No Tempo Dos Marotos
68 O Pedido
Notas iniciais

''A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.''
Carlos Drummond de Andrade
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POV Marlenne McKinnon
(A Fine Frenzy — Ashes And Wine)
Eu e Sirius nos enrolamos nos lençóis de sua cama depois de uma foda (pra não chamar de amor, já que ele é um galinha...) perfeita. Encosto a cabeça em seu peito e ele começa a mexer em meus cabelos.
– Já estava com saudades. — murmura.
Sorrio.
– Também. — digo.
– Por que você não estava falando comigo? — ele pergunta ainda mexendo em meus cabelos.
– Achava que não iria mais querer falar comigo. — respondo num fio de voz.
– Por que? — pergunta confuso.
Levanto a cabeça para olhá-lo.
– Achei que fosse estar com medo de eu ter me apaixonado por você. — digo.
– E se apaixonou? — pergunta.
Escondo a cabeça em seu peito novamente, apertando os olhos para a lágrima que se formou não rolar por meu rosto.
Ele beija o topo de minha cabeça.
– É uma pena que você não tenha se apaixonado por mim. Acho que pela primeira vez vou ter um amor não correspondido. — diz.
Levanto a cabeça para encará-lo.
– Co... Como assim? — pergunto nervosa.
– Lenne, eu nunca ficaria bravo com você. Eu nunca iria parar de falar com você. Não porque tenho medo de te magoar, mas sim porque não consigo. — diz me olhando nos olhos.
– Mas você é Sirius Black. — digo.
Ele dá uma risadinha fraca.
– E o quê que tem? — pergunta.
– Sirius Black não se apaixona. — repito as palavras que ele sempre dizia.
Ele para de sorrir e suspira.
– Então acho que o mundo virou de cabeça pra baixo. Pois tenho quase certeza que estou apaixonado por você. — diz baixinho.
Sorrio.
– Acho que vou te beijar. — diz.
– E eu acho que depois de tudo o que fizemos, não precisa me avisar. — digo sorrindo.
Ele sorri e encosta seus lábios aos meus, em um beijo delicado, sem pressa.
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POV Lilian Evans
(Rolling Stones — Laugh I Nearly Died )
– Acho que já deixamos eles lá dentro tempo demais... Está muito silencioso. — digo.
– Ah, Lily... Você perdeu... — diz Alice rindo que nem uma condenada.
– O quê? — pergunto curiosa.
– Eles transaram. — responde rindo.
– O... O quê? — me engasgo.
– Acha mesmo que não iria rolar nada lá dentro? — pergunta James arqueando a sobrancelha.
Ri.
– Claro que achava que iria rolar algo... Mas não pensei que eles iriam fazer as pazes e já iriam transar! — exclamo.
Eles começam a rir.
– Lily, esse é o jeito deles de se desculpar. — diz Dorcas rindo.
– Mas, como vocês sabem que eles transaram? — pergunto confusa.
– Ah, Lily... Os gemidos deles davam para escutar daqui. — responde Frank rindo.
– É... Acho que não estou tão arrependida de ter perdido esse ''momento''... — murmuro.
Eles começam a rir.
– Okay, vamos entrar! — exclamo.
Eles assentem. Abro a porta e vejo eles deitados na cama se beijando.
– Heeey, Ninfomaníacos! — exclamo sorrindo de orelha a orelha.
Lenne se tapa rapidamente e Sirius ri.
– Parece que se acertaram, não? — pergunta Dorcas segurando o riso.
– Parece que foi mais que isso, Doe. — diz Alice rindo.
Lenne atira um travesseiro em nossa direção. Nos abaixamos rindo.
– Qual é? Devia nos agradecer, não nos atacar! — exclama James rindo.
Eles reviramos os olhos.
– Tá, andem! Coloquem a roupa e me encontrem na sala comunal que eu tive uma ideia e bem... Preciso da ajuda dos marotos para isso... — digo sorrindo.
Eles me olham desconfiados. Eu, Alice, Dorcas, James, Frank e Remus descemos até o salão comunal e nos sentamos nas poltronas.
– O que é que você precisa da nossa ajuda, Lily? — pergunta James confuso.
– Espere a Lenne e o Six chegarem e eu já falo. — respondo.
Logo Lenne e Six descem as escadas já vestidos e se sentam em uma das poltronas, Lenne sentando no colo de Six.
– Bem... Eu e as garotas temos pensado... E bem... Queremos falar com vocês sobre um assunto... Ahm... Delicado. — digo sorrindo nervosa.
Lenne, Alice e Dorcas me olham entendendo tudo e sorriem. Os garotos nos olham desconfiados.
– O quê? — perguntam juntos.
– É... Precisamos conversar em algum lugar mais reservado... Alguém conhece algum? — pergunto.
– Tem a sala precisa. — diz James.
– Ah, é verdade. — dizemos todos juntos.
– Vocês conhecem a sala precisa? — perguntam os garotos juntos.
Rimos.
– Óbvio que sim! Usamos ela várias vezes no terceiro ano para as nossas festas do pijama. — diz Alice rindo.
– Ah... Aquelas festas... Eu e Pontas tentamos descobrir onde eram por muito tempo... Mas parece que agora já sabemos... — diz Six sorrindo maroto.
– Pena que agora não fazemos mais. — diz Lenne rindo.
– Ah... Me lembro que você se irritou com a Vance e arrancou metade dos cabelos dela, Lenne. — digo rindo.
– Bons tempos. — dizemos juntas.
Os garotos começam a rir.
– Bem... Vamos logo? — pergunto ansiosa.
Eles assentem. Saímos da sala comunal da Grifinória e logo estamos em frente a parede onde se encontra a porta para a sala precisa. Fecho os olhos e penso em um lugar onde podemos conversar em paz e podemos pesquisar. Logo uma porta aparece. Olhamos ao redor e quando vimos que não havia ninguém por perto, entramos. A sala estava cheia de poltronas e pufes, havia uma lareira, várias estantes de livros e uma mesa. Todos nos sentamos nas poltronas.
– Então, Lily? O que vocês precisam? — pergunta James.
Suspiro e olho para as garotas que assentem.
– Queremos nos tornar animagas. — dizemos juntas.
Os garotos se engasgam arregalando os olhos.
– O QUÊ?! — gritam juntos.
Dou um sorriso amarelo.
– Ah, por favor. — peço.
– Não! É perigoso demais! — dizem juntos.
– Mas nós queremos! — dizemos juntas.
– Não tem querer, não vão se transformar e pronto. — diz James cruzando os braços.
– Ah, é? Se é assim, tudo bem. A partir de hoje James, vou fazer greve. — digo cruzando os braços.
Ele arregala os olhos.
– Greve? Greve de quê? — pergunta nervoso.
– De sexo, de beijo, de tudo! — exclamo brava.
As garotas concordam, fazendo os demais garotos arregalarem os olhos.
– Mas... — eles começam.
– Não tem nada de mas. Ou é nos transformar ou é sem sexo. — diz Alice cruzando os braços também.
Frank olha para ela desesperado e se agacha em frente a ela, pegando as mãos dela.
– Mas amorzinho. — diz.
– Não tem essa de amorzinho. — diz.
– Lillica. — diz James se agachando na minha frente também, enquanto fazia beicinho.
– Não tem essa de Lillica e nem adianta fazer essa carinha de hipogrifo na chuva que comigo não cola. — digo emburrada.
– Lenne... — murmura Six olhando pra ela.
– Você também não vem fazer essa carinha, Sirius. Ou é transformação ou é greve. — diz Lenne firme.
Remus olha para Dorcas e ela faz que não com a cabeça enquanto cruzava os braços também. Eles bufam se jogando nas poltronas.
– Está bem... Se é assim que vocês querem. Vamos transformá-las. — diz Sirius.
Comemoramos batendo palmas.
– Não! É perigoso! É contra as leis! — exclama Remus.
– Qual parte da greve você não entendeu, Remus João Lupin?! — exclama Dorcas olhando ele enraivecida.
Ele se encolhe na poltrona. Sorrimos.
– Okay, okay... Mas já vou dizendo que vai demorar pelo menos um mês. — diz James.
– O QUÊ?! — exclamamos juntas.
– Isso mesmo. — diz Sirius.
Bufamos.
– Mas já vai ter passado o natal e já estaremos indo para o fim do ano! — exclamo.
– Não vai demorar tanto... — murmura Remus olhando para Sirius e James. — Já sabemos como se faz, só precisamos praticar um pouco e poderemos fazer.
– Ah... É verdade, estava confundindo. — diz Frank.
Sorrimos satisfeitas. Remus suspira e olha para nós.
– Vamos começar a trabalhar amanhã no processo... Só vou avisar que é um processo lento e doloroso. — diz Remus.
– Aguentamos. — dizemos juntas.
Eles suspiram e assentem.
– Bom... Para se tornar animago, é muito fácil. É só queimar três flores com a mente e depois pensar no animal que você quer ser.
– Como assim queimar três flores com a mente?! Como vamos fazer isso?! É preciso muito treinamento... — começo a falar.
– Por isso que demora. — interrompe James.
– Querem desistir? — pergunta Sirius.
– Oras, mas é óbvio que não, Six. — falo revirando os olhos.
Eles riem baixinho.
– Posso continuar? — pergunta Remus.
Assentimos.
– Enfim... Essa é a parte mais fácil, a parte que é difícil é a transformação física. — diz Remus olhando para os meninos.
– Nem comento. — murmura Frank.
– Você se transformou a pouco tempo, não? — pergunto.
Ele assente.
– Na terceira semana de aula. Posso garantir que a outra parte é moleza, mas a física... É doloroso. — diz.
Me arrepio.
– Não importa, ainda quero me tornar animaga. — digo decidida.
As garotas concordam. Os garotos suspiram.
– Okay... Vamos começar amanhã. — diz Remus.
Assentimos.
– Nos encontramos aqui as 21h, okay? — diz Remus.
Todos assentimos. Eu e as garotas sorrimos ansiosas.
– Bem... Vamos voltar pra sala comunal da grifinória então... — diz Remus.
Saímos todos com cuidado para que Filch não nos visse e corremos para a sala comunal da grifinória. Ao chegarmos lá, eu e as garotas nos despedimos dos garotos e subimos pro dormitório das meninas. Entramos no nosso quarto e nos atiramos cada uma em sua cama.
– Estou louca que chegue amanhã. — diz Alice dando pulinhos.
Rimos.
– Eu também! — exclamamos todas juntas.
Rimos novamente e nos ajeitamos cada uma em sua cama. Mal consigo conter a ansiedade para amanhã.
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