No Strings Attached

23 Capítulo 21 - The reality can be amazing! Part 1


Notas iniciais
Ola pesssoas!! tudo bom??Que demora neh??? rsrsrs
Mil perdoes por isso apesar de que me desculpar nao vale de nada ja voces que ficaram tanto tempo sem capitulo, mas....
Enfim... Ejoy it!!!!

Capitulo 21

A realidade pode ser incrível... – Parte 1

Megan’s POV

–Ain, estou um pouco nervosa com o jantar amanha... – Bella comentou com o semblante apreensivo enquanto conversávamos sentados à mesa, na boate que fomos para finalizar a noite de terça feira. – Ter que falar da gravidez... Eu nem terminei a faculdade, como que meus pais vão reagir??

–Na verdade, você deveria falar com eles antes, não acha?? – Rose comentou sentada no colo do Emm.

–Ah, não sei, Rose... Na realidade eu estou indo pela onda do Ed... – Falou do noivo enquanto ele tinha ido ao banheiro. – Ele esta mega empolgado e acha que vai todo mundo ficar feliz, mas eu não sei, porque de certa forma meus pais tinham planos pra mim...

–Eh... Faz sentido... – Concordei entrando no assunto. – Mas os seus pais vão ficar felizes sim... E você não vai abandonar os planos, apenas vai adia-los um pouco em função de algo maior...

–Sim, eu sei disso, mas estou preocupada com a reação inicial deles... Tipo... É algo que foge totalmente do que eles idealizaram... Bem diferente de noivar...

–Eles aceitaram tranquilamente o noivado?? – Dam perguntou sentado ao meu lado abraçado a mim.

–Sim, minha mãe inclusive surtou, ficou super feliz... Meu pai é um pouco mais contido né? Mas ele ficou satisfeito também... A implicância dele com o Ed era no inicio, depois... Só amor!!! – ironizou o relacionamento dos dois.

–Você não deve ficar preocupada com isso não Bellinha!! – Emm opinou depois de apenas ficar observando. – Até porque, o bebe sente... Relaxa... Vocês já estão noivos, estão bem e um bebe é ótimo!! – Falou tranquilamente. – Seus pais não vão te deserdar por isso, tenho certeza... E o Charlie por mais que ele possa se desapontar de inicio, no fim, vai ser um avô babão você vai ver...

–Ainn, Emm... Tomara!!!

–Claro que sim, Bells!!! Eles não vão ficar bravos não... – Rose falou novamente. – Se tranquiliza porque senão o meu sobrinho vai ficar histérico!! – Sorriu passando a mão na barriga dela.

–É... – Bella sorriu também parecendo mais aliviada.

–Fora que se seus pais não quiserem pode ir pra casa dos meus, que tenho certeza que eles vão amar!!! – Emm brincou. – Nos enchem tanto o saco por um neto e o Ed foi, e passou na nossa frente, Rose!! – olhou para a mulher.

–Pois é... Você está muito fraco querido... – Rose respondeu debochando do marido, fazendo nós rirmos.

–Ae o papai ai... – Dam falou quando o Ed chegou a nossa mesa.

–Nossa, cara... Sabe que eu to contando os minutos para fazer o primeiro ultrassom? Para vê-lo... – Ed falou todo feliz se sentando e abraçando a Bella.

–E vocês tem alguma preferência por sexo??? – Eu perguntei animada pelo meu amigo.

–Preferência não, Meg... Mas minha intuição de mãe diz que vai ser um menino... – Bella falou sorrindo enquanto acariciava a barriga.

–Vai ser uma princesinha, amor... Eu já disse... – Ed retrucou empolgado e feliz parecendo ocultar alguma coisa, o conhecendo tão bem...

–Xiii... – Dam murmurou ao meu lado. – Acho que confio mais na Bella hein, brother??

–Vamos ver então quem ganha essa... – Bella disse sorridente, meio ironica.

–Ahh, não se esqueçam de me colocar como pediatra no dia do parto hein?? – Emm cobrou olhando o irmão e a cunhada.

–Mas não é sua área Emm... – Ed o olhou confuso.

–Como não? Esqueceu que eu sou pediatra?? – olhou como se o irmão fosse demente.

–Mas você não gosta de trabalhar com atendimento pediátrico, só especifico em oncologia... – O Cullen mais novo retrucou.

–Mas os meus sobrinhos eu vou atender, oras... – Emm respondeu revirando os olhos. – Os seus filhos... – Apontou para os dois. – Os seus... – Apontou pra mim e para o Dam me deixando levemente constrangida. – Os filhos da baixinha, do Nate, do Stef... Eu faço questão!!

–Ahh, mano!! Isso é ótimo!! Valeu cara!!! – Ed deu uma batidinha nas costas do irmão que ainda estava com a esposa no colo.

–É, cu... – Bella usou o apelido que sempre chamava o “cu”nhado por conta das provocações dos dois. – Nossa, ficamos super feliz com isso!!! É muito bom saber que nossos filhos vão estar em ótimas mãos...

–É minha obrigação cuidar do meu sobrinho!!! – Falou com um sorrisão satisfeito.

–Então vamos falar o quanto antes pra Dr. Clarissa que você será o pediatra... – Bella comentou animada. – Se der amanha mesmo...

–Ahh, mas amanha você não vai sair de casa mesmo!!! – Alice chegou da pista acompanhada do Jazz, Nate e S. já tagarelando. – Temos que te produzir Bells!!! Esqueceu foi??

–Alice, é só um jantar de noivado, ainda não é meu casamento... – respondeu revirando os olhos.

–Mas e daí?? – Retrucou enquanto sentava do meu lado e o Jazz ao lado dela. – Você esta nervosa que eu sei e tem que relaxar, até porque isso afeta meu afilhado!! – Disse convicta. – Então amanha vamos ter um dia de SPA, e nem adianta reclamar...

–E alguma vez adiantou??? – Bella retrucou debochada.

–Não!!! – Respondeu e sorriu maquiavélica fazendo alguns rirem.

–Dam, é amanha que você vai ao hospital, não é?? – Jazz perguntou mudando o assunto para evitar atritos bobos. – Acha que já vai tirar o gesso??

–Ah, eu não sei cara... Tenho consulta com o Dr. Saltzman e vamos ver... Eu to me sentindo ótimo na verdade... – Deu os ombros e me abraçou.

–Você esta se sentindo ótimo faz tempo né, porque nunca vi uma pessoa com o braço ferrado aprontar tudo o que você aprontou... – Alice se intrometeu bebendo seu drink. – Nem parecia que seu braço estava quebrado!!!

–Ué, só doeu nos primeiros dias... Eu já to bem, de verdade... E não aguento mais isso... – Completou com uma careta.

–Cara, de verdade, não sei como que você esta de boa... Você não teve um pingo de cuidado!! – Edward opinou. – Eu diria que você abusou demais!!

–Pode até ser... – concordou me olhando e dando um sorrisinho safado. – Mas espero que o Dr. Saltzman arranque essa porcaria de vez...

–Se você não esta sentindo dor acho que vai tirar sim... – Nate comentou em pé abraçado a S. pelas costas. – Fazem quantos dias já???

–Duas semanas e meia...

–Ah, então ele vai tirar uma radiografia pra ver e se estiver tudo certo... – Meu irmão disse não dando extrema importância para o assunto.

Depois disso o assunto seguiu para outros rumos e ficamos na boate ate quase 3 da manhã, pelo menos eu e o Damon. Ele dançou comigo, o tempo todo marrentinho, olhando feio para qualquer cara que sequer me olhasse, em especial a um cara em específico que não tirava os olhos de mim. Um moreno que ficou a noite toda me encarando, analisando, e eu fiquei com a sensação de que o conhecia de algum lugar, mas resolvi não me atentar a isso, pois o Dam já estava possesso, então fingi que não percebia nada.

Por fim, acho que cansado de se conter Dam se expressou dizendo que queria ir embora, que já tinha dado o que tinha que dar e tudo mais. Concordei com ele, pois não queria confusões e então avisamos a galera que estávamos indo embora e nos dirigimos ate ao carro da minha mãe, com o qual tínhamos vindo.

–Eu não estou brigando com você, mas de onde conhece aquele cara?? – Ele questionou meio irritado, assim que entramos no carro. Não sabia como, mas ele tinha sacado que não era simplesmente um flerte do cara.

–Eu não sei... – Respondi sincera, o olhando assim que dei partida e saí com o carro. – Ele me parece conhecido, mas não sei de quem se trata, juro! Não me lembro...

–Tudo bem, ok então... Pode deixar que eu descubro... Com certeza descubro!!! – Ele murmurou olhando fixamente para frente, com o cenho franzido. – Mas e então? Minha casa ou a sua? – me dirigiu um olhar safado.

–Não sei se da certo hoje... – falei com pesar, esquecendo o assunto anterior. – Amanha cedo a Alice com certeza já vai me arrastar para o SPA, como eu faria? – o olhei desapontada.

–A minha mãe já ta sabendo, se você quiser ir la em casa não terá problema para você sair cedo... – Ele falou de repente me fazendo dar uma pequena freada e o olhar incrédula.

–Eu não acredito que você falou!!! – O recriminei descrente, voltando a prestar atenção no trânsito.

–Mas quem disse que eu falei algo?? – Ele perguntou me olhando, pelo que pude notar ao olha-lo de relance. – Minha mãe só me conhece muito bem para o seu azar... – percebi certa ênfase no “seu” com um toque de ironia. – Ela sacou e nem deu pra negar... E eu também nem quis... – deu ombros.

–E eu ainda achando que tínhamos combinado... – Falei enquanto passava pela guarita do nosso condomínio.

–Meg, a gente combinou, mas se ela percebeu, eu não ia ficar negando... Se ela não falasse nada, ok... Íamos continuar escondendo, mas... – Falou falsamente com pesar.

–Ta, Damon, ta... – Respondi com descaso, meio incomodada. – Como ela reagiu?? – Questionei entrando na nossa rua.

Como ela reagiu?? – Ele repetiu abrindo um sorriso. – Ela surtou de alegria... Já queria ate preparar um jantar pra você la em casa... Parecia a Alice quando fica feliz com algo... Batendo palminha, quicando... – Contou me fazendo rir enquanto eu entrava na garagem de casa. – Minha mãe te adora... – Comentou alguns segundos depois, me olhando intenso assim que parei o carro. – Me deu um beliscão, literalmente, por eu não contar, por nós escondermos...

–Eu adoro sua mãe também... – Respondi suave o olhando. – Ela sempre foi um amor comigo, sempre me tratando como se fosse da família... – Falei me recordando de alguns momentos.

–Acho que ela sempre soube que você iria ser da família... – sorriu com um olhar intrigante. – E é por isso que acho que não tem nada de mais você dormir la em casa... – Esticou a mão direita para pegar na minha. – Tenho certeza que ela vai te tratar maravilhosamente bem amanha cedo, no café... – Fez um bico implorativo.

–De jeito nenhum que fico para o café, Damon!!! – Exasperei indignada. – Você está doido??

–Ta... Tudo bem, pelo menos você já vai dormir comigo... – Respondeu com um sorriso debochado, fazendo-me ver que eu tinha acabado de concordar em dormir com ele, que eu só não ficaria para o café... Encostei a minha testa no volante, derrotada por fazer todas as vontades dele e o escutei gargalhar. – Ahh Meg, para com isso vai... – Tentou me fazer levantar minha cabeça enquanto ria. – Vamos logo que a gente só esta perdendo tempo... – Clicou para abrir a porta e eu desencostei a testa do volante, saindo do carro também. – Você vai subir para pegar algo?

–Claro... – Respondi caminhando em direção as escadas que subia pra casa ativando o alarme do carro. Ele veio atrás de mim e colocou o braço direito sobre meus ombros, subindo a escada junto comigo. – Preciso dos meus cremes, escova de dente... Objetos de higiene pessoal, se me entende... E uma troca de roupa...

–Uhum... – concordou enquanto eu digitava a senha do alarme de casa, no painel próximo à porta de acesso da garagem. – Acho que não preciso te lembrar de que não precisa de pijama né?? – Falou sexy dando uma mordidinha leve no meu ombro assim que abri a porta, me fazendo arrepiar.

–Não, meu bem, não precisa... – Respondi de forma sexy também, o provocando. – Agora fique quietinho aqui que meus pais estão la em cima dormindo ok??? Eu volto rapidinho... – Finalizei dando um selinho nele antes de acender a luz de um dos abajures da sala e sumir pela escada.

No meu quarto fui pegando tudo rapidamente e jogando dentro de uma frasqueira: escovas, hidratantes, filtro solar, uma troca de roupa, chinelo... Enfim, tudo o que se precisa quando vai passar a noite fora. Desci as escadas e o folgado estava todo esparramado em uma das poltronas da sala de estar com um copo de whisky na mão.

–Mas é folgado mesmo hein?? – Disse indo ate ele que me acompanhou com o olhar, um olhar cheio de malicia... Sentei-me de lado no colo dele e automaticamente sua mão foi ate minha coxa descoberta devido à saia que eu usava.

–Eu só... – deslizou a mão por minha coxa enquanto me olhava nos olhos. — Me sinto em casa... – Esticou a cabeça e depositou um beijo provocante no meu maxilar.

–Que bom né... – o olhei nos olhos antes de começar a distribuir beijos pelo seu maxilar e seguir para o pescoço, nuca, fazendo o arrepiar e apertar os dedos na minha coxa. – Já que você quer mesmo fazer parte da família... – Falei no ouvido dele, mordiscando em seguida sua orelha.

–Hmmm... – Soltou um pequeno gemido. – Eu não só quero... – ele respondeu meio vacilante. – Eu vou... — completou meio entorpecido. – Agora... – Despertou da áurea de tesão colocando o copo sobre a mesinha. – Vamos logo pra casa!!

Levantamos-nos, desligamos o abajur e fomos ate a porta da frente onde ativei o alarme e sai fechando a porta. Caminhamos pela calçada, abraçados, em silencio e com certa urgência e, assim que chegamos a casa dele, ele repetiu todos os procedimentos de segurança que fiz na minha e subimos.

–Que decadência!!! – Quebrei o silencio assim que entramos no quarto dele. – Estou saindo com um cara que me leva pra casa a pé!!! Pode isso?? – Falei sorrindo me jogando na imensa cama dele ouvindo-o gargalhar.

–Decadência nada... – Ele respondeu enquanto tirava o tênis e a roupa no closet. – A senhorita Interesseira fez tudo planejado, pois sabe que o “cara” tem carro e moto, ele só está impossibilitado de pilotar... – Riu vindo só de boxer preta na minha direção. – Alem de não fazer sentido nenhum ir de carro na casa ao lado...

–Verdade... E se “ele” não tivesse uma Ferrari e uma MV Agusta, eu nunca me envolveria... – Falei enquanto ele subia por cima de mim na cama, apoiando em seu braço bom. – Até porque ele nem é lindo, cheiroso, gostoso... – disse o olhando nos olhos e deslizando os dedos da mão direita pelo seu abdômen exposto. – ... E uma maravilha na cama...

–Meg... – Falou meu nome em tom de advertência, me olhando quente. – Não provoca...

–Por quê?? – O provoquei ainda mais me esfregando nele. – Você não aguenta??

Meu bem, você esta falando com o melhor em provocação... – Deu uma piscadela sedutora – Quer testar??? – Me perguntou e, sem esperar por uma resposta prendeu meus lábios nos seus em um beijo intenso, que me fez arrepiar.

Continuamos nos beijando intensamente e logo minhas mãos vagaram por suas costas, abdômen, nuca... Por todo o corpo bem definido do deus grego em cima de mim. Ele era muito, muito bom... Mesmo “invalido” Damon conseguia deixar muitos homens com as duas mãos boas no chinelo... Ele simplesmente era perfeito na cama.

Senti meu corpo sendo girado bruscamente sobre o colchão e logo estava em cima dele ainda entre beijos e amassos. Sua mão em perfeito estado imediatamente deslizou pelas minhas costas em direção à bunda, subindo ainda mais a minha saia.

–Argh, não vejo a hora de tirar esse gesso e poder te pegar de jeito sabia?? – Falou sussurrante ao meu ouvido, fazendo-me gemer. – Eu to até com saudade dos nossos momentos nos banheiros da vida... – comentou com um meio sorriso.

– Você continua ótimo... – Disse entre gemidos enquanto ele percorria os lábios pelo meu pescoço e colo. – Continua uma delícia... – completei levando minha mão ate seu membro.

–Urgh... – Gemeu mordendo os lábios. – Tira pra mim vai... Tira tudo!! – Me olhou suplicante.

–Hmmm... E aquele lance do melhor em provocação?? – Questionei irônica me pondo ajoelhada sobre a cama. – Pelo visto já ganhei??

–Eu só disse pra você tirar a roupa! – Ele respondeu seriamente sexy me olhando. – Não tenho mobilidade suficiente para isso... – apontou com a cabeça o braço engessado.

Esse não gosta de perder de forma alguma.

–Hmm, acho que entendi errado o seu olhar de súplica então... – Comentei “casualmente” enquanto abria os botões da minha camisa.

–Fica nua e ponto!! – Ele respondeu mandão me observando atentamente. – Depois a gente vai ver quem ganha isso...

Eu, claro, não perdi a oportunidade de provocá-lo. Não respondi nada, apenas fui tirando minha roupa lentamente, ajoelhada sobre ele, que não tirou os olhos de mim em nenhum momento.

Fiquei em pé sobre a cama o colocando entre minhas pernas e, de costas, fui brincando com a barra da minha saia vagarosamente pra cima e pra baixo enquanto movimentava o corpo sensualmente.

Damon parecia estar pirando, e louco de vontade de me agarrar, mas em momento algum oscilou, me deixando fazer as minhas provocações até eu tirar tudo, ficando apenas de calcinha. Abaixei sentando-me sobre o corpo dele, sobre seu membro na verdade, e ate o gemido ele prendeu.

–Tira a minha cueca vai... – Ele ordenou sério. Eu o adorava mandão.

–Claro, gostoso! – Me aproximei do ouvido dele e falei, finalizando com uma mordidinha.

Levantei-me minimamente e dirigi minhas mãos ao cós da boxer, tirando-a devagar. Ao passo em que a passei pelos seus joelhos, Damon esticou seu braço bom e me puxou pelo meu, fazendo-me cair sobre ele.

–Você tem uma sorte em eu não estar no meu estado normal... – Falou com um tom ameaçador. – Gostosa!!!!

Vendo o meu riso debochado ele me puxou para um beijo, arrastando sua mão direita por todo o meu corpo, ora apertando os meus seios, ora a minha bunda, ora as minhas coxas, minha nuca... Por fim, ele levou a mão a minha calcinha e a puxou sem rodeios para o lado, logo direcionando seu membro na minha entrada.

–Já esta toda molhadinha é?? Você é uma delicia mesmo... – falou gemendo enquanto esfregava sua glande por toda a minha extensão encharcada.

Eu, tremula de tesão, forcei-me para baixo para que ele entrasse de vez em mim, porem, ele se esquivou, desviando o contato.

–Tsc, tsc, tsc... – Me olhou com um risinho de canto todo cafajeste. – No meu tempo...

–Dam... – supliquei mordendo os lábios.

–Calma gatinha... – Falou voltando a “se” esfregar em mim. – Ou você esta se rendendo?

–Eu não es...tou me ren...dendo... – Minha voz vacilou quando ele entrou minimamente e saiu. Deixei meu corpo cair totalmente sobre ele, completamente mole.

–Sabe... – Ele falou aparentemente calmo, voltando a deslizar a cabeça de seu membro por “mim”, o manejando com a mão enquanto beijava meu pescoço. – Acho que é melhor tomarmos um banho primeiro, que tal?? – Perguntou me deixando irritada na hora. – Você vai primeiro ou vou eu?

–Sabe o que eu acho?? – Me levantei um pouco para o olhar nos olhos, apoiando sobre o colchão com os braços um de cada lado do corpo dele. – Que pra mim, já deu essa merda... – Respondi sentando-me de uma vez sobre ele, nos encaixando. Damon gemeu alto, não sei se também de surpresa ou apenas pelo tesão.

–Ca.ra.lho!!! – Murmurou com o fôlego afetado.

–Ok... Você ven... ceu essa dro...ga... – Murmurei sentindo a “maravilha” dele deslizar pra fora e para dentro de mim enquanto eu me movimentava, cavalgando sobre ele. – Você sabe pro...vocar mais que nin...guém... Mas eu te aviso... Um.. dia... você vai se sur...preen... der...

–Espero por isso gatinha... – Me respondeu ofegante. – Eu conto com isso!!

Seguimos nesse conflito corporal sem mais dialogar, apenas entre ofegos, suspiros e gemidos. Damon, logo me arrastou para sua posição favorita, me ordenando a ficar de quatro sobre a cama para logo se enterrar em mim adotando a intensidade que já era dele: forte!

Era incrível como eu não conseguia me segurar quando transava com ele... Ele sempre me fazia atingir o meu limite da primeira vez que ele surgia... Eu nunca conseguia segurar, assim como ele nunca me deixava com apenas um orgasmo. Damon não era o melhor em provocação como ele mesmo disse, ela era o melhor na cama... Ainda mais na minha...

Exausta, acordei com os primeiros raios de sol invadindo o quarto através das cortinas abertas na janela. Era bem cedo ainda, mas meu subconsciente me despertou justamente na hora em que eu queria: 7h da manhã. Havíamos praticamente acabado de dormir...

Damon encontrava-se esparramado ao meu lado, também parecendo exausto, mas ainda sim exibia uma gloriosa beleza que ate incomodava. Não havíamos definido ainda que rumo tomaria o nosso “lance”, mas a cada dia me sentia mais presa à ele, mais dependente... Como eu conseguiria levar tudo sem ele ao meu lado agora? Sem suas ordens, insistência, atenção, safadeza... Fazíamos tudo juntos agora, não teria mais como eu simplesmente me livrar disso. Ele havia se tornado o centro das coisas que aconteciam em minha vida...

–Que tanto você me olha?? – Ele me tirou dos meus devaneios falando com a voz rouca de sono sem nem ao menos abrir os olhos.

–Ain que saco!! – Reclamei de susto. – Você não é normal, não pode ser... Não perde nada, está sempre percebendo tudo... – completei me levantando.

–Eu só sinto... – respondeu se mantendo da mesma forma.

Chato!! – Sussurrei incomodada enquanto recolhia minhas roupas.

–Não vai me dar bom dia não eh?? – Perguntou agora de olhos (semi) abertos com a cabeça levantada para observar o que eu fazia. O olhei e sorri, e, levada pelas minhas emoções atuais, me dirigi rapidamente a ele me jogando por cima o abraçando, tomando cuidado com o seu braço.

–Bom dia, DAm!!! – Falei o enchendo de beijinhos no rosto. – Como foi sua noite?? – perguntei com certa ironia.

–Hmm, muito boa apesar de dormir pouco... – Respondeu malicioso.

–Coincidência, a minha também!! – Sorri mordendo os lábios. – Agora eu tenho que ir... – falei me afastando, contra minha vontade é claro.

–Nossa, porque ta tão arredia hein?? – ele me puxou de volta.

–Dam, até parece que você não conhece a Alice!! E também, seus pais já devem estar acordando...

–Vamos tomar um banho e depois a gente toma café... – Sugeriu pidão.

–De jeito nenhum!!! – Me desvencilhei dele e me pus de pé. – Acha que vou tomar café com os seus pais??

–E o que tem??? – Questionou como se realmente não tivesse nada de mais.

–Lógico que não!!! – peguei uma toalha indo para o chuveiro. – Não ainda Dam... No mínimo a gente tem que ter um relacionamento primeiro.

–Você sabe que por mim a gente já teria... – Se levantou da cama exibindo o corpo deliciosamente nu. – Você que pediu calma...

–Claro!! – Retruquei incrédula com o posicionamento dele assim que entrei debaixo d’água. – A gente sempre se conheceu, mas na verdade nunca nos conhecemos... – expliquei ao pegar o frasco de xampu. – E relacionamento exige isso, se você não sabe...

–A gente já esta há... Dois meses juntos?? – Perguntou entrando no boxe comigo enquanto eu ensaboava meus cabelos. – E todos os dias juntos, todas as horas... Passamos um mês morando juntos...

–Com idas e vindas... – Respondi sentindo ele me abraçar pelas costas com seu braço bom. – E nada de sexo matinal... Ainda mais no chuveiro... Vai molhar seu gesso...

–Meu Deus, como você é teimosa... – Resmungou me apertando mais e depositando um beijo no meu ombro. – E mandona...

–Você adora isso... – Retruquei sorrindo provocante ao me virar pra ele. – Agora deixa eu te ajudar com o banho... – Falei e ele sorriu safado. – Só banho gatinho...

Depois do nosso dialogo matinal foi uma correria que só... O banho, claro, acabou demorando mais que o previsto, a Alice bombardeou meu celular com ligações e mensagens pelo meu atraso, foi uma dificuldade pra eu fugir da casa do Dam sem ser vista e ainda ter que inventar uma desculpa pra minha mãe, enfim...

O restante da tarde passou tranquilamente. Descansei bastante no SPA com as meninas... Deu pra relaxar e aliviar bem as olheiras da noite mal dormida. Fizemos unha, cabelo e todas as coisas dignas de uma grande festa.

O Damon sumiu durante toda a tarde, nem um SMSzinho para dizer como tinha sido a consulta, ou para perguntar como eu estava ou então para dizer que estava com saudade. Humpf. E eu ainda me deixava abalar com isso... Como se ele não fosse total bipolar.

Anoiteceu e então estava, eu, prontíssima, em frente ao grande espelho do meu closet, analisando toda a produção. Era o noivado do meu melhor amigo... Quem diria... E como o tempo passa...

Assim que escutei minha mãe me chamar, desci, encontrando meus pais e meu irmão com minha cunhamiga na sala, que alias, estava um arraso. Depois de alguns elogios, descemos para a garagem em busca dos carros para irmos ate a mansão dos Swan, que era uma casa de campo mais afastada do centro de Londres.

Assim que saímos pelo portão da garagem, eu com meus pais no carro do minha mami, e o NAte atrás com a S. no seu carro, demos de frente com os Salvatores no carro da tia Lizz. Meu pai, cumprimentou tio Joseph rapidamente e através do vidro fume, vi o Damon no banco do passageiro parecendo emburrado.

Sem dar tempo de uma conversa, tio Joseph seguiu com o carro e meu pai foi atrás sendo seguido pelo Nate. Conversamos trivialidades durante o percurso e meu pai em algum momento comentou que viu o Dam no hospital pela manha, e que pelo que ele ouviu ele estaria lá pra tirar o gesso. Fiquei contente com a notícia, e ate pensei em mandar um sms pra ele, mas como ele possivelmente estava me evitando, resolvi ignorar tal pensamento.

Depois de alguns tantos minutos, adentramos a grande casa de campo que viu as diversas gerações dos Swan’s crescer. O local estava todo decorado e pelo visto seriam bastante os convidados para o jantar. A recepção estava instalada por todo o jardim, com uma decoração lindamente impecável em tons de branco e vermelho.

Descemos do carro deixando o mesmo com o manobrista como tinham feito os Salvatores que estavam todos parados nos olhando esperando nossa aproximação. Eu e meus pais fomos andando calmamente até a família de “amigos” e percebi que Damon, que me olhava fixamente, estava mesmo sem o gesso. Sem mesmo perceber me peguei sorrindo, satisfeita com sua melhora, porem, logo que percebi o semblante oprimido dele parei de sorrir.

Meus pais cumprimentaram aos três alegremente, assim como os meus “sogrinhos” me cumprimentaram. Dam se manteve indiferente, e assim que meu irmão se aproximou com a namorada, ele deu um jeito de sair e nos deixar ali.

Irritada com a sua reação e atitude sem sentindo, o segui sem nenhuma preocupação, deixando nossos pais pra trás entretidos em uma conversa.

–Qual o seu maldito problema? – Questionei irritada o vendo caminhar a minha frente sem nem olhar pra trás, maravilhosamente bem vestido e cheiroso. – Damon, eu estou falando com você, não se faça de idiota... – completei assim que fui totalmente ignorada. – Você não vai falar comigo, é isso?? – perguntei novamente tentando acompanhar seus passos largos, mas não conseguindo por causa dos saltos altos até que ele de repente parou e se virou pra mim.

Nenhum SMS Megan... – Me recriminou sério, parecendo muito chateado. – Você ao menos quis saber como foi minha consulta ou algo assim, não falou comigo o dia todo!!! – exasperou com decepção na voz me fazendo revirar os olhos.

–Ah, é por isso então??? – perguntei soltando um riso sarcástico. – E você falou comigo, Damon?? Da mesma forma que você esperou por isso, eu também esperei se você não sabe...

–Mas eu não corro de você!!! – retrucou. – Eu não te evito, e também não sou eu quem quer esconder de todos o nosso lance... – Se aproximou minimamente me encarando com o cenho franzido. – Sabe o que parece?? – perguntou com uma expressão de repulsa. – Que você só quer um idiota que faca sexo com você... Sexo dos bons e fácil, nada mais que isso... – disse antes de me dar as costas e se afastar me deixando ali plantada no grande jardim, totalmente chocada por alguns minutos até que o choque foi substituído por um riso incrédulo seguido de uma grande gargalhada.

–Não parece que ele te disse algo engraçado... – escutei Nate falar assim que se aproximou de mim com a namorada e nossos pais, assim como os Salvatores.

–Definitivamente não!! – Minha cunhada comentou baixinho, parecendo curiosa enquanto eu ainda sorria incrédula pela carência daquele homem...

–Vocês já estavam se provocando, filha?? – Meu pai perguntou vindo me abraçar de lado, nos pondo a caminhar enquanto eu sentia os olhos da tia Lizz fixos em mim sem nenhum sorriso, diferentemente dos outros três mais velhos. Nate e Serena apenas prestava atenção em mim.

–Pai, o Damon é o Damon... – Falei meio sem jeito enquanto caminhava.

–E os dois sempre vão viver com essas briguinhas bobas... – tio Joseph completou sorrindo. – Esses dois não tem jeito...

–Ou tem... – tia Lizz contrariou agora sorrindo e dando uma piscadela pra mim.

–Eu, definitivamente, creio que eles não tem jeito!!! – Meu irmão comentou balançando a cabeça negativamente fazendo todos sorrirem.

Após isso nos aproximamos mais do espaço da festa e fomos recebidos pelos pais dos noivos depois de sermos encaminhados ate eles pela promoter e organizadora. Claro que os pais dos pombinhos estavam extremamente satisfeitos e transpareciam isso perfeitamente, assim como o casalsinho que conversava com o meu ‘neuróticozinho’ um pouco mais distante.

Após cumprimentar os futuros vovôs fui em direção ao meu casal de amigos-noivos sendo acompanhada por meu irmão e a S. para formarmos a rodinha dos “filhos” já que a dos pais estava formada. Haviam poucos convidados ainda no recinto e assim que nos viram, os noivinhos sorriram para gente e vieram nos abraçar.

Edward estava completamente tranquilo e muito feliz, diferente da Bella que parecia um poço de nervos vestido de um look rendado maravilhoso. Minha amiga estava preocupada em dar a noticia da gravidez e então todos sugerimos que ela não fizesse durante o jantar e sim de uma maneira mais particular, apenas com os futuros vovôs. Ela disse que pensaria na situação, mas que de qualquer forma teria que contar então não mudaria muito, assim, para deixa-la mais tranquila resolvemos mudar de assunto.

Damon continuou me ignorando, e claro, todos perceberam isso, inclusive Alice e Jasper que se juntaram a nós alguns minutos depois. Rose e Emm apareceram um pouco mais tarde e vieram ate nós, assim como muito dos convidados que vinham parabenizar o casal.

Com a chegada de muitos convidados, a atenção do Ed e da Bella era cada vez mais requisitada, então nós resolvemos nos sentar em uma das mesas espalhadas pelo jardim onde começamos a conversar. Mesmo emburradinho comigo, eu pegava Damon me olhando a todo o momento, o que me fazia rir internamente.

–Ta, qual o problema de vocês dois agora??? – Rose perguntou olhando de mim para o Damon percebendo o clima. – Será que vocês nunca vão conseguir ficar juntos numa boa??

Todos pararam os assuntos paralelos e voltaram a atenção para nós esperando uma resposta. Damon ignorou e virou a cara, fingindo que não era com ele, e eu, muito sem vontade de entrar em uma discussão me levantei calmamente.

–Não tenho nada a declarar, então, nesse momento estou indo dar uma volta para distrair a mente... Quem esta irritadinho aqui, é ele oh – Apontei com a cabeça para um Damon bufando antes de sair, rebolando é claro e sentindo o olhar dele queimando em mim.

Circulei por entre os convidados, cumprimentando alguns conhecidos, alguns colegas de trabalho do meu pai, outros familiares da Bella que costumava ver pelas festas, os avós do Ed que eram umas gracinhas e mais alguns outros do nosso meio social, da universidade e tudo mais.

Caminhei mais um pouco e resolvi me juntar a minha mãe que conversava com a mãe da Rose e do Jazz e com a sogra do meu irmão, Lily em uma mesa bem afastada. Cumprimentei as duas que ainda não tinha visto e me sentei ali participando da conversa ate que um tempinho depois ao observar o redor, vi meu pai ali perto conversando com um homem mais ou menos da idade dele que estava de costas para mim e com um mais novo, que era justamente o cara da boate que irritou o Dam ao ficar me encarando.

Pois é, eu realmente o conhecia.

Fiquei os olhando conversar por um tempo tentando lembrar quem era o moreno gato até que ele me viu e então trocou algumas palavras com o meu pai e os três homens direcionaram o olhar para mim. Assim que viu que eu os observava, meu pai sorriu e acenou com a mão me chamando, enquanto o moreno me encarava fixamente.

–Moças!!! – Chamei a atenção das três sorrindo, sabendo que elas adorariam o “moças”. – Com licença – disse enquanto me levantava. – Meu pai esta me chamando... Beijinhos... – Me afastei da mesa mandando beijinhos para as três que após a minha saída voltaram ao assunto que as prendiam e que eu nem sabia mais do que se tratava.

Andei por entre alguns convidados, sorrindo para alguns que me elogiavam e cumprimentavam até que por fim cheguei a “rodinha” do meu pai, que estendeu a mão pra mim e me puxou até ele, me abraçando de lado.

–Megan, você se lembra dos Grayson? – Meu pai perguntou assim que me aproximei dele apontando para os dois homens a minha frente. Claroooo!!!

Daniel. Daniel Grayson por quem tive uma leve paixonite na adolescência, aos 15 talvez? Eles eram vizinhos dos meus avós em Manchester e nos víamos sempre durante as férias. Eu e ele quase ficamos uma vez se não fosse Nate descobrir e socá-lo antes do acontecimento. Mas Ual, ele era gatinho na época, mas tinha mudado bastante nestes 5 anos... Estava mais musculoso e mais... homem?

–Grayson?? Claro que me lembro... – falei sorrindo simpática depois de alguns segundos refletindo. – Os ex-vizinhos da vovó e do vovô em Machester que desapareceram... – brinquei enquanto (Conrad?) se aproximava para me cumprimentar.

–Senhorita Archibald! – saldou pegando na minha mão. – De uma adolescente linda se transformou em uma mulher maravilhosa!! – Me deu dois beijinhos.

–Puxou a mim né Conrad!! – Meu pai babão se gabou. Conrad! Era isso mesmo.

–Ahh, obrigada!! – Agradeci sorrindo grata. – E... – direcionei meu olhar ao filho que me olhava atentamente com um pequeno sorriso.

–Presumo que se lembre do meu filho... – Ele se afastou abraçando Daniel pelos ombros, que sorriu, digamos que sexy para mim. – Afinal, vocês e seus irmãos tiveram muito mais contato que nós... – Apontou para meu pai. – Alem de Victoria e Anne, obviamente... – Victória, a esposa.

–Daniel!!! – Saudei-o sorrindo e ele retribuiu se aproximando de mim.

–Muito bom te ver novamente, Meg... – Pousou sua mão direita em minhas costas e se aproximou me dando apenas um beijo no rosto, mas um beijo mais lento. – Você esta linda!!

–Ah, obrigada!!! Você também esta ótimo!!! – Disse assim que nos afastamos. – E então??? Fugiram pra onde?? – Perguntei olhando para o pai dele, fugindo de seu olhar intimidador.

–Estamos em Nova York... – Conrad respondeu. – Fundamos uma filial da empresa por lá, que agora, na verdade, esta mais para matriz...

–Ahh que ótimo!! Melhor assim né??

–Sem dúvidas!! Da um pouco mais de trabalho, mas é excelente!!! Ainda mais agora que Daniel esta me ajudando a tomar conta dos negócios...

–Eu tento né?? – Daniel comentou sorrindo com módestia. – Ainda estou começando...

–Ah mas o interesse já é um grande passo... – Meu pai opinou.

–Mas e a astronomia?? – Perguntei me lembrando dele comentar diversas vezes que seria astrônomo.

–Você se lembra??? – perguntou empolgado e eu o respondi acenando positivamente com a cabeça. – Sabe que eu até comecei?? Mas não tinha nada a ver não... Acho que eu tenho sangue para negócios mesmo... – sorriu dando ombros. – Então fiz administração em Harvard... E estou bem na Grayson Global... Começando, mas ainda alcanço o velho aqui... – Deu uns tapinhas no ombro do pai que sorriu.

–Ahh, e você tem tempo pra isso, não é não Alec? Ainda ta com 28... Esta na flor da idade...

–Claro!! Com toda certeza!! – meu pai concordou e logo Conrad inseriu um assunto sobre coisas da empresa, de negócios e tudo mais. Eu e Daniel até nos atentamos um pouco ao assunto, mas então me entediei e Daniel percebeu.

–Que tal pegarmos alguma coisa para beber e sentarmos para bater um papo?? – perguntou sorrindo do meu tédio.

–Ótimo!!! – Respondi agradecida mas ao mesmo tempo preocupada com a possível reação do Damon à isso.

–Cavalheiros, com licença, estamos nos ausentando... – Falou todo político fazendo nossos pais sorrirem.

–Claro, esses assuntos são entediantes para mulher mesmo... – Conrad disse ainda sorrindo. – E Megan, foi muito bom te ver...

–Igualmente, Conrad!! Alias, onde estão Victoria e Charlotte? – Perguntei educadamente.

–Ah, Victória estava com Esme, com certeza você trombara com ela por ai... E Charlotte não veio... Está em Ibiza... – Revirou os olhos.

–Ain que ótimoo!!! Eu amo Ibiza!!! Nós estávamos viajando também...

–Chegaram da Grécia no começo da semana... — Meu pai completou sorrindo. – Ficaram um mês por la... Mykonos!

–Ahh mas lá é muito melhor que Ibiza... – Conrad comentou.

–Adorei lá também, mas Ibiza é Ibiza né?

–E jovens são jovens!!! – Completou com um sorriso.

–Sim!!! Agora deixa eu ir, a gente se vê Conrad... Beijo pai... – despedi ao me afastar.

–Todos vocês foram para Grécia?? – Daniel perguntou casualmente enquanto caminhávamos rumo ao lounge montado ali no jardim.

–Sim!!! Geral!!! – Sorri me lembrando de como era bom viajar com meus amigos.

–Que legal... – Ele comentou parando para pegar duas taças de champanhe de um garçom que passava. – E você e o Salvatore?? Estão juntos? – perguntou sem rodeios ao nos sentarmos.

–Hmmm... – murmurei sem jeito pela invasão. – Mais ou menos...

–Mais ou menos?? – questionou arqueando as sobrancelhas.

–Queria te pedir para que não comentasse nada sobre o que viu ontem na boate, tudo bem?

–Por quê? – questionou confuso. – Seus pais não podem saber que você se envolve com o amigo do seu irmão?

–A gente ainda esta em uma etapa complicada, então prefiro preservar... – expliquei sem graça.

–Entendi... – falou ficando em silencio em seguida. – E eu tenho chance se eu entrar na disputa?? – Questionou de repente, mais uma vez sem rodeio, me olhando intensamente.

–Você é bem direto, hein??? – Falei sorrindo tentando descontrair o clima após uns segundos assimilando.

–É o certo não é?? – deu os ombros.

–Daniel!! – Uma voz nos interrompeu e quando olhei era Victoria materializada a nossa frente nos observando de uma forma intimidadora.

–Olá Victória!! – Falei me levantando e a cumprimentando com dois beijinhos. – Como esta??

–Olá Megan... Comigo tudo ótimo e com você?? – perguntou sorrindo falsamente. Ela não gostava de mim, por conta da agressão do meu irmão contra o filho dela por minha causa. Coisa de anos atrás que parecia não ter mudado.

–Tudo excelente!!! – Sorri também falsamente para ela...

–Perfeito então... – Ela respondeu ainda com aquele olhar intimidador e desagradável com um sorrisinho hipócrita no rosto. Percebi que Daniel a olhava sério, quase bufando, parecendo querer chutar a mãe dali naquele momento.

–Hmm, — murmurei constrangida com o clima. – Bom, Daniel, acho que a gente se vê... – Falei olhando pra ele. – Obrigada pelo champanhe!! Até mais Victória! — direcionei o olhar levemente para a mãecréia (mãe+mocréia) antes de me afastar o olhando com um pedido de desculpas.

Caminhei pelos convidados mais uma vez cumprimentando alguns até que fui agarrada por uma amiga eufórica e intrometida.

–O que você tanto conversava com Daniel Grayson??? – Serena perguntou de braços dados comigo enquanto caminhávamos. – O Dam viu e esta “levemente” emputecido...

–“Emputecido”?? – perguntei sorrindo para o “novo” adjetivo.

–Não ache graça!! Ele esta o cão de irritado!! Mais do que ja estava, antes de deixá-lo la... – S. falou seria. – Seu querido irmão ainda fez questão de dizer que vocês tiveram um pequeno lance ha uns 6 anos atrás.

–Eu sequer o beijei!!! – Retruquei pasma. – Não deu nem tempo pra isso, antes de o Nate o encher de socos... – comentei e minha amiga deu os ombros.

–A questão é que o Dam esta puto!!! – paramos em um canto mais reservado uma de frente para a outra.

–Quer saber??? – Perguntei com descaso. – O Damon já esta me cansando...

–Não minta pra você mesma... – retrucou revirando os olhos. – Aliás, por que vocês estão assim?

–Porque ele é um tonto... – Bufei de saco cheio. – Ele não falou o dia todo comigo e me cobrou isso, acredita?? Mais... Ele reclamou, todo ofendido dizendo que eu só queria um “idiota pra fazer sexo, sexo dos bons e fácil... ”, palavras dele... – revirei os olhos.

–MENTIRA!!! – prendeu uma gargalhada até explodir com minha confirmação. – Não acredito Meg!!! O que você fez com esse garoto hein??

–Nem eu sei... – respondi descrente. – E eu juro que nunca imaginava que ele fosse carente!!!

–Caraca!!! – Falou ainda gargalhando.

–Pois é... – Balancei a cabeça em negação. – E agora acho que ele vai me matar enforcada por ter, talvez, achado outro idiota que faca sexo dos bons e fácil comigo. – Comentei apontando com a cabeça ao ver o insuportável delicioso gostoso vindo em nossa direção, soltando fogo ate pelos ouvidos. ­– Ele me excita todo bravo e enciumado...

–É... Até ele te pegar pelo pescoço e te matar... – Serena olhou na direção dele também. – Você sabe que ele não é normal não... Toma cuidado... E agora os dois braços dele estão bons... – Disse antes de ele chegar.

–Fica melhor ainda... – Respondi safada.

–Você não presta mesmo... – Falou rindo antes de se afastar.

Olá gatinho!! – o cumprimentei cínica assim que ele chegou perto de mim.

–Não me provoca Megan!!! – Ele respondeu super irritado me agarrando forte pelo braço e me arrastando para um canto mais afastado da festa, próximo ao grande lago que tinha ali.

–O que?? – questionei o olhando com provocação. – Você vai me bater agora???

–Que tanto você conversava com Daniel Grayson hein?? Estava relembrando os velhos tempos?? – perguntou com uma ironia cheia de raiva.

–Talvez... –respondi botando pilha. – Porque ele, apesar de seis anos, se lembra de mim... Você, esquece em questão de minutos e ainda vem querer exigir... É só eu sair da sua “cama” que já era...

–Não seja idiota!!! – Resmungou com uma careta.

–Não seja idiota você Damon!!! – me irritei tirando a mão dele de mim. – Eu nem imaginava que você estava brigado comigo... Cheguei aqui tranquila, fui falar com você feliz por ter tirado a merda do gesso, não sabendo de nada... Entendi sua falta de notícia na boa, ou você acha que só você esperou um contato? – questionei percebendo que o semblante raivoso foi se tranquilizando aos pouco. – Eu, ainda estava em um SPA, meu celular foi praticamente confiscado, e você?? Fez o que o dia todo?? – perguntei e ele não respondeu nada. – Pois é!! Então não venha me encher o saco, me estressar, porque aqui é uma via de mão dupla... Não reclame do que você também não faz!!

Ele ficou em silencio só me olhando, sem mais a carranca de alguns minutos antes. Irritada, balancei a cabeça negativamente revirando os olhos e me virei, pronta pra voltar pra festa, mas antes que eu desse o segundo passo ele me puxou pelo braço com força, me virando e fazendo nossos corpos colidirem, para então prender meus lábios nos seus em beijo intenso que foi retribuído sem receio.

–Você esta linda!! – Elogiou ao finalizarmos o longo beijo, completamente ofegantes. – E sexy pra caralho!! – me olhou nos olhos.

–E você tem problema!! – Retruquei ainda levemente irritada. – Só pode ser bipolar...

Você me deixa assim... – Falou me prendendo entre seus braços.

–Ah, Damon, pelo amor de Deus... – falei sem animo tentando me desvencilhar dos braços dele e me afastar. – Esses seus chiliques me cansam... – Disse ainda presa entre os braços dele já que quando tentei me afastar ele prendeu mais.

Mais uma vez não me falou nada e ficou me encarando até se aproximar e me pegar em mais um beijo, que foi se intensificando e esquentando com o passar dos minutos fazendo-me sentir, em pouco tempo, algo crescentemente rígido conflitando com a parte baixa da minha barriga. Permanecemos nesse amasso por muitos minutos e cada vez esquentava mais.

Dam... – murmurei excitada interrompendo nossa empolgação. – Você se lembra de onde estamos? – ele agora beijava e mordiscava meu pescoço. – Por favor, para...

–Ninguém esta vendo a gente aqui... – Ele murmurou de volta sem parar com as caricias. As mãos dele deslizavam pelo meu corpo e às vezes ameaçavam levantar meu vestido.

–Dam, nãoo!! – Respondi vacilante, o que o fez intensificar ainda mais o amasso, descendo os lábios para meu colo, com dificuldade pelo pouco decote, e entrando com uma das mãos por baixo do vestido.

Cada vez que ele subia mais a mão, mais quente e mole eu me sentia, pois ele ainda não tinha percebido, mas havia a ausência de uma peça do meu “look”, o que me deixava mais à mercê dele, e muito, mas muito mais excitada.

Que porra... – Ele murmurou confuso parando seus movimentos assim que sentiu a tal “ausência” ao subir mais a mão por baixo do vestido. – Você não... – Se interrompeu me olhando, mas não antes de me fazer entender completamente o que ele ira dizer...

–Não seja ridículo!! – Respondi com desprezo e com uma leve irritação. Talvez se eu não tivesse tão extasiada pela excitação, eu teria o estapeado. – Eu estou sem porque o meu vestido é todo rendado e eu não tinha um tapa sexo... – Expliquei já tentando me afastar só pelo pensamento dele. – E só para deixar bem claro e para que não fique nenhuma dúvida: EU NÃO DEI PARA O DANIEL OK? – forcei o empurrando com os braços, tentando me livrar dele. – Me solta, Damon... Eu vou voltar pra festa!!! – Soquei como pude seu peito algumas vezes e ele manteve-se firme me segurando.

DESCULPEEE!! – Ele falou mais alto me olhando nos olhos enquanto me prendia. – Me desculpe por ser tão idiota com você, ok?? – Me encarou profundamente. – Tá, eu sou a porra de um inseguro e nem sei por que, mas talvez seja porque você não quer ao menos falar para os seus pais que você esta comigo...

Damon, não vem com essa historia de novo, você pensa que eu sou o que??- Questionei irritada ainda tentando me soltar. – Eu não sou como as vadias que você costumava ter na sua vida, ok?? Apesar de eu ter ficado com você da forma que eu fiquei NÃO ME COMPARE A ELAS!!!

–EU NUNCA TE COMPAREI!!! – Ele retrucou no mesmo tom e ofegante como eu pela força que eu fazia ao tentar me soltar e ele ao me segurar.

Ficamos nos encarando com a irritação saindo pelos olhos dos dois, mesclada com o tesão e excitação provenientes de momentos antes até que ele me girou, praticamente me jogando contra a parede e me beijou, nos encaminhando de volta ao amasso que fora interrompido.

E dessa vez Damon não parou. Quando fui ver ele já estava entrando e saindo de dentro de mim, os dois gemendo baixinho e ofegando sem se preocupar sequer se alguém nos veria ali, naquela situação. Ele, em algum momento, havia sussurrado que seria rápido e de fato foi, pois em poucos minutos o senti se derramar em mim enquanto eu também atingia meu orgasmo.

–Eu não acredito que acabamos de fazer isso... aqui... Na casa dos pais da Bella... – Exasperei decepcionada comigo mesma.

–Qual o problema? Ninguém ao menos nos viu... – Ele respondeu também com a voz ofegante, ainda dentro de mim, me abraçando.

–Damon, isso não esta certo... – balancei a cabeça descrente. – Meu vestido!!! – falei de repente me lembrando de que o vestido era rendado e que a parede era toda... Áspera. Porém, não foi a textura que senti ao tatear a parede atrás de mim. Observei melhor e vi que estávamos encostados em uma parede de vidro recoberta no interior por uma cortina, a uns dois metros de onde estávamos antes.

–Você jura que não me percebeu te arrastando pra cá? – Ele questionou me olhando incrédulo. – Eu vi que seu vestido era de renda e que aconteceria um estrago naquela... – ele apontou. – ...parede. Por isso resolvi vir mais pra cá.

–Como você pensa nessa porra toda sendo que eu sequer lembro meu nome?? – o estapeei revoltada comigo fazendo o gargalhar. – Eu te odeio!!! – falei emburrada.

–Odeia nada... – Ele retrucou sorridente me beijando em seguida.

–Rum... – murmurei ainda emburrada o olhando de canto com o rosto virado – Agora me fala senhor esperto, como você vai sair de dentro de mim sem me lambuzar inteira??? Eu sequer tenho um misero guardanapo!!!

–Eu tiro minha cueca, você se limpa e depois se livra dela. – Deu a solução me fazendo sorrir. Ele pensava em tudo mesmo.

–Pois então trata de agilizar por que já devem estar sentindo nossa falta... – O empurrei levemente fazendo ele “sair” de mim.

–Espero que não seja o Grayson... – Respondeu mal humorado enquanto se desfazia da roupa para tirar a cueca.

–Para de ser ciumento, Damon!!! Eu sequer o beijei na minha vida, pelo amor de Deus... – falei vendo ele me olhar surpreso. – Não vá por tudo que o Nate diz... – Falei o recriminando. – Ele é meu irmão, mas não sabe de tudo da minha vida!!! – finalizei assim que ele me entregou sua cueca e se vestiu novamente.

–Muito melhor assim, porque mal sabe ele que conseguirá sequer outro beijinho no rosto vindo de você... – disse sério.

–Você não é meu dono Damon... – Respondi tranquila, o olhando.

–Você que pensa!! – Ele também falou tranquilo me encarando. – Você se perdeu no momento em que confessou que era minha Megan... E agora não tem mais volta... – disse antes de sair dali e me deixar sozinha com uma das provas do que ele havia falado, escorrendo por entre minhas pernas. Eu já nem tinha mais controle sobre mim perante ele...

Eu não acredito que vocês transaram aqui!!! – S. murmurou assim que me juntei a ela de volta à festa após ter me limpado direitinho em um banheiro.

–Nem eu... – respondi totalmente decepcionada com a minha pessoa fazendo minha amiga rir.

–O humor do Dam se transformou totalmente! – Observou enquanto o olhava.

–Percebi!!

–Ei, porque você esta assim? Vocês não se acertaram? – Ela perguntou me olhando atentamente.

–Eu to perdida com esse homem... – suspirei vendo-a gargalhar.

A festa continuou, eu e o Damon ficamos bem, nada de sinal do Daniel e então foi a tal da hora oficial do noivado... Com pais e mães presentes... Avós, tios, primos, primas, irmãos, amigos e tudo mais... Foi muito emocionante todo o “procedimento”. O Ed se derreteu todo, fazendo uma linda declaração que fez Bella derramar litros de lágrimas.

–Bom pessoal... – Edward pegou o microfone fazendo-me crer que essa seria a hora em que eles diriam da gravidez e pela troca de olhares na nossa mesa, todos entenderam assim. – ...Queremos aproveitar a atenção e presença de todos vocês para comunicar algo... – trocou um olhar terno e cheio de amor com a noiva. – A verdade é que quando algo é pra ser, de fato será... – Ele deu uma pausa sorrindo feliz. – Pra quem não sabe, nós passamos as férias toda na Grécia com meus irmãos e amigos, nossa família... – Olhou para nossa mesa sorrindo. – E foi lá, em um lugar lindo e paradisíaco, que decidi pedir a mão dessa mulher maravilhosa aqui em casamento e óbvio que ela aceitou já que estamos aqui... – Os dois sorriram, Bella parecendo bastante nervosa. – O que eu quero dizer é que nosso destino já estava escrito, pois assim que chegamos aqui em Londres descobrimos que estávamos grávidos!! – Contou de vez a noticia e logo se armou uma algazarra. Alguns gritaram parabéns, outros comentavam a noticia, outros sorriram empolgados. – Mãe, pai, Reneé, Charlie... Vocês serão vovôs!!! Vóóó, você será bisa hein??? – Sorriu todo feliz explicando. Tia Esme e Tio Carl já se abraçaram parecendo imensamente felizes, Reneé e Charlie pareceram em choque por alguns segundos, mas logo já adotaram um semblante emocionado e se abraçaram, indo os quatro abraçar também os filhos. Nessa hora Bella pareceu respirar aliviada e Edward, sem deixar isso passar despercebido, a beijou na cabeça. – Estamos de sete semanas... – Continuou falando. – E em breve nossos filhos estarão aqui entre nós... – Nossos filhos??? Me questionei sem entender.

–O Ed, se empolgou até disse nossoS filhoS... Ou foi só eu que entendi isso?? – Alice comentou confusa também percebendo o plural na frase.

–Sim, são dois galera... – Edward disse olhando diretamente para nossa mesa, fazendo todos nós ficarmos surpresos. – Como vocês descobriram a gravidez em si, praticamente antes que a gente, nós deixamos pelo menos essa surpresa para agora!!! – Explicou ainda sorrindo e Bella confirmou acenando positivamente com a cabeça também sorrindo e muito, muito emocionada.

DOIS ???? – Dam gritou empolgado, já meio alterado pela bebida. – AI SIM HEIN MOLEQUE!!! – Gritou sorrindo fazendo todos rirem, inclusive a gente.

–Viu só, brother? – Ed respondeu a ele também sorrindo acho que percebendo que ele já estava meio bêbado. – Aqui a coisa não é fraca não... – levou um peteleco brincalhão de Charlie que em seguida o abraçou camarada. – Com todo respeito sogrão... – falou novamente ao microfone em meio as risadas dos convidados. – Bom, era isso gente... Nós estamos muito felizes com este presente e super empolgados... Não vemos a hora de nossos filhos estarem aqui entre nós, e muito, muito obrigado pela presença de todos!! – concluiu deixando o microfone de lado ao tempo em que todos bateram palmas entre gritos e assovios.

Após isso, o momento duplo dos parabéns estava em aberto. Bella e Edward foram indo mesa por mesa conversar com os convidados e receber as felicitações. Quando chegaram a nossa mesa, uma das primeiras que eles se dirigiram, foi uma bagunça que só. Dam e Nate já o agarraram fazendo maior farra, pela mega potencia de um dos machos alfas ao já fazer dois de uma vez... Eu e as meninas reviramos os olhos para essa. Patéticos.

Parabenizamos nossos amigos e Bella radiava felicidade, assim como meu amigo. Os dois ficaram um tempinho conversando com a gente, explicando e nós especulando tudo, inclusive como eles conseguiram guardar segredo de nós.

Logo a pista de dança foi liberada e as maiorias dos convidados já se jogavam em coreografias ou passinhos tímidos motivados pelo álcool. O DJ, mixava bastante os estilos, e épocas, agradando a todos.

Eu ainda estava tranquila sentada à nossa mesa conversando com minhas amigas. Dam estava leve agora, feliz, se divertindo com os amigos. Daniel foi esquecido, o vi alguma vez ou outra, mas não passou de algumas trocas de olhares. Eu sabia que se o visse novamente ele voltaria com a pergunta que foi interrompida pela querida mãe dele.

Dam, de vez em quando, vinha até mim e me roubava uns selinhos, ou então me dava um beijinho ou outro na nuca, pescoço, e se alguém que nos conhecesse bem estivesse vendo essas cenas com certeza sabia que alguma coisa havia mudado. O bom era que geral já estava meio alterado por conta do álcool, então ninguém estava muito atento ao que acontecia.

Meio cansada já de tanta dança e com um salto 12, decidi me sentar um pouco e comecei a observar os convidados todos se divertindo pelo grande jardim. Damon vez ou outra me olhava, daquele jeito, e então algumas vezes parecia dar um meio sorriso triste. Em alguns minutos ele também desistiu de ficar em pé e se juntou a mim, em completo silencio.

Ficamos sentados lado a lado e ele parecia viajar em algum pensamento que deveria ser muito importante já que ele estava muito concentrado e sequer trocou uma palavra comigo. Fiquei o analisando e percebi que ele concentrava sua atenção em alguns casais pela festa, ora meus amigos, ora outros.

–Eu não sei por que você não conta logo de vez para seus pais... – Ele comentou depois de vários minutos, com o olhar preso no Nate que dançava abraçado a S., em total clima de companheirismo e carinho, ao trocar olhares e algumas palavras e sorrisos.

–De novo esse assunto Dam?? – Perguntei me sentindo pressionada.

–Meg, eu não quero ter que continuar escondido, qual o problema?? – respondeu agora me olhando, falando arrastado, já um bem alterado pela bebida. – Olha... – apontou nossos pais conversando. – Nossa família se da tão bem... Seu pai e sua mãe gostam de mim, eles me tratam como um filho...

–Por isso mesmo, Damon!!! – Exasperei cansada. – Eles vão se chatear por sempre pensarem uma coisa e acontecer assim...

–Eu não acho isso... – Resmungou com uma careta contrariada. – Por que por mais que nós não nos déssemos bem, eu sempre te respeitei...

–Damon, a questão não é essa... – Ponderei tentando explicar ate me desencostando do encosto almofadado da cadeira.

–Tem também o fato de que a gente se gosta... Eles vão entender... – Ele me interrompeu carinhoso.

–Eu sei que a gente se gosta, Dam, mas é que é não tem porque falarmos agora... – murmurei insistente. – Eu preciso...

–Quer saber, MEgan?? Você não tem mais argumento!!! – Me interrompeu se exaltando e se levantando. Eu digo que ele é bipolar. – Se você acha que não tem porque falar para os seus pais é porque você não esta acreditando na gente, e se você não esta acreditando na gente, em mim, eu não tenho porque continuar com isso, me esforçando o tanto que estou pra ficar bem com você... – Falou de uma vez fazendo-me sentir uma coisinha no peito. – Eu não tenho porque, pela primeira vez, ficar insistindo com uma garota que esta pouco se fudendo comigo e com o que eu sinto... Se eu tiver que ficar fazendo isso, que seja por alguém que realmente se importe... – finalizou com o olhar totalmente cheio de irritação e rancor.

–Damon, eu me... – Tentei argumentar em defesa das acusações.

–Não, Megan!!! – Interrompeu não me deixando falar. – Acho que pra mim já deu!!! Você não precisa falar mais nada agora porque não temos o que falar, ok?? Eu cansei!!! – Me olhou nos olhos, falando de forma fria e decepcionada.

–Dam, por favorr!!! – pedi suplicante estiquei minha mão para pegar a dele.

–Não Megan!! – Tirou a mão rapidamente de mim. – Podem nos ver... – ironizou irritado.

–Damon, para de ser criança!! Eu gosto de você, eu quero ficar com você!! – Disse me exaltando também o olhando nos olhos, ainda sentada. – Será que é tão difícil de entender que você é importante de verdade para mim?? Eu estou só te pedindo um tempo... – Completei vendo- o recuar a postura para mais calmo, rendido... – Você acha que eu não quero poder ficar com você sempre que eu quiser, sem me preocupar, esconder... Mas é que as coisas estão muito recentes... Aconteceu tudo muito rápido, intenso...

–E isso não é bom?? Mostra que os sentimentos são verdadeiros... É bom que seja intenso... – Se declarou calmo novamente, baixando a guarda. – Eu gosto tanto de você... – me olhou com pesar. – Não sei por quê... – ele mesmo se interrompeu. – Quer saber?? Deixa pra lá... – Falou antes de baixar a cabeça e se afastar.

Chateada com toda a situação voltei junto das meninas e ficamos conversando, ou melhor, tentei entrar na conversa, mas eu só conseguia pensar nos motivos da nossa briga. As meninas perceberam o meu jeito e me questionaram, fazendo me contar o que havia acontecido. Elas, claro que apoiaram o Damon pra variar, todas bastante admiradas com a atitude dele. “A bebida às vezes ajuda”, “Tem horas que o álcool nos ajuda a refletir, pensar e entender nós mesmos”, “tem gente que demonstra mais o que sente bêbado..” Essas foram as filosofias após todas ficarem contra mim... O álcool como “incentivador” e “maquina da verdade” tornou o assunto do momento, o que me fez bufar e ignorá-las.

Não era errado eu querer um tempo, sabia que não era, então porque todo mundo agia como se eu tivesse errada?

Após uns minutos refletindo, notei que o assunto das meninas agora sobre os gêmeos da Bella e do Ed, como eles teriam que se dobrar pra cuidar e tudo mais... Eu, sem condições de opinar em alguma coisa resolvi sair dali um pouco. Afastei-me ainda perdida em um turbilhão de pensamentos e quando fui ver, já tinha caminhado para longe da casa, estando próxima ao lago em que anteriormente eu e o Damon... Droga!!!

Fiquei ali alguns minutos pensando em todos os recentes acontecimentos até que a brisa fria vinda do lago me fez querer voltar para a festa. Porque será que tudo tinha que ser complicado comigo???

–Megan??? – Uma voz me chamou assim que cheguei próxima à casa da piscina.

Olhei para o lado e vi que era Daniel o dono da tal voz. Ele estava encostado em um pilar da varanda da pequena casa.

–Oi... – Respondi sem muito jeito, já que ele possivelmente estava o tempo todo me observando, alem de que eu sabia que ele voltaria a fazer a pergunta que o deixei sem resposta há um tempo antes.

–Tudo bem?? – Perguntou se desencostando do pilar e vindo até a minha direção. – Você parece meio chateada...

–Ah, nada de mais... – Sorri educada para ele. – Estava só pensando na vida... – Respondi e ele sorriu mais uma vez arqueando a sobrancelha, como se tivesse entendido o que eu estava pensando de fato.

Ele parou ao meu lado e ficamos os dois em silencio olhando em direção ao grande lago.

–Sabe... – Quebrou o silencio após alguns poucos minutos. – Ainda me lembro da época em que nos conhecemos... – Disse enquanto nós dois ainda mantínhamos o olhar fixo no lago. – E incrível como você ainda tem o mesmo semblante leve e alegre de antes... – Virou a cabeça em minha direção me olhando ao dar um pequeno sorriso de canto. – Se tornou uma mulher maravilhosa, mas ainda tem a áurea da adolescente que conheci... – Continuou falando, voltando a olhar para o lago, assim como eu. – O que eu mais detestei em ir embora daqui foi não poder te ver mais... – Confessou parecendo realmente sentir isso. – Você se lembra daquela ultima festa?? – Soltou um riso alto agora.

–Na verdade eu nem gosto de lembrar... – Fiz uma careta com a lembrança, sorrindo em seguida. – O meu irmão sempre foi um ciumento ignorante...

–Ele não ia com a minha cara de jeito nenhum... – Comentou de boa, ainda sorrindo.

–Ele não ia com a cara de nenhum garoto que tentava se aproximar de mim com intenções alem de amizade... – revirei os olhos com a lembrança.

–Nossa, se não fosse você aquele dia, acho que ele me mataria... – Revelou sem constrangimento e nenhum rancor aparente pelo grande sorriso.

–Era o mínimo que poderia fazer por ter um irmão idiota né?? – Falei brincalhona. – E eu juro que se ele não parasse eu cumpriria mesmo minha ameaça...

–Ele parou todos os movimentos na hora, quando você disse que alem de visitar o vestiário do time dele apenas de biquíni ainda ia fazer um striptease em qualquer festas daquelas... – lembrou quase gargalhando. – “Isso se eu ainda não resolver pedir uma “carona”, ou fizer uma visitinha para alguns dos seus queridos “inimigos”...” – Me imitou com uma voz ridícula fazendo-me gargalhar.

–Você ficou me olhando com os olhos arregalados... – Ri me lembrando da cena. – E sem entender nadinha da minha ameaça, achando que não resolveria e que ele continuaria te espancando...

–Não mesmo... Eu não tinha ideia de que seu irmão tinha tanto ciúme de você... E naquela época ele já era meio “fortinho” por causa do futebol americano... – disse ainda sorrindo. – Eu, mesmo mais “velhão” ia apanhar dele fácil... Hoje já daria uma boa briga... – Se gabou.

–Espero que não tenha sido pelo trauma, que você resolveu frequentar uma academia... – Brinquei me virando minimamente e dando um soquinho de leve no tríceps dele, o fazendo rir comigo.

–Não, não... – Negou mantendo o sorriso no rosto enquanto me encarava com uma intensidade diferente. – Mas é bom então que dá pra notar... Porque ai pelo menos já bota um pouquinho de receio...

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–Pois é... – Concordei sem jeito pelo olhar intenso dele, voltando então a prestar a atenção no escuro a nossa frente.

Daniel era um cara bacana... Não tivemos tempo de conviver muito, conhecer bem um ao outro, mas tempo em que convivi com ele, sabia que ele era uma boa pessoa. Inclusive há cinco anos tínhamos um vinculo legal, que já estava se tornando uma amizade especial, mas que a distancia interrompeu...

–Eu...

–MEG!!! – Alice chegou me chamando, interrompendo o que Daniel falaria, o que me deu certo alivio pois provavelmente seria algo constrangedor pelo jeito dele. – Ow, me desculpe Daniel... – Sorriu sem graça para ele. – É que eu preciso falar urgente com a Meg... – Disse já perto da gente, me pegando pelo braço.

–Não... Sem problemas, Alice!!! – Sorriu simpático e fixou o olhar no meu. – Fiquem a vontade, tenho certeza que não faltarão oportunidades... – Me encarou intensamente de novo antes de se afastar.

–O que foi isso?? – Alice perguntou descrente enquanto acompanhava com o olhar Daniel se afastar.

–Foi isso... – Suspirei incomodada, desviando o meu olhar dele se afastando e olhando para qualquer ponto sem ser o rosto da minha amiga.

–E “isso” não é o motivo do Dam estar bebendo horrores, não é? – Questionou agora me avaliando, enquanto tentava não encará-la. – Faz uns 30 minutos que você sumiu e o Dam esta começando a dar trabalho...

–Nossa! Já faz tudo isso? – Perguntei surpresa com o tempo que passou, agora a olhando nos olhos que me retribuía de uma forma avaliativa. – Então... Pode ser... – Fiz uma careta desanimada. – O que ele ta aprontando??? – perguntei sem obter resposta já que ela me olhou com aquela cara de “você me explica primeiro”, fazendo me bufar de leve. – Na verdade nunca achei que o Damon fosse inseguro... – confessei pensativa.

– Vocês brigaram?? – Alice não estava na rodinha quando o “sermão” pra cima de mim foi dado, então estava meio por fora da situação.

–A gente teve uma discussão... – Respondi cansada.

–O que houve?? – perguntou me dando o braço enquanto caminhávamos de volta pra festa.

–Ah, ele quer contar da gente... – Falei emburradamente contrariada.

–E o que tem isso Meg?? – Alice perguntou verdadeiramente sem entender. – Eu já disse pra você o que eu penso...

–Eu não quero!!! – Teimei convicta.

–Vai te entender viu... – Murmurou sem questionar nada, balançando a cabeça negativamente. – Você tem que deixar esse receio de lado senão não vai dar certo... – me olhou séria antes de me dar um beijo no rosto e se afastar se enfiando entre os convidados pela pista de dança, já de volta ao local da festa.

Andei um pouco pelo ambiente e encontrei Damon um pouco mais afastado ao oposto de onde vim, bebendo sozinho, sentado com as pernas esticadas sobre outra cadeira, parecendo refletir, pensar ao mesmo tempo em que entediado...

–Dam?? – O chamei me sentando com ele à mesa.

–Eu não quero falar com você... – Falou mal humorado e já beem alterado pela bebida.

–Porque você ta enchendo a cara? Será que a gente não pode conversar e você parar de agir como criança que quando não tem o que quer faz birra? – Me irritei especialmente com a indiferença dele.

–Eu vou beber enquanto eu quiser... – retrucou ignorante. – Estamos em uma festa... - Ahhh jura??? – Essa é a graça... – completou frio, sem nem me olhar.

Respirei fundo algumas vezes sem o encarar, tentando manter a calma e paciência. Vi de longe Daniel se dirigindo a saída, provavelmente indo embora e me senti aliviada por isso. Inspirei e expirei mais algumas vezes e decidi tentar conversar novamente...

–Dam... – Comecei a falar virando-me de frente pra ele. – Eu só quero que a gente fique bem, que você fique bem... – Pedi suplicante o olhando enquanto ele se mantinha indiferente, na mesma posição, sem vacilar. Paciência Deus, paciência... A bebida às vezes ajudava mas tinha horas também.... – Damon?? – O chamei novamente e ele continuou me ignorando, com o copo na mão balançando o liquido, parecendo muito interessante o que ele via pela frente. – Por que você é tão difícil hein?? – Bufei já me irritando e olhei para os lados percebendo certa atenção na gente, em especial da minha “sogra”. Respirei mais fundo ainda. – Damon, será que da ao menos pra você olhar pra mim? – insisti novamente voltando minha atenção pra ele. E mais uma vez nada... Mais alguns minutinhos se passaram e ele continuou da mesma forma, irredutível, fazendo-me tentar apelar para outro método que raramente falhava. – Dam, para com isso vai... Vamos ficar de bem... – toquei-o no braço e ele me olhou de canto, sem se virar, só movendo os olhos. – Achei que íamos ficar juntos hoje depois da festa, que estava tudo certo entre nós... – fiz manha e ele pareceu se render minimamente já que se mexeu na cadeira, incomodado. – Dammm... – Chamei denovo. – Vai gatinho... Olha pra mim... – pedi mais uma vez sem retorno. – Se a gente ficar assim como quer que eu viaje com você?? – perguntei apelando para a chantagem.

–Eu sei que você não vai comigo... – Ele respondeu sem me olhar uns segundos depois. – Não sou idiota Megan... — falou friamente olhando fixamente para frente. – Talvez seu amiguinho se iluda com as coisas que você fala, mas eu não... – Alfinetou fazendo-me crer que ele me viu conversando com o Daniel. Ué, cadê todo o ciúme e possessividade? – Como vai dizer que vai viajar comigo amanhã se não quer nem deixar claro que estamos envolvidos?? — perguntou irônico olhando agora para a direção oposta a que eu estava. – A gente ao menos se dava bem antes para fingirmos que seria um passeio de amigos... – debochou acidamente.

–Eu vou com você Dam... – falei ainda o olhando e sendo visualmente ignorada. Pelo menos ele já havia falado comigo. – Eu quero ir... – Confessei percebendo que ele estava muito, muito chateado pela quantidade de acidez e indiferença. Pois Damon era assim... Quanto mais chateado, magoado, triste; mais acidez, mais indiferença, mais desprezo... – Eu quero tanto quanto você, um momento só da gente... E você me convidou e eu já aceitei, não vou voltar atrás... – falei convicta. – A não ser que já não queria mais minha companhia... – falei sentindo uma coisinha bem parecida com medo e percebi ele revirar os olhos. – Por que você precisa tanto que eu conte para meus pais e todo mundo? – resolvi perguntar ao receber a ausência de resposta dele à minha pergunta. – Por enquanto não está bom assim? – perguntei e mais uma vez ele não respondeu. – A gente viaja, eu me preparo e quando a gente voltar nós podemos falar... – Acariciei levemente com os dedos o braço dele por baixo da manga da camisa que estava já meio arregaçada. – Eu não quero me esconder se é isso que você pensa, muito menos me envergonho de me relacionar com você, eu só acho que a se gente resolveu curtir sem assumir nada por enquanto, talvez isso não exija algo como “contar aos pais”... Talvez você queira tanto assim porque temos um vinculo e para tudo temos que ficar nos escondendo, mas não é assim que acontece de fato. – continuei explicando e ele ainda assim não me olhava... Oooo garoto marrento!! – Então, por favor, não fique assim... – pedi novamente, mantendo toda uma afetuosidade com ele, sem me importar com quem pudesse estar nos observando no final das contas. – Eu quero que a gente fique bem porque é ótimo quando isso acontece... Eu me sinto mais leve, mais feliz, e mais animada para tudo... Me sinto imensamente bem... – Ele ainda não me olhava!!! Já estava entrando em um campo mais sentimental e ele se mantinha me ignorando. – Você tem que colocar na sua cabeça, Dam que eu quero você, que eu quero ficar com você... É isso que importa... –confessei rendida. – Mas eu também te entendo... Você nunca teve nenhum tipo de envolvimento assim... É novo pra você, então são validas essas crises de pelanca... – Dei um meio sorriso ao ver que ele me olhava a todo o momento de canto de olho e que revirou os olhos para o que eu disse. – Vai, tira essa carranca, vai gatinho... Vamos fica em paz... Eu te juro que não só quero sexo bom e fácil... – Ri debochada lembrando-me dele falando disso, fazendo-o mais uma vez revirar os olhos. – Por favor, Dam... Não seja tão chatoo... – pedi extremamente manhosa, quase que pendurando nele. – Por favor, amor... – Pedi novamente e, apenas quando ele me olhou nos olhos de repente, com um olhar intrigado que notei o que eu tinha falado, ou melhor, do que o tinha chamado. – Eu... – Tentei falar algo me sentindo completamente sem jeito, totalmente sem graça e mais um monte de coisas...

–Tudo bem... – Ele murmurou desviando o olhar e piscando seguidamente com uma expressão confusa. Fiquei ali perdida mais alguns instantes e o vi adotar timidamente um risinho satisfeito.

Não disse mais nada... Totalmente constrangida, apenas me levantei e me afastei, me sentindo péssima, inclusive rejeitada já que ele deixou eu me afastar mesmo depois do de eu ter pateticamente o chamado de “amor”. Fui ate a S. e ela logo entendeu que eu não estava bem, e me abraçou de lado como apoio, sem comentar nada, enquanto continuava prestando atenção no que minha mãe falava com ela e Rose.

O bom da S. era isso, ela não era enxerida igual a Alice que queria saber de tudo nos mínimos detalhes... Ela inclusive esperou o assunto se encerrar com as duas para me arrastar para perguntar o que havia acontecido. Desabafei com ela que imediatamente deu um jeito de me distrair, me animar e não pensar no ocorrido. Por um tempo funcionou, mas com o passar dos minutos e a indiferença do Damon, que sequer veio falar comigo novamente, eu comecei a me apavorar levemente. Por que merda eu tinha que ter o chamado de amor??

Vi de longe, depois de um tempo de ter o deixado sozinho, que ele permaneceu no mesmo lugar e da mesma forma pensativa de minutos antes. Eu, ate então, não havia entendido como que deixei algo assim sair da minha boca sem nem perceber... Algo tão... Confidencial... Amor era amor e qualquer besta entenderia assim... Mesmo um inseguro como ele... Ou não??

Estava o observando quando ele também me olhou, fixando os olhos em mim. Ficamos nos encarando por alguns segundos ate que de repente, ele pareceu ver alguma coisa, ou ter alguma ideia que o fez se levantar e se dirigir até o DJ para então ir até o centro da pista, parando muito próximo de onde eu estava. A música de repente parou e toda a atenção dos convidados foi direcionada ao Damon que tamborilou o dedo no cabeçote do microfone, o testando.

–Bom... – Ele começou falando com a voz meio arrastada pelo teor do álcool. – Eu preciso dizer uma coisa... – Disse fazendo-me sentindo um friozinho na barriga. – E tem que ser assim porque senão nem vai ser... – explicou enquanto todos permaneciam atentos ao que ele falava, mesmo notando que o mesmo não estava sóbrio.

VOCÊ TAMBÉM VAI SER PAI??? – Algum ser gritou fazendo a maioria rir.

Nate olhou pra mim com os olhos arregalados e alguns de nossos pais olhavam com uma leve preocupação.

–Lógico que não, idiota!!! – Dam retrucou “categórico” com uma expressão e entonação de desprezo pelo ser debochado, sem nem sabe de quem se tratava.

–Então fala logo Dam!!!! – Tia Esme disse alto de maneira curiosa fazendo alguns sorrirem.

–Ok, é o seguinte... – permaneci meio de longe o observando enquanto ele falava, sem nem me olhar. – Eu não gosto de enrolações, principalmente contra a minha pessoa, então vamos direto ao ponto: Eu, assumidamente, sou o mais novo encoleirado da área!! – Falou de vez causando maior burburinho, deixando todos surpresos e curiosos para saber quem era a tal “sorturda”.

Fiquei o observando e ele em momento algum olhava pra mim, talvez para não perder o foco ou desistir do propósito dele. Cada vez me sentia mais apreensiva, mesmo vendo meus pais sorrindo animados para a cena.

–É galera... Quem pegou, pegou, quem não pegou, não pega mais... – Brincou causando maior falação e gritaria. – Mas então vocês devem estar se perguntando por que porra eu estou aqui falando isso, certo?? – Disse prevendo toda a mentalidade de todos. – O problema é que ela não quer me assumir... – Fez cara de coitado fazendo uns rirem e outros ficarem com dó. – Mesmo, é claro, ela também estando apaixonada por mim...

QUEM É ELA, DAM?? – Uma voz feminina perguntou do meio dos convidados.

ELA ESTA AQUI??? – outra questionou... Provavelmente uma das biscates dele.

–Nós estamos juntos há uns pares de dias já... Mais de mês até, se formos analisar... – Continuou ignorando as perguntas feitas. – E ainda sim ela só me quer escondido... – Falou de novo se fazendo de vitima. Os meninos choravam de rir quase da cena dele e as meninas tinham um sorriso tímido no rosto que as vezes oscilava para certa preocupação. – O que esta me irritando já que detesto enrolação... – fez careta. – Temos que ficar nos escondendo, fazendo malabarismo para nos encontrar, ficar mentindo... – continuou contando. – E o pior de tudo é que é simples porque o que eu mais quero é ela... – Pareceu querer virar a cabeça em minha direção e me olhar, mas se conteve. – E ela também me quer, óbvio... – Se gabou todo metido, fazendo-me revirar os olhos enquanto todos ouviam atentamente seu discurso, inclusive meus pais, tios... – Mas que ela fica arrumando desculpas, só que o que ela não sabe é que já era... Não tem mais volta, vai ter que me aturar... – Disse deixando alguns sorridentes. – Olha como eu estou patético: até organizar uma viagem com ela já organizei: comprei passagens, deixei tudo certinho pra tudo ser ótimo, pra ser até romântico, mas sabe o que eu acho? Que amanhã ela me daria o bolo se eu não estivesse fazendo isso aqui, agora... – Resolveu olhar na minha direção que acompanhava tudo emocionada e em choque. Alguns devem ter percebido seu olhar em mim mas nesse momento já não estava me importando tanto. – Por isso resolvi fazer... Não vou mais deixar que as coisas sejam só do jeito dela... – “Avisou” indiretamente já que não me olhava. – Eu sei que não tenho um “histórico” bom e que sou ou fui um filho da puta com muitas mulheres, como todo mundo sabe, mas eu to mudando, já mudei bastante e com ela é bem diferente e ela sabe disso... – Olhou rapidamente pra mim. – Eu tenho o meu jeito, apesar de tudo, e ela também sabe... Ela sabe ainda que sou ciumento ao extremo, coisa que eu nem fazia ideia de que era... Sabe que eu sou bipolar e possessivo... – Foi andando vagarosamente e disfarcadamente para minha direção me deixando apreensiva demais. E emocionada. – Sabe também que quando quero algo, eu consigo e eu estou me empenhando cada vez mais pra ficar com ela... – foi confessando tudo sem titubear. Alguns já tinham entendido que se tratava de mim, e outros ainda se contorciam na curiosidade. – Quero me desculpar também por estar expondo assim, mas é que não tinha outro jeito... Ela tinha que parar com essa coisa de querer nos esconder, afinal, não tem nada de errado com a gente...

Fiquei ali, perdida observando tudo o que ele dizia e falava e então meus olhos foram ate meus pais e percebi um olhar intrigado de minha mãe em mim, assim como muitos outros. Percebi que todos os garotos sorriam da cena, assim como os homens mais velhos. O Nate, debochado que só ele, até tinha sacado o celular e filmava, enquanto as mulheres pareciam encantadas com o “espetáculo” ao mesmo tempo em que algumas estavam decepcionadas por não serem a escolhida.

A mãe do Damon observava tudo sem surpresa nenhuma, parecendo estar bem por dentro de tudo e achando engraçado enquanto o pai dele parecia analisar todas as mulheres da festa a fim de descobrir quem tinha fisgado o coração do filho. No mesmo momento, tia Lizz cochichou algo no ouvido dele que o fez sorrir e então olhar na minha direção aumentando ainda mais o sorriso.

–Apoiado Dam!!! – Alice gritou. – E só pra constar: Você está muito fofo!! – Disse à ele, me olhando com uma piscadela.

–Obrigada, Alie.! – Ele agradeceu com um sorriso galanteador.

–Caraca, Dam, que isso hein cara?? Aee sim... “DamLover” – Emm não perdeu a oportunidade de tripudiar fazendo a galera rir.

–Sim, me sujeitei a zuações já que poderia ter feito de uma forma mais discreta, mas é que eu não me importo... – Retrucou ao amigo sorrindo. – Eu só quero que ela pare com essa bobeira, e assuma tudo de uma vez... – Falou me dando uma olhada mais descarada, fazendo com que quem ainda não tinha entendido que era eu, não tivesse mais dúvidas. – Acho que agora não tem mais jeito né?? – Perguntou me olhando sob a atenção de todo mundo. Olhei rapidamente para meus pais e eles meio que sorriam, portanto... – Vem cá gatinha... – Chamou estendendo a mão na minha direção, o que não me deu alternativa a não ser aceitá-la.

–Eu não acredito que você fez isso... – Exasperei sussurrando admirada, contrariada e envergonhada ao mesmo tempo em que estiquei meu braço e toquei a mão dele, que me puxou para um abraço sob aplausos, assovios, gritos e tudo mais.

–Me desculpe amor... –Se desculpou debochado lembrando-se de como eu havia o tratado. – Mas é que quero você na minha vida de verdade, gatinha... – Falou serio me puxando para ainda mais perto dele, abraçando-me pela cintura, me fazendo até esquecer que todos me olhavam. – Não teria como dar certo se ficássemos escondidos... – Explicou enquanto todos ainda olhavam pra gente. – Ainda mais com gavião antigo rondando... – Franziu o cenho. – E também temos que fazer valer se queremos assim... E eu quero... De verdade... – confessou dizendo mais uma vez antes de aproximar lentamente sua cabeça da minha e colar nossos lábios em um beijo terno e calmo, ao tempo em que o ambiente era preenchido com gritos e assovios.

Terminamos o beijo e logo nós dois já fomos agarrados por duas mães muito eufóricas: a minha e a dele. Os convidados foram voltando suas atenções para outras coisas e o DJ voltou a musica para o pessoal dançar, o que fez com que mais a atenção das nossas famílias ficassem na gente.

Depois foi uma especulação que só, por parte dos nossos familiares, alem das felicitações. Ainda bem que contra a minha ideia, meus pais reagiram muito bem com a noticia, ficando extremamente satisfeitos com o nosso “rolo”.

Damon, mesmo sofrendo com as zuações dos meninos o tempo todo, que ficavam o imitando ou então exibindo o vídeo gravado pelo Nate, se encontrava com um sorriso de orelha a orelha, alem de um humor maravilhoso. Mais carinhoso que ele estava, também era impossível encontrar alguém... Ele a todo momento estava abraçado a mim, ou de mãos dadas ou então distribuindo beijinhos pelo meu rosto.

Sim, eu estava feliz também... Muito! Tudo o que eu pensei que fosse não foi, minha família era maravilhosa e estávamos bem melhor assim, pelo menos pelo momento... Bastaria então saber como seria com o tempo... Porque a realidade dos fatos estava sendo ótima.

Notas finais
E ai gente?? A revelação sobre o rolo dos dois foi como voces imaginaram?? Melhor? Depcepcionante? Comentem!!! rsrsr Muito!!
Aprecio muito cada letrinha do review, assim como das indicações...
Bia Cullen, Thamires RB, minhas leitores fiés e que puxam a minha orelha pela demora, beijos!!! obrigada mais uma vez pelo carinho e pelos pedidos por capitulos, o que é incentivador... Esse capítulo foi terminado só pela cobrança, porque tempo nem sei como arrumei, nem mesmo criatividade... Enfim...
Quero agradecer tambem odo o carinho, cada leitor, cada review e cada indicação... Nunca achei que minha fic cresceria como se encontra, o que me deixa muito feliz... Quero dizer tambem que nao abanorei a fic jamais... Pode demorar mas sempre vou voltar e espero que voces tambem nao me abandonem!!! COmbinado???
Até mais gente... Com a parte 2 do capitulo e uma viagem que promete!!! Beijo, beijo, beijos!!!