Era apenas mais um dia de reunião com meus irmãos na Loja Maçônica. Nada de incomum, tudo se mantinha na mesma todas as terças e quintas, ás 19 hrs. Tudo ocorreu normalmente, e ao final da reunião quando me dirigia até a minha BMW, notei uma presença me observando. Fiquei alerta, afinal de contas,não era a primeira vez que via essa sombra.Fui meio desconfiado até o carro.Entrei e coloquei a chave no câmbio,quando sem mais nem menos,a porta do passageiro se abre e alguém se senta.

–Olá Phillip, como está a sua noite?-disse uma voz açucarada.

Maldito poste de iluminação da rua que havia queimado. Assim que acendo a luz interna do carro, a surpresa. A menina ao meu lado era a filha do meu Grão-Mestre, Olivia se eu não me engano. Para dizer o mínimo, ela estava encantadora. Sua longa cabeleira de cachos negros,a pele branca em seu rosto que mais se parecia com uma escultura Renascentista,seus misteriosos olhos negos,seus lábios carnudos vermelho sangue,uau,ela era realmente deslumbrante.Passado o meu susto momentâneo,eis a pergunta que não quer calar: “O que ela faz aqui a essa hora?”.

–Já sei o que está pensando, o que faço aqui, e blá blá blá – disse ela calmamente -Mas vou direto ao ponto,tenho uma proposta um tanto incomum para lhe fazer.

–O que?Mas espera, com todo o respeito, você entra no meu carro assim, numa hora dessas e vem me fazendo propostas misteriosas. Que tipo de maníaca você é?-disse completamente desnorteado.

–Se quer realmente saber, uma maníaca sexual.

–Só pode estar brincando com a minha cara!Isso só pode ser alguma pegadinha!Seu pai sabe onde está e os assuntos que anda falando garota?-Não sei por que perguntei, já que sabia a reposta.

–Olha, eu vim na melhor das intenções fazer uma proposta e você começa a debochar de mim?Quer saber de uma coisa, tchau!

Assim que ela fez menção de se levantar, a agarrei pelo braço e a puxei de volta para o assento.

–Bem... -disse meio sem jeito, não quis debochar de você coisa nenhuma, quer dizer, olhe que horas são, olhe onde estamos. Como queria que eu reagisse ao ver a filha menor de idade do meu Grão-Mestre entrar no meu carro e vim me fazer uma proposta misteriosa?Eu estou para dizer o mínimo, surpreso.

–Se o problema é eu ser menor de idade, saiba que dentro de dois meses já terei dezoito, e assim, responderei legalmente por mim mesma. –percebi o tom de ironia em sua voz.

–Meu Deus garota!Diga logo de uma vez o que quer de mim -disse em um tom um tanto rude.

–Já que insiste, vamos direto ao ponto. Tenho uma proposta a lhe fazer, e isso inclui a realização de maus desejos sexuais.

–Você só pode estar fora de si!Isso lá é coisa que uma dama se fale, ainda mais sendo filha de quem é-explodi.

– Olha, vai aceitar ou não, digamos que terá seus benefícios...

– Já chega!Vou ligar para o seu pai agora e lhe contar tudo o que você está fazendo — assim que ia discar o número no Iphone,ela me agarrou e me prensou contra o banco.

–Ora,vamos lá.Eu sei que você quer,então pare de dar uma de difícil.

Tentei me desvencilhar, mas quando me dei conta,os seus lábios já estavam contra os meus e eu não resisti á tentação.Até porque,desde o fim do meu casamento,há três meses,que meus lábios não tocavam em outros.

–Já lhe disseram,o quanto é gostoso?-sussurrou ela em meu ouvido.

Ela estava com um sobretudo,apesar de não fazer muito frio hoje.Retiou-o de uma vez e sob ela havia um espartilho creme com contornos pretos remetendo aos anos 40 e cinta liga.Minha mão subiu involuntariamente até a bunda dela.

–Vamos,eu conheço um lugar,aqui é muito perigoso.

E eu fui,sem saber em tamanha enrascada que estava me metendo.

–Encosta aqui – disse ela apontando para a frente de um enorme prédio com sacadas de vidros.

–Aonde vamos?

–Digamos que meu pai possui um apartamento para quando quer ficar sozinho.

–Meu Deus,eu não pos...

–Shiiiuuu!!Venha logo,garanhão – disse colocando o dedo indicador em minha boca.

Ela desceu da BMW rebolando aquela bunda maravilhosa,eu só posso estar louco mesmo,diante do que estou prestes a fazer.

Descemos do carro,e sob o olhar das câmeras e do controlador de acesso, vulgo porteiro, atravessamos uma enorme porta de vidro que nos levava ao saguão de entrada do prédio.Era deslumbrante,com uma leve iluminação,lustres de cristais por todos os lados,sofás de couro,cascata,pequenas árvores,mesas de centro,ufa...

A segui até o elevador social,e assim que entramos,ela exclamou sensualmente:

–Vejamos,décimo quinto andar – disse apertando o botão do elevador. -Não se preocupe com os vizinhos,é apenas um apartamento por andar.

–Você primeiro,disse ela assim que retirou da maçaneta a chave com um chaveiro de mini algemas vermelhas de pelúcia.

O room de entrada era decorado com um espelho na parede na horizontal,uma mesa de vidro abaixo do espelho com mini elefantes e outros objetos em cima.A iluminação era embutida,uma luz meio amarelada,e as paredes eram de um tom de amarelo claríssimo com creme.Assim que ouvi o barulho da porta se fechando e me virei,ela pulou em cima de mim,de modo que se eu não a segurasse,ela cairia de bunda no chão.

–Eai,está pronto? –disse mordiscando o meu lábio inferior.

–Eu já nasci pronto. – Disse tentando parecer o mais firme possível.

–Ótimo,é assim mesmo que gosto.

Ela pulou do meu colo e seguiu em direção ao corredor.Eu a acompanhei. Passamos por um uma sala de estar com um sofá enorme de couro marrom em formato de meia lua,quadros com pinturas abstratas,um aparador de madeira maciça envernizada,e um aroma de incenso de canela.Reparei que durante todo o trajeto ela enrolava freneticamente a ponta do cabelo com o dedo indicador.

–Bom,você pode ir deitando na cama que eu já volto.

–Tudo bem- Foram as únicas palavras que saíram de minha boca.

–Não se preocupe,garanto que irá gostar da surpresa que pretendo lhe fazer.

O quarto era imenso, a cama acomodaria até cinco pessoas tranquilamente,com uma enorme cabeceira de madeira entalhada.Defronte havia um guarda-roupas embutido de uma madeira clara e lisa.Haviam duas mesas de cabeceira,ambas com abajures,um tapete que julguei ser uma imitação de pele de urso,as paredes eram de um tom de palha e a iluminação era a mesma amarelada embutida do room de entrada.Retirei calmamente meu par de Hugo Boss,meu terno Prada e fiquei apenas com a minha boa e velha Calvin Klein.Apaguei as luzes e acendi um abajur de chão que era que devia ter mais ou menos 1,60 m.Ela voltou com um maço de cigarro e uma garrafa intocada de Jack Daniel’s. Calmamente,ela ascendeu um cigarro e encheu o copo com gelo.

–Ué,desistiu? – A ansiedade tomava conta do meu corpo.

–Não,apenas quero lhe esclarecer algumas coisas antes de começarmos.

–Ok,pode começar,sou todo ouvidos.-Disse afobadamente.

–1:eu disse que você realizaria as minhas fantasias sexuais e não eu as suas. 2:se tiver que ser,será do meu jeito,aonde eu quiser,e quando eu quiser. 3:NUNCA questione as minhas ordens. Disse em um tom extremamente autoritário, como um general que dá ordens a seu soldado.

Ela se virou e pegou algo dentro de uma caixa pequena.Era dois pares de algemas iguais as do chaveiro,só que essas muito maiores,e uma venda preta.Quando se virou novamente para mim,reparei que estava mais branca do que o normal,sua postura estava excessivamente ereta e os olhos maiores e mais negros do que o de costume.

–Eu começarei do meu jeito,se não estiver satisfeito,pode sair.

Como não movi um músculo,ela compreendeu que consenti. Então,com uma lentidão dolorosa,ela vendou meus olhos e algemou meus braços e pernas na cama.Não reagi,pois estava extasiado,parecia que havia sido hipnotizado.

–Agora você é MEU escravo sexual,realizará meus desejos e eu farei o que bem entender com o seu corpo,O QUE BEM ENTENDER....- Ela disse vagarosamente,fazendo questão de mexer bem os lábios a cada palavra pronunciada.

–Huumm...Isso vai ser divertido,exclamei.

Parecia que ia ser divertido,PARECIA.

Quando ela se virou novamente para mim,estava com um chicote preto de couro em mãos.

–O que pretende fazer com isso?

–Shiiuu,escravos não falam,quiça questionam as ordens de suas Dominadoras. Reparei que ela jamais olhava em meus olhos.

Antes mesmo que eu pudesse reagir,ela havia chicoteado o meu peito,deixando uma cicatriz.

–Chegaa!! O que é isso?O que pensa que está fazendo?

–Estou fazendo o que bem entender com o meu escravo.

–Olha,eu não sou seu escravo porra nenhuma,eu achei que isso seria divertido,que seria uma trepada diferente,mas você é louca,LOUCA! –nem me dei conta de como estava gritando.

–Não venha me questionar agora,você concordou.

–Cala a porra da boca e me tira daqui agora!-Esgoelei.

Acho que ela ficou com medo pois alguns segundos depois,eu já me via de pé,vestido o meu terno e saindo dali.

–Ei,espere!- disse ela com a voz ofegante me alcançando até a porta.

–Eu realmente quero fazer isso,por favor,me perdoe,juro que será bom para você,garanto que irá gostar.

–Que pessoa em sã consciência gostaria de apanhar?

–Olhe –disse ela segurando o meu braço e olhando pela primeira vez em meus olhos -você pensa assim pois possui ainda a primeira visão,assim que chegar á segunda visão lhe garanto que irá implorar por mais.

–Eu não garanto nada.

–Tome,pegue o meu cartão,tenho certeza que vai me procurar.Temos algumas coisas para discutir que eu tenho certeza que lhe agradará.

–Obrigado -disse colocando o cartão no bolso do paletó com pouco caso e me virei no room em direção ao elevador.

Notas finais
To be continued...