No Strings Attached
25 Capítulo 21 - The reality can be amazing Part 3
Notas iniciais
The reality can be amazing… — Parte 3
Mal chegamos à mansão, o clima já estava quente. Durante o percurso de lancha, até tentamos manter um diálogo, porem a tensão entre nós dois estava forte. Não era apenas ele que sentia essa falta necessária de mim, eu também nutria a mesma coisa ou algo semelhante por ele... O que parecia deixar ambos ainda mais ansiosos.
Chegamos e tentamos manter a calma e paciência como seres normais, descemos as coisas tranquilamente, e agimos como se não houvesse nada que queria nos fazer sair correndo. Era realmente algo anormal...
Permanecemos em silêncio durante todo o tempo que parecia uma eternidade, até que acabamos e subimos para o quarto. Não sabia da onde vinha tudo aquilo, mas era quase que palpável o clima de excitação no ar, que super dimensionou quando tivemos certeza de que ainda estávamos a sós em casa... D. Athina ainda não havia retornado...
Mal nos aproximamos da suíte ele já foi me agarrando e me prensando contra a parede, ainda no corredor. Não tive tempo nem de chegar à porta do nosso quarto quando Damon me beijou e suas mãos já voaram pelo meu corpo por baixo do meu vestido. Senti cada milímetro da minha pele arrepiar com o toque dele e notando isso ele intensificou ainda mais o beijo, deslizando suas mãos até onde as mesmas alcançavam, com fortes apertos que pareciam querer me marcar... Me marcar como dele...
Suas mãos então correram para trás de minhas coxas e sem demora me senti sendo levantada. Trancei automaticamente minhas pernas em volta de seu quadril, o agarrando ainda mais forte pelo pescoço. Minhas mãos corriam por sua nuca e costas e pude notar que puxava forte os seus cabelos enquanto ele me beijava, porém ele parecia não se importar. As mãos dele agarravam fortemente as minhas coxas e nádegas quando afastou a sua boca da minha a descendo pelo meu colo. Nossas respirações estavam extremamente aceleradas, mas nenhum de nos dávamos importância a isso.
Damon foi correndo sua boca por todo o meu decote quando finalmente alcançou um dos meus seios abocanhando o mamilo, fazendo-me gemer alto. Nossas intimidades conflitavam, separadas apenas por três finos tecidos e tenho certeza que ele já conseguia sentir o quão pronta eu estava, assim como eu conseguia sentir toda a potência de sua ereção me cutucando.
Prensando-me ainda mais forte contra a parede para me apoiar e ainda com um braço me sustentando ele levou sua mão livre até os lacinhos do meu biquíni de baixo e os desamarrou, puxando a peça e a tacando de qualquer forma no chão enquanto ainda mamava em mim. Senti-o desabotoando sua bermuda de tactel e abaixando sua sunga com urgência e imediatamente ele me penetrou, em uma única estocada profunda me fazendo gritar acompanhada de um gemido gutural seu, que com certeza foram ouvidos pelos funcionários no andar de baixo; entretanto, me preocuparia com isso depois, já que era impossível raciocinar com sua boca no meu seio esquerdo e suas estocadas rígidas.
Minhas costas com toda certeza doeria no dia seguinte por conta da forte pressão contra a parede, mas isso também é outra coisa que me importaria depois. Senti sua boca de volta na minha em um beijo faminto, violento, que dava ainda mais selvageria para nosso momento.
–Gostosaaa!! – Ele rosnou interrompendo nosso beijo e levando seus lábios até meu pescoço, sem cessar as investidas intensas e lentas. Ele entrava e saia de dentro de mim com calma, porém a profundidade era alem do que eu sabia que conseguia, o sentindo bem no fundo.
Sem avisar, ele me segurou fortemente pelas coxas novamente e parando as investidas por um tempo ele nos levou até nosso quarto sem cessar os beijos e chupadas no meu pescoço e colo durante o percurso, o que me manteve inerte, ainda sentindo toda a sua quentura dentro de mim.
Senti minhas costas tocando a colcha macia antes do meu corpo ser depositado totalmente sobre o colchão para em seguida ser dominado imediatamente pelos movimentos ritmados de Damon, que voltou a investir em mim na mesma intensidade de antes. Seus lábios voltaram a sugar meus mamilos, que agora estavam ainda mais expostos, inteiramente a mercê dele, e ele chupava e mordiscava, fazendo-me gemer cada vez mais.
Minhas mãos deslizavam e apertavam suas costas quando notei que ele ainda estava com a camiseta. Imediatamente, corri os dedos ate a barra da mesma a puxando com urgência, fazendo o se afastar de meus seios. Ele aproveitou e se ergueu me puxando pelo quadril com vigor, deixando-me a beirada do colchão pegando minhas pernas e as apoiando em seus ombros para então correr com os lábios por toda extensão das mesmas, dando beijos molhados e chupadas enquanto entrava em mim ainda mais fundo, vigorosamente, quase me fazendo gritar.
Antes que eu entrasse em colapso me desvencilhei de suas mãos e o envolvi pela cintura com minhas pernas, o puxando novamente para mim. Minhas mãos já escorregaram por seus cabelos quando ele me prendeu mais uma vez em um beijo lascivo. Então tudo se resumia ao seu corpo cobrindo o meu, me dominando, me envolvendo a cada segundo, até que sem muito esperar meu primeiro orgasmo veio.
Damon, sem dar importância ao meu torpor pós orgasmo me virou de repente na cama, deixando-me por cima dele. Meio débil, me apoie nele espalmando minhas mãos sobre seu peito e para me ajudar, ele segurou forte em meu quadril auxiliando-me nos movimentos após eu retirar o vestido que ainda cobria parcialmente o meu corpo.
Comecei a cavalgar lentamente, mas olhando em seu rosto e notando o quanto ele estava excitado através de suas expressões, me animei novamente, dando um ritmo mais intenso ao movimento. As mãos dele voaram para minha bunda enquanto ele se inclinava para alcançar meus seios que estavam totalmente livres do pano do biquíni tomara que caia. Seus apertos em mim aumentavam conforme a frequência em que eu me movia sobre ele e cada vez mais ofegávamos de tesão.
Senti então o toque suave do seu indicador em uma parte do meu corpo que ainda não havia sido tomada por ele, e mesmo consciente de que eu não deixaria ir adiante permiti que ele aprofundasse o toque assim como foi da última vez. Damon pareceu ficar ainda mais excitado com o ato e, afastando a boca de meus seios ele me encarou em um pedido mudo que beirava a suplica.
Ignorei o pedido desviando meu olhar do seu para beijá-lo no pescoço, gemendo em seu ouvido enquanto continuava a cavalgada sentindo sua dupla penetração em mim. Ele parecia em desespero, o tempo todo murmurando “elogios” à medida que eu me aproximava cada vez mais do segundo orgasmo. Sua mão apertando minha cintura — que com certeza deixaria marca — provava isso. E pra mim, alguns segundos a mais foi o necessário para que eu explodisse em mais um orgasmo, o agarrando forte pelos cabelos e o sentindo morder meus seios com afobação enquanto ainda deslizava pra dentro e fora de mim duplamente.
Dessa vez, pude desabar sobre ele sentindo todo o torpor pós-orgasmo tranquilamente já que ele permitiu que eu relaxasse por uns minutos ao deslizar as mãos carinhosamente nas minhas costas.
–Já ta perdendo o pique é gatinha?? – perguntou provocante ao meu ouvido enquanto retirava o dedo da minha parte de trás. – Eu ainda não acabei... – sentenciou com um meio sorriso se forçando para dentro de mim para mostrar o quanto ainda “faltava”.
–Eu... – murmurei meio mórbida.
–Vai... Levanta... — sussurrou no meu ouvido refazendo os movimentos lentamente. – Quero você de quatro... – finalizou com uma mordiscada no lóbulo da minha orelha.
Mole, precisei da ajuda dele para me levantar e me colocar de quatro, e antes que eu já estivesse totalmente a postos ele já estava em pé atrás de mim me penetrando, fazendo-me gemer alto com a súbita invasão.
Suas investidas agora eram ainda mais intensas que antes, e ele estocava forte em mim, fazendo nossos corpos se chocarem e emitirem sons como se fossem tapas. Ele me agarrava forte pelo quadril, me mantendo firme enquanto eu apenas me mantinha gemendo, sentindo milímetro por milímetro de sua extensão entrar e sair de mim em movimentos profundos.
Antes que eu me desse conta, um de seus dedos já me invadiam novamente por trás, trazendo ainda mais intensidade ao tesão que eu sentia. Damon pareceu sentir a mesma coisa já que intensificou mais ainda as estocadas, agarrando meu seio fortemente com a outra mão.
-Nossa gostosa! Gostosa, gostosa.... – murmurou arfante enquanto investia forte em mim. – Você quer eu toque aqui é?? – Perguntou em meu ouvido se referindo ao seu toque na minha parte de trás – Gosta que eu entre assim é? – Questionou mais uma vez penetrando ainda mais intenso o seu dedo no meu traseiro.
–Nossa Dam, que delícia... – murmurei de volta sem pensar, dominada pela sensação de total preenchimento, fazendo- o rugir.
Ele investiu mais algumas vezes e quando estávamos os dois ofegantes senti-o cessar o movimento de repente saindo de mim, me deixando com uma dupla sensação de vazio.
–Urghh!! – Rosnou apertando seu membro dando as costas para mim que permaneci imóvel. –Putz, eu não to' mais aguentando... – Ele pareceu tentar se controlar, respirando fundo para então logo voltar para trás de mim, ponteando a cabeça de seu membro na minha entrada e deslizando lentamente pra dentro de mim.
Dessa vez seus movimentos eram calmos, pois ele entrava profundamente e saia, deslizando e voltando enquanto grunhia, provavelmente observando seu membro entrar e sair de mim enquanto eu me mantinha refém das sensações que ele me proporcionava.
O senti me tocar mais uma vez na parte de trás, porém, dessa vez parecia ser um toque mais avaliativo já que ele movia seu dedo com cautela, contornando e entrando vagarosamente. Ainda sim, o permiti continuar com movimentos, desfrutando da sensação. Sua outra mão se deslocava pela minha bunda, ora em carícia, ora em apertos. Logo ele cessou de vez o movimento e saiu de mim, tanto com seu membro quanto com o seu dedo e, antes que eu pudesse protestar ele pincelou a glande pela minha entrada encharcada, levando lubrificação à minha outra entrada. A de trás.
Era nítido o que ele queria fazer, e mais uma vez ele repetiu a ação anterior com a intenção de me lubrificar. Permaneci estática em expectativa, conflitando em meus pensamentos, e por fim, antes que ele tentasse de vez tomar aquela parte que eu ainda não havia entregado a ele, eu recuei, o impedindo com a mão.
–Não Dam, por favor!! – Falei sem olhá-lo ao interrompê-lo.
–Você... Você não quer?? – Ele questionou bastante contido, porém com a voz exalando um desejo desesperado.
–Querer eu até quero, mas... Por favor... – Respondi suplicante para que ele não insistisse enquanto me virava, sentando de frente pra ele.
–Por que não, se você esta dizendo que quer? – Ele tentou implorativo. – Eu prometo que vou ser cuidadoso, vou ao seu ritmo. Eu... Você não tem ideia do quanto... – se interrompeu mordendo os lábios e fechando os olhos, se controlando.
–Dam, por favor... Não insiste... – Supliquei resistente o olhando nos olhos.
–Ok... Tudo bem. – Ele concordou frustrado depois de uns segundos. Curvou-se sobre mim depositando um selinho em meus lábios antes de me tomar em um beijo mais urgente.
Damon me puxou pelas pernas sem interromper o beijo. Minhas mãos corriam por suas costas e cabelo quando ele finalmente voltou a me preencher, investindo fundo como era usual dele.
Gememos em uníssono com o contato e antes mesmo de começar as estocadas ritmadas ele me levantou, pegando-me no colo pelas pernas sem nos desconectar. Segurei firme em seus ombros distribuindo chupões em seu pescoço enquanto ele caminhava pelo quarto. Antes que eu me atentasse a seus passos ele me depositou sobre a escrivaninha que havia no quarto, reiniciando imediatamente os movimentos em mim.
Sua boca foi para meus seios e com fortes chupadas ele investia em mim freneticamente fazendo-me gemer de forma continua. Suas mãos apertavam fortemente minhas coxas e ele parecia cada vez mais próximo do orgasmo.
–Ain Dam, gostoso... Eu adoro que você me fode sabia?? – Provoquei aos sussurros em seu ouvido. – Mas sabe o que eu mais gosto?? – Instiguei vendo que ele se punha mais louco com as palavras já que seus movimentos, assim como seus apertos e suas chupadas em meus seios, se intensificavam. — Que você goze dentro de mim, me mostrando o quanto você gosta também de estar assim comigo...
–Urrrghhhhh MEEEG!! – Ele gemeu em meu seio me apertando mais e acelerando as investidas até que finalmente se despejou em mim... Quente. Tomando meu mamilo com força entre os dentes. – Deus, como você é gostosa... – Murmurou direcionando seus olhos aos meus. – Você não tem ideia de como me deixa louco. – Confessou arfante se afastando um pouco de mim após depositar um beijo leve nos meus lábios.
Sorri orgulhosa pra ele pois algo assim vindo dele, que já teve incontáveis mulheres, era realmente de se orgulhar. E minha alto estima estava nas nuvens.
–Você também me deixa louca Salvatore... – Falei o afastando mais um pouco até que ele saisse de dentro de mim. – E não é pouco não... – Confessei enquanto pegava em seu membro ainda ereto e o esfregava em minha entrada que estava evacuando seu sêmen, fazendo-o gemer alto.
–Putz, Meg não faz isso... – Ele falou gemendo com excitação. – Você não sabe como eu gosto de ver isso. – Disse se forçando a entrar em mim novamente. – Você toda marcada como minha... Toda.
–Ok!! – Eu o interrompi de repente, o “soltando” enquanto eu o empurrava e descia da escrivaninha me pondo de pé. – Acho que já deu não é?? – Falei provocativa sorrindo da sua decepção eminente. – Que tal um banho?? – Questionei já mais distante o observando frustrado com a excitação literalmente nas mãos.
–Você... – Ele começou a dizer com a expressão de extremo desgosto.
–DAMON!! – eu o gritei de repente fazendo-o abandonar a frustração. – Não acredito que você não fechou a porta e ainda deixou meu biquíni e suas roupas jogadas no corredor. – Falei chocada vendo a porta aberta e as peças espalhadas no chão do lado de fora da suíte.
–Você não pareceu se importar com isso na hora... – Saiu da inércia respondendo debochado.
–Lógico!! Eu não estava ciente das coisas... – Respondi meio irritada pegando o vestido e o vestindo antes de recolher as peças e fechar a porta. – E se alguém sobe seu inconsequente!!
–Minha vó não esta em casa, e antes de subir avisei os funcionários que não queria ninguém no andar de cima. – explicou despreocupadamente.
–Isso não justifica Damon!! Nós não estamos em uma casa de férias... – Falei indo até o banheiro ao sentir o gozo dele escorrer nas minhas coxas.
–Você também não pareceu se importar com isso enquanto eu te fodia no corredor né? – Ironizou mais uma vez me fazendo bufar irritada antes de bater a porta do banheiro e trancá-la. – Você sabe que se você não abrir eu arrombo, não é? – Ele disse com toda sua prepotência do outro lado da porta enquanto eu tirava toda minha roupa após ter limpado os resquícios do seu orgasmo em mim. – Meg, eu não estou brincando...
E infelizmente eu sabia que não. Se ele resolvesse arrombar, ele faria, por isso respirei fundo e fui até a porta a destrancando.
–Por que às vezes você tem que ser tão chato e prepotente?? – Perguntei irritada o encarando.
–Porque eu estou puto!! – Ele respondeu caminhando nu tranquilamente ate a ducha.
–Ah, é? – Questionei com ironia seguindo seus movimentos com os olhos. – E posso saber por quê? – Me aproximei dele o observando ligar a ducha.
–Porque eu estou frustrado... – Ele respondeu me agarrando pelo braço e me puxando pra perto dele, debaixo da ducha. – Você me provoca e não chega ao fim. – Me prensou com o seu corpo contra a parede fazendo-me sentir sua ereção. – E eu detesto isso sabe... – Beijou meu pescoço, o chupando enquanto a água escorria por nós. — Porque eu fico com aquela sensação de “quase”, e isso me irrita pra caralho! – Finalizou me penetrando sem aviso prévio, recomeçando a velha dança que consumia nossos corpos e nunca nos fazia cansarmos daquilo.
Depois de um longo e prazeroso banho decidimos dar uma leve descansada, então estávamos nós deitados na gigantesca cama, eu deitada entre as pernas dele enquanto assistíamos a um documentário qualquer que passava na TV.
O pequeno "conflito" de minutos atrás já havia sido esquecido e Damon, bem mais calmo e menos frustrado acariciava minha cabeça tranquilamente enquanto curtíamos o silencio confortável pós orgasmos.
–Meg, eu não queria insistir, mas eu não consigo. – Damon falou após longos minutos, interrompendo o silêncio que se entendia. – Eu não entendi... Você disse que queria, mas me pediu para parar quando eu já estava... quase. Por quê?? – Conclui o raciocínio fazendo-me então entender do que se tratava. – Sei que não devia voltar nisso, mas é que ficou martelando, sabe?
–Ain Dam... – murmurei sem jeito me mantendo na mesma confortável posição. — É uma coisa minha, patético, mas é...
–Tudo bem, mas o que é?? – Questionou curioso.
–É só uma regra que impus a mim mesma... – Falei aparentando pouco caso para que talvez ele desistisse.
–Que seria...? — Insistiu me deixando sem palavras já que eu não sabia como agir. – Olha, me desculpa a curiosidade, mas é que ... É uma frustração tão grande, e... Eu nunca quis tanto. Então... Por quê?? Você tem medo?? – Questionou mais uma vez fazendo-me agora levantar para poder falar sobre o assunto.
–Não, Dam, eu queria, e muito, como eu mesma te disse... – O ouvi gemer de leve. — Mas é algo que decidi não fazer. Pelo menos não por agora... – Expliquei esperando que ele não continuasse com os questionamentos.
–Eu te juro que pode ser prazeroso, e se você queria... Eu nunca iria te machucar... – falou calmo, com extrema sinceridade e excitação transbordando em seus olhos.
–Eu sei Dam... – Respondi tranquila acreditando que ele seria mesmo cuidadoso. – E também sei que pode ser prazeroso, eu só não quero agora. Não por hora... – Expliquei novamente tentando fazê-lo entender que não era o ato em si e nem ele que me freava.
–Mas e o que você disse de regra?? – Perguntou pensativo. – Espera aí... – Me impediu de responder e percebi que a expressão de seu rosto alterou tornando-se mais rígida. – Você disse que sabe que pode ser prazeroso, você já...?
–U-Uhum.. – Murmurei confirmando, não esperando a expressão de decepção que se formou em seu rosto em seguida.
–Porra!! – Disse se levantando e deixando transparecer uma súbita irritação – Quem?? – Perguntou me olhando com certo desprezo. – Vai falar que foi o idiota do Connor??
Abaixei minha cabeça e não falei nada. Provavelmente era o ego masculino se sobrepondo... Até porque, ele pensava que pelo menos uma virgindade ele tiraria de mim, o que acabou por desapontá-lo. E como quem cala consciente...
–Preciso dar uma volta... – disse extremamente irritado sem nem me olhar antes de colocar uma bermuda e sair do quarto, não dando satisfações nenhuma e me deixando em transe.
Nunca, nunca me senti tão... Impura. Depois do transe com memórias do passado, pela primeira vez na vida quis que nada tivesse acontecido e que eu pudesse entregar tudo a ele, somente ele... Sei que isso não significava muita coisa pela perspectiva normal, já que cada um tem o tipo de vida sexual que quer, mas seu olhar de desprezo me desmontou...
Senti lágrimas inundarem meus olhos, mas as segurei e me levantei me vestindo. Fazia tanto tempo que a gente não brigava. Ajeitei meus cabelos e a roupa e sai do quarto atrás dele. A gente precisava conversar. Não era por conta disso que ele tinha o direito de agir dessa forma. E todas as tantas que passaram pelo “corpo” dele??
–Eu recomendo que você o deixe sozinho um pouco... – Escutei a voz da avó dele ecoar pela sala escura.
–Mas...
–Você conhece o Dam... – ela se levantou vindo até mim. — Não adianta querer falar com ele de cabeça quente. – pegou minha mão me arrastando para o sofá, se sentando ao meu lado.
–Eu... – Não consegui falar nada, apenas deixei que as lágrimas corressem pelo meu rosto.
–Vocês pareciam tão bem... Brigaram por quê?? – Questionou interessada.
–O Dam é... Ele é possessivo, ciumento. Ele... Ele não aceita que eu já tive outras pessoas... Eu... – falei meio apavorada.
–Ele nunca sentiu por ninguém o que ele sente por você... – Disse com convicção. — Pode ter certeza disso!!! Ele tem medo de te perder, tem medo de não ser bom o suficiente, tem medo que você não sinta o que ele sente. Ele é inseguro.
–Ele... Ele disse isso pra senhora?? – Perguntei interessada.
–Não! Mas não precisa de ele me dizer. Eu conheço meu neto. É uma cópia mais avançada do pai quando jovem. Pode parecer que não, mas o Joseph era um Damon mais “tranquilo” se me entende...
–Uhum... – murmurei triste.
–Então, deixe-o sozinho por um tempo. – apertou minha mão entre as suas. — Depois você vai atrás dele, ou então espere ele voltar. O Dam, quando se sente vulnerável, ataca, você já deve saber disso, então, para não brigarem mais e para você não se magoar, deixe-o lá... – Concordei acenando com a cabeça.
–A senhora esta certa... Eu vou voltar para o quarto. – Dei um meio sorriso para ela.
–Claro que estou! – Deu uma piscadela nada modesta. – E você mais que ninguém sabe como agradá-lo. – Piscou mais uma vez fazendo me sorrir fraco.
–Tudo bem D. Athina!! Obrigada!! – a abracei forte, provavelmente a surpreendendo. — De verdade!! – sorri fraco.
–Que isso querida... É nítido que você o ama, só ele não percebe por conta de tanta insegurança. – Respondeu com firmeza.
Fiquei surpresa com a maneira direta dela falar dos meus sentimentos com tanta convicção, mas apenas assenti antes de me afastar e me dirigir a escadaria.
Entrei no quarto e decidi tomar um banho na banheira para relaxar. Passou mais de uma hora quando resolvi sair da hidromassagem. Cheguei ao quarto e nada do Damon. Não era possível que ele fosse fazer tanto drama por causa de coisas passadas.
Vesti-me com uma camisola e me deitei, esperando que ele aparecesse. Acabei cochilando e despertei quando escutei a porta sendo aberta e por ela passar um Damon parecendo muito bêbado. Fiquei imóvel, fingindo que dormia até que senti que ele parou e ficou me observando, antes de pegar provavelmente alguma roupa no closet e sair novamente.
Esperei ele voltar por horas e ele não voltou. Acabei, que, com lágrimas nos olhos, adormecendo, pensando nas mil e uma possibilidades de ele não me querer mais... De comparar-me com as outras que ele sempre saiu e não achar mais nada de interessante.
Acordei no outro dia e eu permanecia sozinha na imensa cama, da mesma forma que me lembrava de ter adormecido. Decidi levantar e tomar um banho antes de descer para o café. Após a higiene matinal resolvi descer, mesmo de rosto inchado, esperando encontrar o Damon e poder conversar, mas mais uma vez ele não estava. O dia correu e eu fiquei o tempo toda presa no quarto, sem nenhum sinal dele. D. Athina, até me convidou para acompanhá-la em seus programas, tentou me animar, mas ainda sim eu estava extremamente chateada. Pensei em ligar pra Alice, mas eu não tinha direito de atormentá-la na viagem dela.
Passei a tarde inteira pensando em tudo até chegar à conclusão de que ele não se importava tanto quanto falava, já que se deixou abalar por algo desnecessário, além de claro, nem ao menos dar satisfação de qualquer coisa, ou mesmo notícia de vida. Até porque, ele sempre soube que tiveram outros antes dele, que eu namorei. Se fossemos julgar, como eu deveria ser em relação à ele então?
Não, não havia motivos pra tanto desprezo.
Eu é que estava sendo uma boba apaixonada incoerente, que estava se deixando levar pelas verdades que ele impunha, não as que de fato eram. Eu era inocente.
Levantei da cama irritada já pegando minhas malas. Entrei no closet e fui pegando todas as minhas coisas e jogando-as de qualquer jeito na mala, com raiva, com arrependimento. Arrependimento de ter me deixado envolver e cair nisso tudo novamente. Arrependimento por ser boba, e já estar dependendo dele tanto assim.
Lembrei-me de que tinha que pedir um carro, ou mesmo helicóptero para ir até Milão no aeroporto. Desci correndo encontrando D. Athina no piano.
–D. Athina, desculpe a interrupção, mas eu precisava de um carro... Ou o mesmo helicóptero que me trouxe, é possível? — Perguntei bastante sem jeito.
–Claro, mas porque querida?? – Desprendeu a atenção do piano e se voltou para mim.
–Estou indo para casa!! Preciso ir para o aeroporto... — justifiquei pesarosa.
–Não, não faça isso... — Ela se levantou de imediato, pegando-me pela mão. — O que foi? O Damon ainda não foi se acertar com você??
–Não é mais nem questão disso D. Athina... — Disse desanimada. — Agora eu só quero minha casa, minha mãe, minhas amigas. Eu não posso mais ficar aqui...
–Mas querida, esperem para vocês se resolverem... O Damon é difícil de lhe dar, mas ele gosta de você!! — Interveio implorativa.
–Não o suficiente, não o quanto eu achava, infelizmente!! — Respondi triste.
–Não fala besteiras... — Falou em um tom de repreensão. – Ele só é orgulhoso.
–Pois eu também tenho o meu orgulho! – respondi com uma pontada de raiva. — Ele esta há um dia todo sem falar comigo, desde ontem... E se tem uma coisa que não suporto é isso! Eu estou fora do meu espaço, vim com ele pra cá e ele simplesmente me ignora por algo que se for ver é totalmente desnecessário... — Exasperei levemente irritada. — Eu não preciso disso, eu não quero isso... — Senti meus olhos inundarem com lágrimas. — Se ele não consegue lidar com o que passou, eu não sei se posso lidar com o que esta por vir... — senti uma lágrima escapar. — Sinto muito!!
–Tudo bem querida!! Entendo seu lado... Não sei o que houve, espero que vocês se acertem. Não podem deixar que algo bobo estrague o que vi entre vocês. – sorriu triste. – Mas eu entendo sua situação, vou providenciar pra você... – Falou quando a porta foi aberta e por ela surgiu quem eu não via desde ontem, fazendo meu coração dar uma falhada.
–Obrigada!! – Desviei meus olhos dele voltando-os para a senhora que foi muito gentil comigo apesar de tudo. Dei as costas me voltando para a escada quando a voz dele me parou.
–Megan! A gente pode conversar agora?? – Disse polidamente, fazendo-me sentir mais mágoa.
–Não Damon, não podemos... – Neguei sem nem o olhar, antes de voltar a subir a escadaria.
Cheguei ao quarto sentindo que ele estava vindo atrás de mim, e assim que cheguei ao cômodo tranquei a porta, voltando a jogar todas as coisas dentro das malas, quase finalizando.
–Megan abre a porta, por favor? Vamos conversar... – nem ao menos dei o trabalho de respondê-lo. – Megan, abre!!! Se você não abrir eu mesmo faço, você esta me deixando nervoso. – mais uma vez não respondi. – Ok, só espero que não esteja na frente. – falou antes de estrondos começarem eclodir pelo quarto até a porta ser aberta batendo com tudo contra a parede. -O que você esta fazendo?? – perguntou assim que entrou no quarto, parecendo chocado.
Não o respondi mais uma vez e continuei empenhada a colocar meus últimos pertences espalhados pelo quarto dentro das malas, quando o escutei bater a porta, agora fechando-a.
–O que você esta fazendo Megan?? – Perguntou novamente agora parecendo meio apavorado.
–Acho que é obvio, não é?? – Perguntei sarcástica o olhando. – Estou fazendo MALAS!!!
–Isso eu estou vendo, quero saber o motivo! — Retrucou levemente irritado.
–Eh.. Não há motivos... só deu vontade! – Respondi na mesma hipocrisia dele.
–Eu estou falando sério Megan!! – se aproximou irritadiço.
–Eu estou saindo daqui Damon!!! – O olhei nos olhos. – E não só desta casa, mas desse rolo com você e da sua vida!!! – Fechei as malas e as coloquei no chão. – Assim você estará livre pra achar alguma virgem pra você, alguém pura, limpa... E toda sua... – Disse debochada o olhando nos olhos. – Alguém que você não tenha nojo... – completei cheia de mágoa, antes de pegar e puxar as malas em direção à porta do quarto. – Boa sorte! Espero que realmente você consiga!
Do lado de fora, sentindo uma dor interna insuportável, recebi ajuda do mordomo para colocar as malas no elevador e descê-las.
Chegando a sala, encontrei uma senhora aflita me olhando, parecendo estar triste com a situação.
–Querida, tem certeza?? Espere mais um pouco, conversem... — Interviu pelo neto mais uma vez.
–Obrigada D. Athina, por tudo!! A senhora foi incrível comigo!! Muito obrigada mesmo... – A abracei forte sendo retribuída.
–Ain querida, não faça isso... Ele não vai arrumar uma neta melhor pra mim... — Sorriu triste. — Você tem fibra, não se deixa intimidar e gosta dele, é nítido isso...
–“snif” – solucei emocionada e ao mesmo tempo com uma imensa dor. – Espero que ele ache D. Athina, de verdade... – A abracei novamente, escutando “alguém” descer as escadas aos pulos para logo eu me sentir ser agarrada pelas pernas e ser jogada sobre os ombros dele. – Damon, ME SOLTAAA!!!
–Ninguém vai sair daqui nonna... Cancele carro, helicóptero, vôo... O escambal que foi reservado... – Deu ordens, todo irritado enquanto eu me debatia tentando me soltar. – Ela não vai pra lugar nenhum... Enrico, allora si può salire le borse di nuovo, per favore... (Enrico, depois você pode subir as malas de novo, por favor...) – Completou antes de voltar, subindo as escadas novamente, ignorando meus gritos e resmungos.
–Damon, me solta!!! Me soooolltaaaa!! – Berrei sentindo uma raiva que acho que nunca tinha sentido. – Você não manda na minha vida!! PARE DE ME DAR ORDENS!! – Gritei ainda mais para logo ser jogada na cama, de uma forma bruta, sendo presa em seguida pelo corpo forte por cima de mim.
–Sinto te informar, mas você não vai sair desta casa, nem deste "rolo" comigo, muito menos da minha vida! – Me olhou sério com intensidade e autoridade no olhar. — Você acha que eu tenho nojo de você?? – Questionou direto, me imobilizando na cama com as mãos e as pernas enquanto me encarava profundamente. – Eu daria a minha vida pra ter tudo de você, Megan... Daria tudo pra estar no lugar dos otários que tiveram as oportunidades que não tive. Daria tudo pra voltar no tempo e não ter sido tão covarde como fui ha anos atrás... — Falou com uma sinceridade que explodia aos azuis de seus olhos. — O problema não é nojo... É raiva!!! Raiva de mim mesmo!!! Raiva de ter sido idiota, medroso, covarde como fui, quando tudo que eu queria era ficar com você... Desde aquela época. Raiva de ter sido burro, porque se eu não fosse tão covarde, você seria só minha. Até hoje... Ninguém nunca teria sequer encostado um dedo em você. Mas eu fui idiota. Não quis assumir, fui medroso... – Falou com extrema chateação. – Senão, eu seria seu primeiro beijo, sua primeira paixão, seu primeiro namorado, seu primeiro homem, seu primeiro em tudo... Mas eu fui a porra de um covarde, a porra de um idiota e deixei tudo passar... Eu fugi!! E perdi a oportunidade de ter sido o primeiro e único em tudo na sua vida... E é isso que me mata. Eu não tenho nojo de você, Meg... Nunca... Até porque se fossemos pra falar de nojo você nem olharia na minha cara. Foi só... Só me bateu uma crise. – confessou sem jeito. – Por conta de uma covardia de anos atrás eu perdi todas as suas primeiras vezes, que outros meros idiotas vieram e conseguiram. — Finalmente explicou, com lágrimas banhando seus olhos, confirmando que as palavras eram verdadeiras.
–Vo-você... – falei engasgada o encarando também com os olhos inundados de lagrimas. – Você foi meu primeiro amor... E pra mim, de todas as primeiras vezes, essa é a mais importante Damon... É a que mais marca, a que mais prevalece. A que vem da alma, não da carne. E é a que fica... Sexo passa, a gente pode fazer com várias pessoas, sem sentimento nenhum, não precisa nem gostar e você, mais do que ninguém sabe disso... — Agora a primeira pessoa que a gente ama...
–Eu... – Balbuciou me encarando com os olhos marejados, soltando meus braços e me pegando pela nuca antes de me beijar.
E então fizemos sexo lentamente, calmo, explorando cada sensação, cada pedaço, sem a selvageria comum entre nós dois...
...Fizemos amor.
–Você falou serio, ou era blefe?? – Questionou depois de um tempo enquanto acariciava minhas costas.
–Sobre você ter sido meu primeiro amor? — perguntei e ele acenou positivamente. — Porque eu mentiria? Achava até que você sabia...
–Não, nunca soube. — Respondeu com um meio sorriso satisfeito.
–Mas é. Foi por isso que doeu tanto quando você se afastou... Além de eu perder um amigo eu perdi mais...
–Hmm, me desculpe... Como eu te falei eu fui a merda de um covarde. — disse pesaroso.
–Tudo bem, é passado... — Acariciei seu rosto o analisando.
–Sim, mas perdi muita coisa por isso. Além de tudo fiquei dois anos longe da minha família, dos meus amigos...
–O quêêê??? – Perguntei assustada. – Você... Você sumiu por dois anos por...
–Por sua causa. — Sorriu bobo. — Ou melhor, por covardia! Por não ter coragem de assumir que eu queria você... Por medo de perder meu melhor amigo por desejar e querer a irmã dele.
–Nossa!! Eu... Eu não acredito!!! – Falei chocada.
–Pode acreditar... É a mais pura verdade... — confirmou sem jeito.
–Mas Damon, nessa época a gente nem tinha um contato amigável, a gente apenas brigava... — Retruquei buscando um entendimento. — Eu já tinha começado a namorar o Justin...
–Eu não sei o que era. Não sei se já era apaixonado por você, ou se era pela delicia que você tava ficando... — Falou sem vergonha.
–Damon!!
–Eu não aguentava nem te olhar, por isso brigava... — Explicou parecendo se recordar da época. — Você me deixava... Urgh!!! — Revirou os olhos me apertando no abraço. — Dai você começou a namorar e eu fui ficando mais puto. Naquela época o Nate também era muito mais ciumento. Ninguém podia nem falar de você, como que eu, amigo dele iria fazer algo?
–Nossa...
–Patético né?? — Disse contrariado.
–Não!! Você só preza muito a amizade... E é incrível isso. Admiro muito!! Você não sabia se era só desejo então não arriscou.
–É. Por ai...
–Mas ainda acho que eu deveria saber. A gente dava um jeito de o Nate não saber de nada... — Falei maliciosamente feliz.
–Ah é sua tarada?!! — Me agarrou me virando na cama e me enchendo de beijos e mordidinhas, fazendo-me rir. — Então ja tinha más intenções comigo desde aquela época?
–Não, aquela época eu tinha raiva de você... Só às vezes eu imaginava algumas coisas...
–Mentiraaaa!!! — me mordeu ainda mais, com um sorriso enorme estampando o rosto, fazendo-me sorrir mais. — Com o Connor? — perguntou mais do que interessado.
–Confesso!! Algumas vezes sim... — Respondi verdadeiramente, enquanto ele gargalhava e eu me lembrava de algumas vezes que transava com o Justin imaginando o Damon. Era terrível isso, mas não acontecia porque eu queria.
–Nossa! Isso é demais!! Você transar com ele pensando em mim... — Falou todo feliz. — Se eu soubesse disso na época não ficaria tão atormentando como ficava quando te via com ele.
–Ciúme? — Questionei provocativa.
–Talvez... Mas acho que era mais pra inveja na época. — respondeu pensativo.
–Engraçado que as vezes que acontecia isso era justamente quando a gente discutia, brigava!! — Expliquei recordando.
–Então era mais frequente que o normal!!! — gargalhou se achando.
–Não se ache... — Estapeie seu peito de leve. — A gente nem se via direito quando eu namorava o Justin, pois ele não suportava o jeito que você me olhava. E aí você logo viajou... — Expliquei pensativa. — Mas sabe que só agora faz sentido? Ele dizia que você me olhava com interesse, mas eu achava que era paranóia pois não fazia o menor sentido, mas agora vejo que era eu que estava equivocada... — sorri para ele.
–Pois é gatinha, você nem imagina o quanto de interesse eu tinha... — Piscou com malicia, fazendo-me sorrir por estar bem com ele novamente.
CONTINUA..... aqui!
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