No Tempo Dos Marotos
16 Você é um grande amigo, Black!
Notas iniciais

''Comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento.'' (Patch Adams)
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POV Sirius Black
Levei Lenne pro dormitório das meninas, como estava acompanhando ela, as escadas deixaram eu passar. Coloquei ela na cama dela.
– Vai ficar tudo bem Lenne. — murmuro.
– Como vai dicar tudo bem? Minha família está morta! Todos! — exclama chorando.
– E se eles estiverem mentindo? — pergunto.
– E porque mentiriam? — pergunta Lenne.
– Bem... Eu... Eu não sei. — respondo.
– E eu mandando cartas esse tempo todo e achando que eles estivessem ocupados por não ter recebido resposta. — diz.
Logo ela cai no choro novamente. Abracei ela, sentindo minha camisa ficar molhada por causa de suas lágrimas.
– Po.. Porque está sendo tão legal comigo? — pergunta.
– Porque você é minha amiga. — respondo.
– Mas... E todo esse tempo que eu briguei com você? — pergunta.
– Lenne, você acha mesmo que eu dei bola? — pergunto arqueando a sobrancelha.
Ela dá um pequeno sorriso de canto.
–Você é um grande amigo, Black. — diz.
Sorrio.
– Se importaria de me chamar de Sirius? — arrisco.
Fecho os olhos esperando a qualquer momento ela gritar comigo, mas ela não falou nada. Abro os olhos e vejo que ela está sorrindo.
– Não, não me importo, Sirius. — diz.
Sorrio.
– Porque fechou os olhos? — pergunta.
– Achei que você fosse brigar comigo. — respondi.
Ela dá uma risadinha falhada, mas logo volta a ficar séria, seus olhos enchendo de água novamente.
– Eu só não entendo por que mataram a minha família. — diz recomeçando a chorar.
– Eu também não entendo, Lenne. — falo.
E de repente ela me abraça e se põe a chorar novamente. Fico meio surpreso por ela ter me abraçado por vontade própria, mas logo passo meus braços por sua volta.
– Se lembra... — começa. — Quando chegamos em Hogwarts e juramos nunca nos separar um do outro? — pergunta baixinho.
– Lembro. — respondo, foi mais um sussurro.
– Em todas as aulas nós sentávamos juntos. — murmura.
– Sim. — murmuro.
– Aquele tempo era tão.... Fácil. — diz.
– Verdade. — murmuro beijando de leve o topo de sua cabeça.
– Me lembro que apostávamos corrida. — murmura rindo baixo.
– Verdade. — murmuro sorrindo, lembrando dos velhos tempos.
– Você sempre ganhava. — diz.
Rio baixo. Verdade, eu sempre ganhava.
– Em segundo o James, depois o Remus e depois eu. Pedro sempre ficava por último. -diz
– Verdade, ninguém manda comer muito. — falo.
Ela ri.
– Queria voltar no tempo. Voltar na época em que minha única preocupação era fazer os temas. Agora, tenho que me preocupar com você-sabe-quem e seus seguidores. — diz baixo.
Engulo em seco. Somente agora, depois que sequestraram a Lily, que eu comecei a prestar atenção em tudo o que estava acontecendo ao meu redor, fora dos terrenos de Hogwarts. Você-sabe-quem está cada vez mais forte e vários bruxos e trouxas estão sumindo, famílias morrendo... E eu aqui, parado, enquanto podia estar fazendo alguma coisa para acabar com as trevas.
– E todos esses momentos foram esquecidos por causa de uma briga idiota. — murmura.
– Verdade. — sussurro.
– SIRIUS! — grita alguém.
Eu e Lene nos viramos e vemos Dorcas, Emmeline, Mary e Alice.
– O que houve? — pergunto preocupado.
– É a Lily, ela foi levada pra enfermaria. — responde Mary.
– Eu vou lá vê-la. — falo me levantando.
Elas assentem. Me viro pra Lene.
– Eu já volto. — falo.
Ela assente. Lhe dou um beijo na testa e saio do dormitório seguido por Mary e Dorcas.
Corro até a enfermaria e encontro o Ranhoso encostado na porta.
– Sai da frente, ranhoso! — mando.
– A Lily não precisa de você! — diz.
– O que você está fazendo aqui? — pergunto irritado.
– Vim ver a Lily. — responde seco.
– Como se ela quisesse a sua presença. — resmungo.
Ele balbucia alguma coisa.
– Ah! Sai da minha frente! — mando tirando ele da frente da porta.
Entro dentro da enfermaria e vou correndo até duas macas. Lily e James estão em macas colocadas lado a lado.
– Lily... — murmuro acariciando seu rosto.
Ela está dormindo com alguns arranhões no rosto, marcas nos pulsos e roxos nas pernas.
– Vai ficar tudo bem... — murmuro deixando uma lágrima escapar.
Limpo ela rapidamente antes que Dorcas e Mary vejam. Vou até a maca de James, que também está dormindo.
– Eu vou estar aqui quando vocês acordarem. — murmuro conjurando uma cadeira no meio das duas macas.
Dorcas e Mary conjuram cadeiras e se sentam ao meu lado.
– Porque o James está dormindo? — pergunta Mary.
– Remédio pros nervos. Ele precisava se acalmar. — responde Dorcas.
Suspiro.
– A Lily vai ficar bem Sirius, não se preocupe. — diz Dorcas.
– Como posso não me preocupar? Comensais da Morte a sequestraram! — falo nervoso.
– Ela era uma isca. — murmura Dorcas.
– E a culpa é toda minha. Se eu tivesse ido com ela até a estufa 2... — murmuro.
– Teria sido levado junto. — diz Mary.
– Que seja! Pelo menos faria de tudo para protegê-la. — falo.
– Agora é só espera-los acordar. — murmura Dorcas.
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