Notas iniciais
ATRASO, A GENTE VÊ POR AQUI. Me desculpem NOVAMENTE. Meu computador já havia sido concertado já fazia um tempo, mas eu estava sem programa algum para escrever os caps, só ontem consegui instalar o word, pois é. Mas vocês são lindas e gostosas e irão me perdoar, né? Né. KSAKMASMK Não vou mais atrasar meu amores, enfim... LEIAM AS NOTAS FINAIS, É IMPORTANTE!
Boa leitura.

Assim que Daniel saiu do bar, um homem de estatura média e um pouco forte, com cabelos quase ruivos e os olhos tão azuis quanto os de Chad, adentrou ao local e foi em direção à mesa, onde Adam estava. O mesmo levantou com um sorriso radiante e apresentou o rapaz para todos da mesa, que também o saudaram. Adam trocou algumas palavras com o misterioso rapaz dos olhos claros e em seguida, virou-se em minha direção sorrindo, e falando algo para o homem ao seu lado, sobre mim. Morri de vergonha e não sabia o que fazer, levantei da banqueta por um impulso e fui em direção a eles, com um sorriso mais amarelo que a gema de um ovo.

– Então Jones, essa é a belíssima Anne, sua companheira de fotografia. – WOW! Ele era bem mais bonito de perto, uma beleza escandalosa que meus olhos agradeceram.

Meu Deus Anne, se controla! Hoje você está impossível.

– Olá Anne, muito prazer, sou Jones, mas me chame de Ren – O rapaz muito bonito estendeu a mão em um gesto de formalidade, então eu a apertei na mesma intenção, ainda com aquele sorriso tremulo na cara.

– Oi Ren... Muito prazer. – assim olhei para Adam, quase suplicando pra que ele continuasse a conversa, mas o filho de uma égua manca, apenas me olhou e disse:

– Bem, vou deixar vocês se conhecerem melhor. — então ele virou a atenção para Jones/Ren. – Sei que você irá adorar a companhia da Anne, Jones. Ela é uma garota formidável e muito talentosa, vocês dois serão uma dupla de sucesso na fotografia! Posso até imaginar, meus caros! — Disse ele com uma empolgação divina, erguendo os braços pra cima e talvez visualizando o nosso futuro. Eu e Ren/Jones. Juntos. Apenas dei uma risadinha e acompanhei com os olhos, Adam me abandonar ali, sem saber o que fazer.

– Bom... Então... — Jones parecia que se encontrava no mesmo precipício interno, sem saber o que fazer, disse:

– Vamos sentar? Quer beber algo? Olha, eu pedi uma porção de batatas, mas eu nem comi muito, se quiser, pode come-las. – isso Anne, ofereça os seus restos para o rapaz, os gatinhos adoram um romantismo, sua vaca louca.

Fiquei meio desconcertada pelo que acabara de falar, mas Jones pareceu não se importar tanto com a minha bobagem, muito pelo contrário, ele beliscou uma das batatas, e eu me senti satisfeita com isso, um mico a menos né, querida.

– Muito obrigado por me oferecer uma de suas batatas, Anne. — Ele riu pelo nariz, e se sentou na banqueta ao meu lado. Eu sorri.

– Tudo bem... Fique a vontade. — eu já não sabia em que assunto entrar e novamente o desespero tomou conta de mim. Alguns segundos turturantes de silencio se instalou, logo sendo cortado pelo voz grave de Jones/Ren.

– Já que vamos ter que conviver juntos durante algum tempo, acho bom começarmos uma conversa pelo menos né. — Ele disse divertidamente e riu alto. Eu o acompanhei assentindo. – Só que eu não tenho ideia da uma conversa decente, eu fico assim perto de garotas tão lindas, como você. — fiquei rosa, vermelha, roxa, purpura, azul e preta, de tanta vergonha, ele apenas deu um sorrisinho malicioso e bebericou sua bebida, que tinha pedido ao barman.

– Ah muito obrigada pelo... Elogio Jones.

– Por favor, me chame de Ren, é muito melhor, Jones é algo mais... Formal. — Ele me olhou com seus olhos cintilantes.

– Mas por que, "Ren"?- fiz uma cara de confusa.

– Ah... Ren é meu apelido, meus pais e amigos me chamam assim, na verdade preferia que todos me chamassem assim, eu gosto de Ren.

– Mas seu nome é o que então? — eu disse divertida, comendo uma das minhas batatas que agora, estavam em poder do Jones, quer dizer, Ren.

– Meu nome é Johnny. Johnny Jones. — Ele riu do seu próprio nome.

– Uau! sua mãe deveria ser rapper. — eu ri gostosamente e ele me acompanhou, assentindo.

– Realmente, ela deveria. — Ele disse já se recuperando das risadas e prosseguiu. – Mas então, eu não gosto do meu nome, geralmente nunca falo para as pessoas, todos me chamam de Ren ou Jones.

– Mas por que, “Ren”? — refiz minha pergunta, parecendo um disco riscado.

– Quando eu era bem pequeno, minha mãe lia uma história de um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, o nome do príncipe era Dhiren, mas no livro inteiro, ele era citado como Ren. — Ren fez uma pausa para beber e eu nem piscava, incentivando-o a contar mais sobre a origem de seu apelido. – Ren foi transformado em um tigre e só a Kelsey, uma garota órfã que foi contratada por um circo para cuidar de um lindo tigre branco, poderia ajuda-lo a quebrar essa maldição. — Ele pausou, me encarou e deu uma leve risada da minha cara. – Quer que eu continue Anne?

– CLARO! Continue, por favor, estou gostando. — eu disse empolgada, adorava boas histórias.

– Então... Eu não vou contar as partes principais pra você. — O rapaz disse debochado e eu resmunguei. – Ei, nada de resmungo mocinha! – ele riu. – Eu tenho esse livro em casa, e posso te emprestar, claro se você quiser, eu realmente recomendo esse livro. — meus olhos brilharam mais que o brilho ofuscante da lua.

– Claro que eu quero!- eu disse em êxtase. – Mas você ainda não me disse o porquê do seu apelido ser o nome do tigre...

– Ah então, eu amava essa história, é um livro bem grande, então rendia boas noites com a minha mãe sentada ao pé da minha cama lendo-o para mim. — Ren sorriu docemente e continuou. – Nos dias ensolarados lá no Brasil, eu ficava correndo pelo quintal gramado da minha casa, fingindo ser um tigre, o Ren pra ser exato, eu queria ser tão ágil, grande e forte como ele. Eu queria ser um gato gigante! – ele riu e fitou o balcão ainda sorrindo, parecia que aquele assunto o agradava e trazia boas lembranças. – Minha mãe, fingia ser o mago que amaldiçoou Ren, e corria atrás de mim enquanto eu gritava e encarava meu personagem, da forma mais séria possível, para mim aquilo não era uma brincadeira, eu realmente me sentia o Ren. Eu amava tanto quando minha mãe lia esse livro pra mim, minha mente vagava quando as palavras da autora eram pronunciadas e atingia a minha alma, eu adorava. — a expressão dele havia ficado... Triste?! Será que isso é tão intimo que mexe com ele? Ren fitava o mármore preto e podia jurar que seus olhos estavam marejados.

– Ren... Tá tudo bem? Você está... Chorando? — preocupei-me e me inclinei em sua direção, passando a mão em suas costas em um gesto de conforto, não sei em qual ponto dessa história havia afetado o rapaz.

– Não estou chorando Anne, fica tranquila. — Ele mostrou seus dentes alinhados e brancos, sorrindo. Mas podia ver em seus olhos, a dor. – Eu só fico emocionado, quando me lembro da minha mãe... Desculpe-me por isso Anne, você não tem nada a ver com esse meu eu, deprimido.

– Imagina Ren! Eu quero te ajudar, o que aconteceu com a sua mãe? Você se permite falar dela? Olha, eu sempre acho melhor dividir problemas com pessoas que a gente gosta, eu acho um alívio, sei que nós não somos tão íntimos assim, mas se eu puder ajudar e você se sentir a vontade com isso, eu estou aqui pra te ouvir, Ren. — abri um sorriso, o confortando e o encorajando a se abrir comigo, fazia poucas horas que havíamos nos conhecido, mas Ren já me passava um conforto, ele era uma companhia muito agradável e realmente, me deixava triste ve-lo daquela forma, tão frágil e perdido.

– Não acho justo te envolver na minha tristeza Anne, muito obrigado pelo apoio, mas prefiro não falar sobre isso... por enquanto. — Ele se sentiu incomodado com isso e eu sorri.

– Tudo bem Ren, fica tranquilo tá? Se precisar se abrir comigo, pode falar, estarei aqui. — Ele me olhou e fitou meu rosto durante alguns segundo, logo, assentiu e ousou me abraçar.

– Muito obrigado Anne, de verdade, às vezes preciso de um ombro amigo. — Ele riu e se distanciou no meu corpo. – Nossa, estou parecendo um viado, lamentando e chorando no ombro de uma mulher. — o belo rapaz pousou as costas de sua mão sobre a testa, fazendo uma pose dramática/gay. Eu ri de seu gesto. – Como eu sou besta.

– Claro que não Ren, isso mostra que você é um homem de verdade, que tem sentimentos, quanto a isso, não se preocupa. — sorri amigavelmente e ele plagiou meu movimento, me fitando.

Nossos olhares foram quebrados por Adam.

– Com licença garotos, já estamos indo embora, vão ficar ai ou vão nos acompanhar?

– Eu já vou indo Adam, tenho que almoçar com a Laís, antes que ela dê a luz a um elefante, de tanta raiva. — eu ri, Ren riu, Adam riu, e todos riram. A doida.

– Então vamos todos. — disse Ren, pagando o barman e em seguida passou a andar ao meu lado.

Andamos até a área do festival, me despedi de Ren com um abraço, o mesmo iria ficar com Adam e os outros, mas antes, Adam me levou até seu estúdio para que eu apanhasse meu carro.

– Vai com Deus Anne, qualquer coisa me ligue, estarei com o celular. — Adam me abraçou e seguiu seu caminho para a van, dando a partida na mesma, acenei para ele e entrei no meu carro, indo para casa.

Notas finais
GENTE!!!!!!1 Esse livro que foi citado, é A maldição do tigre, é um livro muito bom, é o primeiro volume da saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou SETE SEMANAS NO PRIMEIRO LUGAR DA LISTA DOS MAIS VENDIDOS DA AMAZON, entrando depois na do The New York Times. Esse livro, é muuuuuuuito bom, recomendo muito pra vocês!
NÃO ESQUEÇAM O REVIEW!