Nobody Know
1 O começo
Notas iniciais
Desculpa não posso me apresentar direito, mas vou tentar. Meu nome é Mei Darlen, tenho 15 anos, até a pouco tempo atrás eu vivia no Instituto de Educação para Jovens e minha vida estava indo bem até alguns dias atrás...
Para explicar o que esta acontecendo eu tenho que explicar desde o princípio.
Era um dia nublado, e eu estava caminhando pelo corredor da Instituição. O corredor era estreito e cumprido e havia duas janelas há cada dez metros, o teto era cheio de teias de aranha e o corredor tinha cheiro de mofo.
A Sra. Marfiw pediu para eu ir buscar as suas anotações que ficaram na diretoria e eu tinha que ir rapidamente.
–- Oh, me desculpe -uma voz subitamente falou- Você poderia-me dizer onde fica a enfermaria?
–- Claro -respondi- é por ali- falei para o garoto.
–- Valeu!
O garoto ia indo para o lugar onde eu havia apontado... O corredor era escuro e não dava para ver direito, então nem pude ver como ele era.
Quando voltei para a sala à professora não estava mais lá e já era hora do lanche. Então deixei os papeis na mesa da Sra. Marfiw e fui comprar alguma coisa para comer.
Eu me sentei em uma das arquibancadas da quadra e comecei a abrir a caixinha de suco de uva, quando de repente eu percebi alguma coisa atrás de mim e quando virei vi uma menina alta, de cabelos e olhos castanhos, com um sorriso travesso na cara e com um olhar de espertalhona.
–- Oi, Lya!
–- Olá, Mei! Soube que foi para a diretoria! –ela olhava com um olhar de aprovação.
–- Sim, mas só foi para pegar alguns papeis que a professora pediu.
–- A Sra.Marfiw?
–- Sim!
–- Poxa! –ela falou com uma cara triste- pensei que você tinha feito algo... Queria falar “pode contar comigo”.
Ela fez uma encenação de bater continência e caímos nas gargalhadas.
–- Oi! –uma voz conhecida falou por trás das gargalhadas.
–- Olá — disse Lya.
Eu só fiquei olhando, pois achava que o garoto queria falar com minha amiga e eu não quis intrometer. O garoto fez um sinal com a cabeça de comprimento e se direcionou a mim. O garoto de perto era alto, acho que tinha 1,85 mais ou menos, pele clara e olhos claros puxados para o mel, e tinha um cabelo castanho e bagunçado como se ele não gostasse de pentear o cabelo, mas que ao mesmo tempo o deixava um tanto bonito.
–- Oi — ele disse para mim.
–- Olá.
–- Posso falar com você um instante?
–- Desculpa é que eu estou com uma amiga – e apontei para a Lya.
–- Oh! –ele se virou, e parecia que eu estava me escondendo atrás dele- Posso falar um instantinho?
–- Claro — Lya respondeu com um olhar “me conte tudo depois”- vocês podem ir.
Ele mostrou um grande sorriso. E quando eu vi, eu estava saindo da quadra sendo puxada por ele.
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