No Tempo Dos Marotos
18 Que sintomas são esses?
Notas iniciais

''As palavras pouco valem se não são acompanhadas de ações.'' (Sucker Punch)
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POV James Potter
A Lily acordou. Graças a Merlin! Depois que ela recebeu alta, levamos ela pro salão comunal da Grifinória. Ele estava deserto, o que era ótimo, se não eles iriam encher ela de perguntas. Subimos pro dormitório dos meninos e colocamos ela na cama.
– Eu estou com fome. — murmura ela.
Almofadinhas assente e sai do dormitório.
– Vai ficar tudo bem, meu lírio. — falo.
– James... Sei que está preocupado... Mas não sou seu lírio... — murmura.
Sorrio de canto. Mas vai ser... Vai ser...
– Onde o Six foi? — pergunta.
– Pegar comida. — respondo.
– Ah. — murmura.
Ela tenta se levantar mas eu não deixo.
– Ei. — diz.
– Você acabou de sair da enfermaria, tem que descansar. — falo.
– Mas eu já estou descansada e quero tomar um banho.
Reviro os olhos.
– Tudo bem, mas eu vou ficar dentro do banheiro com você. — falo.
Ela arregala os olhos.
– Não! Não se prevaleça, James Potter. — diz.
Fico confuso.
– Me prevalecer? Eu só estou cuidando para que você não caia no banheiro. — falo.
– Sei... — murmura.
– Lily, agora, eu só me preocupo em cuidar de você. — falo olhando em seus olhos verdes.
– E eu te agradeço por isso, mas não precisa me olhar tomando banho. — diz.
Reviro os olhos.
– Tudo bem, mas se você cair... — murmuro.
Ela da uma risadinha e se levanta rapidamente.
– Ei ei, cuidado. — falo apavorado.
– Eu não sou uma criança, James. — fala revirando os olhos.
– Eu sei, mas não precisa se levantar correndo. — falo.
Ela ri e pega uma camisola, meias peludas e um conjunto de calcinha e sutiã preto rendado.
– Lindo conjunto... — murmuro.
Ela revira os olhos.
– Está vendo porque eu não deixo você me cuidar no banheiro?!- diz.
– Tá, vai logo, o Almofadinhas já vai voltar com a comida. — mando.
Ela assente e entra no banheiro. Logo Almofadinhas vêm com uma bandeja cheia de comida. Bolinhos, suco de abóbora, batatas-fritas, chocolates, frutas, doces, entre outras coisas.
– Ué, onde está a Gengibre? — pergunta Almofadinhas largando a bandeja na cômoda.
– Tomando banho. — respondo.
– E você deixou ela sozinha? — pergunta preocupado.
– Ela não deixou eu ficar lá com ela. — respondo.
– Óbvio que ela não deixaria. — diz Almofadinhas revirando os olhos.
Ele se senta ao meu lado na cama.
– Em pensar que a culpa é minha. — murmura.
– Sua? Na verdade, a culpa é toda minha. — falo desapontado.
– Porque? — pergunta Almofadinhas.
– Por que se eu não estivesse toda hora atrás dela, mostrando pra todo mundo o quanto ela é importante pra mim, os comensais não teriam sequestrado ela. — respondo.
– Nós nunca iriamos pensar que isso iria acontecer, então a culpa não é de ninguém. — fala.
Assinto com a cabeça abaixada.
– Agora vamos ficar sempre perto dela, para que não aconteça mais nada. — murmura.
– Eu não sei se vou continuar perto dela. — murmuro tristemente.
Almofadinhas me olha surpreso.
– Porque? — pergunta.
– Tenho medo que algo mais aconteça com ela por culpa minha. — respondo.
– Não foi culpa sua. — diz Almofadinhas.
– Claro que foi, eles a sequestraram porque eles sabem o quanto ela é importante pra mim e sabiam que eu faria qualquer coisa para mante-la segura, eles queriam que eu me juntasse a eles. — falo.
– Mas você nunca iria se juntar. — diz.
Abaixo a cabeça.
– Nunca... Mas naquela noite... Com aquele idiota ameaçando matar a Lily... Eu... Eu faria qualquer coisa para mante-la a salvo... — murmuro.
Ouvimos o barulho da porta do banheiro. Olho em direção ao banheiro e vejo a Lily parada nos olhando.
– O que houve? — pergunto.
Os olhos dela viram pra cima e ela cai no chão. Eu e Almofadinhas nos levantamos correndo.
– Lily! — chamo sacudindo seu braço.
– Lily! — chama Almofadinhas sacudindo o outro braço.
– Ai meu Merlin! Lily! — exclamo apavorado.
Quando vou pega-la no colo para leva-la a enfermaria, ela acorda.
– James ... — murmura ainda tonta.
– Lily! O que aconteceu? — pergunto preocupado.
– Eu... Eu não sei... — murmura.
– Temos que te levar pra enfermaria! — falo.
– Não! Eu não quero! — exclama.
– Porque? — pergunto.
– Eu... Eu não gosto de ir á enfermaria. — responde.
Semicerro os olhos olhando pra ela.
– Mas você desmaiou... — murmuro.
– Mas eu já estou bem. — diz.
Paro de segura-la e ela quase cai no chão.
– Está vendo! — exclamo segurando ela de novo.
– Não foi nada... — murmura, se segurando em mim.
– Sei, não foi nada... Lilian você está mal! Precisa ir pra enfermaria agora! — exclamo indignado.
– Eu não estou mal James... — murmura.
– Então pode me explicar o porque de ter desmaiado? — pergunto.
– Eu... — começa.
– O porque de não conseguir ficar em pé sozinha? — interrompo.
– Eu não sei! Eu não sei! — exclama indignada.
– Pois então! Você tem que ir pra enfermaria agora! — exclamo.
– Eu não quero James! — exclama furiosa.
– James ... Se ela não quer... Não força a barra... — murmura Almofadinhas.
– E deixar ela desmaiar de novo? Nunca! — falo indignado.
Lily tenta protestar mais a pego no colo e saio do dormitório.
– James Potter! Me põe no chão! Agora! — manda.
– Não. — falo.
Saio do salão comunal e vou em direção a enfermaria.
– Mais que droga, James! — diz tentando me empurrar, mas logo desiste amaciando os próprios pulsos.
– Não adianta ficar brava, eu vou te levar pra enfermaria e ponto final. — falo.
– Nojento. — diz revirando os olhos.
– Já me chamou de coisas piores. — comento dando de ombros.
Ela da uma risadinha fraca e encosta a cabeça em meu peito.
– Por que está fazendo isso? — pergunta baixo.
– Isso o quê? — pergunto prestando atenção nas escadas.
– Isso, cuidando de mim, se preocupando. — responde.
Paro de caminhar e olho pra ela. Seus grandes olhos verdes não estão tão brilhantes como sempre foram, mostrando o quanto está fraca.
– Porque eu te amo. — respondo.
Ela fica me olhando, sem reação. Mas logo volta a olhar pro meu peito.
– É isso que você diz para as vadias que você sai? — pergunta sem olhar pra mim.
– O quê? Eu nunca falei isso pra ninguém, Lilian. Só pra você. — respondo sinceramente.
– É, sei... — murmura.
Levanto seu queixo fazendo com que ela olhe pra mim.
– Eu te amo, Lilian. — falo olhando em seus olhos.
Ela retira minha mão de seu queixo e torna a olhar pra baixo.
– Vamos logo para a enfermaria, estou passando mal. — fala ainda sem me olhar.
Assenti e segui em direção a enfermaria.
Quando chegamos lá, largo Lily em uma maca e chamo a madame Pomfrey.
– O que houve, queridos? — pergunta.
– Ela desmaiou. — respondo.
– Desmaiou? — pergunta madame Pomfrey preocupada.
Assenti começando a ficar desesperado pela expressão de preocupação dela.
– Mas... Os únicos sintomas seriam enjoos, dores de cabeça, sono, cansaço, preocupação, tensão, medos exagerados, pavor, falta de controle sobre os pensamentos e preocupações exageradas, mas nada de desmaios. — diz.
Únicos? Sério mesmo? Mas que droga de lista é essa? Que sintomas são esses? E porque ela sentiria todos esses sintomas?
Fico parado encarando a Lily e a Madame Pomfrey, sem reação alguma. Totalmente em choque.
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