No Tempo Dos Marotos
77 Explicações & Detenção
Notas iniciais
POV Lilian Evans
(The Beatles — Help)
Sorrio abertamente, ao mesmo tempo que me virava para sair do banheiro.
– Senhorita Evans, o que está acontecendo aqui?
Encaro McGonagall que me olhava com os olhos semicerrados. Os meus á essa altura já estavam quase pulando para fora das órbitas.
– Professora. — minha voz não passava de um sussurro assustado.
Escuto os passos de meus amigos e logo os sinto atrás de mim.
– Nós... É... — murmuro.
McGonagall passa por mim sem nem ao menos escutar e vai direto ao box onde se encontra Meredith. A boca dela se escancara e seus olhos se arregalam.
– Meu Merlin, querida! O que fizeram com você?! — pergunta McGonagall assustada, ao mesmo tempo em que se agachava, ajudando a veela falsificada.
Vou de encontro a elas e encaro a veela, seus olhos irradiavam raiva.
– Foi a... Evans. — diz, tossindo.
Merda.
McGonagall vira com os olhos ainda arregalados e me encara.
– Senhorita Evans? Mas... Como... Por quê faria uma brutalidade dessas? — pergunta, assustada.
– Eu... — murmuro, sem ao certo saber o que falar.
– Eu ajudei ela. — escuto a voz de James e me viro surpresa para encará-lo.
McGonagall olha para ele e sua expressão não mudou muito, até se suavizou um pouco.
– É claro que tinha que ter um dedo dos marotos nisso. — diz, revirando os olhos.
Okay, eu até entendo que é natural do James se meter em encrencas, mas, eu não acharia que ela não se importaria muito com isso...
Ela se levanta, ajudando a vadia da Meredith a fazer o mesmo e segura a garota pelo braço delicadamente, ao mesmo tempo em que saia de dentro do banheiro.
– Detenção para os dois, hoje a noite. — diz, fechando a porta do banheiro.
Bufo, me sentando sobre a pia.
– Merda. — murmuro.
– Calma, Lírio. É só uma detenção. — diz James, ficando entre minhas pernas, ao mesmo tempo que colocava as mãos em minhas coxas e me observava.
– Calma? Como você pode pedir para eu ter calma em um momento desses? Eu nunca havia recebido UMA detenção SE QUER na minha vida e só nesse ano eu já chego á um número questionável de detenções. Só falta as pessoas acharem que eu sou uma marota agora e irei ajudar vocês a por fogo na escola! — exclamo, indignada.
Ele ri, colocando uma mecha de meu cabelo ruivo atrás da orelha.
– Seria engraçado. — diz, rindo.
Olho para ele e reviro os olhos.
– Só se for pra você. — murmuro.
Ele bufa.
– Amor, vamos manter a calma, okay? Nós iremos comparecer a esta porcaria de detenção e depois ficaremos livres. Afinal, não adianta você se descabelar toda agora, sendo que já fez o que tinha que ter feito. — diz.
– Mas foi engraçado. — digo, ao mesmo tempo que olhava para ele e ria.
– Foi muito. — diz rindo, ao mesmo tempo em que me abraçava e beijava meu pescoço, me causando arrepios.
~*~*~*~
~*~*~*~
~*~*~*~
(Demi Lovato — Heart by Heart)
Eu e James caminhamos de mãos dadas em direção a sala de troféus para cumprir a detenção.
Filch abre a porta para nós, deixa os baldes de água e sabão com os paninhos no chão e em seguida fecha a porta da sala com um estrondo. Me assusto e olho para os lados para ver se nenhum troféu havia caído ao chão.
Eu e James ficamos nos observando por um momento e em seguida começamos a limpar os troféus.
– Maldita Vane e sua boca grande. — resmungo.
James ri.
– Achou que ela iria ficar quieta? — pergunta.
Bufo.
– Não, eu sabia que ela iria contar, mas... Achei que pelo menos teria um pouco de medo ou usasse o cérebro. — respondo irritada.
– E por que aquela criatura burra que nem sabe o que é cérebro usaria ele? — pergunta James, divertido.
– Argh, sei lá. Pelo menos achei que ela teria se dado conta que a vingança viria mil vezes pior se ela me dedurasse. — respondo irritada.
James não fala nada. Continuei limpando os troféus e arrumando-os nas prateleiras quando sinto duas mãos segurarem minha cintura e meu corpo se colar com o de James.
– Por quê não esquece isso? — pergunta, beijando meu pescoço.
Sinto um arrepio passar por todo o meu corpo e imediatamente me viro, segurando o rosto de James.
– Não faça isso. — peço.
Minha voz não passava de um sussurro.
– Isso o quê? — pergunta, continuando a beijar meu pescoço.
Ofego. Seguro seu rosto novamente.
– James eu não vou me segurar. — murmuro.
Ele ri.
– Não estou pedindo para que se segure. — diz e em seguida volta a distribuir beijos molhados em meu pescoço.
Solto um gemido e puxo seu rosto de encontro ao meu e junto nossos lábios em um beijo luxuoso.
Ele aperta minha cintura com uma mão, enquanto a outra segurava minha nuca.
Enrolo seus cabelos sedosos em meus dedos, ao mesmo tempo em que meu corpo ia pra trás, batendo em uma das prateleiras de troféus. Fazendo vários caírem no chão.
Nos separamos rapidamente e começamos a arrumar os troféus na prateleira desesperadamente.
Por sorte, ninguém parecia ter ouvido. James pega a varinha e aponta para a porta.
– Abaffiato. — murmura.
Ele volta a guardar a varinha no bolso e me encara. Começamos a rir loucamente e James vem de encontro a mim e agarra minha cintura novamente, juntando nossos lábios em um beijo intenso.
Nossas mãos voavam acariciando um o corpo do outro ao mesmo tempo em que bato de costas na parede e James passava a distribuir beijos molhados por meu pescoço e pela parte exposta de meus seios através do decote da blusa.
Em um movimento rápido, ele retira minha blusa atirando-a em algum lugar da sala. Agarro a bainha de sua camisa e a puxo para cima, deixando seu peitoral maravilhoso á mostra. Passo a distribuir beijos molhados no mesmo, enquanto ele gemia baixinho.
Me abaixo sem interromper os beijos e seguro o cós de sua calça jeans, abrindo o zíper e abaixando-a. Ele me ajuda a retirá-la, ficando só de cueca. Seu membro bem visível por de trás dela por causa de sua ereção.
Levanto a cabeça olhando-o, ao mesmo tempo em que sorria maliciosa. Seus olhos brilhavam de prazer e pura malícia.
Em um movimento rápido, abaixo sua cueca e seguro seu membro grande e duro com minhas pequenas mãos, apertando-o carinhosamente. James solta um gemido contido.
Passo minha língua lentamente pela cabeça e escuto James engolir em seco, ao mesmo tempo em que tremia levemente.
– Lily... — sua voz não passa de um gemido angustiado.
Finjo que não escutei e continuo com a tortura. Passo mais duas vezes a língua lentamente pela cabeça de seu membro, ao mesmo tempo em que fazia leves movimentos de vai e vem na grande extensão. Sem deixar de arranhar carinhosamente com minhas unhas, fazendo-o gemer baixinho.
Os movimentos passam a ficar mais rápidos e James não se contendo, enrola sua mão em meus cabelos, me estimulando a agir mais rápido.
Minhas mãos iam e vinham em seu membro rapidamente, ao mesmo tempo em que minha língua dava voltas na cabeça de seu membro.
– Para. — pede James, largando meus cabelos.
Finjo novamente que não escutei e continuo. Em um movimento rápido, James me puxa para cima e junta nossos lábios em um beijo luxuoso. Suas mãos percorriam meu corpo livremente, indo diretamente a minha calcinha que estava encharcada.
– Huum, está toda molhadinha, em Srtª.Evans? — pergunta, maliciosamente.
Gemo quando ele começa a fazer leves movimentos de vai e vem em minha intimidade. Quando menos espero, James enfia um dedo dentro de mim e começa a estimular meu clítoris lentamente em movimentos circulares, me fazendo gemer mais alto.
Ele enfia outro dedo, fazendo movimentos mais rápidos, fazendo-me revirar os olhos em um ato de puro prazer. Mordo seu ombro nu, fazendo o gemer baixinho e intensificar os movimentos.
– Jay... Eu... Vou... — murmuro entre gemidos.
Ele movimenta seus dedos mais rapidamente.
– Goze pra mim, amor. — pede, baixinho.
Como se meu corpo só estivesse esperando aquelas palavras, explodo em um orgasmo lento nas mãos de James, ao mesmo tempo em que gemia coisas desconexas e James para com os movimentos, tirando seus dedos de dentro de mim.
Em um movimento rápido, ele se senta no chão, me colocando em seu colo, seu membro roçando em minha vagina, fazendo ambos gemerem. Ele entra em uma lentidão gostosa.
– Aaah... — gemo.
James segura minha cintura com as duas mãos e começo a subir e descer lentamente em seu membro.
– Lily... — geme, James.
Ele aperta minha cintura e começa a fazer movimentos rápidos, mas faço-o parar e continuo descendo lentamente por seu membro, fazendo o gemer longamente.
– Lily... Por... Favor... — pede, entre gemidos.
Não respondo, continuando com a leve tortura. Seu membro entrava e saia lentamente de mim em movimentos gostosos. Fazendo ambos soltarem gemidos altos e longos, ao mesmo tempo em que nos beijávamos carinhosamente.
Sinto o orgasmo vindo e pelos gemidos de James, o dele também não estava muito longe. Continuamos com os movimentos lentos, fazendo-o entrar fundo dentro de mim. Ele solta outro gemido longo e sinto seu gozo quente me preencher por dentro, para poucos segundos depois escorrer o meu.
– Aaaah... — gememos juntos.
Escondo meu rosto no pescoço de James, ao mesmo tempo que ambos tentavam controlar as respirações.
Depois de minutos em um silêncio em que só dava para escutar nossas respirações, James começa a se mexer lentamente dentro de mim, fazendo me gemer baixinho.
Levanto minha cabeça, encarando-o, vendo que ele estampava um sorriso malicioso em seus lábios finos. Sorrio igualmente e lhe beijo intensamente, começando a subir e descer novamente em seu membro. Ele segura minha cintura novamente e começa a se movimentar pra valer.
Seu membro entrava e saía de dentro de mim em movimentos rápidos, entrando fundo. Nossos gemidos eram altos, fazendo eco pela sala. James leva sua mão até minha intimidade e começa a estimulá-la, fazendo-me soltar um gemido alto e longo.
Apoio minhas mãos em seus ombros e James aperta mais minha cintura, fazendo-me cavalgar em seu pau. Nossos corpos se chocavam, fazendo movimentos abafados, ao mesmo tempo em que começávamos a soar.
Sinto novamente o orgasmo se formando e começo a subir e descer mais rapidamente em seu pau. Nossos gemidos tomavam conta da sala. James começa a aumentar os movimentos e sinto-me explodir em um orgasmo delicioso, fazendo o líquido escorrer por seu membro.
James estoca rapidamente para dentro e fora de mim e logo sinto seu corpo tremer e seu gozo me preencher por dentro, em sua última estocada. Ele sai lentamente de dentro de mim, fazendo ambos gemerem e caímos deitados no chão, ambos ofegantes.
Olho para James, este que me observava e começamos a rir.
– Eu não acredito que fizemos isso! — exclamo rindo, ao mesmo tempo em que me sentava.
James ri, se sentando também.
– Eu sabia que você não iria aguentar, também, com esse namorado gostoso que você tem né... — diz sorrindo maroto.
Rio e empurro ele, fazendo-o cair deitado novamente, enquanto gargalhava.
– Okay, senhor gostoso, vamos nos vestir. — digo, pegando minhas roupas do chão e me levantando.
Ele ri, pegando suas roupas e se levanta também. Coloco minha calcinha e quando levanto a cabeça, vejo James me observando.
– Que é? — pergunto.
– O quê? Não posso te olhar agora? — pergunta rindo.
– Pode, ué. — respondo corando.
Ele ri e começa a se arrumar.
Depois de prontos, cada um pegou um pano e continuamos a limpar os troféus em meio a risadas e conversas desconexas, como se nada de pervertido tivesse acontecido naquela sala, minutos atrás.
Depois de um tempo, ouvimos o barulho da porta se abrindo e Filch entra na sala, com ar de tédio.
– Andem, a detenção acabou. Podem ir. — resmunga.
Largamos os panos dentro dos baldes e saímos da sala, recebendo um olhar de desgosto de Filch. Nada que não estejamos acostumados...
Quando já não podíamos ser vistos pelo Filch, começamos a rir loucamente.
– Essa detenção foi louca, em... — murmura James sorrindo, ao mesmo tempo em que passava o braço por volta de meus ombros.
– É, acho que estou começando a gostar das detenções... — digo maliciosa.
Ele me olha surpreso.
– Nunca achei que fosse escutar isso vindo de você. — diz, rindo.
Rio e o puxo para mais perto de mim.
– Acostume-se, baby! — digo.
Ele ri e beija o topo de minha cabeça, enquanto seguíamos para a sala comunal da grifinória.

Fale com o autor