Notas iniciais
E eu consegui postar hoje! Fuck yeah!
Muito bom, muito bom, eu sei (foi muito bom se você não contar a qualidade do capitulo)

Como tudo é possível, as coisas pioram drasticamente. As principais mudanças aconteceram depois que a mansão parou para a chegada de uma visita.

Arme achou estranho que ninguém foi gritar com ela de manhã, mas levantou no horário, fez tudo que Lin geralmente brigava para ela fazer e foi para a sala de jantar. Não tinha ninguém ali. Arme verificou em um relógio e viu que tinha chegado bem na hora, mesmo assim, ninguém entrava e não se ouvia um grito ou resmungo. A pequenina já estava começando a se sentir feliz quando uma das portas foi aberta.

Então ela ficou realmente feliz.

Quando virou, viu Ryan, o jardineiro que não tinha visto desde que Lin chegara. Ela correu para abraça-lo e ele a segurou em seu colo.

- Senti sua falta, Arme! – Ele disse bagunçando o cabelo que ela aprendera a arrumar cuidadosamente, ao invés de reclamar, ela sorriu genuinamente e gargalhou.

- Eu também senti sua falta, Ryan.

- Ok, vamos ao que interessa – ele disse quando terminaram de rir – Como você percebeu, não tem nem uma pessoa aqui, isso porque nós teremos uma visita, então a senhorita VonCrimson tomará café-da-manhã no quarto e vai começar a se arrumar, o senhor Tenebrae disse que não queria ver sua ca... Digo, não queria descer, portanto... Você vai tomar café-da-manhã comigo! – Ela o encarou por um momento, não acreditando. – E com a Lire também. – Quando ela percebeu que ele falava a verdade, a reação foi imediata, ela voltou a rir e gritar de alegria.

- Só ficou feliz quando ouviu o nome da Lire – Ryan resmungou baixinho enquanto saia com a Arme para o jardim, onde a empregada loira os esperava com uma toalha cobrindo a grama e uma cesta de piquenique.

Da casa, as empregadas fofoqueiras, que não eram poucas, ficaram se revezando para observar a cena. Depois de muito tempo de frente a janela, uma delas soltou este comentário:

- Tão lindos, parecem uma família.

Que foi ouvido por uma da pessoa extremamente temida nos corredores da mansão, e principalmente nas salas destinadas para os empregados. Zero aproximou lentamente por de trás da dupla de servidoras que encaravam a cena, e sussurrou no ouvido da que comentara.

- Quem parece com uma família.

As reações foram imediatas: ela corou até a orelha, as cortinas da janela foram rapidamente fechadas e as duas viraram para ele tentando, inutilmente, manter a expressão neutra. Elas tentaram enrola-lo, fazer com que ele saísse dali, mas não adiantou de muita coisa, ele empurrou abruptamente as duas para o lado e puxou a cortina com força tendo uma visão privilegiada da felicidade dos três.

Nenhuma das duas vira o sorriso medonho que cresceu no rosto do mordomo, mas puderam sentir que a aura em volta dele estava ficando extremamente perigosa e medonha.

- Eu conheço alguém que ficaria muito animado em saber disso.

- Não! – Uma delas gritou, a que não tinha falado nada até o momento, ela era muito amiga de Ryan, e tinha pena do que poderia acontecer com ele se um dos nobres descobrisse como ele andava sendo gentil com a criança, porém, se arrependeu de se exaltar no momento em que a palavra lhe escapou dos lábios, ela sentiu o olhar gélido e maldoso do mais alto e se encolheu.

- O que você disse? – Perguntou pausadamente.

- Er... – Ela pensou em parar sua defesa, mas decidiu fazer o que era certo. – Por favor, não conte para os senhores.

Ele estendeu a mão enluvada para ela, que a encarou sem entender.

- O que tem a me oferecer em troca? – Ele rolou os olhos ao ver a cara de desentendida que ela fez. – Você quer que eu minta para meu patrão sem nenhum suborno? Você deveria ser comediante, apesar de não ser muito engraçada. – Ele olhou nos olhos dela. – Vamos, me diga o que você tem ai? Nada. É óbvio que não tem dinheiro ou qualquer coisa que seja para me oferecer para que eu falte com a verdade com meu generoso e bondoso senhor.

- Não é bem mentir... É omitir...

- Por favor, não me faça mais rir. – Ele disse apesar de não ter nem a sombra de risada no seu rosto. – E vá buscar o lanche da manhã do seu ilustre senhor.

Ela engoliu a vontade de chorar depois de ser insultada, mesmo que levemente dessa vez, ainda era difícil, e foi para a cozinha, atender ao pedido do mordomo.

Zero pegou a bandeja e foi andando a passos lentos, atravessando a mansão. Demorou um certo tempo até que ele chegasse à escada que dava aos quartos dos nobres, e quando chegou viu uma cena deveria estar se desenrolando há algum tempo, já que eles já tinham descido até o quinto degrau:

Rey, que estava corada por tanto esforço e por tanto gritar e brigar, ela puxava o braço de Dio, que estava agarrado ao corrimão da escada, e gritava de volta cada vez mais alto, no topo desta, ainda no corredor, o mordomo de Rey tentava reprimir o riso. Depois de decifrar os gritos (os quais praticamente consistiam em ’não vou’ e ’vai sim’ falados e xingados de varias formas) Zero entendeu a situação, e não deixou de rir internamente.

’ Apesar de todo esse tempo, ele continua um antissocial. ’ Pensou.

A cada dez minutos, Rey conseguia fazê-lo descer um degrau, porém, toda arruaça acabou quando ouviram uma batida na porta. Foi incrível o quão repentino o silencio se fez. Jin apontou a cabeça para Zero, e saiu correndo com Rey, o albino ficou parado até Dio descer as escadas e ele parar para falar com ele:

- Senhor Dio, tenho uma noticia esplendida para te contar.

- Ótimo, ótimo, a guarde para depois, onde está a coisinha? Tenho certeza que Rey contou para aquela menina quando a gente saiu, e ela só veio para ver o que a gente arranjou.

- É sobre ela mesmo que eu vim falar, ela estava...

- Bem aqui.

A surpresa maior foi a de Zero, que ficou com muita raiva ao ver a pequenina arrumada apenas acompanhada por Lire.

- Sinto pela demora, senhor Tenebrae.

- Devia mesmo, leve isto para a sala separada para recebermos a visita, você deve saber qual é, senão de um jeito, Lin estará a esperando para instruções. Logo eu e a desocupada da Rey estaremos indo.

- Sim, senhor Tenebrae. – E saiu junto com Arme.

- Senhor, quanto ao que eu ia te contar...

- Depois, Zero. Vá atender a porta, enrole ela ao máximo, quando receber o sinal do Jin de que a Rey já está na sala, leve a visita para lá.

- Eu sei, senhor.

- Ótimo. – Ele já ia virar quando viu a bandeja na mão de Zero e o indicou para abri-la, teve a visão dos mais diversos doces, pegou um prato e saiu dali, mandando-o se livrar daquilo.

Quando estava de frente à porta, sentiu algo no ombro esquerdo o acertando, sabia que esse era o sinal de que a senhorita Rey estava pronta, mas mesmo assim virou a tempo de ver o sorriso maroto de Jin, que saia correndo dali, recolheu a bolinha de papel do chão e jogou-a longe, a mansão tinha que permanecer impecável. Ele então suspirou e abriu a porta.

Notas finais
Gente, eu juro que ia escrever toda a visita nesse capitulo, mas eu queria postar logo ai só foi isso.
Hehe
Foi rápido dessa vez, pode dizer.
Como vocês perceberam, não falei nada do passado da nossa pequenina, e vai demorar um pouquinho até que eu volte no assunto, ainda tem muita água para descer na cachoeira. ( É, o ditado não é assim, mas eu escrevi desse jeito, problem? u.u)
Ok, muito obrigado por lerem e até a proxima.