Notas iniciais
Luuuuuuuuz! Postei outro!

POV Cristal Hale

– Pedro! — ela disse, quando chegamos perto.

Era um rapaz, de cabelos loiros e lisos, tipo Justin Bieber, só que muito mais bonito. Ele tinha um arco nas mãos.

– Olá, minha irmã. — ele sorriu.

– Fala logo, o que foi? — ela colocou as mãos na cintura.

– Calma, não vai me apresentar sua amiga? — ele sorriu, olhando para mim.

– Não agora... — ela me olhou, com um sorriso maroto, mas logo voltou a fitá-lo — Vamos, o que foi?

– Eu só queria avisar que Pluma já chegou da expedição, parece que ele achou o local perfeito. — ele segurava sua aljava — Está lá na varanda da Sala dos Tronos. E quer falar com você.

– Obrigada! Vamos, Cristal! — ela me puxou pela mão.

Eu olhei para trás. Ele riu, pôs seu arco em um suporte, e começou a nos seguir. Acho que, na verdade, ele só estava andando na mesma direção. Logo avistamos um grande castelo. Com a luz do Sol ele até parece vermelho. Entramos por grandes portas de ferro, e caminhamos até chegar em um grande salão com colunas. Tinha sacadas, um tapete vermelho, e um telhado de vidro. Haviam quatro tronos de mármore bem ornamentados, e grandes janelas de vitrais coloridos atrás. Bem coisa de cinema. Haviam várias pessoas conversando ali.

– Sr. Tumnus! Onde está Pluma? — Lúcia perguntou para o fauno.

– Ele disse que já voltava. — o fauno respondeu. — Oh! Senhora Cristal! Vejo que está se dando bem com Vossa Majestade!

– Não me chame de senhora, eu não gosto. — eu pedi — Faz eu me sentir como se tivesse 90 anos!

– Eu também não gosto, mas ele insiste! — ela riu.

– Sr. Tumnus! — uma garota ruiva se aproximou de nós. — Já não falei para não incomodar majestade Lúcia com andarilhos e mendigos?!

– Perdão, Lady Sobesbian, mas ela estava machucada quando eu a encontrei... — ele abaixou a cabeça, corado.

– Oh! Isso aí é uma garota???? — ela disse, cínica — Pelas roupas, achei que fosse uma megera!

– Por favor, Valentiny. Controle seu temperamento de monge budista diante de meus convidados. — Lúcia deu ênfase em Convidados. Eu gostei.

– Sim milady. — e a garota saiu de perto.

– Eu deveria anotar essa para mais tarde? — eu disse, rindo.

– Achei que já tivesse anotado. — ela riu também.

Então, todos correram para a sacada. Eu fui também, mas procurei ficar mais afastada. Um grande cavalo branco pousou na sacada. Ele tinha asas enormes de cisne.

– Agora eu já vi de tudo nessa vida... — eu sussurrei, segurando levemente em uma coluna próxima.

– Você ainda nem viu um centauro... — uma voz atrás de mim disse.

Eu olhei para trás. O mesmo rapaz que atirara a flecha estava atrás de mim. Ele era o irmão de Lúcia.

– E então, Pluma? — Lúcia se adiantou.

– Bem, como todos sabem, daqui a 10 dias realizaremos a Festa das Colheitas, que marca o início do outono. Fui incumbido de encontrar o local perfeito para a festa deste ano, e eu encontrei, agora, só preciso da inspeção e aprovação de vossas majestades. — o cavalo falou. O CAVALO FALOU.

– Bom, e quando poderia ser? — um rapaz de cabelos negros, assim como seus olhos, perguntou.

– Agora, se quiserem. — e ele acenou com as asas.

No céu surgiram pontos distantes. À medida que se aproximavam, era possível identificar que eram cavalos. Eles pousaram um a um, com suas enormes asas. O primeiro era todo marrom, lustroso e brilhante.

– Este é meu primogênito, Magnus. — Pluma apresentou.

O cavalo fez uma reverência, recolheu as asas e se aproximou do cavalo branco, dando espaço. O segundo a pousar foi um cavalo negro como âmbar.

– Este é meu campeão, Pétrio. — Pluma disse, orgulhoso.

O cavalo robusto e musculoso fez uma reverência. E então, pousou mais um, pardo e de porte nobre.

– E esta é minha princesa, Guaia. — Pluma tinha mais orgulho dessa do que dos dois.

Pluma relinchou, e seus filhos se ajoelharam no chão. Lúcia caminhou até a égua, e acariciou sua crina lustrosa.

– Mas é uma beleza! — Lúcia comentou, sorrindo.

– Nunca soube que você tinha filhos, Pluma! — o irmão de Lúcia riu.

– Bem, eu sempre tive. Só não precisei mostrá-los para os senhores. — Pluma comentou — Na verdade, esta é a primeira vez que eles serão montados, achei uma honra se eles fossem montados primeiro pelos reis.

– Valeu, amigão! — o rapaz de cabelos negros disse.

– Pode montar, majestade! — Guaia falou — Eu não mordo!

Lúcia riu, e depois montou. Ela estendeu a mão, chamando um rapaz de cabelos castanhos que estava perto dela.

– Vem, Tirian! — ela sorria — Vamos lá!

O rapaz hesitou, mas depois montou, segurando firmemente na cintura dela. Guaia se levantou e ergueu voo. O rapaz gritou. Engraçado ele não esperar por isso!

A garota ruiva, de nome Valentiny, montou no cavalo marrom.

– Muito bem, vamos logo com isso. — ela falou, segurando na crina do cavalo.

– Perdão, mas fui treinado especificamente para Rei Edmundo. — o cavalo respondeu.

– E agradeço por isso! — um moço se aproximou do cavalo, rindo.

Ele montou, mas Valentiny não saiu do cavalo. Garota irritante. Espero não ter problemas com tipos assim... Depois que o cavalo dele voou, o rapaz de cabelos negros montou em Pluma e ergueu voo. Ficamos só eu e o irmão de Lúcia.

– Pétrio, não? — o rapaz montou — É, você é realmente um cavalo de porte...

O cavalo se levantou, todo orgulhoso. O cavalo trotou, marchou, caminhou. Parecia que queria se acostumar com o peso do rapaz, ou só estava se exibindo mesmo. O cavalo esticou suas enormes e negras asas de cisne, fazendo o rapaz rir e segurar em sua crina. Ele estava tão elegante... e o rapaz também. Ele fez o cavalo parar na minha frente e se ajoelhar.

– E aí, — ela me estendeu a mão – vamos?

– O que, não está achando que eu vou montar, né? – eu coloquei as mãos na cintura.

– Depois de tudo o que você viu, — ele riu – não vai me dizer que tá com medo de um cavalo! Vamos lá, vai ser divertido!

Eu montei no cavalo, bem relutante, e segurei na cintura do garoto. Ele tinha o perfume de flor de lavanda. Faz lembrar a cena da Bella e Edward nos campos de lavanda. Mas eles não tinham um cavalo voador. Eu tenho!!! #ChoraBella #CompraUmaIlhaMasNãoUmCavaloVoadorEdward???? #ChoraBella!!

O cavalo se levantou, e eu tremi. O garoto riu.

– Se ele subir mais de 2 metros, eu pulo dessa bagaça já! — eu falei, mas não podia segurar um arrepio.

E esse desgraçado ri! E agora, o cavalo também!

– Pétrio, — ele se curvou para frente, com um sorriso malicioso — vai DEVAGAR...

O cavalo abriu suas asas lentamente.

– Viu? Não é tão ruim! — o garoto falou, virando o rosto para mim.

Pétrio correu bem rápido, tão rápido que se eu não estivesse segurando no garoto, teria caído no chão.

– Pétrio, não assuste a convidada! — o garoto disse, rindo.

Mas isso só motivou o cavalo a correr mais rápido. Então ele pulou da beirada.

– EU SABIA QUE A GENTE IA MORREEEEEEEEEEER!!!!!!!! — eu gritei, enquanto via o cavalo se jogar do despenhadeiro.

Eu enterrei meu rosto no ombro do rapaz. Eu sabia que iria morrer, mas tinha que ser assim?? O garoto ria, e segurava a crina do cavalo. Pouco antes de tocar no chão, eu senti meu coração parar. Mas o cavalo ergueu voo, desta vez, de verdade.

– Acho que agora você já pode me soltar. — eu ouvi o garoto dizer.

Eu abri meus olhos. Estava agarrada de braços e pernas no rapaz.

– Foi mal.

– Primeiro voo? — ele perguntou, enquanto eu me soltava, segurando apenas na cintura dele.

Eu olhei para os lados. Estávamos flutuando no céu mais azul que eu já tinha visto. Era tudo tão bonito... o Sol estava lá em cima de nossas cabeças, brilhando forte. Eu estendi minha mão. As nuvens brancas tocavam a ponta de meus dedos.

– Está vendo, Cristy? — papai pegou no manche. — Para trás faz subir, para frente, descer.

Eu coloquei meus dedinhos no manche. Era do simulador da base, do centro de comando, mas era tão real quanto um avião comum.

– Se eu empurrar para frente... — eu falei, empurrando o manche para frente.

Papai começou a gritar.

– Cristy, nós vamos cair na água, erga o avião! Cristy, ergue o avião! — papai dizia.

Quando a imagem na tela do simulador estava quase tocando o mar, eu ergui o manche. Papai suspirou, aliviado.

– Eu não sei nadar, papai! — eu olhei para o rosto dele. — Não posso cair na água.

Ele olhou para mim. Seu rosto era doce e sereno, e um sorriso sábio estava sempre estampado nele. Eu amava aquele sorriso. Me fazia me sentir segura, mesmo tendo apenas 5 anos e não entendo muito do que ele dizia. Mas só aquele sorriso já bastava.

– Não se preocupe, querida, eu sei nadar.

Eu fechei meus olhos. Podia ouvir claramente aquela voz do jornalista na minha mente.

Aeronave da PanAirLines acaba de cair no Oceano Pacífico, perto da costa de Sendai, no Japão. O Boeing 777 partiu de Nova York, às 19:45, e tinha destino para Tókio. Comportava 45 passageiros, 27 estão desparecidos, dentre eles o piloto, identificado como Paul Hale, o co-piloto, James Nowville, e três comissárias de bordo, dentre as quais está Mary Jane Hale, identificada como esposa do piloto. A guarda costeira japonesa está procurando os corpos, e a busca pela caixa preta deve ser iniciada às 6:35, horário de Tókio.

– Cristy? — Jamie abriu a porta da sala.

– Ele sabia nadar. — eu falei.

Eu estava sentada no tapete, abraçada às minhas pernas, apenas assistindo. Ela se aproximou e me abraçou, e eu chorei como nunca antes em toda minha vida.

Lágrimas teimosas começaram a rolar pelos meus olhos. Odeio chorar. Principalmente na frente de estranhos.

– Desculpe. — ele disse suavemente. — Não era minha intenção.

– Importa agora? — eu engoli o choro secamente. Odeio chorar.

– Eu sinto muito mesmo... — o pescoço dele ficou levemente corado, o que me fez ficar arrependida de minhas palavras duras.

– Pelo menos ele pede desculpas... — eu disse para mim mesma.

– Neste reino, reis devem ser humildes. Não sei como é no seu reino. — ele falou, agora arrogante.

– Eu sou de Nova York, meu bem! — eu dei um beijo no ombro.

– Legal, sou de Londres. — ele riu.

– Hum... Além de rei e charmoso, o gatinho é inglês... — eu dei um beijo no pescoço dele, e ele corou.

Cortando nossa conversa, Pluma deu um rasante sobre nossas cabeças, voando mais rápido, e tomou a dianteira.

– Andem logo, suas lesmas! — o rapaz que estava sentado sobre Pluma gritou. — Enquanto ainda somos jovens!

– Você diz isso há 30 anos! — o garoto berrou devolta.

– E nunca valeu tanto a pena! — o rapaz respondeu — Vão comer poeiraaa! Iuhuuu!

Eu ri. Era mesmo engraçado.

– Eu não tô vendo ele? Para onde foi? — Lúcia perguntou.

– O que diabos ele está fazendo lá embaixo???? — um garoto que estava mais á frente perguntou.

– Deve ser lá! — o loiro sugeriu.

E dito isso, todos se apressaram.

Notas finais
Queen! Vai me deixar postar ou não?