A voz soava na minha cabeça. Ela intensificou assim como o alvoroço dos ratos.

Dei passos para trás, quando vieram em minha direção, buscando um alimento definito.

Virei-me e corri, fugi com toda a minha força.

O cortiço foi demolido no dia seguinte, como ordens da prefeitura.

Mas a voz permaneceu.

Por vezes senti ser observado, até em minha cama.

Passei a fechar as cortinas, janelas e me trancar na biblioteca.

Achavam que não aguentei o trabalho com a epidemia.

Mas estava protegendo-me. Cada vez que ouvia aquele chamado, meu corpo se movia com a força que exercia sobre mim.

Notas finais
Hoje vou conseguir fazer tudo. beijos