Notas iniciais
sei que vocês queriam suspense, então neste capítulo darei-lhes um pouco.

Eram 08:00h quando acordei com a música irritante do despertador, mas eu estava muito feliz já que iríamos ao campo de Gettysburg. Estávamos com tudo preparado, barracas, lanternas, comida, água, roupas, cobertores, panela, isqueiros, travesseiros toalhas, tudo que poderíamos usar, levamos até um pequeno quite de emergência. E lá estávamos eu e a Charlie, que viera a minha casa para esperarmos a Érica vir nos buscar com o carro de seu pai, o que não aguardavamos era descobrir que o carrinho do pai da Érica era um Ford Mustang 2015, vermelho e muito bonito, eu e Charlie ficamos de queixo caído. Então, colocamos nossas coisas no porta-malas e seguimos a viagem.

Depois de uma hora, já havíamos rodado metade do caminho falando sobre o que faríamos quando chegássemos, ficamos este tempo todo escutando uma rádio que a Charlie gosta, e eu nunca me arrependi tanto de ter peço para ligar aquela porcaria. Então finalmente, há uns cinco minutos antes de chegarmos começou a tocar na rádio “ Highway to hell ” cantamos, gritamos, pulamos e quase estouramos os tímpanos da Charlie.

Chegamos ao campo e o sol estava lindo, brilhando intensamente sobre nossas cabeças. Pensamos em começar a montar o acampamento, preparamos as barracas e as camas, deixamos as mochilas perto delas, que se aproximavam de uma árvore um tanto quanto sinistra, mas que logo atrás tinha um lago incrivelmente lindo. Assim que terminamos decidimos ir ao lago, colocamos biquínis, eu com um preto, a Charlie com um branco e a Érica com um rosa claro. Antes de entrar ouvi alguém a me chamar, como um sussurro, gélido e temeroso; olhei para trás, mas nada vi, então segui rumo ao lago, atrás das meninas.

A água estava tão gelada, que parecia ter congelado todo o meu corpo, mas depois de um tempo já estava a me sentir bem novamente. Mergulhei e tentei ver o mundo submerso, mas de nada adiantou, era como se estivesse em meio a escuridão, mesmo a água estando cristalina e o sol a raiar. As garotas estavam em uma guerra de água, algo muito ridículo, mas ainda assim parecia ser divertido, nem perceberam o meu afastamento, na verdade nem eu havia percebido. Quando notei o quão longe estava, já tinha atravessado o lago inteiro, até sua outra margem.

Resolvi sair um pouco da água para respirar e já aproveitei para dar uma olhada neste lado do campo, já que o lago o dividira em dois. Nesta parte não havia nada de bonito, era horrível, tinha um ar fúnebre, de medo, senti como se todas aquelas pobres almas ainda estivessem presentes. Me senti muito mal, pois era como algo muito ruim perto de mim, e se aproximava a cada instante. Então algo respirou próximo ao meu rosto, fechei os olhos instintivamente, pois não queria ver o que havia ali, senti um sopro em meu rosto e neste momento todos os meus pelos se eriçaram, como naqueles momentos em que se esta sozinho e um arrepio atravessa todo o seu corpo, abri os olhos e sai correndo diretamente para o lago. Atravessei o lago, nadando como se minha vida dependesse disto, sinceramente eu acreditei que dependia. Aquela ‘coisa’ estava atrás de mim, sentia sua presença, comecei a gritar, desesperada, gritando para as meninas saírem da água, mas elas já não estavam mais dentro do lago, pensei, então que estariam de volta ao acampamento. Sai da água e percebi que não havia mais nada atrás de mim, vi Érica, que estava deitada, dormindo próxima a árvore, mas e a Charlie? Onde estava? Por que eu não estava a vendo ?.

Notas finais
então, estão curiosos sobre onde está a Charlie?. Se gostaram do capítulo, deixem reviews. Obrigada.