No Tempo Dos Marotos
73 Transformação em Animagas - 5ª Parte
Notas iniciais

''Fomos feitos para a dor. As lágrimas são para o nosso coração o que é a água para os peixes. ''
Gustave Flaubert
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POV Dorcas Meadowes
(Avanged Sevenfold — Hail To The King)
– Quem quer ir agora? — pergunta Remus.
– Eu. — respondo, indo até ele.
Ele suspira, olhando para mim.
– Tem certeza? — pergunta.
– Tenho. — respondo.
Ele suspira novamente e me abraça para logo em seguida me beijar.
– Vem cá. — ele chama, pegando as correntes.
Suspiro e vou até ele, que prende as correntes em mim. São extremamente pesadas, mas, nada que eu não consiga suportar.
– Animagus Transformation. — diz Remus apontando a varinha diretamente para mim.
Imediatamente sinto uma dor se apoderar de mim. Tento ao máximo não cair no chão, pois sinto que se cair, meus ossos todos irão se quebrar. Sinto uma dor horrível na mão e a levanto, fazendo-a ficar centímetros do meu rosto. Me desespero ao ver que minhas unhas triplicaram de tamanho e estão amareladas e arqueadas, enquanto meus dedos estão longos e pálidos, com pelos em toda ela, inclusive o pulso. Sinto meus pés ficarem apertados contra o tênis e me sento rapidamente para tira-los, mas me arrependo na hora de fazer o movimento, pois minhas costelas doeram pra cacete, e ficaram muito visíveis através de minha blusa. Minha respiração está entrecortada. Levo minhas mãos até minha blusa e a tiro com certo esforço, pois a dor em meus cotovelos dificultava o processo. Ao tirar a blusa, arregalo os olhos. Minhas costelas estavam saltadas e meus peitos sumiram. Escuto um barulho de algo se rasgar e uma dor horrível nos pés, olho para eles e vejo que meus tênis se abriram na frente e metade do meu pé está para fora.
– AAAAH! — grito ao sentir uma dor horrível nas costelas.
Olho para Remus que está me olhando desesperado, mas não como se tivesse sentindo pena de mim e sim porque está desesperado mesmo.
– Remus ela não está... — escuto a voz de Sirius mas não consigo ouvir mais nada quando sinto meu rosto se transfigurar.
Levo desesperadamente as mãos ao rosto e sinto meu nariz enorme e minhas orelhas parecem ser aquelas de gnomos. Meu coração parece que vai pular para fora de meu peito. Levo as mãos a boca e sinto os dentes muito maiores e doloridos, principalmente os caninos.
– AAAH! — grito quando sinto uma dor horrível em minhas pernas.
Levo as mãos as minhas sobrancelhas que estão grossas e maiores. Ah, não, não. Isso não. Pelos começam a se formar em meu rosto, pernas, braços, praticamente o corpo inteiro.
– Remus. — murmuro.
Sinto uma dor horrível nos olhos.
– AAAAH!
Meu nariz da um estralo e imediatamente levo as mãos a ele, que estaá achatado e molhado.
– Remus o que está acontecendo? — escuto a voz de James ao fundo.
Sinto uma dor horrível em todo o corpo e sou obrigada a ficar de joelhos.
– Remus faça alguma coisa! — exclama Lily.
– Eu não sei o que está acontecendo! — ele exclama desesperado.
Escuto um *CRACK* e fico zonza, minha visão totalmente embaçada. Me levanto e vejo que estou muito menor do que os outros.
– Remus ela... Ela conseguiu! — escuto alguém exclamar ao longe.
Pisco várias vezes e minha visão vai voltando ao normal. Olho para baixo e vejo que minhas pernas e mãos viraram patas brancas e peludas, ou melhor, meu corpo inteiro está peludo.
– Ela é uma loba albina! — escuto Lilian exclamar.
Depois de se recuperar do choque, Remus vem até mim e acaricia minha cabeça e em seguida me abraça. Um abraço desengonçado, mas mesmo assim um abraço.
– Oi. — digo, mas a única coisa que sai foi um latido não muito amigável.
Ele ri e me aperta mais em seus braços. Depois de correr bastante pela sala precisa, Remus fala que já está na hora de voltar ao normal. Ele aponta a varinha para mim e a luz emana dela.
Sinto uma dor horrível, que some com a mesma rapidez que chegara. Olho para meu corpo e vejo que estou nua.
– Ah meu deus! — exclamo.
Os garotos ficam me encarando com os olhos arregalados.
– Dá para olhar para o outro lado, por favor? — pergunto corando.
Eles parecem sair de um transe e se viram de costas para mim, totalmente envergonhados. Remus vem até mim e me dá um cobertor que pegara de sei lá de onde e eu me enrolo nele.
– Por um momento achei que você iria virar lobisomem. — diz Remus, segurando meu rosto com as duas mãos, preocupado.
– Por um momento eu também. — murmuro.
Ele me beija e em seguida me abraça. Olho para os garotos que ainda estão virados para o outro lado. Ri.
– Já podem virar. — digo.
Eles se viram e vejo que seus rostos estão vermelhos e bem, seus amiguinhos levantados. As garotas olham para eles indignadas. Começo a gargalhar. Vish, tem três pessoinhas que vão se dar mal mais tarde...
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