No Tempo Dos Marotos
26 A Luta
Notas iniciais

''A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita.'' (Mahatma Gandhi)
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No capitulo anterior...
Sorrimos orgulhosos com nosso trabalho. Ela abre o mapa e todas abrem a boca em um perfeito ''O''.
– Meu deus! Aquele ali não é o Lucius Malfoy com o Ranhoso? — pergunta Lene.
Eu e os garotos nos colocamos do lado delas pra ver o mapa.
– Minha nossa! Quem são aqueles ali com eles? — pergunta Alice.
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POV James Potter
Leio os nomes. Não! Não pode ser! Mulciber, Goyle e Crabbe! Não!
– Comensais da morte! — exclamo.
Todos me olham assustados.
– Tem certeza Pontas? — pergunta Moony.
– Sim, claro! Meus pais estão atrás deles! — exclamo.
Todos me olham em choque. Lene deixa cair o mapa de suas mãos.
– Venham! Precisamos avisar o tio Dumby! — falo.
– Espera Pontas! Ele vai perguntar como sabemos! — fala Padfoot.
– Falaremos que ouvimos o Ranhoso dizendo! — falo.
– Ele não vai acreditar, sabe da implicância que temos com o ranhoso! — diz Padfoot.
– Ele tem razão Pontas. — diz Moony.
– Então falaremos que ouvimos o Malfoy falar! — falo.
Eles assentem. Saímos apressados do dormitório.
– Não! Não vão! — fala Wormtail.
– Porque não? — pergunto desconfiado.
Ele parece apressado e ao mesmo tempo assustado.
– Eles... Eles podem... Podem vir atrás de vocês! — balbucia.
– Não correremos risco ao lado de Dumbledore! — diz Lily.
– Verdade! Vamos! — falo.
Saímos correndo do salão comunal. Corremos pra sala da tia Minny para perguntar a senha.
– Precisamos ver o tio Dumby, imediatamente! — falo.
– Lamento mais o professor Dumbledore teve que sair por causa de uma carta urgente do ministério. — diz tia Minny.
– Ele saiu? E agora o que faremos? — pergunta Lily assustada.
– O que desejavam falar com ele? — pergunta tia Minny.
– Comensais da Morte! Aqui no colégio! — respondo.
– Meu Merlin! Tem certeza disso Sr.Potter? — pergunta.
Assenti.
– Mas, como sabe? — pergunta.
Olho pro Almofadinhas e pro Aluado.
– Ouvimos o Malfoy falando. — respondo por fim.
– Chamarei o professor Dumbledore o mais rápido possível, enquanto isso, peço que, não saiam do seu salão comunal, para nada. — manda.
– E ficar sem lutar? — pergunta Almofadinhas.
– Isso não é tarefa de vocês, vou chamar os aurores. — responde tia Minny.
Assentimos nos virando para voltar pra sala comunal. Antes de sair me viro.
– Tia Minny, o que será que eles querem? — pergunto.
– Acho que já sabe muito bem Sr.Potter. — responde.
Assinto. Ela dá uma rápida olhada em Lily.
– Almofadinhas, Aluado, levem todas a salvo pra sala comunal da grifinória, preciso falar a sós com a tia Minny. — falo.
Eles me olham preocupados e assentem. Saindo com as meninas. Fecho a porta e me sento na poltrona do outro lado da mesa de minerva. Ela se senta na dela.
– Pretende ser rápido? — pergunta — tenho que comunicar o professor Dumbledore.
– É rápido. Só preciso te perguntar uma coisa. — respondo.
– Pergunte. — fala.
Suspiro.
– Se eu não sair de perto da Lily, eles vão querer leva-la? — pergunto.
– Creio que sim Sr.Potter. — responde.
Assinto de cabeça baixa.
– Mas... Se você se afastar dela, ela correra muito mais perigo. — diz.
– Vou fazer de tudo para protege-la. — falo.
– Faça, ela vai precisar de muita segurança. — diz.
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POV Sirius Black
Corremos para o salão comunal da grifinória.
– Vocês fiquem aqui. — falo para as garotas.
– Quê? Aonde você vai? — pergunta Lenne.
– Lutar, acha mesmo que eu iria ficar aqui parado? — pergunto.
– Se é assim eu também vou. — responde Lene.
– Não, você não vai! — falo.
Saio do salão comunal seguido por Aluado e vou pro pátio do castelo. Está chovendo.
Olho pro lado e vejo Lenne.
– O que está fazendo aqui? — pergunto.
– Eu vou junto! — diz.
– Não Lene, volte pro salão comunal, você não vai junto. — falo.
– Claro que vou! Não posso deixar meus amigos se machucarem e ficar aqui sem fazer nada! — exclama.
– Lenne, você não vai, está chovendo, é mais perigoso! — falo.
– Que nada! E eu já estou me molhando agora! — diz.
– Lenne você não... — tento falar.
– Minha família morreu Sirius!
– Eu sei... — começo.
– Tenho que fazer alguma coisa! — diz.
– Eu sei Len... — tento continuar.
– Eu quero mata-los! — diz.
– Lenne.... — tento falar.
– Eu preciso fazer alguma coisa, Sirius! — interrompe.
– Lenne! — exclamo pegando seu rosto com as duas mãos.
Ela para de falar. Olho em seus olhos.
– Eu sei! Eu sei! Mas é muito perigoso e eu nunca deixaria você correr risco algum! Eu preciso de você! — falo.
Ela continua me olhando nos olhos.
– Eu quero te ajudar. — diz.
– Os aurores logo vão estar aqui Lenne, volte pro salão comunal, preciso de você segura. — falo.
– Não quero que se machuque... — murmura.
– Vou me cuidar. — falo.
Ficamos nos olhando em silêncio. Lenne dá um passo pra frente acabando com o espaço entre nós e cola seus lábios nos meus.
– Se cuide. — diz ao se separar de mim.
Ela corre pra dentro do castelo. Fico parado, surpreso pelo que acabara de acontecer.
– Vamos Padfoot. — chama Aluado me tirando dos devaneios.
Corremos para Hogsmeade. Tínhamos que começar por algum lugar. E acertamos em cheio. Quando chegamos havia vários aurores lutando com vários comensais da morte.
Uma mulher encapuzada vêem até nós e começa a lançar feitiços contra nós.
– CRUCIO! — grita.
– PROTEGO! — grito.
Ela escapa por pouco.
– Estupefaça! — grita alguém atrás de mim.
O feitiço acerta em cheio. Ela é jogada longe. Olho pra trás e vejo Pontas. Corro para ver quem era a comensal, retiro o capuz: Bellatrix Lestrange, minha prima. FDP!
– JAMES! SIRIUS! REMUS! VOCÊS TEM QUE SAIR DAQUI AGORA! — grita Charlus Potter, pai de James.
– Não, vamos ficar pra lutar! — falo.
– Meninos, saiam daqui, nós cuidaremos disso. — diz Dorea Potter, mãe de James e minha tia.
Um feitiço passa por mim, cortando meu rosto.
– Rápido! — exclama Dorea lutando com outro comensal.
Saímos de lá e entramos novamente nos terrenos de hogwarts.
– Droga! — falo limpando o sangue de meu rosto.
– O que aconteceu? — pergunta Aluado.
– Um feitiço passou por mim e me cortou. — respondo.
Entramos dentro do castelo encharcados por causa da chuva. Entramos no salão comunal e as meninas veem ao nosso encontro. Dorcas abraça Aluado, Lily abraça Pontas e Lene se atira em meus braços.
– Eu estava tão preocupada! — diz com a voz embargada.
– Eu estou aqui, estou aqui. — murmuro.
Ela se desvencilha de mim e olha o meu rosto.
– Sirius, o que aconteceu? — pergunta preocupada.
– Um feitiço passou por mim e me cortou. — respondo.
Ela me puxa para eu me sentar no sofá. Ela se senta ao meu lado e pega a varinha.
– Episkey. — diz.
Sinto uma pequena picada no rosto. Coloco a mão no mesmo e vejo que não possui mais cortes. Lene me entrega um pano. Limpo meu rosto.
– Obrigada. — agradeço.
– De nada. — diz.
Ficamos em silêncio nos olhando.
– Eu... Ahm... Desculpe pelo beijo... — murmura.
– Não fala nada. — mando.
A puxo para mais perto de mim e a envolvo em um beijo calmo.
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