No Tempo Dos Marotos
24 Vamos ter que Arriscar!
Notas iniciais

''O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se — basta a simples reflexão.'' (Machado de Assis)
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No capitulo anterior ...
– Ahm... É... E então? Não ia pegar a capa? — pergunto tentando esconder minhas bochechas avermelhadas.
Ele dá uma risadinha.
– Espera aí que vou pega-la. — diz subindo as escadas do dormitório masculino.
Droga, o que está acontecendo comigo? Eu e Sirius somos só amigos, somente isso. Marlenne McKinnon, não volte a ser apaixonada por ele! Você prometeu a si mesma!
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Pov Marlenne McKinnon
Me sento em um dos sofás da sala comunal para esperar o Sirius. Só agora fui me ligar no que o Sirius disse: ''para ficarmos invisíveis e fazermos algumas marotagens com os sonserinos.'' Como assim ficarmos invisíveis?
Escuto um barulho, olho alertada pro lado e vejo Sirius caído na ponta da escada com uma capa na mão esquerda. Me levanto rapidamente para ajuda-lo, ao mesmo tempo que ria estéricamente.
– Você... Está... Bem? — pergunto em meio aos risos.
– Sim... É, aqui está a capa. — responde me alcançando a capa.
Olho curiosa pra capa. Volto a olhar pra ele e vejo que seu rosto transparecem terror.
– O que houve? — pergunto.
– Ah... Não... Eu falei... Pra ela... — responde.
Fico olhando pra ele confusa. Tenho quase certeza que aquilo não foi pra mim e sim pra ele mesmo.
– Ahm, Lenne, eu... Eu já volto... — murmura.
Olho pra ele confusa, ele corre pra fora da sala comunal em desespero. O-ou, o que aconteceu aqui?
POV Sirius Black
EU NÃO ACREDITO! Eu falei pra Lenne, eu mostrei a capa pra Lenne! Onde eu estava com a cabeça? Talvez perdido naqueles lindos olhos castanhos... Sirius Black cale a boca agora! Tipo que eu estou pensando, não falando... Ah, ali está o Pontas!
Vejo o Pontas todo feliz caminhando em direção ao pátio.
– PONTAS! — chamo.
Todos os presentes olham pra mim. Pontas vira e olha pra mim confuso. Corro até ele desesperado.
– Pontas, eu preciso da sua ajuda. — falo.
– O que foi ? — pergunta atônito.
– Eu contei, sério, desculpa, eu contei, eu não sei onde eu estava com a cabeça. — tento me explicar.
– Calma! O que você contou Almofadinhas? — pergunta assustado.
– Pra Lenne, eu contei, sobre a capa. — respondo desesperado.
Pontas arregala os olhos.
– Seu cachorro desgraçado! — diz começando a correr atrás de mim.
Corro ao redor do lago, com Pontas ao meu encalço. Fazendo com que todos os alunos que estão no pátio comecem a rir.
– CALMA! CALMA! — grito desesperado.
– CACHORRO É HOJE QUE EU TE ESGOELO! — grita Pontas correndo atrás de mim.
Vejo Aluado e Rabicho do outro lado do lago nos olhando confusos. Corro até lá e me escondo atrás deles.
– Me ajudem! — peço.
– O que aconteceu? — pergunta Aluado.
Não tenho tempo de responder pois Pontas já está tentando me matar novamente.
– James! Espera! James! — manda Aluado segurando o Pontas.
– Esperar o que? Ele contou! — diz Pontas desesperado.
– Espere! Vamos conversar com calma. — manda Aluado.
Pontas se acalma. Aluado se senta na grama fazendo sinal para que nós nos sentemos junto.
– Então, já que agora estão todos calmos, comecem a se explicar.
– Eu sem querer/ Ele foi lá/ Sem querer mesmo/ E falou pra Lenne. — eu e Pontas começamos a falar juntos.
– Ei, Ei, um de cada vez! — manda Aluado.
– O Almofadinhas contou pra Lenne sobre a capa! — diz Pontas.
Aluado me olha surpreso.
– Almofadinhas, é verdade isso? — pergunta.
– Sim, é. — respondo de cabeça baixa.
– Porque? Porque contou? — pergunta Pontas.
– Eu não sei tá legal? Eu estava feliz por ela ser minha amiga novamente e sei lá, eu... Eu não sei. — respondo.
Aluado suspira.
– Só temos uma coisa a fazer. — diz.
– O quê? — perguntamos eu e Pontas.
– Contar pra Lenne sobre a capa. — responde Aluado.
– Mas ele já contou! — diz Pontas.
– Almofadinhas, você confia na Lenne? — pergunta Aluado ignorando Pontas.
– Ahm... confio. — respondo.
– Confiaria nosso segredo a ela? — pergunta Aluado.
– Quê? — pergunta Pontas indignado.
– Fique quieto, Pontas. — manda Aluado — E então Almofadinhas, confia?
Olho pra ele surpreso.
– Eu... Tem razão que quer fazer isso? — pergunto.
– É a única coisa a fazer, a não ser que queira perder a amizade dela. — responde Aluado.
– Não, nunca! — exclamo.
– Então, creio que só tem uma opção. — diz.
Assinto de cabeça baixa.
– Temos um problema. — diz Pontas.
– Qual? — pergunto.
– Se contarmos a Lenne, ela vai querer contar pra Lily. — responde.
– Exato. — diz Aluado.
– Tem outra coisa também. — falo.
– O quê? — perguntam todos confusos.
– A Lene notou que saímos todas as luas cheias. — respondo.
Eles arregalam os olhos.
– Maldita Marlenne McKinnon. — murmura Pontas.
Dou uma risadinha, mesmo não tendo vontade de rir nesse momento.
– Aluado, isso é sua decisão. -diz Pontas.
Ele nos olha assustado.
– Eu, eu não posso falar. Eu sou um monstro! Ela nunca mais falaria comigo! E na certa contaria para a Lily e para a Dorcas! Que contaria para Alice, que contaria para Mary, Emmeline e Frank! Não! — diz.
– Aluado, a Lenne contaria sim pra Lily e a Lily contaria pra Dorcas e a Dorcas contaria pra Alice, mas a Alice não iria contar pra Mary e pra Emmeline e muito menos pro Frank, ela saberia que eles não iriam entender. — falo.
– Porque a Lenne, a Lily, a Dorcas e a Alice nunca entenderão! Elas nunca iriam querer ficar perto de um monstro! — diz Aluado.
– Você acha que a Lily faria isso com você Aluado? — pergunta Pontas.
– Ele está certo Aluado. A Lily é a pessoa mais bondosa que eu já conheci na vida, não acho que ela teria medo de você. — falo.
– Mas e a Lene? — pergunta.
– Ela te conhece desde pequeno! Ela vai entender! — falo.
– Mas e a Dorcas? — pergunta.
– Aluado! Você sabe que a Dorcas te ama! Ela só não consegue falar! — respondo.
– É verdade Aluado, todo mundo vê o jeito que ela fica quando está perto de você.- diz Pontas.
– Eu não sei... Acho que ela não aguentaria... — fala.
– Tá de brincadeira, né? — pergunto.
– Aluado, quantas vezes a Dorcas já provou que te ama? — pergunta Pontas.
– Eu... — começa.
– Muitas vezes! — falo.
– Então deixa de ser preconceituoso com si mesmo e comece a notar as pessoas boas que estão ao seu redor! — diz Pontas.
– Exato! — falo.
Ele suspira.
– E a Alice? — pergunta.
– Ela vai entender! — falo.
Ele suspira novamente.
– Tudo bem. — diz — Mas se elas contarem para mais alguém, na certa todos ficarão sabendo.
– Elas não contarão a ninguém. — diz Pontas.
Ele assente.
– Temos outro problema. — falo.
– Sério! Quantos problemas teremos hoje? — pergunta Pontas indignado.
Reviro os olhos.
– Teremos que contar sobre o mapa do maroto! — falo.
– O QUÊ? -pergunta Pontas.
– Pontas, esse é o menor dos problemas. — diz Aluado.
– Verdade Pontas. O pior é o segredo do Aluado, o segundo pior é a capa da invisibilidade.- falo.
Pontas balança a cabeça desesperado.
– Sério, vamos confiar tudo isso nas garotas? — pergunta.
– Só temos essa opção. — responde Aluado.
– E tudo por causa desse cachorro! — exclama Pontas tentando me esgoelar.
– Ei! Ei! Pontas! Já falamos sobre isso! Acalme-se! — manda Aluado tirando Pontas de cima de mim.
Coloco a mão em meu pescoço aliviado por não ter sido enforcado.
– Então é isso! O segredo dos marotos vai ser dividido com as meninas! — exclama Pontas.
Assentimos.
– E o pior! Vai correr o risco de ser contado pra todo mundo! — exclama Pontas.
– Sabe que elas não fariam isso. — falo duvidando das minhas próprias palavras.
– Vamos ter que arriscar. — diz Aluado.
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