Notas iniciais
Mais um :)

Meu coração parou de pulsar durante alguns segundos, meus olhos fitavam aquele logo que tanto me amedrontava. NÃO ERA POSSIVEL QUE EU NÃO TINHA REPARADO NESSE PEQUENO (lê-se grande, enorme, imenso e Zacky V.) DETALHE, COMO EU SOU UMA INÚTIL! ISSO NÃO PODIA ESTAR ACONTECENDO. Após esse meu pequeno confronto interno, olhei para Laís que estava sentada ao meu lado esperançosa, e em seguida respirou fundo e me abraçou. Aquele abraço sempre me fazia soltar tudo de ruim de dentro do meu peito. Comecei a chorar copiosamente em seus ombros enquanto a mesma afagava meus cabelos negros.

– Calma Anne isso não é o fim do mundo — disse sussurrando em meus ouvidos.

– Como não Laís? — a olhei com os olhos já vermelhos, ela me olhou com pena e uma dor indecifrável.

– Já não está na hora de você encarar esse seu medo Anne? Você não acha que já foi longe demais? Porra o Jason me contou que o Mick disse a ele que depois que você foi embora, o Corey não é mais o mesmo e que...

– PARA LAIS! EU NÃO QUERO OUVIR MAIS UMA PALAVRA! COMO VOCÊ PÔDE! COMO VOCÊ TEM CORAGEM DE DIZER ISSO DEPOIS DE TUDO QUE ELE ME FEZ?- praticamente acabei com as minhas cordas vocais, levantei e fiquei de frente com ela que me olhava desesperada pelas minhas palavras, a Lay me conhecia muito bem a ponto de saber como esse assunto me machucava.

– Calma amiga eu só...

–Cala a boca Laís. – disse ríspida e entrei em meu quarto e fechei a porta num só soco e me joguei em minha cama afundando meu rosto no travesseiro, que por incrível que pareça, ali ainda era existente o cheio dele em cada parte das minhas coisas e do meu corpo. Chorei lembrando meu passado, que era considerado um sonho até certo momento. Adormeci ao meio de soluços.

Eu não disse que você não iria tão longe sem mim?- disse uma voz rouca perfeitamente conhecida por meus ouvidos. Olhei para trás e lá estava ele... Com o cabelo recém-raspado, trajando uma camiseta social branca aberta por três botões deixando a mostra uma pequena parte de seu peito desnudo, uma calça jeans rasgadas e sapatos sociais. E seus olhos... Ah aqueles olhos que poderiam ser comparados com a imensidão azul do céu, que eu tanto amava admirar ambos, mas estava obscuro naquele momento, um brilho indecifrável, com os punhos serrados pude ver que o que ele sentia era dor e raiva, eu o conhecia muito bem. Ele se aproximou lentamente de meu corpo que estava sendo coberto apenas por um vestido branco leve e solto que batia um pouco acima de meus joelhos.

o que você quer? — Disse já tremula pela sua proximidade, estava tão rente ao seu rosto que pude sentir sua respiração quente tocar minhas bochechas rosadas. Ele, sentindo o efeito que ainda causava em mim, ousou colocar as grandes e belas mãos em volta de minha cintura e riu pelo nariz da minha reação. Aquele realmente era o homem pelo qual eu tinha medo, não era aquele homem pelo qual eu me apaixonara perdidamente, este, era o que me fez sofrer e que desafiava o meu amor pelo verdadeiro Corey Taylor.

– Ora minha linda... Eu só quero o que é meu- disse ele contornando com os dedos a curva de meu maxilar.

– Não tem nada aqui que é seu. — disse já desesperada, senti suas mãos apertarem com força minha cintura, olhei com os olhos marejados dentro daquela imensidão azul que estava fosca, ele riu, e selou nossos lábios com muita força, senti um gosto de sangue dançando em minha língua, ele passou as mãos pelos meus cabelos e os puxou com violência. Arrastou-me para uma pequena casa que se encontrava no meio de muitas árvores. Eu conhecia aquele lugar, aquele era o nosso lugar, onde nos beijamos a primeira vez e que fizemos amor pela primeira vez. Mas aquela casa com somente um único cômodo, estava sombria e uma janela fechada impedia que a luz do sol adentrasse. Ele me jogou no chão com muita força que me fez bater a cabeça e sentir tudo rodar, mas via a imagem daquele homem se aproximando lentamente, minha visão turva conseguiu enxergar a raiva que seu rosto transmitia com um sorriso debochado nos lábios.

– Você vai sempre ser minha... Não importa o que aconteça você sempre vai ser minha boneca... -disse sussurrando e então senti uma pancada na cabeça e enfim tudo se tornou escuro.

Acordei num susto que me fez cair da cama, Lay que estava mexendo no notebook no meu quarto deu um grito e depois começou a rir. Eu olhei para ela assustada com os cabelos totalmente desarrumados. Ela viu meu desespero, rapidamente parou de rir e se agachou em minha frente e segurou o meu rosto entre suas mãos pálidas.

– Sonhou com ele de novo foi? — apenas assenti e abracei meus joelhos, por que toda vez isso acontecia? Sempre que alguma coisa ruim iria acontecer eu tinha esse maldito pesadelo, sempre, desse mesmo jeito. Dava-me um desespero só de pensar em encontrar com aqueles olhos raivosos novamente, mas eu sei o que causava aquilo, era a combinação de Anne e drogas.

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– Tome isto vai te fazer bem. — disse Laís me entregando um comprimido. Minha cabeça parecia que ia explodir de tanta dor. De repente lembrei-me da maldita reunião que tinha marcado com Adam há 3 horas.

– MEU DEUS LAIS O ADAM!- gritei desesperada pulando da banqueta da cozinha e sai correndo para o telefone, mas fui impedida por ela

– Anne você tá louca? Olha como você está! Está péssima caralho! Você não vai lá falar com ele... Você está doente! — falou com um tom autoritário, posando as mãos em sua cintura, já disse que ela parece uma velha caquética quando implica com algo? Pois é.

– Lay eu P-R-E-C-I-S-O ir lá porque senão ele vai achar que eu não tenho responsabilidade caralho e não, NÃO ESTOU DOENTE!- gritei sentindo logo em seguida uma pontada extremamente dolorosa em minha cabeça. Sentei no sofá e me xinguei internamente por ser tão filha da puta.

– Cala a boca fia, eu vou ligar pra esse cara ai e resolver isso, você não vai e ponto final! — disse decidida.

– Não vai adiantar se eu chorar e espernear né? — perguntei a ela que me olhava perplexa

– NÃO! E fim de papo. – gritou ela fazendo um gesto com as mãos e saindo com o telefone, com um sorriso vitorioso nos lábios. Bufei e encostei minhas costas no encosto do sofá e fiquei ali por uns 5 minutos brisando na brisa do galo (?) até que Lay entrou na sala e se sentou ao meu lado com um pacote de bolacha entre mãos e umas duas bolachas na boca. Ela me olhou confusa e disse um “que foi” quase que indecifrável por conta das bolachas em sua boca.

– Como assim ”que foi” velho? O que você falou com o senhor Adam? — perguntei.

– Aí Anne da pra parar de chamar ele de senhor? ele é mó daorinha, e você parece uma vovózinha do século X chamando ele assim- disse ela revirando os olhos – Eu como sou uma amiga linda, rica e gostosa, disse a ele que você não ia pra lá hoje e que era pra ele tomar no cu se não aceitasse- disse com uma tranquilidade absurda. Ah mas essa vaca do brejo está de sacanagem com a minha cara.

– O QUE VOCÊ? VOCÊ MANDOU O MEU CHEFE QUE AINDA NÃO É MEU CHEFE IR TOMAR NO CU LAIS? VOCÊ TÁ LOUCA?- gritei chacoalhando ela

– Eeeeeeeeeeeeeeeeeeei! Calma né sem noção, você acha que eu ia falar isso sua louca- disse rindo da minha cara de pânico – NÃO RESPONDA ANNE! — eu segurei, mas não consegui comecei a rir histericamente da cara bovina dela que me olhava perplexa – Você realmente tem problema cara... — e assim ela se retirou da sala e me deixou lá. Segui até a cozinha

– Mas o que você disse pra ele Lay? – perguntei pegando o pacote de bolachas de sua mão, ela pronunciou um “ei!”, porém ignorei e refiz minha pergunta – Ah eu disse a ele COM TODA A EDUCAÇÃO QUE MINHA MÃE ME DEU que você não estava se sentido bem e que se teria problemas de adiar a tal reunião para amanhã bem cedinho, ele disse que não havia problemas e... — ela me olhou hesitante e voltou a fitar o mármore preto do balcão – ... E ele te mandou melhores. — HÁ, SABIA QUE AQUELA MACACA ALBINA ESTAVA ME ESCONDENDO ALGO, ELA NÃO SABIA OCULTAR NADA DE MIM, a questionei com o olhar – Q-que foi Anne tá louca? — disse ela levemente alterada, arqueei uma sobrancelha e respirei fundo em seguida – Tem certeza que foi somente isso que ele disse? — ela sem olhar nos meus olhos, assentiu e foi para o seu quarto me deixando sozinha novamente. Ela estava me escondendo algo. Não sabia o que era, mas sei que não era nada bom.

Notas finais
Reviews? :D