No compasso do receio
13 Presságio
Notas iniciais
Palavra do décimo terceiro dia: catáfora. “Processo de antecipação da informação através de uma unidade linguística cuja referência representa semanticamente um sintagma que surge depois”(Priberam). Vocês entenderam alguma coisa? Eu também não.
Capítulo narrado pelo Kurapika.
Virei de súbito ao sentir o toque em meu ombro. Izunabi encarava-me, severo. Torci os lábios. Jamais acreditaria que aquele reencontro era mera serendipidade. A razão dele tentava me alcançar. Mas a raiva em meus olhos continuava vermelha.
Movi o rosto outra vez. O anjo da morte estava logo à minha frente, ladeado por comparsas: um espadachim e uma kunoichi de cabelos rosados. Nossos olhares encontraram-se um por um. O líder permanecia calmo e convidativo. A ninja exalava frieza. E o terceiro tinha os olhos de uma fera. Eu ainda não sabia, mas estes eram a catáfora do meu epílogo.
Notas finais
Eu quase, quase escrevi mais um capítulo narrado pelo Leorio só para usar a palavra de hoje no sentido médico. *risos* Espero que esteja ok usá-la em um sentido metafórico.
Por desencargo de consciência: kunoichi é um termo utilizado para designar ninjas do gênero feminino.
Os comparsas que acompanharam o Kuroro na Sêmita dos Saqueadores foram o Nobunaga e a Machi. Um dos assassinos que o Kurapika matou antes de reencontrar o Leorio no Capítulo 3 foi o Uvogin. (Na imagem: da esquerda para a direita, temos Nobunaga, Machi, e Uvogin.) Ele e o Nobunaga eram grandes amigos. Amigos mesmo, do tipo um morreria pelo outro. A propósito, esse aspecto da fic é canon: o Uvogin é o primeiro integrante do grupo de assassinos que o Kurapika consegue matar. O Nobunaga sofre muito depois disso, mas não busca vingança porque o Kuroro proíbe.
Fale com o autor