No Tempo Dos Marotos
72 Transformação em Animagas - 4ª Parte
Notas iniciais

''Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar. ''
Selma Lagerlof
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POV James Potter
(The Civil Wars — Poison & Wine)
– LILY! — grito ao vê-la cair desmaiada no chão.
Corro até ela e a seguro em meus braços.
– Aluado! O que vamos fazer? — pergunto.
– A poção! — ele exclama desesperado e corre para a mesa para preparar a poção que faz com que a pessoa recupere os sentidos.
As garotas vem correndo e se ajoelham do meu lado.
– James! Não precisa tanto desespero. Ela só desmaiou, okay? Eu sei, ela sentiu muita dor e nós já sabíamos que iria acontecer isso, mas, olhe pelo lado bom, ela já passou por tudo de ruim que precisava passar, ela não precisa mais sentir dor. — diz Frank, se ajoelhando ao lado de Alice.
Suspiro, enquanto secava as lágrimas que insistiam em rolar por meu rosto.
Merda, que coisa de gay! Homem não chora, caralho!
– Eu... Eu sei. — digo apertando Lily em meus braços. — Eu só... Não queria que ela tivesse passado por tudo isso, realmente não tinha necessidade.
– Ela queria e você sabe que não é muito legal contrariar essa ruivinha, porque ela é fogo! — diz Almofadinhas rindo, enquanto segurava a mão de Lily.
Ri fracamente.
– Realmente, ela é fogo! E não estou dizendo isso por causa dos cabelos... — murmuro.
Eles riem.
– Pronto! — diz Aluado vindo até nós e me alcançando um frasco com a poção dentro.
Pego de suas mãos e deito um pouco a cabeça de Lily, para derramar a poção dentro de sua boca. Depois que consigo fazê-la engolir, entrego o frasco ao Aluado. Depois de alguns minutos em silêncio, Lily acorda.
– Lily! — exclamo a abraçando mais forte.
– Jay. — ela murmura fracamente.
– Vem, você precisa descansar. — digo, pegando ela no colo e indo me sentar com ela em um dos pufes.
Ela deita a cabeça em meu peito e fecha os olhos.
– Não dorme, amor, você bateu a cabeça. — digo.
– Eu desmaiei, James, agora não adianta mais. — diz.
– Mas mesmo assim, não dorme. Não quero correr riscos, okay? — pergunto olhando para seus grandes olhos verdes, enquanto colocava uma mexa de seu cabelo atrás de sua orelha.
Ela sorri e assente. Sorrio e encosto meus lábios aos seus, somente encosto.
– Eu estava com tanto medo de perder você. — murmuro, enquanto acariciava seu rosto.
Ela sorri, enquanto se sentava em meu colo e segurava meu rosto entre as mãos.
– A morte vai precisar de ideias novas de como me matar, pois vai ser difícil me tirar de você. — diz me beijando.
– Sua boba, não diga uma coisa dessas! A morte não vai vir te buscar porcaria nenhuma, você vai viver muito tempo ainda e vai se casar, ter filhos e só vai morrer quando estiver bem velhinha, e vai ser natural, você não vai sentir dor alguma. — digo, acariciando seu rosto.
Ela sorri, e me beija.
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POV Marlenne McKinnon
(Avanged Sevenfold — Nightmare)
– Lenne, você ainda quer fazer isso? — pergunta Sirius, segurando meu rosto com as duas mãos.
– Mas é claro, Sirius! Por que desistiria agora, depois de Lily sofrer tudo isso? Não, eu vou continuar. — respondo.
Ele me beija.
– Vai. Mas, não morre, okay? — diz.
Ri, enquanto revirava os olhos.
– Cala a boca, Sirius, eu não vou morrer! Quem é que iria morrer em uma transformação para animago? — pergunto rindo.
– Muitas pessoas já morreram. — responde sério.
Paro de rir e fico séria também.
– Eu não vou morrer. Prometo. — digo, lhe beijando.
Ele sorri e vai se sentar com os marotos nos pufes.
– Quem é a próxima? — pergunta Remus.
Suspiro. É agora, Marlenne, mostre o quão forte você é.
– Eu! — exclamo, indo até o Remus.
– Okay, Lenne, você já sabe como funciona. — diz Remus colocando as correntes em mim.
– Puta que pariu! Que coisa pesada! — exclamo ao sentir o peso delas.
Ele ri.
– É, é realmente pesado. Preparada? — pergunta.
Suspiro.
– Sim. — respondo.
Ele suspira.
– Animagus Transformation. — diz Remus apontando a varinha diretamente para mim.
No primeiro momento eu não sinto nada, mas, quando penso em sorrir e dizer que não havia feito efeito, uma dor desgraçada se apodera de mim e meus joelhos cedem, fazendo eu cair sentada no chão. Fecho meus olhos com força, ao mesmo tempo que sou forçada a me deitar no chão, enquanto meus músculos protestavam devido a imensa dor. Meu corpo já estava sem forças e parecia que eu não obtinha ossos, mas, meu joelho dá um estralo e se força para trás e depois para frente. Solto um grito de surpresa e coloco a mão sobre o joelho que está totalmente arqueado. Rolo no chão e imediatamente me arrependo, no mesmo momento que faço o movimento, minhas costas começam a doer e do nada se partem. Não consigo conter meus gritos, que já tomavam conta da sala.
Fico atirada no chão, com medo de me mexer e a dor piorar, mas, eu não precisei mover um músculo para que meus pés dobrassem e os dedos dos mesmos se partissem. Dou um grito e imediatamente me levanto e coloco as mãos sobre meus pés, que estão totalmente torcidos para trás. Me arrependo na hora de ter feito o movimento. Meus ombros se voltam para trás e meus cotovelos para frente. Em uma tentativa falha de parar a dor, levo minhas mãos aos ombros, o que só aumentou a dor nos cotovelos.
Tento ficar de joelhos, mas, meu corpo já estava totalmente partido. Mais um estralo e sinto minhas mãos se torcerem e meus dedos encurtarem.
– AAAAH! — grito mais alto ainda quando meu queixo se quebra em um estalo.
Levo o que sobrou de minhas mãos ao queixo e tento ao máximo fazê-lo parar de doer, mas não obtive muito sucesso. Sinto meus dentes rangerem e coloco os dedos dentro da boca, vendo que os dentes duplicaram de tamanho, principalmente os caninos.
Olho desesperada para Sirius, que está me olhando com os olhos vermelhos e uma expressão de dor. Fecho os olhos com força quando eles começam a doer pra caralho.
Minha cabeça está doendo muito, como se alguém estivesse batendo com um martelo dentro dela e minha visão começa a ficar turva. No momento em que penso que vou desmaiar, a dor para.
Olho para os lados e vejo que tudo está um pouco maior. Olho para meus amigos, que estão olhando sorrindo para mim e estão vindo até mim.
Sorrio, mas tenho quase certeza de que é mais uma amostração de dentes. Eles começam a rir, enquanto acariciavam minhas orelhas e imediatamente fecho os olhos. Não imaginava que isso era tão bom.
– Parabéns minha linda, você conseguiu! — diz Sirius, segurando minha cabeça, e se agachando na minha frente.
Sorrio para ele, ou melhor, mostro os dentes amigavelmente para ele, que sorri de volta.
– Só não te beijo porque você está com bafo de cachorro e também porque é nojento. — diz rindo.
– Cala a boca, Sirius! — falo, ou melhor lato. Tenho certeza que eles não entenderam nada do que eu quis dizer.
Eles riem mais e tornam a acariciar minha cabeça e minhas orelhas.
– Ok, Lenne, hora de voltar. — diz Remus sorrindo.
Volto a mostrar os dentes amigavelmente e balanço a cabeça, assentindo. Ele aponta a varinha em minha direção e uma luz emana dela. Mais uma vez a dor toma conta de meu corpo e volto a minha forma humana novamente.
Sirius vem imediatamente até mim e me pega nos braços, antes que eu caia de cara no chão.
– Você foi ótima, Lene. Vem, você precisa descansar. — diz me pegando no colo.
– Não adianta se fingir de bonzinho, você ainda me paga por ter dito que eu estava com bafo de cadela. — digo sorrindo fracamente, enquanto envolvia meus braços por volta de seu pescoço e encostava minha cabeça em seu peito.
Ele ri.
– Só falei a verdade. — diz rindo.
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