No Tempo Dos Marotos
28 Ele quer me matar pelo jeito!
Notas iniciais

''A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!'' (Mario Quintana)
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Pov Dorcas Meadowes
Eu e Remus saímos da sala comunal da Grifinória e seguimos juntos pelos corredores.
– Aonde estamos indo? — pergunto.
– Já vai saber. — responde.
Saímos do colégio e fomos para o campo. Logo me vejo parada em frente a um jardim com várias flores de diferentes tipos e cores. Cada uma com sua beleza natural.
– Está vendo?- pergunta ansioso.
– Rem é... É lindo. — respondo olhando fascinada para o jardim.
– Que bom que gostou. — diz sorrindo.
– Mas... Como eu nunca vi isso antes? -pergunto confusa.
– Só aparece para as pessoas que estão apaixonadas. — responde olhando pro jardim.
Olho pra ele surpresa.
– Você... Você está apaixo... Apaixonado? — pergunto.
Ele se vira novamente para mim e me olha diretamente nos olhos.
– Sim. — responde.
Engulo em seco, uma pontada de ciúmes se ponderando dentro de mim.
– E quem é a sortuda? — brinco.
Suas bochechas ficam levemente coradas.
– Você. — responde.
Perco o ar.
Ele fica me observando com cuidado, procurando algum sinal de irritação, ou algo que o fizesse pensar que não sinto o mesmo.
Pensei em falar algo, mas sinto que palavras não poderiam explicar o que sinto. Chego mais perto dele e coloco meus braços ao redor de seu pescoço, vejo um brilho passar por seus olhos, um brilho diferente... Ele vai chegando mais perto. Sinto sua respiração entrecortada se juntar com a minha, seu hálito de menta preenchendo minhas narinas. Nossos lábios roçam um no outro e no momento seguinte estamos compartilhando um beijo calmo e apaixonado. Como se tivéssemos esperado por aquilo a vida inteira. Bem, pelo menos da minha parte isso é verdade.
( Para a Música )
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POV James Potter
Saio a procura de Aluado para perguntar o que ele acha sobre o Almofadinhas e a Lenne. Olho pro lado e sinto a raiva subir. Amus e uma garota da corvinal estão quase se engolindo prensados na parede.
– Lindo Amos. — falo irritado tentando controlar a voz.
Ele se separa da garota assustado.
– O que está fazendo aqui, Potter? — pergunta.
– Andando pelos corredores... Procurando algum aluno para dar uma detenção bem merecida... — respondo dando de ombros.
– Você não é monitor! — diz.
Rio secamente.
– Ah! Ninguém te contou? Dumbledore me nomeou monitor chefe da grifinória! — falo.
– A Lilian que é a monitora chefe da grifinória! — diz.
– E eu também. Por isso, tenho todo o direito de te dar uma detenção quando eu bem entender. — falo.
Ele semicerra os olhos.
– O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta. — diz.
– Exato, mais é da Lily. — falo.
Vejo sua expressão passar de raiva pra surpresa.
– O que ela tem haver com isso? — pergunta.
– Ah, bom saber o quanto ela é especial pra você. — respondo tentando esconder o tom de nojo em minha voz.
– Está mesmo querendo se meter comigo? — pergunta chegando perto de mim.
– É uma ameaça? — pergunto arqueando a sobrancelha.
– Acho que não é tão burro quanto eu pensava, Potter. — responde.
A raiva sobe.
– E eu acho melhor você não magoar a Lily. — falo irritado.
– Aé? E o que vai acontecer se eu magoa-la? — pergunta arqueando a sobrancelha.
Aquilo foi a gota d'água. Lhe dou um soco no meio da cara fazendo com que o mesmo seja jogado para trás.
Ele segura o nariz com uma mão e a outra aponta pra mim.
– Não deveria ter feito isso Potter. — diz.
– É? Mas eu fiz. E aí? O que fará a respeito disso? — pergunto irritado.
Ele se levanta e fica de frente pra mim.
– É bom tomar cuidado Potter. E quanto a minha relação com a Evans, você não tem nada haver com isso. — diz.
Ele caminha pra longe seguido pela garota da corvinal.
Estou tremendo de raiva. Caminho raivoso para o salão comunal da grifinória. Paro em frente o quadro da mulher gorda e falo a senha — Gota de Limão — e entro na sala comunal.
Caminho de um lado pro outro tentando controlar a raiva. Chuto uma das mesinhas do centro e me sento no sofá furioso. Como aquele idiota tem coragem?
( Para a Música )
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POV Lilian Evans
Onde a Dorcas se meteu? Já são quase uma hora da manhã!
Saio do dormitório com cuidado para não acordar as garotas e desço até o salão comunal. Vejo James sentado em um dos sofás. Ele se vira. Me encaminho até ele.
– Ahm... Você viu a Dorcas? — pergunto.
– Sim. — responde seco.
– Aonde ela está? — pergunto.
– Saiu com o Remus. — responde.
– Hum. — murmuro me sentando em uma das poltronas.
Ele olha pra lareira.
– Ahm... Você sabe se ela vai demorar? — pergunto.
– Vai. — responde seco.
– Hum... — murmuro.
O que houve com ele? Porque está tão irritadinho?
James me encara.
– Está tarde! Vá dormir! — manda.
– Não estou com sono! Vou esperar a Dorcas. — falo.
– Vá dormir Evans! — manda.
Evans?
– Como eu já lhe disse Potter, eu vou esperar a Dorcas. — falo.
– E como eu já lhe disse Evans, ela vai demorar. — fala.
Dou de ombros.
– Vá dormir! — manda.
– Não! — falo.
– Lilian, vá dormir! — manda.
– Já disse que não! — respondo revirando os olhos.
James me encara como se fosse me dar um soco. Merda!
Ele se levanta rapidamente e me pega me botando sobre seu ombro.
– PARE! ME SOLTE! — grito.
Ele não responde. Me bota no primeiro degrau da escada do dormitório das meninas. Tento voltar para a poltrona, mas ele bloqueia minha passagem.
– Deixa eu sair! — mando.
– Vá dormir! — manda.
– Deixe... — tento protestar.
– Vá dormir! — corta.
Me viro e subo as escadas emburrada.
Depois de um tempo parada em frente a porta do dormitório, desço as escadas novamente achando que ele não estava mais lá. Quando chego no último degrau ele aparece na minha frente.
– Vá dormir Lilian! — manda.
– Não quero! — retruco.
Ele abre a boca para protestar, mas o empurro e vou em direção a poltrona. Olho para trás e vejo ele me olhando, sem expressão nenhuma.
– Você não devia ter feito isso... — murmura.
Sério, agora estou com medo!
Começo a correr para fora do salão comunal. Passo pelo quadro e corro pelos corredores. Olho pra trás e vejo James correndo atrás de mim. Merda!
Continuo correndo. Quando olho pra trás novamente, ele não está mais a vista.
Ótimo, consegui despista-lo! Quando me viro pra frente novamente, esbarro nele. Merda!
James me pega e me bota novamente sobre seus ombros. Dou um tapa em sua bunda. Ele da um na minha. Ai, isso doeu!
Tento puxar seu cinto, para cair suas calças e eu sair correndo. Mas ele arruma o cinto novamente.
– Eu não faria isso se fosse você. — diz.
– Porque? — pergunto irritada.
– Eu tenho um acesso livre a sua bunda nesse momento. — responde.
É verdade! Estou com a bunda quase na cara dele. Merda!
– ENTÃO ME SOLTE! — grito.
Ele não responde.
– Gota de Limão — diz depois de um tempo.
A mulher gorda começa a reclamar que estragamos seu sono precioso ao mesmo tempo em que o quadro se abria e nós entravamos.
– ME SOLTA POTTER! — grito.
Ele me larga novamente no primeiro degrau da escada do dormitório feminino.
– Vá dormir Lilian! — manda.
Boto a língua para ele e subo as escadas. Eu sou infantil e daí?
Quando estou abrindo a porta do dormitório, ouço ele dizer:
– Não devia ter feito isso! Vai ver amanhã!
Estremeço. Merda!
Quando entro no dormitório, vejo Dorcas sentada em sua cama.
– Lily! Onde você estava? — pergunta.
– Eu estava te esperando no salão comunal! — respondo.
– Não, não estava. — diz.
– É bem... Eu estava... Mas o James mandou eu vir dormir. — falo.
– Ele mandou você ir dormir? — pergunta confusa.
– Sim. — respondo.
– Porque? — pergunta curiosa.
– Sei lá, ele estava todo irritadinho. — respondo.
– Hum, que estranho. E porque você não estava no salão comunal nem no dormitório quando eu cheguei? — pergunta.
Explico todo o ocorrido. Quando termino de contar, ela me olha surpresa.
– Nossa! James bravo com você? — pergunta.
– Não sei, quando eu cheguei ele já estava bravo. Mas agora ele quer me matar pelo jeito. — respondo apavorada.
– Nossa! — exclama Dorcas.
Em seguida ri e se deita na cama.
– Está rindo do que? — pergunto.
– James nunca fez isso! — responde rindo.
– Isso o que? — pergunto.
– Isso de ficar bravo por revirarem os olhos pra ele, botarem a língua, mandar a garota dormir... — responde.
Droga!
– Enfim, boa noite! — diz.
– Isso se ele não vier me matar no meio da noite. — digo assustada.
– Garotos não podem subir aqui! Esqueceu?! — diz rindo.
– Ah! Pior! Esqueci! — falo aliviada.
– Boa Noite! — diz ainda rindo.
– Boa Noite! — falo.
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