No ai Rikai suru

3 Palco, ricos e um sorriso.


Notas iniciais
Oi oi, meus div@s! Tudo bem por esse lado do ecrã? Espero que sim u.u Boa leitura :D

Estava dentro de um hotel que era para ricos. Uma pessoa como eu, pobre, fascinava-se com tudo aquilo! Eu questionei-me enquanto eu e o meu pai seguia-mos o homem de cor negra e com muitos músculos: “Como o meu pai conseguiu dinheiro para estarmos aqui dentro?”. Essa foi uma das muitas perguntas que eu pensei.

Sai-mos do elevador e caminhamos pelo corredor bastante iluminado. E mais uma vez fiquei maravilhada! Se estivessem os meus amigos aqui... Eles não resistiriam e partiriam tudo!

Entramos dentro de um quarto mais chique do que eu pensei. Uma cama que cabia 5 pessoas mas supostamente era uma cama de casal. Uma varanda que podia ver-se a cidade toda iluminada e tinha cadeirinhas para ficarmos sentados a olhar para a vista! Sim, isto seria o quarto de sonho de muitas pessoas especialmente para o meu pai. Quando entramos, eu não foi a única ficar espantada com o que tinha lá dentro... O meu pai claro encantou-se com aquilo! Seus olhos brilhavam e seus lábios sorriam.

– Podem ficar aqui, eu já volto. – Falou o homem e saiu do quarto.

Meu pai atirou-se para a cama e eu sentei-me ao lado dele. Gente do céu! Era daqueles colchões de água, bastante confortáveis!

– O que estamos aqui a fazer? – Perguntei enquanto saltitava na cama (mas sentada).

– Ah, sim! Veste isto, filha. – Meu pai foi à mala dele e pegou num biquíni cor de mel.

– Para quê que vou vestir um biquíni? – Questionei-lhe.

– Sim! Quero ver se te fica bem. – Ele tinha um sorriso no rosto.

– Está bem... Já volto.

Vesti um biquíni o mais rapidamente possível. Quando sai do banheiro, mau pai e o homem negro estavam à minha espera.

– Estás linda! – Exclamou meu pai. – Agora segue o homem, por favor.

Eu segui mas com um pouco... Ou com muito receio! Passamos por umas escadas que perto tinha alguns robes. Esse homem deu-me um para eu vestir e falou que era para não ter frio. Eu vesti, não via nada mau naquilo. De seguida entrei num local que parecia a parte de trás de um palco. Comecei a ficar ainda mais preocupada do que estava. Minha cabeça tinha várias perguntas que pareciam não ter resposta. Mas se eu perguntasse ao homem, provavelmente não me iria responder... Vi meu pai aproximando de mim.

– Pai, o que é isto? – Minha voz tremia.

O homem negro ficou a olhar para mim com um rosto preocupado e parecia que seus olhos tentavam-me dizer algo.

– Pode amarra-la. – Falou outro homem com óculos escuros e um fato formal daqueles muito caros.

Essas palavras assustam qualquer pessoa! Vi o homem negro a aproximar-se de mim com uma corda. Ele amarrou as minhas mãos.

– O que se passa aqui…? – Perguntei ao homem que amarrou as minhas mãos.

– Você não sabe...? Este local...

– É para vender coisas! – Falou meu pai, interrompendo.

– C-Coisas? Como assim? – Perguntei pois eu já não estou a perceber nada!

– Coisas como você!

– Como eu...? Aqui vende-se pessoas?

– Não só... Também coisas materiais.

– Então... – Eu estava realmente confusa. – Eu vou ser...

– Vendida! – Afirmou meu pai ainda com um grande sorriso na boca.

– Vender...

– Sim, vender você! Agora vou ficar rico!

– Vai... Vender...

– Ainda não entendeu? Vou vender você! – Exclamou meu pai já irritado.

Eu ainda estava raciocinando o que ele disse... Será que é um sonho? E-Eu nem sei o que falar... Mas se for real...? O que será de mim...? Várias perguntas vieram à minha cabeça... Estou totalmente confusa, não estou entendendo nada! Mas finalmente veio a coragem bater na minha cara.

– Mas você esta louco!? – Gritei com lágrimas nos olhos.

– É só para ganhar dinheiro... Eu sou louco por dinheiro, sim.

– Você não é normal! Depois de a mãe morrer... Você ficou estranho!

– Eu acho que fiquei normal. – Falou ele de forma pensativa mas irónica.

– Que tipo de pai é você?! – Eu gritava bem alto, até em algumas palavras minha voz falhava.

– Calma... Daqui alguns minutos, você já nem vai ser minha filha... Nem vou ter nada a ver com você!

– Espero bem que não! Não quero mais ver-te seu louco!

– Nem eu a você. – Ele falava de forma gentil com um sorriso maléfico.

– Você esta esperando que eu espete sua cara na sua bunda mal cheirosa! Como você é um *****!

– Cale-se! Não mal trata seu pai! – Ele deu-me uma chapada na cara.

– Você já NÃO é meu pai! E não me toque com suas mãos porcas! – Minhas lágrimas não paravam de sair pelos olhos… Já não era por tristeza mas sim por raiva! Olhei para meu lado esquerdo e estava um homem olhando para mim. Ele tinha cabelo castanho claro... Sua cara era preocupada e suas sobrancelhas fizeram um “v”. Ele parecia realmente irritado… Mas depois ele saiu daquela sala.

O homem que estava com o fato formal entrou no palco, apresentando coisas. O homem negro deixou eu espreitar para ver quantas pessoas tinham... Agora sim... Fiquei ainda mais preocupada e assustada! Tinha um monte de homens a olhar para o palco! Todos tinham ar de ricos…

– Tenho de colocar um pano na sua boca para você não ter forças para fugir. – Falou o homem negro.

– Acha mesmo que eu vou ter forças contra você…? – Perguntei eu com a cabeça para baixo.

– Você tem razão... Então, por favor, não fuja.

Apesar de esse homem estar trabalhando nesta área... Ele é bem simpático e ajuda mais que meu pai!

– A seguir é você filha. Espero que gostes do teu novo dono! – Meu pai estava com um sorriso nos lábios. Sempre muito risonho…

– … — Ignorei-o.

– Não ignore minha menina! – Ele levantou minha cabeça pelos cabelos.

– O que você quer…

– É a tua vez! Sorri!

O homem negro levou-me para ao palco. Os homens na plateia falaram valores altos. Eu pensei: “Eu valo assim tanto?”… Tantas perguntas num dia... Até doí-me a cabeça…

– 15 Milhões de Euros! – Exclamou um homem velho e com ar de mafioso.

– 20 Milhões de Euros! – Exclamou outro homem, mas era bem alto e tinha cabelo castanho claro... Será que era aquele homem que olhou para mim atrás do palco…?

– 22 Milhões de Euros! – Disse o velho.

– 25 Milhões! – Gritou o homem de cabelos castanhos, que depois fez um olhar assustados para o leiloeiro.

O tal leiloeiro fez a contagem decrescente rapidamente.

– Vendida por 25 Milhões de Euros!

O homem alto levantou-se logo de seguida. Ele pareceu que não queria comprar mais nada. Eu saí do palco, ou melhor, forçaram a minha saída. O homem negro olhou para mim e fez um sorriso. Porque ele está a sorrir?

– Sou Ryu Ootsuka. Fui eu que comprei você, portanto sou seu dono. – Eu levantei minha cabeça para observar…

Como ele era bonito! Acho que era o mesmo homem que vi olhando para mim antes de entrar no palco. Ryu foi para a beira de um homem que estava atrás de um pequeno balcão.

– Fale seu nome, por favor. – Disso o homem.

– É mesmo necessário? – Perguntou Ryu cruzando os braços.

– Sim, são as regras.

– Ryu Ootsuka.

– Ootsuka? – Perguntou o homem impressionado.

– Sim... Algum problema?

– Nada não! Seja bem-vindo, senhor Ootsuka.

Como o homem falou, Ryu Ootsuka deve ser famoso ou uma pessoa com bastante dinheiro... Juntei as minhas duas mãos, que ainda estavam presas, entrelacei os meus dedos como fosse rezar, e pensei: “Espero que não me aconteça nada de mal!”. Já aconteceu... Mas nada pior que isto!

– Qual teu nome? – O homem que comprou-me apareceu do nada.

– N-Na-Natsumi Hagiwara! – Falei eu e rapidamente me inclinei para a frente.

– Deixa tirar isso das tuas mãos Natsumi. – Falou ele com voz gentil e tirou a corda que estava prendendo minhas mãos. – E onde arranjou essas roupas? – Ele ajudou-se a levantar.

– N-Num quarto do hotel. M-Me deram para vestir. – Gaguejei. “Mas porque estou assim?”, pensei.

– E sabes qual foi o quarto? – Ele colocou uma das suas mãos na sua cintura.

– N-Não! Desculpe! – Inclinei-me de novo.

– Não precisas de ficar assim. Quem te trouxe para aqui?

– Um homem... – Disse-lhe baixinho e com um tom desapontado.

– Um homem... Suponho que seja seu pai. – Afirmou ele, olhando para mim com um rosto indiferente e olhos preocupados.

– Algo assim do género... – Virei minha cabeça para o lado.

– Hey! – Exclamou ele diretamente para um homem.

– Diga. – Esse homem era magro e tinha óculos pretos.

– Traga-me as roupas dela.

– Mas eu não sei onde estão, senhor!

– Vai perguntar a ele. – Ryu apontou para o homem negro.

– Sim senhor! – Falou esse homem caminhando rapidamente.

Ryu olhou para mim fixamente. “Que olhos bonitos... Eh? Porque... Ele esta olhando assim para mim?!? Que vergonha!” pensei eu.

– Nada mau para uma menina colegial... Que idade tens? – Ele pegou num cigarro, acende-o e colocou na boca.

– D-Dezassete anos...

– E namorado?

– N-N-Não...! – Minha cara estava vermelha.

– A serio? Jurava que você tinha... – Ele fez um sorriso. – Agora você é apenas minha.

Quando ele falou aquilo eu ainda pensei um pouco... Eeeeeh??? A-A-A-Apenas dele?!?! Encarei a cara dele. Eu nem o devia ter feito... Ele ainda riu-se de mim!

Notas finais
Então é isso! Gostaram daquele pai estúpido e do novo homem na vida da menina super fofa? kk Até mais, Kisses d'Hakua :* o~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.