No Such Thing
2 Dressed for success.
Para uma pessimista, eu sou bem otimista.
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Primeiro passo para o sucesso é pensar positivo.
Pelo menos é isso que dizem naqueles livros de auto-ajuda com títulos como "Fiquei Rico Com a Força do Pensamento". Preciso estar pronta para o sucesso, esperando o sucesso, vestida para o sucesso.
Até porque, no meu caso, estar mais arrumadinha me deixa mais perto de ter um bom resultado; todo mundo sonha em ter um namoradinho/namoradinha que seja, no mínimo, apresentável.
Não sou uma pessoa da manhã. Também não sou a pessoa que mais gosta da escola, estou bem longe de ser a pessoa que mais gosta de ir a escola. E, geralmente, eu vou como um zumbi e fica tudo por isso mesmo. Mas zumbis não são exatamente o que a maioria das pessoas classifica como 'apresentável'. E eu queria que ele me achasse bonitinha.
Acontece que eu venho guardando uma paixão platônica dentro de mim por dois anos. Dois amargos anos. São seiscentos... não, pera... setecentos e trinta dias apenas observando esse garoto, Eric Foster. Eu o vi pela primeira vez no primeiro dia de aula do primeiro ano do colégio; achei bonitinho. Depois disso, fui stalkear e encontrei o perfil dele em uma rede social e BAM!
Eu e Eric gostamos das mesmas coisas, dos mesmos lugares. Até o sabor favorito de sorvete a gente compartilha! É o destino dizendo que um dia eu serei Summer Foster e nós vamos ter uma casa em Cyprus pra passar as férias e muitas crianças chinesas adotadas.
E por estar tão certa, resolvi dar uma empurradinha no destino e, pelo menos, trocar algumas palavras com Eric. Um 'oi', um aceno, um sorriso! Qualquer coisa que faça ele me notar.
Não dá pra chegar nele e dizer que tenho um penhasco por ele faz um tempo, que já até arquitetei todo nosso plano de vida juntos. Também não espero que ele me peça em casamento; só quero que ele saiba que estou ali e que goste de saber que estou ali.
Por enquanto, não espero nada mais que isso.
Até porque, no mundo perfeito, ele só me pede em casamento quando ambos estão formados na faculdade, lutando por igualdade em alguma ilha remota do Mediterrâneo.
Terminei de pentear o cabelo e encarei meu reflexo na penteadeira, tendo uma súbita vontade de rir.
Não que eu estivesse parecendo uma drag queen ou coisa do tipo, eu estava bem simples e confortável vestindo meu sweater e Vans, com os cabelos soltos e devidamente penteados. Nem sei porque tive vontade de rir, talvez seja a situação, pensando em me vestir para o sucesso e blá blá blá.
Levantei e fui direto em direção a minha mochila. Depois de pegar a mochila, o celular e colocar os fones de ouvido (e algo pra tocar, lógico.), sai do quarto cantarolando e fazendo uma dancinha esquisita. Desci as escadas do mesmo jeito e encontrei minha irmã e minha tia comendo.
– Bom dia, Summer. — Tia Marie disse, com um sorriso, sem tirar os olhos do jornal. — Você está pronta? Sério mesmo? Sem atrasos? — Carly parecia um pouco surpresa com isso. Dei meu sorriso Colgate e peguei uma ameixa da mesa; tinha feito minha última refeição antes de (tentar) dormir, umas três horas da manhã, e ainda não tinha recobrado o apetite.
Sem contar que já tinha escovado os dentes e não subiria as escadas novamente nem por decreto da Rainha Elizabeth.
– Sim, maninha. Vou esperar você lá fora. — Falei, enquanto colocava a ameixa em um saquinho antes de coloca-la na mochila. — Espero que os livros não amassem a pobrezinha da ameixa... — Murmurei, para mim mesma, desejando que a fruta estivesse decente até, pelo menos, a segunda aula. — Tchau. — Saí da cozinha, passei pela sala e saí de casa, me sentando no gramado para curtir aquele típico frio da cidade. Fechei os olhos, balançando o corpo no ritmo da música do The Killers que tocava.
Provavelmente parecia uma louca, mas estava curtindo, animada pelo ano que mal começou.
Não demorou para que Carly saísse de casa e nós começassemos nosso caminho rumo ao colégio, que era perto de casa. Por algum motivo, a cada passo que eu dava um pouco daquela confiança ia embora.
Nunca daria certo.
Estamos falando da escola, do Saint Charlotte High School, onde todo mundo me odeia ou, no mínimo, me acha estranha, eu posso me vestir como a Marilyn Monroe que o sucesso ainda vai estar em uma distância considerável.
Aprendam com a tia Summer, crianças, é assim que se passa de pessoa mais otimista do mundo para ganhadora do prêmio Tartaruga Comediante* de pessimismo. Pensamentos positivos? Aish, do nada isso ficou tão difícil! E não adianta The Killers, nem Carly tentando me animar; a cena feliz comigo, Eric e nossos filhos chineses sentados em volta da mesa do jantar, sorridentes, comendo macarrão... Sumiu.
No meu lugar tinha alguém mais bonito, com um sorriso radiante que grita "SOU INCRÍVEL", enquanto eu limpo os banheiros ou durmo na casa do cachorro.
É, Summer, foi bom enquanto durou. De volta a realidade, todo mundo te odeia. O Eric também deve te odiar.
– Meu Deus, você estava tão confiante há dez minutos! — Carly continuava dizendo, enquanto eu me arrastava pelo corredor, me preparando para a primera aula do ano. — É que eu tinha esquecido como essa escola é agradável. — Fui irônica, abrindo meu armário e jogando a mala lá dentro, me arrependendo logo depois, ao lembrar que tinha colocado coisas importantes lá dentro, como uma ameixa (eu senti uma conexão com essa ameixa, vou chamá-la de Paola). O sinal tocou e eu tive vontade de bater minha cabeça no armário e depois me jogar no chão, implorando pra voltar para casa. Mas eu não fiz isso. Na verdade, eu peguei o material necessário e fui para o laboratório de ciências.
E eu juro por Deus que essa galera acampou nesse laboratório. É a única explicação para todos esses pares formados, no tempo de eu dar cinco passos e virar a direita.
Procurei por algum lugar vago, ainda estranhando toda essa organização, e acabei encontrando um no fundo da sala, ao lado de alguém que parecia tão animado quanto eu. Obrigado, vida! O McFly disse que você é uma vadia, mas eu discordo.
Fui para lá mais alegre e me sentei ao lado do garoto, que estava com a cabeça baixa, na posição do jogo do silêncio. Assim que o professor entrou na sala, o garoto levantou. E eu fui pega de surpresa.
Aparentemente, senhoras e senhores, meu parceiro é o Eric. E ele conseguiu ficar mais bonito ainda com esse cabelo recém cortado e recém tingido.
– Oi — sorriu. Continuei encarando, processando as informações. Eu queria esticar meu bracinho e cutucar a testa dele, pra ver se é verdade ou se eu estou ficando maluca.
– Oi. — Eric repetiu.
– Oi, meu nome é Summer, mas costumam me chamar de Sunny, que não é um apelido comum pra Summer, mas como tudo isso tem a ver com o sol e começa com Su, eu acho bem normal. O seu nome é Eric, não é? Oi Eric. Eu gostei do cabelo. Meio vermelho, interessante. Me lembra o Choi Jin Hyuk em Panda & Hedgehog, você assistiu Panda & Hedgehog? Você gosta de doramas? Kdramas? — Eu não sabia o que fazer então eu desatei a falar. Rápido e um monte, até que Eric me interrompeu.
– Sério que você gosta de doramas? Aish, isso é tão legal! E você disse que eu te lembrei do Choi Jin Hyuk, ele é tão bonito! Nós vamos nos dar bem. — Ele deu uma piscadinha e eu sorri.
– Ah, droga. — Eric murmurou. — Eu quis dizer que ele é bonito de uma forma hétero, sabe? Héétero. Hé-te-ro. De um jeito em que homens gostam de mulheres mas conseguem admitir que outro cara é bonito...
– Entendi. — Continuei sorrindo. Sério Eric, eu não achava que você era gay até você vir com esse papo de hétero.
Notas finais
Da segunda vez, eu estava saindo para viajar e escrevi até a metade, mas por alguma razão também não salvou.
E essa vez, que finalmente deu certo, mas com pouca qualidade. Sério, '-' OUHDSOUAHDOUHSADOUHSAOUHD desculpem.
Eu não estou satisfeita, tô postando porque eu já refiz isso milhões de vezes e acho que nunca vou ficar satisfeita DAOHDOUASDOHU mas então, deixem reviews :3 nem se for pra falar "nossa que merda!".
A Paola (http://i.imm.io/VWR2.jpeg) aprecia reviews! Deixe a Paola feliz! E duas autoras também... UDHSAOUHDOUD
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