No Reasons

1 Capítulo 01 — Único.


Notas iniciais
YEEEY! Acho que ninguém deste site shippa Hanatarou e Rukia. Acho eles um casal tão lindo e amorzinho ;;; Essa fanfic, comparada as outras que já escrevi, está bem levinha, além dela ser a minha primeira oneshot com um casal hétero em Bleach. Faz algum tempinho que eu queria escrever uma HanaRuki, e deu nessa coisa toda cheia das viadagens. ZLKXBHKLHKÇ Enfim, é isto. Quem quiser lê. :b

‘Meu nome é Yamada Hanatarou. Eu sou o sétimo oficial da quarta divisão médica do esquadrão quatro. E eu sou apaixonado por Kuchiki Rukia desde o primeiro dia que conversei com ela. Mas nunca tive a devida coragem de me confessar. Encontro à felicidade toda vez que vejo aqueles olhos violeta brilhando. Quando a vejo lutando, majestosa. Fazendo jus a sua incrível Sode no Shirayuki. Ou até mesmo quando ela desenha coelhinhos incompreensíveis pela sociedade. Pode parecer egoísta, mas eu faria de tudo para voltar a limpar a cela dela e puxar as mais diversas conversas antes de sua execução que não ocorreu. O que eu faço?’

“Isane-san.” Hanatarou bateu na porta da principal sala do quarto esquadrão, antes também ocupada por Retsu.

“Entre, Hanatarou.” O menino abriu a porta, meio receoso.

“Você está ocupada? Queria falar umas coisas com você.” Abaixou o rosto, contendo as bochechas avermelhadas e o medo era visto facilmente em seu tom de voz.

“É sobre o esquadrão?” Isane disse com a voz baixa.

“Não. É um probleminha meu.”

“Ótimo. Não aguento mais ficar aqui sozinha, foi muito bom você ter chegado pra conversar." Isane sorriu. "Sente-se, tome chá.”

“Então Isane-san...” Hanatarou pegou um pouco do chá morno e sentou no sofá logo a frente da mesa do tenente. "Você por acaso já teve um amor não correspondido?" O oficial não pôde deixar de ficar com o rosto vermelho, novamente.

“Que pergunta mais direta, Hanatarou.” Isane ficou com uma leve vermelhidão nas bochechas. Amor também não era seu ponto forte. “Acho que não.”

“Ah... Tudo bem então. Eu já vou.” O menino, desolado, levantou do sofá, fazendo menção de ir embora.

“Ei, não vá. Você acabou de chegar. Eu acho que talvez possa te ajudar.” Isane falou com o usual tom baixo, lembrando-se de sua capitã.

“Sério?” Hanatarou sentou novamente. “Mas você tem que prometer que será um segredo apenas nosso.” O oficial colocou o dedo indicador sobre os lábios, sussurrando um ‘shiu’ bem baixo.

“Você acha que eu contaria para alguém?” A tenente fez bico.

“Claro que não...” Hanatarou ficou meio encabulado. “Então, posso contar?”

“Claro.”

“Há tempos eu estou apaixonado pela irmã... D-do Kuchiki-taichou.” O oficial morria de vergonha. Não encarava a tenente nos olhos, caso contrário, perderia a coragem de falar.

“A Kuchiki-san? Que legal! Por que não falou antes?” Isane saltitava internamente e sua voz mostrava entusiasmo. Tinha interesse na vida amorosa alheia, pelo fato da mesma não ter uma.

“Ah I-Isane-san... P-pare. Assim eu fico mais encabulado ainda.” Hanatarou sorria em meio ao rosto avermelhado. Estava muito sem graça com a situação.

“Desculpe.” Isane voltou à voz baixa e sentou no sofá ao lado de Hanatarou. “O que você acha de chamá-la pra um encontro? Certeza que ela não recusaria.”

“Um encontro... Mas eu provavelmente desmaiaria só de chamar ela.”

“Então, vá aos poucos. Apenas a chame pra trocar algumas palavras enquanto você não cria a coragem pra algo maior. Nessa hora, a Kuchiki-san deve estar em casa com o irmão. Se você não enfrentar seus medos, ela nunca vai saber que você gosta dela.”

“E se eu der de cara com o Kuchiki-taichou?”

“Apenas o enfrente.”

“Você quer que eu morra Isane-san?” Hanatarou aumentou o tom de voz.

“Calma. O Kuchiki-taichou é uma pessoa boa. Ele não vai te matar. Ele não teria motivo.”

“Tudo bem então.” Hanatarou ergueu o rosto. Seu semblante mostrava confiança. "Daqui a pouco eu vou lá.”

“Mas tão rápido assim?" Isane soltou um riso.

“Se eu for depois, meu medo vai voltar." O oficial se entristeceu. Kuchiki Byakuya poderia ser alguém com força o suficiente para matá-lo com um hit. Mas ele não teria motivos... Ou teria?

Hanatarou terminou seu copo de chá e agradeceu Isane. Estava decidido a chamar Rukia para conversar, naquele mesmo dia. Mas antes, fez um presentinho rápido ainda na sala principal do quarto esquadrão, por sugestão de Isane. Ele iria lá.

A mansão dos Kuchiki emanava grande poder espiritual. Um local tão grande, porém mal aproveitado, não abrigava nem cinco pessoas. Chegando ao portão principal, seu dedo tocou a campainha. Ele estava tremendo, pelo medo e o espanto. Não lembrava que a casa dos Kuchiki era tão grande daquele jeito.

“Yamada Hanatarou.” A voz firme de Byakuya interrompeu os pensamentos do oficial. Por um momento, sua voz não saiu. O medo misturado com o sentimento de inferioridade por estar na frente de alguém tão poderoso era algo indescritível. Hanatarou ficou feliz até. Byakuya lembrou seu nome.

“Boa tarde, Kuchiki-taichou. Eu gostaria de ver a Rukia-san. Ela está em casa?” Com a voz baixa e com o medo aparecendo sem censuras, Hanatarou soltou a frase. Incrivelmente, sem gaguejar.

“Rukia.” Byakuya virou o rosto para dentro de seu lar. Sem mais perguntas, Byakuya se retirou e Rukia apareceu meio assustada com a visita tão repentina.

“Hanatarou!” A tenente sorriu, logo fechando o portão da casa. “Que surpresa!”

“A-ah Rukia-san... Eu estou incomodando?” Hanatarou abaixou o rosto de novo. O estágio vergonha passou para a fase vermelho pimentão.

“Claro que não.”

“É... Você pode vir num lugar comigo?” O oficial sorriu, tentando normalizar o rosto. Seu presente ainda estava em sua mão direita.

“Por que não?” Rukia pegou na mão desocupada de Hanatarou. O menino estava perto de surtar. Mas não iria morrer na praia. Não agora.

“V-vamos.” Guiando Rukia, a levou para um local próximo da casa dos Kuchiki. A ida foi feita completamente em silêncio. Rukia até tentou falar algo, mas o clima não era propício pra sequer sussurrar algo. Não demorou muito para os dois chegarem perto de um pequeno jardim, com um lago e uma grande árvore fazendo sombra generosa ao local. E os dois se sentaram abaixo da mesma. O tempo estava quente, e sombras sempre eram uma boa pedida.

"Então, Hanatarou. Para que me chamou aqui?” Rukia olhava para o local. O jardim dos Kuchiki poderia ser bonito, mas aquele lugar era simples e aconchegante. Perfeito, ambos pensaram.

“É meio difícil de contar... Mas primeiro, eu queria te dar isto.” Hanatarou deu a Rukia uma nem tão intrigante caixinha com um presentinho. A Kuchiki abriu a pequena caixa com um sorriso enorme.

“Um chappy!” Com a ajuda de Isane, Hanatarou costurou um pequeno coelho de tecido. Ninguém nunca saberia que ele teria tanta habilidade manual se não fosse pela tenente de cabelo acinzentado. “Você que fez Hanatarou?”

“Sim. Não está muito bom, porém...”

“Foi um dos melhores presentes que já ganhei na vida. Você não tem ideia. Obrigada!”

“De nada...?” Hanatarou riu. “Então, Rukia-san... É meio difícil falar essas coisas. Mas eu preciso te contar uma coisa.”

“Pode falar.”

“Então..." O rosto de Hanatarou voltou a ficar vermelho. “É... Desde o primeiro dia que eu falei com você, eu comecei a te admirar muito... De verdade.”

“Obrigada.” A voz de Rukia tornou-se baixa e razoavelmente envergonhada.

“Eu queria te mostrar essa admiração de alguma forma, Rukia-san.”

“Sabe, eu tenho uma forma perfeita pra te mostrar isso, Hanatarou.” Eis que Rukia pressionou a boca do oficial de leve, fazendo um bico com o dedo indicador e o polegar. Curvando seu corpo, encostou seus lábios de leve nos do pobre Hanatarou, que não sabia como reagir. Seu rosto estava muito vermelho. Até demais. Até o momento que Rukia descolou os lábios dele.

“Rukia-san...” O oficial não tinha reação no momento.

“Não precisa dizer nada.” Rukia se deitou no colo de Hanatarou. “Apenas aprecie o momento.”

O menino não tinha palavras pra expressar tamanha felicidade após aquilo. O toque de lábios que ele esperou por tanto tempo finalmente tornou-se uma realidade.

“M-mas porque você fez isso, Rukia-san?”

“E eu preciso de motivos?”

“Quem sabe.” O garoto envergou as costas e roubou um beijo de Rukia. Estava feliz. Feliz o suficiente para dizer o que queria.

“Eu te amo, Rukia-san.”

“Quem sabe, eu também, Hanatarou.” E roubou outro um beijo do oficial. A única coisa que importava no momento era demonstrar o amor que sentiam pelo outro. Mesmo que não aparentassem ter motivos pra isto. O amor de Rukia por Hanatarou era algo sincero, inocente. Se não fosse pelo oficial, Rukia talvez tivesse perdido todas as esperanças de vida e teria morrido por ali mesmo. Ele não sabia, mas ela era eternamente grata. E queria achar uma forma de demonstrar toda a admiração que sentia por ele também.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!