No Tempo Dos Marotos
20 Sentia Falta Disso
Notas iniciais

''Somente quando encontramos o amor, é que descobrimos o que nos faltava na vida.'' (John Ruskin)
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POV Sirius Black
Estava indo atrás do James e da Lily quando escuto Lenne me chamar do topo da escada do dormitório das meninas. Volto e paro no primeiro degrau da escada e olha pra cima.
– Sirius? — ela pergunta.
– Eu. — respondo.
– Suba aqui. — diz.
Fico surpreso.
– Quê? — pergunto achando não ter ouvido direito.
– Suba aqui. — repete.
Começo a subir as escadas e vejo Lenne parada com a mão na maçaneta da porta do seu dormitório.
– Você está bem? — pergunto ainda surpreso.
– Sim, por quê? — pergunta confusa.
– Você ter me chamado aqui no seu dormitório... Não é uma coisa comum... — respondo.
Ela dá uma risadinha.
– Precisamos conversar. — diz.
– Sobre? — pergunto.
– Sobre nós. — responde como se fosse óbvio.
– Sobre nós? — pergunto confuso.
– Sim. — diz me puxando pra dentro do quarto.
Ela se senta em uma das camas e da leves batidinhas com a mão ao seu lado indicando para que eu me sente ali.
Me sento ao seu lado e fico olhando pra ela confuso.
– Ent... — começo.
– Sirius eu não aguento mais essas nossas brigas. — interrompe Lene.
Olho pra ela surpreso.
– Sério? — pergunto.
– Sério. — responde confiante.
– Quem é você e o que fizeram com Marlenne McKinnon? — pergunto fingindo estar assustado.
– Para seu bobo. — diz rindo.
Dou uma risadinha.
– Ahm... E o que te levou a querer isso? — pergunto.
– Eu não sei. — responde.
Começo a rir. Ela fica me olhando confusa.
– O que é engraçado? — pergunta.
– Bem, você, Marlenne McKinnon, que a pouco tempo atrás me queria morto, agora está fazendo um acordo de paz? — pergunto rindo no final.
– É difícil de acreditar né? — pergunta.
Assenti.
– Eu sei, nem eu mesma acredito que estou fazendo isso. — diz.
Arqueio a sobrancelha.
– Você não está brincando com a minha cara, né? — pergunto.
Ela revira os olhos.
– Acredite, se eu fosse brincar com a sua cara, seria de um jeito bem mais divertido e vergonhoso. — diz.
Dou uma risadinha.
– Imagino... — murmuro.
Ela ri.
– E então? Aceita? — pergunta.
– O quê? — pergunto ainda confuso.
– Você quer voltar a ser meu amigo? — pergunta.
Olho diretamente em seus olhos, procurando um pingo de diversão, ou alguma coisa que revele que aquilo realmente é uma piada. Mas seus olhos possuem um brilho diferente, felicidade talvez? Misturada com tristeza...
– Aceito. — respondo por fim.
Ela sorri e me abraça. Fico chocado por alguns segundos, pensando se aquilo não é um sonho, mas logo envolvo meus braços por volta dela, sentindo seu perfume floral, não é igual o da Lily, que é muito bom, ele é melhor... Os dois são ótimos. Passo minha mão por seu cabelo. Enquanto ela passa a sua nos meus.
– Sentia falta disso... — murmura.
Sorrio. Eu não sei o que deram pra Lene, mas tomara que ela continue assim.
– Eu também. — murmuro por fim.
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