No Tempo Dos Marotos
14 Somos amigos?
Notas iniciais

''Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela razão, está destruída a possibilidade de vida.'' (Na Natureza Selvagem)
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POV Lilian Evans
Olho as horas. São 6:30, temos aula 7:45. Me levanto, os garotos ainda estão dormindo, menos Remus.
— Bom dia, Rem. — digo com a voz rouca.
— Bom dia, Lily. — diz.
Ele é o único que já está arrumado. Me levanto, pego meu uniforme e vou pro banheiro. Tomo um banho rápido, mas não lavo os cabelos. Escovo os dentes e coloco o uniforme. Saio do banheiro e Remus está lendo um livro.
— Eles não vão acordar, não? — pergunto.
— Eles demoram um pouco pra acordar. — diz Rem.
Eu também costumo acordar tarde, se não fosse a Lice me acordar, com certeza perderia todas as aulas.
— Então vamos acorda-los. — falo sorrindo marotamente.
Remus me olha confuso, mas logo um brilho passa em seus olhos.
— Você não faria... — murmura.
— Rem, não duvide de mim. — falo dando uma risadinha.
— Vá em frente. — diz fazendo um sinal com a mão.
Vou até a cama de Six e me posiciono sobre seu ouvido. 1...2...3...
— ACORDA! — grito.
Six da um pulo e cai da cama. Eu e Remus rimos tanto que chegamos a ficar sem ar.
— Gengibre! — exclama Six se levantando.
— Shh, vamos acordar o James. — falo rindo baixinho.
Six sorri. Caminhamos até a cama de James e ficamos um de cada lado.
— Pronto? — pergunto a Six.
Ele assente. Conto até 3 com os dedos levantados.
— ACORDA POTTER/VIADO! — gritamos eu e Six juntos.
Não sei o que foi mais engraçado, se foi o James caindo com tudo no chão ou o Six rindo, pareciam latidos.
— Lily! Almofadinhas! — exclama James assustado.
James começa a correr atrás de nós, enquanto eu e Six ríamos que nem retardados.
— Parou! Parou! Alguém pode se machucar! — diz Remus.
Paramos de correr, mas continuamos rindo.
— Você tinha que ver a sua cara! — exclamo para James.
— Há há, muito engraçado. — diz.
— Tá... Andem... Vão se arrumar.... Tem aula.... — mando em meio aos risos.
Eles começam a se despir.
— EI EI! Na minha frente não! — exclamo tapando os olhos.
Eles começam a rir.
— Não consegue resistir, Lil's? — pergunta James.
— Há, há. Banheiro, agora! — mando.
James da uma risadinha e entra no banheiro.
Prendo meus cabelos em um coque e coloco uma faixa branca com top. Olho pro lado e vejo Six quase cochilando sentado.
— Anda Six! Vai se arrumar! — mando.
Ele esfrega os olhos e entra no banheiro assim que James sai.
— Pedro! — chamo o garoto que está ainda enrolado nas cobertas.
— É quase impossível de acordar ele. — murmura James.
— Nada que eu não possa resolver. — digo.
Coloco as mãos sobre o colchão de Pedro e o puxo, fazendo com que Pedro caia com um baque surdo no chão. Ele é bem pesadinho...
— Mas.. O quê... — ele murmura.
— Levanta! Tem aula! — mando.
Ele resmunga alguma coisa e se põe de pé.
— Cara, por que não pensei nisso antes... — murmura James.
— Há, é que eu sou inteligente, amor. — falo rindo.
— Amor? — pergunta James arqueando a sobrancelha.
Sinto minhas bochechas queimarem. Droga, não acredito que disse isso.
— Foi emoção do momento. — explico.
Ele da uma risadinha.
— Sei. — murmura.
— Tá, anda logo! Se arruma! — mudo de assunto.
Ele ri e coloca os tênis. Six sai do banheiro e Pedro entra.
— Pedro? — pergunta Six confuso.
— A Lily acordou ele. — explica James.
— Mas... Como? — pergunta Six.
— Ela puxou o colchão dele e ele caiu no chão. — responde James rindo.
— Véi, eu tenho que fazer isso. — murmura Six.
— É, mas primeiro você vai pra aula. — falo.
Six revira os olhos rindo.
— Tá, então o que estamos esperando? — pergunta James.
— O Pedro. — respondo.
— Porque? — pergunta confuso.
— Ah, qual é James? Você acha que o coitado não fica chateado por vocês não esperarem ele? — pergunto.
— Hm. — murmura James.
— Isso se ele não dormiu lá dentro. — diz Six.
Vou até a porta do banheiro e começo a bater.
— Pedro, é bom você se arrumar logo, se não eu entro ai e te levo a força pra aula. — falo enquanto bato na porta.
Escuto uma barulheira e logo Pedro abri a porta.
— Bom garoto. — falo rindo.
Os garotos estão quase roxos de tanto rir, menos, é claro, o Pedro.
— Anda, já que estamos todos prontos, vamos tomar café. — mando.
Eles assentem. Saímos do dormitório masculino. Quando chego no último degrau da escada, todos que estão na sala comunal olham pra mim. Posso escuta-los falando: ''O que ela estava fazendo no dormitório masculino?'' ''Será que estava com o James?'', devo admitir que essa última me irritou um pouco.
— Vamos. — mando saindo do salão comunal.
Eles me seguem até o Grande Salão. Eles se sentam no lugar de sempre. Fico de pé olhando para as meninas que estão conversando.
— Lily? Não vai se sentar? — pergunta James.
— Ahm, sim. — murmuro me sentando ao lado de Six e James.
Pego um pão e suco de abóbora.
— Logo ela vai voltar a falar com você. — diz Six.
— Espero que sim. — murmuro.
Dou uma mordida no pão e tomo uns goles do suco em seguida.
— É só questão de tempo... — murmura Six atacando seu cereal.
Terminamos de tomar café e seguimos pra aula.
— O que temos agora? — pergunta James.
— História da magia. — respondo.
— Ah... — reclama.
Dou uma risadinha.
— Ah o quê? Você só conversa nessa aula! Não entendo o porque de estar reclamando. — falo.
— Se eu não conversar, eu durmo! — diz.
— Isso porque você não presta atenção na aula! Se prestasse... — digo.
— Estaria dormindo do mesmo jeito. — fala.
Reviro os olhos. Vejo Lenne conversando com Emmeline e Mary. Pensei em ir lá falar com elas, mas lembrei que Lenne estava brava comigo e na certa não gostaria que eu fosse ali. Lenne nota que eu estou a observando e arregala os olhos ao ver que eu estou junto com os Marotos, principalmente junto a James. Eu e os garotos passamos por ela e entramos na sala, exceto James, que ficou para falar com ela, de certo vai perguntar sobre a briga. Me sento ao lado de Remus, para deixar James sentar ao lado de Six, como sempre sentou. Logo James, Lenne, Emmeline e Mary entram na sala. James se senta ao lado de Six atrás de mim e de Remus, Lenne ao lado de Emmeline atrás de Dorcas e Alice e Mary se senta do lado de uma garota que não conheço. Six me cutuca.
— O quê? — pergunto.
Ele indica com a cabeça pro lado dele. Olhei.
— O que é James? — pergunto.
— Lene falou que não gostou do jeito que você ficou defendendo o Almofadinhas em vez de defendê-la. — sussurra.
— Eu já sei disso. — sussurro.
— Bom Alunos, vamos continuar falando da Guerra dos Gigantes. — fala o professor Binns.
Me viro pra acompanhar a aula.
— Lily. — chama James novamente.
— O que foi? — pergunto.
— Nada, só queria saber se você ia virar. — responde sorrindo.
Reviro os olhos e me viro pra frente.
A aula passou voando, não consegui acompanhar muito bem o que o professor Binns falava, pois James e Six me chamavam a cada segundo pra falar coisas idiotas do tipo: ''Saca só a cara do Caradoc'' ou ''Vish, o Rabicho dormiu''.
— Vocês têm ideia de quanta matéria sobre a Guerra dos Gigantes vocês fizeram eu perder hoje? — pergunto ao sairmos da sala.
— Desculpe, nós queríamos tornar a aula mais divertida. — responde James.
— Há! E pra vocês divertido é ficar me chamando a cada segundo pra dizer ''Oh, olhe só, o Rabicho está babando na carteira'' ?
Eles começam a rir. Não me aguento e rio também da cara de retardados que os dois estão fazendo.
— Lily. — alguém me chama.
Vejo os marotos fecharem a cara. Viro pra trás e me deparo com Severo.
— Lily, eu preciso falar com você.- diz.
— Você perdeu o direito de fazer isso ano passado. — retruco.
Ele me olha desapontado. Sinto um nó na garganta, ainda sinto falta da amizade de Severo.
— Vamos. — chamo os garotos.
Eles encaram Severo furiosos. James abre a boca pra falar algo, mas puxo ele pelo braço antes que falasse merda.
— Vamos. — falo indo em direção a aula de DCAT.
— Ele nunca aprende. — vocifera James.
— Não da bola. — falo.
Entramos na sala de DCAT. A professora Marrytholyht está ensinando a se defender contra o bicho-papão, através de um armário antigo.
— Formem uma fila. — diz a professora.
Todos começam a se empurrar para ficar em primeiro lugar na fila.
— Em fila. — manda.
Todos se arrumam. Eu e os marotos ficamos por último, afinal, eu estava xingando eles ainda sobre a aula de História da Magia enquanto os outros se arrumavam.
— Eu quero que pensem na coisa que mais tem medo. Pensaram? Agora falem o feitiço '' Riddikulus''.
— Riddikulus. — fala a turma junto.
— Ok, um pouco mais alto e mais claro, ouçam '' Riddikulus''. — diz.
— Riddikulus. — falamos.
— Muito bem, ah, mas essa foi a parte mais fácil, escutem, o que realmente acaba com o bicho-papão é o riso, pensem em uma forma de deixá-lo engraçado. — diz.
Todos ficamos em silêncio.
— Pensaram? — pergunta.
Assentimos.
— Ótimo, venha o primeiro.
Uma garota da Lufa-Lufa vai até a professora.
— Pense na coisa que mais tem medo. — diz a professora.
A garota se põe em frente ao armário, em uma distância apropriada.
Logo a porta do armário se abre e sai uma enorme cobra. A garota começa a andar pra trás assustada, empurrando todos.
— Prepare a varinha, Jenny, prepare a varinha.
— Riddikulus. — diz a garota.
A cobra se transforma em um enorme palhaço. Todos começam a rir, menos James que dá um pulo e me abraça.
— Tira ele. Tira ele. — diz.
Os alunos continuam rindo do palhaço, afinal, estávamos no final da fila e por sorte ninguém viu o ataque de James.
— Calma. — falo surpresa.
— Próximo. — chama a professora.
Jenny vem pro final da fila e nos olha confusa. James se desvencilha de mim e age como se nada tivesse acontecido.
— Ahm, legal aquele palhaço, não? — pergunta pra tal de Jenny, fingindo estar despreocupado.
— É, bem legal. — murmura ela nos olhando curiosa.
James faz um barulho com a garganta e vira pra frente. Dou uma risadinha o que faz James me olhar sério. Levanto os braços rendida e paro de rir. Ele volta a virar pra frente. Quem diria, em? James com medo de palhaço!
O resto da aula passou rapidamente, a fila foi até metade, o resto ficaria pra próxima aula.
— Quem diria, em James? — pergunto sentada em baixo de uma árvore acompanhada pelos marotos.
— Quem diria o quê? — pergunta.
— Você! Com medo de palhaços! — exclamo e logo depois começo a rir.
— Há há, muito engraçado. — resmunga.
— Calma! Só estava brincando! — falo ainda rindo um pouco.
— Quem te vê agora, Lily, acha que está louca! — exclama Six.
— Porquê? — pergunto confusa.
— Você aí, falando com o James como se fossem amigos. — responde.
— Mas somos amigos. — falo.
— Somos? — pergunta James surpreso.
— Somos. Desde que você continue legal como está hoje. — respondo.
Ele abre um sorriso de orelha a orelha. Sorrio de volta.
— Vamos pra próxima aula. — falo levantando.
— O que tem agora? — pergunta James.
— Pow, você não sabe nenhum horário? — pergunto.
Ele da uma risadinha marota. Reviro os olhos.
— Herbologia. — respondo.
— Ah, o Frank tá nessa aula. — murmura.
— Verdade. — murmuro.
Caminhamos em direção as estufas. Quando chegamos nas estufas, começamos a procurar a Lice e o Frank na estufa 1.
— Eu vou ver se eles estão na estufa 2. — falo.
Eles assentem e continuam a procurar na estufa 1. Dou a volta e desço até a estufa 2. Quando entro na estufa escuto alguém gritar:
— ESTUPEFAÇA!
Sou jogada contra a parede e caio no chão com um estrondo. Tudo se apaga.
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