No Silêncio Da Noite

1 Capítulo único - Embaixo do Edredom


Notas iniciais
Inspirada na música de Caetano Veloso "Sozinho"
Dedicada a Layla (Daftookami). Espero que goste! XD
Não consegui capa melhor que essa, gente.

Shun e Seiya estavam sentados na varanda do apartamento do Cavaleiro de Pégasus. Ambos entediados pela noite fria e as ruas cobertas de gelo. Por causa da nevasca que teve durante o dia, ambos tiveram que ficar presos, por assim dizer, no apartamento. Tudo havia sido fechado e ninguém queria sair do quentinho do lar. Com exceção deles. Não que Shun quisesse sair, mas, Seiya o puxava para isso. Nada pior que um rapaz, na flor da adolescência, entediado. Shun, por outro lado, tinha mais maturidade que Seiya, calculava mais riscos que ele, que só agia por impulso.

– Já deu, vou entrar. – disse Shun, levantando-se e limpando os resquícios de neve de sua calça.

– Ah, não me deixa sozinho aqui, Shun! – gritou o amigo, fazendo birra, mas o mais velho, Shun, nem deu bola.

Fazendo bico, Seiya se levantou também e abriu a porta que o outro fechara. Shun estava tirando uma parte da roupagem que vestia. Queria mesmo era ficar confortável, no quentinho, como todos deviam estar naquele momento.

– Desculpe, Seiya, mas, ficar ali fora, vendo a neve cair em abundancia, enquanto congelamos, não vai nos ajudar a sair.

– É, tem razão.

Pégasus se jogou na cama esticou os braços. Ficou olhando Shun arrumar colchonete no chão.

– Quando foi que você trouxe isso pra cá? – Seiya perguntou, apontando para o tal colchão.

– Ué? Tava ali fora quando entrei mais cedo, antes da nevasca. Achei que você tivesse colocado ali pra tirar o mofo e eu trouxe pra dentro.

– Essa coisa nem é minha!

Shun se ergueu e ficou olhando para o amigo.

– Sério? Bom, vou dormir aqui, de qualquer jeito...

– Que coragem. Tem uma mancha esquisita bem aí, perto do seu travesseiro...

Shun se levantou de um pulo, limpando sua cabeça e ombros, enquanto olhava melhor e constatava o que Seiya dissera.

– Que nojo...!

– Vem, eu divido a cama com você!

Seiya ria de Shun. Ele deitou-se ao lado do mais novo, mas, bem no canto, encostado a parede. Cobriram-se e ficaram conversando. Os assuntos, diversos. Uma coisa puxava a outra, como diziam, até que um assunto, que muitos evitavam por vergonha, surgiu. Sexo.

– Você já fez? – perguntou Seiya. O tom de voz de ambos era baixo.

– Não! E você?

– Não... E seu irmão... ?

–... Já! – Shun deu uma risadinha. – E disse que foi bom, ao menos pra ele...

– Com quem foi?

– Ele não disse. Mas eu sei que é loira... Eu tinha ido ao quarto dele, pra pegar uma camisa emprestada, e achei um fio de cabelo loiro numa calça, preso ao zíper.

– E o que te garante que é mulher?

Shun ficou pensativo. Seiya tinha razão. Não tinha muito contato com Ikki, ultimamente, para saber de sua sexualidade. Deu de ombros. O garoto não se importava se irmão fosse, ou não, homossexual.

– E o Shiryu? – perguntou Shun.

– Fez com a Shunrei. Ele me contou. O Hyoga fez com a Eiri, ao menos é o que ele diz, mas acho que ele já pegou uns ursos polares... – Seiya gargalhou.

– Eca... Credo, Seiya! – Shun tentou esconder o riso, mas não deu conta.

– Acho que somos os únicos virgens do nosso grupo!

– Eu não me importo com isso. Quero que minha primeira vez seja com alguém que eu goste muito. Nem que isso demore um pouco... E você?

– Ah... Eu não tenho esse lance de romantismo. Acho que quando der certo, eu farei!

– Você quem sabe...

Ambos ficaram em silêncio. Os minutos foram passando e Shun foi adormecendo. Tudo ficara quieto. Sentindo-se a vontade com isso, Seiya enfiou uma das mãos por dentro de sua própria calça e começou a tocar. Dobrou a perna para que sua coberta se levantasse e assim tivesse mais comodidade para se mexer.

Movimentava a mão com precisão, subindo e descendo, dando gemidos baixinhos. Mas, não baixos o suficiente para Shun. Ele despertou de seu cochilo e olhou para Seiya, pasmo com o que ele fazia.

– Seiya! – falou.

Seiya, que não esperava por aqui, acabou gozando em sua coberta e mão.

– Achei que estivesse dormindo, Shun... – disse Seiya, com vergonha, mas não muita.

– E daí se eu estava, ou não, dormindo? Eu estou aqui! Podia ao menos ir fazer isso no banheiro!

– Ah! Vai dizer que nunca se masturbou?

– Já, mas não ao lado de outra pessoa que estava dormindo... Isso é nojento e falta de educação!

Sem paciência para a bronca que Shun lhe dava, Seiya passou a mão suja de seu liquido no rosto do outro. Shun ficou petrificado.

– Pronto. Agora você faz, oficialmente, parte da brincadeira.

O Cavaleiro de Pégasus ria. Para a ele a brincadeira estava boa, mas, Shun não gostara nada daquilo. Limpou seu rosto e virou-se para trás, pegando o travesseiro e dando golpes em Seiya com ele.

– Ahh! – Seiya engolira algumas penas. – Não precisa ficar tão bravo assim, Shun...!

– Isso foi... Argh!

Agora Seiya também pegara um travesseiro e começara a revidar. Após levar uma bela travesseirada na cara, Shun sentou-se em cima de Seiya, sem paciência, e pegou dele o travesseiro que usava.

– Pára! – pedia Seiya.

– Só quando você me pedir desculpas!

– Nunca!

– Então vou continuar!

– Tá bom! Eu digo... Eu digo... Desculpe...

– Assim é melhor. – Shun arfava.

– Desculpe... Por não ter usado sua mão na hora!

Shun tentou voltar-se contra ele, mas não conseguiu. Quem estava imobilizado agora era Shun.

– Eu sabia! Você também está excitado!

Seiya se referia ao membro de Shun que estava preso dentro da calça, porém, pronto para sair.

– E daí? Pelo menos eu tive a decência de...

Seiya o beijara. O mais velho arregalara os olhos, descrente do que estava acontecendo.

– Seiya...

– Você disse que faria com alguém que gostasse. Você gosta de mim, não é?

– Sim, mas somos amigos...

– Melhor ainda.

Ele soltou as mãos de Shun e voltou a beijá-lo. Agora o outro retribuía. Shun colocara as mãos no rosto de Seiya enquanto o beijava. Eles eram carinhosos um com o outro. Seiya tirou a roupa que vestia, assim como Shun. Como ainda estava frio, cobriram-se com o edredom. Seiya começara a se esfregar em Shun, passando seu membro, novamente endurecido, pelo abdome de Shun, e vice-versa. Era uma sensação diferente, para ambos, aquilo.

Shun começou a tocar os mamilos de Seiya. Eles queriam descobrir seus corpos. Queriam saborear. Seiya começou a beijar o pescoço de Shun, fazendo-lhe cócegas e provocando arrepios. Depois, olhou novamente para o amigo e o beijou; suas bocas pareciam estar mais quentes agora. Ao menos foi isso que Seiya pensara. Sem pensar duas vezes, Seiya pegou seu membro e começou a esfregá-lo entre as nádegas Shun, que parecia estar gostando daquilo. Não esperou a autorização do amigo. Apenas começou a penetrá-lo. Shun sentiu-se gelar ao sentir sua entradinha começar a ser invadida.

– O que você está fazendo? – perguntou, olhando para Seiya.

– O que parece que estou fazendo?

Seiya enfiou a cabeça inteira do pênis em Shun, que soltou um grunhido de dor.

– Pára!

– Desculpe! Eu não achei que fosse doer.

– É claro que doeu. E acho que não quero mais continuar. Tira!

– Ah, justo agora? Deixe-me continuar, vai ser bom.

– Não. Pode parar, agora!

Entretanto, Seiya não seu ouvidos e entrou por completo em Shun. O rapaz deu grito de dor. Sentia-se rasgado. Mal conseguia respirar.

– Qual parte do “tira” você não entendeu, Seiya...? Ahh...

Shun começou a chorar. E não era para menos. Seiya não sabia o que fazer. Achou que ia ser fácil para Shun agüentar, mas estava sendo bem diferente do que imaginara.

– Perdão, Shun. É que vi num filme, há algum tempo, e pareceu que daria certo agora.

– Ah... – Shun soluçava – Você viu num filme... Fico feliz de ser sua cobaia agora. – o sarcasmo e a magoa inundavam sua voz.

– Deixa eu tentar inverter isso? Vou me mexer, bem devagar, ta?

– Pior não pode ficar... – resmungou Shun.

Seiya começou a se mexer bem lentamente. O outro gemia, ainda de dor. Aos poucos, parte da dor foi se transformando em prazer. Shun já respirava melhor. O sagitariano começou a fazer tudo de acordo com as expressões do virginiano. Quando achava que Shun parecia gostar de um determinado movimento, continuava a fazê-lo, mas, se percebia que não estava indo bem, dava um jeito de mudar. Percebeu que aquilo não se tratava só dele.

Logo, o calor dos corpos tomou o lugar do frio. Não só isso, como Shun passou a se movimentar junto, agora sentindo apenas prazer. Seiya dava estocadas, cada vez mais rápidas, e Shun gostava. Gemia de prazer, agarrava-se ao corpo do amigo, até o arranhava, dependendo do lugar que Seiya atingia. Este atingiu o orgasmo dentro de Shun, inundando-o com seu sêmen e soltando gemidos de prazer. Mas, Shun ainda não havia gozado e, sentindo-se ainda culpado, Seiya achou que poderia fazer algo pelo amigo.

Mesmo cansado, ajeitou-se entre as pernas de Shun e começou a lamber-lhe a ponta do pênis e sugar aos poucos. Foi, sem pressa, abocanhando todo o membro e soltando-o, até pegar o jeito e fazer de forma rápida e precisa. Sentindo-se no direito, Shun gozou dentro da boca de Seiya, que acabou engolindo uma parte.

Depois, deitou-se ao lado de Shun, limpando os cantos da boca.

– Acho que estamos quites... – disse Seiya, depois de alguns minutos.

– É, acho que estamos mesmo.

O quarto tinha um cheiro diferente, agora. Cheirava a sexo. Shun e Seiya estavam vermelhos e suados ainda, os corações ainda batendo rápido.

– Seiya...

– O que foi?

– Eu vou dormir.

– Ta bom.

– Me faz um favor. Vê se não fica se tocando agora, ta?

Eles riram.

– Tudo bem. Boa noite.

Deram um ultimo beijo e Shun caiu no sono, seguido de Seiya, que, dessa vez, não se tocou após Shun fechar os olhos.

Notas finais
Quem será a "loira" do Ikki, não é mesmo? kkkkk
Fica a cargo da imaginação de vocês kkkk
Bjos ^3^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!