Nobody Breaks My Heart
4 My little nightmare
Notas iniciais
Meu coração parou de pulsar durante alguns segundos, meus olhos fitavam aquele logo que tanto me amedrontava. NÃO ERA POSSIVEL QUE EU NÃO TINHA REPARADO NESSE PEQUENO (lê-se grande, enorme, imenso e Zacky V.) DETALHE, COMO EU SOU UMA INÚTIL! ISSO NÃO PODIA ESTAR ACONTECENDO. Após esse meu pequeno confronto interno, olhei para Laís que estava sentada ao meu lado esperançosa, e em seguida respirou fundo e me abraçou. Aquele abraço sempre me fazia soltar tudo de ruim de dentro do meu peito. Comecei a chorar copiosamente em seus ombros enquanto a mesma afagava meus cabelos negros.
– Calma Anne isso não é o fim do mundo — disse sussurrando em meus ouvidos.
– Como não Laís? — a olhei com os olhos já vermelhos, ela me olhou com pena e uma dor indecifrável.
– Já não está na hora de você encarar esse seu medo Anne? Você não acha que já foi longe demais? Porra o Jason me contou que o Mick disse a ele que depois que você foi embora, o Corey não é mais o mesmo e que...
– PARA LAIS! EU NÃO QUERO OUVIR MAIS UMA PALAVRA! COMO VOCÊ PÔDE! COMO VOCÊ TEM CORAGEM DE DIZER ISSO DEPOIS DE TUDO QUE ELE ME FEZ?- praticamente acabei com as minhas cordas vocais, levantei e fiquei de frente com ela que me olhava desesperada pelas minhas palavras, a Lay me conhecia muito bem a ponto de saber como esse assunto me machucava.
– Calma amiga eu só...
–Cala a boca Laís. – disse ríspida e entrei em meu quarto e fechei a porta num só soco e me joguei em minha cama afundando meu rosto no travesseiro, que por incrível que pareça, ali ainda era existente o cheio dele em cada parte das minhas coisas e do meu corpo. Chorei lembrando meu passado, que era considerado um sonho até certo momento. Adormeci ao meio de soluços.
– Eu não disse que você não iria tão longe sem mim?- disse uma voz rouca perfeitamente conhecida por meus ouvidos. Olhei para trás e lá estava ele... Com o cabelo recém-raspado, trajando uma camiseta social branca aberta por três botões deixando a mostra uma pequena parte de seu peito desnudo, uma calça jeans rasgadas e sapatos sociais. E seus olhos... Ah aqueles olhos que poderiam ser comparados com a imensidão azul do céu, que eu tanto amava admirar ambos, mas estava obscuro naquele momento, um brilho indecifrável, com os punhos serrados pude ver que o que ele sentia era dor e raiva, eu o conhecia muito bem. Ele se aproximou lentamente de meu corpo que estava sendo coberto apenas por um vestido branco leve e solto que batia um pouco acima de meus joelhos.
– o que você quer? — Disse já tremula pela sua proximidade, estava tão rente ao seu rosto que pude sentir sua respiração quente tocar minhas bochechas rosadas. Ele, sentindo o efeito que ainda causava em mim, ousou colocar as grandes e belas mãos em volta de minha cintura e riu pelo nariz da minha reação. Aquele realmente era o homem pelo qual eu tinha medo, não era aquele homem pelo qual eu me apaixonara perdidamente, este, era o que me fez sofrer e que desafiava o meu amor pelo verdadeiro Corey Taylor.
– Ora minha linda... Eu só quero o que é meu- disse ele contornando com os dedos a curva de meu maxilar.
– Não tem nada aqui que é seu. — disse já desesperada, senti suas mãos apertarem com força minha cintura, olhei com os olhos marejados dentro daquela imensidão azul que estava fosca, ele riu, e selou nossos lábios com muita força, senti um gosto de sangue dançando em minha língua, ele passou as mãos pelos meus cabelos e os puxou com violência. Arrastou-me para uma pequena casa que se encontrava no meio de muitas árvores. Eu conhecia aquele lugar, aquele era o nosso lugar, onde nos beijamos a primeira vez e que fizemos amor pela primeira vez. Mas aquela casa com somente um único cômodo, estava sombria e uma janela fechada impedia que a luz do sol adentrasse. Ele me jogou no chão com muita força que me fez bater a cabeça e sentir tudo rodar, mas via a imagem daquele homem se aproximando lentamente, minha visão turva conseguiu enxergar a raiva que seu rosto transmitia com um sorriso debochado nos lábios.
– Você vai sempre ser minha... Não importa o que aconteça você sempre vai ser minha boneca... -disse sussurrando e então senti uma pancada na cabeça e enfim tudo se tornou escuro.
Acordei num susto que me fez cair da cama, Lay que estava mexendo no notebook no meu quarto deu um grito e depois começou a rir. Eu olhei para ela assustada com os cabelos totalmente desarrumados. Ela viu meu desespero, rapidamente parou de rir e se agachou em minha frente e segurou o meu rosto entre suas mãos pálidas.
– Sonhou com ele de novo foi? — apenas assenti e abracei meus joelhos, por que toda vez isso acontecia? Sempre que alguma coisa ruim iria acontecer eu tinha esse maldito pesadelo, sempre, desse mesmo jeito. Dava-me um desespero só de pensar em encontrar com aqueles olhos raivosos novamente, mas eu sei o que causava aquilo, era a combinação de Anne e drogas.
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– Tome isto vai te fazer bem. — disse Laís me entregando um comprimido. Minha cabeça parecia que ia explodir de tanta dor. De repente lembrei-me da maldita reunião que tinha marcado com Adam há 3 horas.
– MEU DEUS LAIS O ADAM!- gritei desesperada pulando da banqueta da cozinha e sai correndo para o telefone, mas fui impedida por ela
– Anne você tá louca? Olha como você está! Está péssima caralho! Você não vai lá falar com ele... Você está doente! — falou com um tom autoritário, posando as mãos em sua cintura, já disse que ela parece uma velha caquética quando implica com algo? Pois é.
– Lay eu P-R-E-C-I-S-O ir lá porque senão ele vai achar que eu não tenho responsabilidade caralho e não, NÃO ESTOU DOENTE!- gritei sentindo logo em seguida uma pontada extremamente dolorosa em minha cabeça. Sentei no sofá e me xinguei internamente por ser tão filha da puta.
– Cala a boca fia, eu vou ligar pra esse cara ai e resolver isso, você não vai e ponto final! — disse decidida.
– Não vai adiantar se eu chorar e espernear né? — perguntei a ela que me olhava perplexa
– NÃO! E fim de papo. – gritou ela fazendo um gesto com as mãos e saindo com o telefone, com um sorriso vitorioso nos lábios. Bufei e encostei minhas costas no encosto do sofá e fiquei ali por uns 5 minutos brisando na brisa do galo (?) até que Lay entrou na sala e se sentou ao meu lado com um pacote de bolacha entre mãos e umas duas bolachas na boca. Ela me olhou confusa e disse um “que foi” quase que indecifrável por conta das bolachas em sua boca.
– Como assim ”que foi” velho? O que você falou com o senhor Adam? — perguntei.
– Aí Anne da pra parar de chamar ele de senhor? ele é mó daorinha, e você parece uma vovózinha do século X chamando ele assim- disse ela revirando os olhos – Eu como sou uma amiga linda, rica e gostosa, disse a ele que você não ia pra lá hoje e que era pra ele tomar no cu se não aceitasse- disse com uma tranquilidade absurda. Ah mas essa vaca do brejo está de sacanagem com a minha cara.
– O QUE VOCÊ? VOCÊ MANDOU O MEU CHEFE QUE AINDA NÃO É MEU CHEFE IR TOMAR NO CU LAIS? VOCÊ TÁ LOUCA?- gritei chacoalhando ela
– Eeeeeeeeeeeeeeeeeeei! Calma né sem noção, você acha que eu ia falar isso sua louca- disse rindo da minha cara de pânico – NÃO RESPONDA ANNE! — eu segurei, mas não consegui comecei a rir histericamente da cara bovina dela que me olhava perplexa – Você realmente tem problema cara... — e assim ela se retirou da sala e me deixou lá. Segui até a cozinha
– Mas o que você disse pra ele Lay? – perguntei pegando o pacote de bolachas de sua mão, ela pronunciou um “ei!”, porém ignorei e refiz minha pergunta – Ah eu disse a ele COM TODA A EDUCAÇÃO QUE MINHA MÃE ME DEU que você não estava se sentido bem e que se teria problemas de adiar a tal reunião para amanhã bem cedinho, ele disse que não havia problemas e... — ela me olhou hesitante e voltou a fitar o mármore preto do balcão – ... E ele te mandou melhores. — HÁ, SABIA QUE AQUELA MACACA ALBINA ESTAVA ME ESCONDENDO ALGO, ELA NÃO SABIA OCULTAR NADA DE MIM, a questionei com o olhar – Q-que foi Anne tá louca? — disse ela levemente alterada, arqueei uma sobrancelha e respirei fundo em seguida – Tem certeza que foi somente isso que ele disse? — ela sem olhar nos meus olhos, assentiu e foi para o seu quarto me deixando sozinha novamente. Ela estava me escondendo algo. Não sabia o que era, mas sei que não era nada bom.
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