No Sewa Baby?!
3 O Jardineiro
Notas iniciais
Yoo, minna-san , tudo de boa?
Esse capitulo ainda não tem foto, mas eu prometo que depois eu boto, tudo bem?
Nath-chan, muito obrigada pela ajuda.
Espero que gostem desse capitulo, para quem é fã da Arme, acho que vai ser bom.
^-^
Nath-chan: Chegando de intrusa aqui, aí está a foto como prometido ^3^~♥
O quarto estava escuro apesar dos primeiros raios de sol da manhã já se espreitarem por debaixo da cortina, iluminando levemente o chão. Arme piscou os olhos, tentando espantar o sono e lembrar-se de onde estava. Depois de alguns minutos ela se sentou na cama e olhou em volta: estava em um quarto imenso, no meio de uma enorme cama, com bastante espaço só para ela.
Uma situação bem diferente do que a qual ela estava acostumada, tendo que dividir seu pequeno espaço com duas ou três outras crianças, em um colchão muito mais duro do que esse que ela se encontrava, com muito mais calor humano...
Mesmo sendo muito mais apertado... De algum jeito, o orfanato era muito melhor, mais aconchegante.
Mas onde estava?
As lembranças de tudo que ocorrera no último dia voltaram a sua mente quando ela olhou para um pequeno relógio, muito provavelmente um despertador, no criado-mudo ao lado da cama.
O orfanato longe... Duas figuras altas e frias... Senhor Dio e senhora Rey... Jantar... Atraso... Lire... Café da manhã... Lagrimas...
Era isso, ela tinha perdido o jantar, tecnicamente sendo proibida de comê-lo, o que justificava o vazio no seu estomago, e provavelmente iria perder o almoço também se se atrasasse para assistir os dois nobres comerem na sua frente enquanto sentia fome.
' Mas... Que horas que Lire me disse que era o café da manhã...? '
Apesar de na hora ter confirmado que tinha entendido e gravado tudo, eram poucas as coisas que ela se lembrava do que a loira tinha falado.
' São seis da manhã... Já devo estar atrasada. '
Ela estava com a mesma roupa desde que chegará lá, na noite passada ela nem pensara em trocar, só pensava em reprimir a tristeza para que se um dos dois entrasse no quarto não a recriminasse. Ela não tinha dormido bem, além de que, quando conseguiu entrar no mundo dos sonhos, já era bem tarde.
Ela estava quase caindo de sono
Mas não era tempo para pensar nisso.
Depois de muitos pulos, ela puxou a maçaneta e saiu correndo do quarto, lembrando-se brevemente de passar no banheiro para lavar o rosto e parecer um pouco mais apresentável.
Ela correu pelas escadas, e abriu a porta da sala de jantar para encontrar... Nada.
Não havia nada nem ninguém lá dentro, só a rica decoração e a imensa mesa de madeira.
' Talvez... Eu só esteja um pouco adiantada... Mas isso é bom, não é? '
Ela andou lentamente até uma das cadeiras e subiu nela.
– Eles não vão demorar... Claro que não... – Ela sussurrou para si mesma. Ela ouviu um som estranho e olhou para baixo. – Ei, barriguinha, não adianta reclamar, não tem nada que eu posso fazer, não é? Só aguentar mais um pouquinho e parar de doer que vai ficar tudo bem.
Arme deitou a cabeça em cima da mesa, e antes que percebesse estava dormindo novamente.
Da entrada da sala, com a porta entreaberta, Rey observava a cena.
Ela suspirou.
– Conversando com a própria barriga... Idiota... A coisa mais idiota que já vi. – Ela revirou os olhos antes de se afastar e chamar pelo seu mordomo.
O sono de Arme sobre a mesa foi muito mais tranquilo do que o que tivera de noite, em nenhum momento ela acordou repentinamente ou teve imagens ruins em sua mente. Toda sua calma só foi atrapalhada quando ela começou a ouvir vozes.
–... Não acredito que ela ainda tá dormindo.
– Não acredito que ela conseguiu dormir numa pose tão desagradável.
– Quando eu acho que essa garota já é esquisita o bastante, ela arranja um jeito de ficar ainda mais.
Arme levantou a cabeça lentamente, espantando o sono dos olhos com a mão, então a luz forte entrando pela janela a cegou por um momento e ela teve que fechar os olhos.
– Oh, parece que a idiota adormecida acordou.
– Que tipo de trocadilho imbecil foi esse, Dio?
– Oras, cale a sua boca que fará um imenso bem ao mundo.
– Acho que eu faria melhor se eu, sem querer, enfiasse essa linda faca de manteiga no seu peito... Não ia ser uma morte maravilhosa? – Ela disse numa voz falsamente animada, para então voltar ao tom de sempre: — E você, sua idiota, limpe essa... Baba – Disse com voz de nojo. – Me enoja.
Arme abriu os olhos a tempo de ver a face nauseada de Rey voltar para a expressão fria.
A pequena rapidamente atendeu o comando, esfregando o lábio, depois olhou para os dois, observando os dois a ignorarem e comerem lentamente seu desjejum.
Seu estomago roncou, fazendo-a corar.
– Controle-se, eu não preciso ouvir esse tipo de barulho bisonho. – Dio reclamou sem olhar para ela.
– Des-Desculpa.
– O que? Acho que eu não ouvi direito? Não tem algo faltando na frase?
– Desculpa, senhor Dio.
– Muitas vezes me pergunto como você consegue ser tão idiota.
Aos poucos, os minutos foram passando, Arme tentava controlar os barulhos que sua barriga fazia, mas estava ficando impossível.
– Desculpem-me, senhor Dio... Senhorita Rey... – Assim que terminou de falar, um pedaço de bolo veio deslizando pela mesa, e iria cair se a pequena mão não o tivesse parado. Ela levantou os olhos lentamente para ver os olhos de Dio encarando-a por um momento para depois desviar.
– Não pense que estou sendo misericordioso, você não o merece, mas os barulhos do seu estomago me irritam mais do que a sua cara. Entendeu?
Ela sorriu abertamente, agradecida.
– Sim, senhor Dio. – E atacou seu pedacinho de comida. Não era nada comparado a tudo que estava na mesa, mas era o bastante.
– O Dio fazendo uma boa ação em favor dos outros...? O fim do mundo está tão perto assim? – Rey riu da sua própria piada.
– Não foi uma boa ação e não foi em favor dos outros, só foi do meu próprio beneficio, o barulho realmente me desagrada. Nada mais.
– Hum... Entendo. Foi realmente o melhor, aquele sonzinho estranho me nauseava.
Arme decidiu não ouvir o que eles falavam e aproveitar o chocolate do bolo, ele era uma delicia provavelmente uma das melhores comidas que ela já tivera o prazer de provar. Depois de aproveitar cada pedacinho, ela suspirou aliviada, sentindo o vazio em si diminuir.
– Obrigada pela comida. – Sussurrou para si mesma.
– Você come como uma porca.
Ela virou-se de Dio, que a olhava enojado.
– Nunca vi coisa mais nojenta. – Ele murmurou. – Ryan! – Ele chamou, virando a cabeça para trás no momento em que as portas abriram.
Um garoto de cabelos bem laranjas entrou, no momento em que chegou do lado do nobre, ele fez uma reverencia em sua direção, depois se virou para Rey e repetiu o gesto.
– Senhor Tenebrae, Senhorita VonCrimson. – Sussurrou.
– Essa... Essa coisa, ela não serve para ser uma nobre, não sabe nem comer direito. Talvez ela sirva para ajudar no jardim, leve-a para lá. Mas cuidado, ela é uma completa inútil, não a deixe estragar nada. – Ordenou Dio.
– Sim senhor. – Mais uma reverencia. Ele pegou a pequena criança no colo e começou a sair.
– Espere um pouco, Ryan. – Dio disse, fazendo o garoto parar. – Carregue-a como ela deve ser carregada, não tão delicadamente, a leve como um animal morto, como a vagaba que ela é.
Ryan hesitou um pouco antes de confirmar, as ordens dos patrões eram lei.
– Sim, senhor. – Ele abaixou um pouco a cabeça, para sussurrar no ouvido da pequena, só para ela ouvir. – Me desculpe por isso. – Ele a pegou pela gola da camisa e saiu a arrastando pelo chão.
Assim que saíram da sala de jantar, ele voltou a segurá-la como antes e não falou nada até passarem por uma grande porta de vidro e irem para o grande espaço verde.
O jardim era imenso, composto dos mais diversos tipos de flores, arvores, plantas, o que mais se destacava era um imenso jardim de rosas brancas. No fundo, quase escondido por uma arvore, um pequeno casebre de madeira.
– É lindo. – Arme sussurrou impressionada.
– Muito obrigado, sou quem cuido. – O garoto falou bem baixo.
– Você tem permissão para falar comigo?
– Uh?
– É que a senhorita Lire não tinha, e ia se meter em problema se a vissem falando comigo, não quero que você se meta em problemas também.
– Hum... Eles não falaram nada, então acho que tenho.
– Oh... Então... Você cuida disso tudo sozinho? – Falou no mesmo tom.
– Sozinho. – Confirmou. – Mas parece que agora eu tenho uma companheira né? – Ele sorriu para ela e a pequena não pode deixar de retribuir. – Eu sou Ryan, o empregado, jardineiro e quebra-galho da casa, 18 anos. E você?
– Arme... Uh...– Ela não sabia muito bem o que dizer, como se apresentar para o garoto amigável? – Vou ser sua ajudante, tenho xinco anhos... – Ela tapou a boca rapidamente. – Desculpa, senhor Ryan, eu falei errado... – Ela baixou a cabeça envergonhada, mas levantou logo que ouviu a risada do rapaz.
– Ei, ei, ei, que troço é esse de 'senhor Ryan'? Sinto-me um nobre agora... Hahahahahah me chame só de Ryan, por favor. E não tem problema você falar errado, ainda está aprendendo. Eu acho fofo. – Ele fez um carinho na cabeça dela, bagunçando seus cabelos e fazendo-a corar. – Fala de novo?
Ela escondeu o rosto com as mãos.
– Ah, que linda, tá com vergonha? – Ele riu. – Realmente valeu a pena convencer a Lire a te ajudar, você é a coisa mais fofa que eu já vi. Parece uma flor, gostei de você. – Eles pararam e ela abriu os dedos, sem tirá-los do rosto, para ver o que estava acontecendo. Ele abriu a porta do pequeno casebre que ela tinha visto quando entrou no jardim, dentro dele havia um grande armário e um colchão no chão.
Ele a deitou no colchão.
– Eu não vou obrigar você a trabalhar, ainda é muito pequena para essas coisas, não sei onde ele estava com a cabeça quando te mandou para cá. – Ele acariciou a bochecha. – Mas vai ficar tudo bem. Eles não merecem você e você é boa de mais para viver nessa casa.
Ela olhou feliz para ele.
– Obrigada, Ryan.
– Eu vou te ajudar, seja no que for, e vou convencer a Lire a te ajudar também. – Ele sorriu para ela novamente. – Eu vou te proteger deles e vai ficar tudo bem, tá bom?
– Sim.
Ele se levantou e abriu o grande armário.
– Pode dormir um pouco, eu vou cuidar do jardim.
Ela concordou com a cabeça e se encolheu no colchão, fechando os olhos.
Notas finais
Obrigado por lerem!
Para quem não seu lá em cima ( eu sei que muitos fazem isso ) eu prometo a foto do capitulo logo, certo?
Para quem le CI (Casais Improvaveis) eu prometo que vou postar logo, certo?
E para os que leem TH (This is Halloween), já lançamos um capitulo ;)
Acho que é isso.
Até a proxima!
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