No Tempo Dos Marotos
79 Acampamento Part.1
Notas iniciais

''Vai dar tudo certo. Depois que tudo der errado.''
Autor Desconhecido
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| POV Marlenne McKinnon
Acordei com um barulho horrível tocando e olhei para os lados assustada. Lily parecia estar surpresa também.
– Que merda é essa? — pergunto irritada.
Ela ri, enquanto se levantava de sua cama e pegava uma muda de roupa perfeitamente dobrada em cima de sua escrivaninha.
– Deve ser o sinal dizendo que está na hora da viagem! — exclama Lily fazendo uma dancinha escrota.
Ri, enquanto me levantava também, tirando os nós das minhas madeixas castanhas.
– Será que vai ser legal? — pergunto, olhando para Lily, expressando curiosidade.
– Desde que a Meredith não encha o saco, sim, vai ser muito show! — responde, sorrindo.
Já perco as esperanças.
– Então não vai. — resmungo.
Ela ri, e murmura um ''nada haver'' e logo em seguida entra no banheiro. Será que os garotos já acordaram? Affs, Marlene! É claro que sim! Com esse barulhão do cacete eles iriam acordar na hora... Se bem que eles tem um sono de pedra... affs, foda-se.
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Depois de prontas, eu e Lily descemos até o salão comunal encontrando os Marotos e a Dorcas e a Lice, já vestidos e com as malas amontoadas no chão.
– Vocês acordaram que horas? — pergunto confusa.
Eu não havia visto nem a Doe nem a Lice quando acordei...
– Digamos que nós acordamos um pouco cedo demais e como sabíamos do sinal, resolvemos não acordá-las... — respondeu Lice.
Assenti e olhei para os marotos.
– Acabamos de acordar. — responde Sirius.
– Dá pra ver pela cara de vocês. — murmuro.
Pego minha mala novamente e vou em direção á saída da sala comunal.
– O que houve com ela? — escuto Sirius perguntar e reprimo um riso.
– É a Lenne, Six! Nós nunca iremos entendê-la... — responde James, e eu reviro os olhos, ainda prendendo o riso.
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Quando chegamos no portão de entrada do colégio, vimos um ônibus de excursão estacionado e os alunos entravam em fila. Franzo o cenho e olho para os meus amigos, que encaravam o ônibus da mesma forma.
– Não é possível que caibamos todos aí... — murmuro.
– Lenne, no mundo da magia tudo é possível. — escuto alguém falar perto de mim e me viro para o lado.
Amus Diggory me encarava com um sorriso maroto.
– Cale a boca, Diggory, não falei com você. — resmungo, revirando os olhos.
Ele arqueia a sobrancelha, surpreso e Sirius passa por ele com uma carranca, batendo de propósito em seu ombro. Amus somente o encara, como se já tivesse previsto que isso aconteceria.
– Vamos logo. — resmunga Lily, quando Amus fez menção de dirigir a palavra a ela.
Todos passamos por ele, os garotos carrancudos encarando Amus, enquanto nós garotas, íamos revirando os olhos.
– Era só o que me faltava, — resmunga Lily logo que sentamos em um dos compartimentos do ônibus, que mais parecia um trem por dentro. — Ter que aguentar a vadia da Meredith e o idiota do Amus por um final de semana inteiro.
– Acostume-se Lily, nem sempre poderemos fugir deles. — diz Dorcas, sentada ao lado de Remus.
Escutamos um assovio seguido por um ''Atenção'' e abrimos a porta do compartimento, olhando para o corredor, onde se encontra a professora Minerva.
– Eu irei dar alguns avisos, especificar algumas regras á vocês e em seguida irei escolher os seus grupos. — começa.
– Grupos? — os alunos perguntam entre si.
– Quando chegarmos lá, vocês iram para a barraca da sua cor designada e iram para o quarto que estará os seus nomes. — continua.
– Cor designada? — pergunta James baixinho atrás de nós.
Dei de ombros, sem fazer a menor ideia do que a professora Minerva estaria falando.
– Pois bem, primeiro vamos as regras, que são mínimas: — começa. — (1) Os alunos de uma determinada cor não poderão entrar nas barracas alheias. (2) As atividades renderão pontos ao time da cor vencedora e a cor que tiver mais pontos no final do acampamento, ganhará um prêmio que só será revelado á vocês no último dia, se houver empate, haverá uma prova final. (3) Nenhum aluno, seja monitor ou não, poderá sair das redondezas do acampamento sem a permissão de um professor ou acompanhamento do mesmo. E, por fim, (4) atividades sexuais são proibidas, tanto como intrigas entre os grupos e sabotamento de bens. — termina.
Arregalo os olhos com a regra número 4.
– O que irá acontecer se o aluno quebrar uma das regras? — pergunto.
A professora Minerva olha para mim e sorri, como se já soubesse que um de nós faria aquela pergunta.
– Aí depende, — começa. — Se você quebrar a primeira e a segunda regra, ganhará uma detenção da qual os dias serão escolhidos pelo professor responsável pela casa da qual pertence o aluno. Se você quebrar as regras 3 e 4, além das detenções, ele fará com que a sua casa perca pontos que serão decididos pelos professores.
– Entendo. — murmuro.
– Enfim, as listas dos alunos de cada cor estarão pregadas em uma árvore ao lado da barraca.
Terminando o discurso, ela nos despensa e voltamos aos nossos compartimentos.
– Espero que todos nós fiquemos na mesma cor. — diz, Lily.
– Impossível. — resmungo e os outros assentem.
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Logo chegamos no acampamento e todos foram pegando suas malas e descendo do ônibus. O local era agradável, é claro. Estávamos no meio de uma floresta e posso escutar o barulho de um cachoeira ao longe. No meio do local havia uma rodela de chão batido onde estavam misturadas oito barracas, com as seguintes cores: Azul, Vermelho, Preto, Amarelo, Verde, Laranja, Dourado e Marrom.
Nós nos misturamos cada um para um lado. Sirius logo gritou que ficara no preto e James no vermelho, Alice ficara no Azul, Dorcas no marrom, Frank ficara no Laranja, Remus ficara no amarelo, Lily ficou no dourado e eu fiquei no verde. Ou seja, estamos todos separados.
– Merda, eles queriam mesmo nos separar, em... — resmunga Six.
– Nem me fale. — resmunga Lily, com um mau humor terrível.
– O quê? — pergunto.
Ela me puxa para um canto afastado de nossos amigos.
– Amus ficou no meu grupo. — responde irada.
Arregalo os olhos.
– Porra, o James vai ficar puto! — exclamo.
– Eu sei... E acho que você não vai gostar da notícia que eu vou te dar agora... — diz.
Arqueio a sobrancelha.
– O quê? — pergunto curiosa.
– Meredith ficou no seu. — diz, baixinho.
– O QUÊ?! — grito.
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