No Tempo Dos Marotos
12 É, acho que não vai ser tão ruim assim, ficar aqui
Notas iniciais

''A felicidade só é verdadeira quando compartilhada.'' (Na Natureza Selvagem)
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POV Lilian Evans
Desci as escadas com um certo esforço pois estava com o meu malão e me sentei em um dos sofás da sala comunal.
Depositei meu malão ao lado e encostei minha cabeça sobre minhas mãos. Não acredito que aquilo acabou assim. Não queria ter brigado com a Lenne. E agora nem sei quando vou poder falar com ela, pois a Lenne quando briga com alguém, fica sem falar com ela ou frequentar os mesmos lugares que a pessoa por semanas. E acho que não vai ser diferente comigo, afinal, Lenne é muito orgulhosa.
Logo escuto passos na escada. Olhei e vi Six vindo em minha direção.
– Você está bem? — pergunta se sentando ao meu lado.
Balanço a cabeça negativamente. Ele me olha com pena e me abraça.
– Vai ficar tudo bem, pequena. — diz.
– Espero que sim. — murmuro, a voz embargada.
Me desvencilho dele.
– Onde você vai ficar? — pergunta.
– Não sei. — murmuro olhando pra baixo.
Ele segura meu queixo fazendo com que eu olhe para ele.
– Pode ficar no meu quarto. — diz.
– E os garotos? Não vão ficar bravos? — pergunto.
Ele revira os olhos.
– Óbvio que não. — responde.
– E onde eu vou dormir? — pergunto.
– Pode dormir na minha cama. — responde dando de ombros.
Arregalo os olhos.
– Calma, eu vou dormir no chão. — explica.
– Não! Se é assim eu durmo no chão! — exclamo indignada.
Ele dá uma risadinha.
– Lily, você não está em condição de reclamar. — diz.
– Tem razão. — falo rindo.
Ele se levanta. Pega meu malão com uma mão e pega a minha mão com a outra.
– Vem. — chama.
Subimos as escadas pro dormitório dos meninos. Nunca havia subido lá. É quase a mesma coisa que o das garotas, com um corredor cheio de portas, com os nomes dos garotos que dormem em cada quarto em uma plaquinha presa na porta, só muda que tem garotos lá não garotas. Não, sério mesmo, Lílian?
Six abre a porta que contém o nome dele e dos marotos.
– Eae, galera! — diz Six ao entrar.
Os garotos olham pra ele e em seguida pro meu malão.
– De quem é isso? — pergunta o Potter.
Six não responde, somente dá um passo pro lado fazendo com que eu fique visível.
Os garotos me olham surpresos.
– Lily? — pergunta Remus.
– Oi, Rem. — comprimento.
– Ahm, oi. — diz ainda confuso.
– O que você faz aqui? — pergunta Potter.
– Nossa, que jeito de tratar as visitas. — murmuro.
– Desculpe Evans. Mas o que você faz aqui? — pergunta novamente.
– Eu vim passar algumas noites. — respondo.
– Porque? — pergunta.
– Por que eu e Lenne brigamos e ela alegou que não ficaria no mesmo quarto que eu, então, para não causar mais brigas, eu simplesmente sai. — respondo.
– Porque vocês brigaram? — pergunta.
– Ah, muita mão explicar. Pede pra Lenne. — respondo.
Ele revira os olhos.
– Olha, eu sei que não nos suportamos, mas podemos pelo menos ficar no mesmo quarto sem brigar? — pergunto.
Ele me olha surpreso.
– Você, Lilian Evans, dizendo que não quer brigar comigo? — pergunta.
– É, mas não se acostume. — respondo.
Ele sorri de orelha a orelha.
– Ahm, Lily, acho que você vai querer trocar de pijama, não? — pergunta Remus.
Olho pra ele confusa. Ele faz um aceno com a mão para as minhas roupas. Olho e vejo que estou só de camisola. Bem, eu estou com um short por baixo, mas eu estou só de camisola! SÓ DE CAMISOLA! Em um quarto cheio de GAROTOS!
Corro pro meu malão e pego outra roupa. Entro rapidamente no banheiro e fecho a porta.
Depois de me trocar, saio do banheiro. Os garotos estão sentados em suas camas me esperando.
– Bem, ahm, já que agora estou com uma roupa mais apropriada, podemos conversar civilizadamente. — falo um pouco envergonhada.
Eles assentem.
– Six? onde eu vou dormir? — pergunto.
– Aqui. — responde apontando para uma cama cuja parede em que está encostada está cheia de fotos de mulheres trouxas só de biquíni.
Tinha que ser o Six mesmo!
– Você vai dormir na mesma cama que ela, Almofadinhas? — pergunta Potter.
– Não, vou conjurar um colchão para mim. — responde Six.
Potter parece ficar aliviado com a resposta.
– Bom Lily, para você ficar aqui, vai ter que concordar com umas regras. — começa Potter.
– É Evans pra você. — xingo.
– Oh, essa é uma das regras. Eu posso te chamar de Lily se eu quiser. — diz.
Reviro os olhos.
– Segundo, você vai me chamar de James, não Potter. — diz.
Reviro os olhos novamente.
Ele da uma risadinha.
– E quais as outras? — pergunto.
– Não, eram só essas mesmo. — responde rindo.
Pego um travesseiro e atiro em sua direção. O travesseiro pega na cara dele. Começo a rir. Ele semi-cerra os olhos.
– É assim então? — pergunta sorrindo maroto.
O olho desconfiada. Ele começa a caminhar em minha direção.
– Ja... James o que você vai fazer? — pergunto acanhada.
– Pronta pra vingança? — pergunta.
– James... — começo.
James vem em minha direção. Começo a correr pelo quarto, ele vindo atrás. Subo em cima de uma das camas.
– Desce daí, Lily, vamos só conversar. — diz sorrindo maroto.
– Há! Sei, só conversar... — murmuro.
Ele ri olhando pra baixo. Aproveito e desço da cama e corro pra trás do Six.
– Oh! — diz ele quando o agarro por trás.
James continua vindo em minha direção sorrindo.
Sério, comecei a ficar com medo. Tento fugir pro banheiro mas James me pega no caminho. Grito, fazendo ele rir mais ainda.
Fico olhando pra ele de olhos arregalados. Ele sorri e em seguida começa a me fazer cócegas.
Rio escandalosamente..
– James... Para. — peço entre risos.
Ele continua. Começo a me contorcer rindo.
– James... Para... James... — falo entre risos.
Ele para e me olha divertido.
– Nossa... Isso... Foi... Maldade. — falo sem fôlego.
Ele dá uma risadinha e se levanta. Coloco a mão na barriga que está doendo de tanto rir. Ele estica o braço em minha direção. Pego sua mão e ele me puxa.
– Isso não valeu. — murmuro.
Ele ri.
– Você pediu. — diz.
Dou uma risadinha e mostro a língua pra ele. Eu sei, eu sou um pouco infantil. Ele ri e se senta na cama dele.
Me atiro na cama de Six que está deitado ao lado em um colchão inflável.
– Não era mais fácil termos conjurado uma cama? — pergunto.
– Ah é, pior. — murmura Six.
Ele pega a varinha e faz o colchão inflável desaparecer se tornando uma cama.
– Pronto. — diz.
– Tá, agora vem pra sua cama que eu durmo aí. — mando.
Me levanto da cama do Six e me atiro na outra.
– Pronto, agora todos estamos felizes! — exclamo.
Eles começam a rir.
– Tá, agora bora dormir gurizada! Amanhã tem aula! — mando.
Eles assentem e se deitam em suas camas. Desligo as luzes e volto pra cama. É, acho que não vai ser tão ruim assim, ficar aqui.
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