No Tempo Dos Marotos
9 James Potter me insultou?
Notas iniciais

''O amor é a nossa queda.'' (Chuck Hogan)
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POV LILIAN EVANS
Para tudo. Pera aí, o Potter falou mesmo tudo aquilo pra mim? O POTTER? JAMES POTTER? não, não da pra acreditar.
Depois que ele falou tudo aquilo e saiu, eu comecei a chorar e sai correndo para o dormitório, esbarrando em Six na entrada.
Ele para e fica me olhando, subo correndo pro dormitório pra não dar á ninguém o gostinho de me ver chorando por James Potter. Escuto Six me chamar, mas ignoro.
Quando cheguei no dormitório, por sorte as garotas não estavam lá. Me joguei na cama arrasada. Nunca pensei que o Potter pudesse falar aquilo para mim. Ainda dava pra escutar o Six gritando pra eu descer até o salão comunal. Me levantei e entrei no banheiro. Precisava tomar um banho quente.
Depois do banho coloquei minha camisola azul com detalhes floridos, com um short azul bebê e meus chinelos peludos. Voltei a me sentar na cama e limpei algumas lágrimas que ainda teimavam em cair.
Porque estou tão magoada com o que o Potter falou? Em todos esse anos, eu sempre torci para que ele desistisse de mim. Porque fiquei magoada?
Me assusto com a porta do dormitório sendo aberta e batendo com tudo na parede.
– LILIAN EVANS! O QUE ACONTECEU?! — grita Lene.
Ela e Dorcas entraram esbaforidas no dormitório.
– Nada. — murmuro.
– COMO ASSIM NADA? — grita Lene.
– Lily, sabemos que aconteceu algo! Por quê está chorando? — pergunta Dorcas.
Pelo menos a Dorcas estava calma, não estava que nem a Lene gritando que nem louca.
– É bobagem. — respondo.
– Como assim bobagem? O idiota do Black veio até nós dizer que você estava chorando! — fala Lene.
Ah, é óbvio que foi o Six que falou. Foi o único que me viu chorando.
– Cadê ele? — pergunto.
– No momento está lá no salão comunal te esperando. — responde Dorcas.
– Ta! chega de enrolação! O que aconteceu Lilian? — pergunta Lene.
Então eu comecei a contar o ocorrido, deixando algumas lágrimas escaparem e rolarem pelo meu rosto, molhando minha camisola.
– Eu vou matar o Potter! — exclama Lene.
– Não Lene, não estrague sua amizade com ele por minha causa. — mando.
Ela começa a retrucar, mas a interrompo:
– Eu já disse que não! — exclamo.
Ela fica me olhando, sem expressão.
– Ahm, Lily, é melhor você ir falar com o Sirius, ele está preocupado. — diz Dorcas.
Assenti e me levantei indo em direção a porta do dormitório, mas parei em frente a porta e virei para trás.
– Lene, não vá xingar o Potter, a última coisa de que preciso agora é do Potter rindo da minha cara por estar chorando por ele. — mando.
Ela suspira e assente logo depois.
Saio do dormitório deixando elas lá em silêncio. Desço as escadas e vejo Six sentado olhando a lareira. Quando me vê ele vem direto em minha direção preocupado.
– Gengibre! O que aconteceu? — pergunta.
– O idiota do seu amigo! — respondo.
– O que ele fez? — pergunta confuso.
Explico para ele o ocorrido. Six me olha com os olhos arregalados.
– James falou isso pra você? — pergunta por fim.
Assenti. Ele me olha com pena e me abraça.
– Ah, gengibre. Você sabe que não é nada disso. — diz acariciando de leve minhas costas.
– O pior é que acho que sou, Six. — falo soluçando em seus braços e molhando toda sua camisa.
– Não, não é! você é uma garota doce, que faz de tudo pra ajudar os amigos. — diz.
Levanto a cabeça para olha-lo e sorrio.
– Obrigada. — agradeço.
Ele sorri docemente e passa o polegar sobre meu rosto, secando as lágrimas.
– Não tem de quê, gengibre. — diz.
Volto a enterrar minha cabeça em seu peito. Six é meu melhor amigo, sempre esteve comigo nas horas difíceis, é como um irmão.
Me separo dele e limpo com as costas da mão algumas lágrimas que caíram.
– Bom, eu... Acho que vou dormir. — murmuro.
Ele assente.
– Obrigada. Por tudo. — agradeço.
– Não tem de quê, Gengibre, estou aqui sempre que precisar. — responde Six beijando minha testa.
– Boa noite. — desejo sorrindo de leve.
– Boa noite. — diz sorrindo também.
Lhe dou um beijo na bochecha e subo pro dormitório. As garotas ainda estão sentadas na minha cama, pelo jeito estavam conversando.
– Ahm, garotas, se não se importam, eu preciso dormir. — murmuro.
Elas assentem e voltam pra suas camas. Murmuro um boa noite a elas e me deito.
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