No Tempo Dos Marotos
64 Dia dos Namorados Part. 2
Notas iniciais

''Creio que quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. ''
– Marguerite Yourcenar
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POV Sirius Black
(The Turtles — Happy Together)
Eu e Lenne seguimos para o Três Vassouras e nos sentamos em uma das mesas mais para o fundo.
– Duas cervejas amanteigadas e uma porção de batatas-fritas, por favor. — pedi para a Madame Rosmerta.
Ela assentiu e em alguns minutos o pedido chegou.
– Me conhece direitinho, uh? — diz Lenne sorrindo.
– Tenho que conhecer, né? Afinal, nos conhecemos há quanto tempo? — pergunto pensativo.
– Hum… Acho que desde os oito anos. — responde.
– Pois é, não sei como te aguentei tanto tempo. — brinco.
Ela ri ao mesmo tempo que me dá um leve empurrão no ombro.
– Boboca. Eu que tive que te aguentar, toda a vez que ia na casa do James com meus pais eu tinha que aguentar o Sr.Cachinhos dourados. — diz rindo.
Faço uma careta ao me lembrar do apelido.
– Você e seus apelidos infantis. — digo.
Ela ri.
– Ué, eu te apelidei assim aos 9 anos. — diz.
– Sim, quando me conheceu. — falo.
– Não… Já tinha algumas semanas que eu te conhecia. — diz pensativa.
– Não, na verdade foi quando você me viu pela primeira vez mesmo, gritou ''Cachinhos Dourados!'' E me abraçou. — falo rindo enquanto repassava a cena mentalmente.
Lenne parecia estar fazendo a mesma coisa, pois olhava sorrindo pro teto.
– Mundo mágico chamando Lenne. — brinco estralando os dedos em frente ao seu rosto.
Ela ri e volta a olhar para mim.
– Vai dizer que não foi engraçado? — pergunta rindo.
– É… Por parte sim… — respondo pensativo.
Ela faz uma careta.
– Como assim ''por parte sim''? — pergunta.
– Foi legal ver uma garota descabelada correndo em minha direção. — respondo divertido.
Ela ri enquanto me dava um soco no ombro
– Boboca! — exclama rindo.
Ri mais ainda.
– Como se você já não fosse acostumado com garotas descabeladas correndo atrás de você. — diz arqueando a sobrancelha.
– É, digamos que eu já tenha experiência nisso. — falo dando de ombros divertido.
Ela ri tomando um gole de sua cerveja amanteigada. Ela torna a colocar o copo sobre a mesa e vejo que ela ficou com um pouco de espuma ao redor da boca, formando um bigode engraçado.
Ri um pouco.
– O que foi?
– Tá sujinho aqui. — digo indicando.
Ela fica vermelha e leva a mão para limpar, mas eu pego sua mão.
– O que está fazendo? — pergunta confusa.
– Deixa que eu limpo. — murmuro chegando mais perto de seu rosto.
Ela fica me olhando nos olhos, um pouco surpresa e um pouco confusa. Passo a língua ao redor de sua boca. Ela fecha os olhos e leva as mãos aos meus cabelos, me puxando e me beijando.
Ficamos um bom tempo nos beijando e conversando, enquanto tomávamos as nossas cervejas amanteigadas. Depois que vimos que estava escurecendo, saímos do bar e começamos a caminhar pelo vilarejo de Hogsmeade, afinal, chegar um pouquinho atrasado não irá fazer muita diferença… Se perdermos a carruagem podemos ir por uma das passagens secretas. Depois era só arrumar alguma desculpa de que estávamos presentes na volta e o Filch que não nos enxergou.
– E então… Lembra que você me disse uma vez que era gay? — Lenne pergunta divertida.
– Quê? — pergunto assustado. — Quando eu te disse isso? E quem mais estava presente?
Ela ri.
– Só eu. Foi no quarto ano. Fizemos uma festa e você bebeu muito. Naquela época eu não sabia como vocês conseguiam as bebidas, mas agora já sei… Enfim, nós ainda eramos amigos e você me contava tudo. E bem, aquela noite, foi a primeira vez que nos… Nos beijamos. E daí nós ficamos estranhos um com o outro por boa parte da festa. Bem mais tarde, eu já estava voltando para a sala comunal da grifinória, eu não tinha bebido nada, era santa naquela época, e lhe achei bêbado por um dos corredores. Eu lhe ajudei e entramos numa sala de aula vazia. Você estava falando um monte de bobagens e tudo, eu até achei que poderia tentar me agarrar ou me estuprar, algo do tipo, mas você não tentou nada. E então, nós estávamos sentados rindo de alguma piada boba e você começou a falar que estava sentindo umas coisas estranhas em relação aos garotos… Ahm… E bem… E eu não estava entendendo muito bem, até que você falou que era gay. Eu fiquei chocada claro, pois você estava sempre com uma e outra pelos cantos, eu… Eu não queria acreditar, por hora achei que você estava fingindo que estava bêbado e estava fazendo alguma brincadeira comigo, mas depois você vomitou toda a sala e… Desmaiou. Então eu fiquei mais desesperada ainda… E tentei te levar para o dormitório, mas você era pesado demais, por sorte achei o James e ele me ajudou a carregá-lo para o dormitório masculino. No outro dia, você estava agindo normal, como se não tivesse me contado nada… — conta.
Fico olhando para ela boquiaberto. Eu me lembro muito bem daquela noite. E no outro dia, eu não havia esquecido, eu sabia que eu tinha contado á ela, só estava com vergonha. Eu queria que ela esquecesse aquilo, mas pelo jeito ela é bem boa de memória. Não é que eu era gay… Eu só tive umas experiências… Mas eu sou hétero. Por um tempo fui bi, no quarto ano, mas aquilo é passado. Ninguém soube, pois os garotos que eu ficava, eles também não queriam que ninguém soubesse. Não me arrependo e também não me orgulho, mas aquilo me fez ver que eu sou hétero e que aquilo foi só uma coisa passageira.
– Não lembro disso. — minto.
Ela fica me encarando por um tempo e volta a olhar para os seus pés.
– Sei. Teve outra vez também. — diz.
– Que eu falei que era Gay? — pergunto surpreso.
Essa eu não lembrava.
– Não, que eu te ajudei quando estava bêbado. — diz.
– E o que eu falei? — pergunto.
– Idiotices. — responde olhando para os seus pés.
– Claro que eu falei idiotices, mas eu quero saber o que eu falei. — falo rindo.
Ela suspira ainda sem olhar para mim.
– Disse que… — ela parece pensar se falava ou não.
– Eu disse… — encorajo.
– Ah… Disse que gostava de pegar todas e tals… Que era o mais gostoso de toda Hogwarts e que tinha todas as garotas aos seus pés… — diz olhando rápido para mim e dando um sorriso nervoso.
Semicerro os olhos, olhando para ela.
– Ah, claro que eu falei isso, né? Queria o que? — brinco.
Ela dá uma risadinha fraca.
– Nada. — sua voz está um pouco baixa demais.
– Não acreditou mesmo que eu era gay, né? — pergunto arqueando a sobrancelha.
Ela dá de ombros.
– Fala sério, Lenne? — pergunto parando de caminhar, encarando-a.
– Não, é óbvio que não acreditei. — responde rápido.
– Dúvida ainda? — pergunto.
– Óbvio que não. — responde rápido.
Arqueio a sobrancelha e chego mais perto dela.
– Eu vou te mostrar o Gay. — sussurro no seu ouvido.
Vejo sua pele se arrepiar. Passo meus braços por volta de sua cintura, colando seu corpo ao meu e lhe beijo. Começo a distribuir beijos pelo seu pescoço e queixo, enquanto ela gemia baixinho.
– Sirius… — murmura.
Continuo beijando seu pescoço e colo.
– Sirius… Eu… — murmura.
– Uh? — pergunto contra sua pele.
– Nós vamos perder a carruagem. — diz baixinho.
– Não importa. — murmuro continuando a beijar seu pescoço.
Ela geme e puxa meus cabelos.
– Sério, nós vamos... Nós vamos perder a… Carruagem. — diz ainda gemendo.
– Nós podemos voltar pelas passagens. — digo mordendo o lóbulo de sua orelha.
Ela fica mais arrepiada ainda e puxa meu rosto, fazendo eu ficar de frente a ela, olhando nos seus olhos.
– Podemos continuar isso mais tarde. — diz pegando minha mão e me puxando em direção as carruagens.
– Sério mesmo, Lenne? — pergunto mostrando minha ereção.
Ela dá uma risadinha fraca.
– Mais tarde eu te compenso, vamos. — diz voltando a me puxar.
– Como é que eu vou andar por aí assim? — pergunto.
Ela fica na minha frente.
– Pronto. Agora ninguém vai ver, vamos. — diz.
Bufo enquanto era puxado pela Lenne em direção as carruagens. O que deu nela?
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