–Então como você veio aqui? — Eu pergunto e ele cora.
–Eu vim atrás de você. — Ele fala e eu o encaro surpreso.
–Você poderia ter levado um tiro Finn. — Eu falo e ele sorri desviando o olhar.
–Eu não me importava... — Ele fala e eu o encaro surpresa. — Só precisava saber se você estava bem.
Eu pisco e observo o rosto dele. Ele havia mudado muito. Haviam olheras debaixo de seus olhos cansados, a barba estava começando a ficar maior. Eu suspiro tocando o rosto dele e então eu entendo o que Santana havia dito.
–Eu entendo Finn... — Eu falo e ele franze a testa. — Eu entendo o porque você me deixou. — E então o rosto dele se suaviza e vejo lagrimas em seus olhos. — Mas mesmo eu entendendo, não tira toda a dor que eu senti.
–Rachel... — Ele começa a falar e eu o interrompo.
–Eu não quero brigar Finn. — Eu falo. — Não agora. Eu só queria que você soubesse que você não deveria ter feito essa escolha sozinho. Porque foi mais dolorido para nós dois dessa maneira.
Há um segundo tiro e eu dou um pulo com o susto e sinto as lagrimas quererem chegar. Finn me puxa para dentro da cabine aonde entramos juntos e ele me abraça. Eu chorava e ele acariciava meus cabelos.
–Vai ficar tudo bem. — Ele fala.
–Eu estou com medo Finn. — Eu falo me encolhendo para mais perto dele. — Eu não quero morrer Finn.
–Você não vai morrer minha pequena. — Ele fala.
–Mas e se ele entrar aqui? — Eu pergunto com medo.
–Eu nunca deixaria ele fazer nada com você. — Ele fala e eu o encaro. — Eu não me importaria de morrer pra te salvar.
–Finn... — Eu começo a falar.
–Eu amo você. — Ele fala.
E eu queria poder dizer que eu o amava também, por que eu ainda o amava! Muito... Mas eu estou com medo. E se nós morrermos, e eu não conseguir falar que eu o amava? Então a porta se abre com força e eu escuto o choro de Santana.
–Entra ai sua vadia. — Escuto um homem falar e eu encaro Finn assustada e ele coloca o dedo na boca me pedindo pata ficar quieta.
–Não toque em mim! — Santana grita chorando. Finn arregala os olhos ao ouvir a voz de Santana e coloca a mão na minha boca para eu não gritar.
–Você é uma vadia. — O homem fala. — Nem prestes a morrer implora para que eu tenha piedade.
–Não vou dar o que você quer seu desgraçado! — Santana grita entre soluços.
Olho para Finn que ficava vermelho de raiva. Ele tira a mão da minha boca e eu nego com a cabeça sabendo o que ele irá fazer. Ele sussurra "Fique aqui" e eu nego com a cabeça apavorada segurando no braço dele. Ele se aproxima e sinto sua respiração acelerada, os lábios dele tocam nos meus me causando um choque que eu só poderia sentir o beijando. Ele se separa e eu o encaro com medo de o perder e sussurro chorando: "Eu amo você! Não me deixe novamente. Por favor!" Ele sorri e acaricia o meu rosto e sussurra de volta: "Eu morrerei feliz". E então ele abre a porta lentamente e sai. Segundos depois eu ouço gritos.
–Seu desgraçado! — Ouço o homem desconhecido gritar.
–Finn! — Santana grita e eu me seguro para não abrir a porta para ver o que está acontecendo. — Não!
E então eu ouço um tiro e meu coração para.
–Oh meu Deus. — Eu deixo escapar.
–Tem mais alguém ai? — Ouço o homem falar e estremeço. — Espera, eu reconheço essa voz. Pequena Rachel, quanto tempo.
Eu tremo e me lembro de quem essa voz era. Não poderia ser, ele estava morto. Então eu ouço a porta ser aberta e mais dois tiros e tremo. Oh droga.
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