No Limite do Divórcio
14 Venda retirada! Pelo menos uma...
Notas iniciais
Esta acontecendo uma reforma em minha casa e eu estou literalmente acampando na sala.
Meu pc retirado, dormindo no sofá e etc... nem consegui estudar mais eu estou conseguindo.
O notebook da minha mãe só posso usar de vez em qd pq ela trabalha nele então... esse capítulo foi o que consegui fazer em três semanas...
o pior é que não tem previsão de acabar essa obra e eu já estou ficando louca. Dormir no sofá é uma merda.
Bom, o capítulo ficou grandinho para tentar me redimir. O negócio é que não sei qd volto.
E NLDD ganha mais uma recomendação! Muito obrigada bruh_zita, me deixou tão feliz!
Boa leitura e beijos para aqueles que me esperaram.
Terminaram de tirar as roupas e Bella se deitou em cima de Edward.
- Nós já transamos Bella?
- A gente ta nu né?
- Tamos.
- Então a gente já transou. Temos que dormir agora.
Bella se deitou ao lado dele e o abraçou. Edward passou o lençol pelos dois e fechou os olhos.
Foi uma noite e tanta!
::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
B. Swan
Hum.
Huuuum.
Huuuuuuuuum.
O que aconteceria se eu abrisse os olhos? Será que minha cabeça explodiria? Provavelmente. E se eu me mexesse... seria mesma coisa que ficar debaixo de um trator? Com certeza. Mas quanto a abrir os olhos... Eu não estou a fim de ficar cega pelo resto da minha vidinha linda.
Ai!
Eu não devia estar pensando. Pensamentos pioram a puta da dor de cabeça com que eu acordei. Resolvi abrir os olhos. Um ato muito corajoso, digno de Harry Potter caminhando em direção a Voldemort para morrer.
OH MEU DEUS! O que Edward esta fazendo em baixo de mim? E sem camisa? E sem calça? E SEM CUECA?
Ele ta nu? EDWARD ESTÁ NÚ!
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Girei rapidamente meu corpo, levando o lençol comigo para o lado na pressa de sair de cima dele e nem reparei que não tinha mais cama, fazendo com que eu caísse direto no chão. Ouvi Edward resmungar em cima da cama.
- Caralho Bella, para de gritar e me deixa dormir.
Me enrolei no lençol e me levantei rapidamente, porém me arrependi no mesmo segundo ao ver a bunda branca de Edward.
Me arrependi?
SIM, SE ARREPENDEU ISABELLA ÂNUS DO SWAN. Quer dizer CUSWAN! Não, SWAN!
Porra, até minha consciência ta tirando onda com a minha cara. Depois eu vou bater um papo com ela.
- Edward! Ponha uma roupa! – Disse ficando de costas pra ele, ainda enrolada no lençol. Sou uma mulher decente.
- Eu não estou... Por que eu to pelado? – Pelo barulho, ele colocou o outro lençol em volta de seu corpo e eu pude me virar para ele.
Na verdade ele havia colocado só nos quadris, deixando seu peito musculoso e perfeito a mostra. Sentou-se, coçou os olhos e passou as mãos no cabelo, deixando-o mais bagunçado do que já estava. Não que eu esteja babando, só pra vocês terem idéia, sabe. Pensando melhor... não precisa ter idéia de nada, isso aqui não é pornografia, conto erótico ou seja lá o que for. Edward está de habito, vestido até o pescoço. Não dá pra ver nada. Edward virou padre, vocês não sabiam?
Porra, o que é que eu estou falando?
A ressaca me deixou maluca. Vamos voltar à história. A verdadeira.
- Você também está nua? – Disse confuso e eu tentei me cobrir mais ainda. – Você esta nua! — Minhas bochechas coraram e ele sorriu maliciosamente e depois colocou uma mão na boca e a outra no peito, fazendo uma cara de falso horror. – Meu Deus! Fui estuprado.
Revirei os olhos. Tinha homem mais idiota que Edward?
- Eu vou ignorar seu comentário ridículo. Eu quero saber só como nós fomos parar nus nessa cama. Você se lembra do que aconteceu ontem?
Eu andava nervosamente pelo quarto, enquanto Edward pensava na cama. Eu só me lembrava até o beijo. Depois disso...
- Oh Deus... Isso não pode estar acontecendo.
- Olha... Só me lembro de ter sentado no bar e conhecido um cara lá. Não me lembro do resto. Bella relaxa, se esta preocupada se nós transamos ou não... não esquenta, por que nós não transamos.
Percebi que ele ficou chateado por minha preocupação. Mas o que eu poderia fazer?
- Como pode ter tanta certeza? Você não estava sóbrio.
- Você sabe tanto quanto eu... que seria algo inesquecível.
O silencio reinou no quarto de hotel. Ele tinha razão, parecia até piegas mas era a verdade, principalmente depois de um tempão sem sexo com ele. Sem contar que transar com Edward era a mesma coisa que implorar por um chupão, daqueles bem vermelhos em todo o corpo, porém não havia marca alguma que ele poderia ter causado.
- Não é só isso, nós podemos ter feito alguma coisa insensata.
- Que nada Bella! O que você acha que faríamos? Assaltar um banco?
- Não, mas...- Arregalei os olhos e senti o sangue fugir de mim. – Edward? EDWARD?
- Que foi agora?
-O dinheiro! Eu estava com o dinheiro no meu decote e... – Fui até o meu vestido que estava jogado no chão e o balancei, mas nenhum nota caiu.
- E o que Bella? – Edward a uma hora dessa já havia se levantado da cama.
- ELE SUMIU!
-VOCÊ SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA! COMO VOCÊ BEBE ATÉ PERDER A CONSCIENCIA COM CINCO MIL DÓLARES EM SUA RESPONSABILIDADE? – ele já estava no chão rastejando a procura de algum sinal de uma mísera nota de dólar.
- COMO É? – Me ajoelhei e coloquei as mãos na cintura. — Olha aqui seu idiota: eu não fui a única a me afundar na bebida, você não tem o direito de me julgar! E eu estava guardando porque um dos dois tinha que guardar!
- Se eu soubesse que você havia decidido ficar bêbada eu teria ficado com o dinheiro!
- Não venha me culpar! ACONTECEU OK!? Você só quer arranjar alguém para colocar a culpa e ficar livre da irresponsabilidade que nós dois cometemos. É sempre assim! A mesma coisa foi com o nosso casamento!
Me levantei e fiquei de costas pra ele segurando o choro. Alguns segundos depois ouvi Edward murmurar:
- Você tem razão. Me desculpa. – Não virei e senti ele se aproximar, segurando em minha mão. – Bella...
Me virei e encarei suas esmeraldas. Elas eram tão lindas, quem resistiria?
- Tá, tudo bem. Vamos esquecer o que aconteceu e seguir em frente, sem pensar no que... O que é aquilo? — Disse apontando para o criado-mudo ao lado da nossa cama. Em cima dele havia um CD. Edward franziu o cenho e o pegou.
- Isso não estava aqui ontem.
Ele se levantou e foi em direção ao DVD que havia em baixo da TV de plasma. Colocou-o e apareceu logo em seguida duas pessoas em cima do bar em uma boate. E eu quase morri ao nos reconhecer. Aquilo só podia ser brincadeira.
Nós dois brindávamos por coisas sem sentidos e a multidão ria de nós e brindavam juntos.
Mas a parte pior foi a que veio em seguida:
- Beeeella. Eu tenho uma coisa a declarar. – Disse Edward me olhando.
- Você quer fazer xixi né? – Coloquei as mãos na cintura.
- Também, mas eu to segurando... É que... EU TE AMO, MESMO TENDO LEVADO UM PÉ NA BUNDA SEM MOTIVOS. – Disse Edward fazendo um biquinho.
-Ownnn. – Gritou a multidão.
- Jura? – Eu disse com lágrimas nos olhos. – Jura Juradinho?
- Juro juradinho. – Edward também estava com lágrimas nos olhos.
- De verdade verdadeira?
- De verdade verdadeira.
- AAAAAAAAAAAAAAAh! – Pulei em Edward, o abraçando. Porém nós dois nos desequilibramos e caímos no chão. – Auuu!
- Caramba Bella! Meu cabelo ficou desarrumado agora.
Duas pessoa nos ajudaram a se levantar e eu pulei em seu colo mais uma vez.
- EU TAMBÉM TE AMO MEU PIOLHO!
A multidão bateu palmas e gritou: “Beija! Beija! Beija! Beija! Beija!”
Beijei Edward e ele retribuiu empolgado. Um beijo desajeitado devido à bebida, mas se via de longe o quanto era intenso.
- UHUUUUUUUUUUU! – Gritou Edward.
- Piolho, vamos pro hotel transaaaaaaaar bem muito!?
- VAMOS! –Subimos mais uma vez no balcão. – Um último briiiinde... A TODOS QUE VÃO TRANSAR QUE NEM MENDIGO QUANDO VÊ COMIDA: DESESPERADAMENTE.
A multidão gargalhou e bateu palmas.
- Pra dividir minha felicidaaaade... – Eu coloquei a mão no meu decote e tirei um bolo de várias notas de cem dólares. – Quem quer dinheiiiiiro?
A multidão gritou e eu joguei as notas, fazendo as pessoas caírem em cima do dinheiro.
- Mas é pra vocês beberem em?! – Disse com o olhar sério. – Nada de fazer bobagens com ele.
- Sejam felizes como a gente galeraaaaa. – Gritou Edward.
- Agora da licença que eu vou ser comida. Foi muito bom conhecer tooooodos voooocês. Beijos e não me ligue que eu vou estar transando e não gosto de ser interrompida.
Eu e Edward estávamos calados quando a cena acabou, olhando para a TV. Aquilo não poderia ter acontecido, será que ele ainda me amava? Ou será que aquilo não queria dizer nada, afinal nós estávamos bêbados?
Edward olhou pra mim e sorriu sem graça.
- O que a bebida não faz, não é? – Deu um riso sem humor.
Ele não me amava. Aquilo tudo não havia passado de uma boa birita.
- É mesmo.
-...
-...
- Piolho?
Corei imediatamente. Ele não podia saber do meu apelidozinho carinhoso pra ele, senão não teria mais graça!
- Faço a mínima idéia. Birita me deixa assim sabe! – Me levantei rapidamente e catei minha calcinha e meu vestido. – Temos que nos arrumar logo. A diária termina de 14:00 e já são... – Olhei para o relógio em cima do criado-mudo. – PUTA QUE PARIU! São 13:30.
- Ok! Sem desespero. SEM DESESPERO! – Ele se levantou correndo, pegando todas as coisas dele e colocando em sua trouxinha rapidamente. Eu o imitei.
- Se vista o mais rápido e pegue sacolas. – Corri até o banheiro pegando todos os produtos grátis que o hotel oferecia e colocando na trouxinha. Qual é?! Eles oferecem, é falta de educação recusar.
- Sacolas?
- Sim. E de preferência as opacas.
Me vesti e voltei para a sala encontrando Edward pronto. Olhei para o relógio: 13:45.
- Vamos descer.
..:::..
E. Cullen
Sentir o vento no rosto parecia fazer com que eu pensasse melhor nos fatos. No final a única coisa proveitosa que eu tirei de uma noite de bebida foi uma descoberta que na verdade nem descoberta era. Era preciso ter ficado bêbado junto com Bella para arrancar a venda que eu mesmo pus em mim na semana seguinte a minha separação.
E tudo era tão claro. A verdade é que eu ainda a amo. Amo aquela baixinha espevitada e decidida, frescurenta e sem medo de nada. Amava a coloração vermelha no rosto delicado e alvo dela. Aqueles cachinhos grandes e castanhos que balançavam sempre que ela andava, a forma que mordia o lábio sempre que estava pensando ou quando está nervosa. Amava tudo, tudo aquilo.
Mas do que adiantava eu aqui todo deprimido de novo se ela não está nem ai? Com aquele vira-lata do lado dela e ela ainda achando que eu a traí. Ela entrou em desespero só de pensar que transou comigo. Eu que não me humilharia nos pés de uma mulher que se quer acredita em mim. Mesmo a amando, eu não posso.
Vocês devem estar se perguntando o que nós fizemos com as sacolas. Pagamos mico só para variar um pouco. Colocamos toda a comida que pudemos nas sacolas. Na verdade almoçamos muito bem e pedimos o resto do café da manhã aos cozinheiros. Eles não nos olharam muito bem, devem ter achado que nós éramos favelados, o que no momento não deixa de ser verdade.
Mas o que estava me incomodando foi a origem do DVD.
- Bella você tem idéia de como aquele DVD foi parar no nosso quarto?
- Tava pensando nisso agora. – Escutei sua voz abafada pelo capacete a minha frente. – Quem será que gravou?
- Aposto que foi aquele franguinho do Embry.
- Pare de implicar com o pobre. Ele não tinha porque fazer isso.
- Sei... Você tá é protegendo aquele viadinho que mal saiu das fraldas.
- Você sabe que de viado ele não tem nada. – Viu como ela é?! Fica defendendo ele! – Mas só deve ser um idiota que deve ter feito uma aposta e... Oh droga!
Senti a moto começar a dar solavancos e segundos depois parou. Eu não queria acreditar no azar que nós tínhamos. Era algo raro mesmo.
- Acabou a gasolina. – Disse Bella arrancando o capacete e sacudiu os cabelos arrumando-os.
Eu poderia ter ficado excitado se não fosse tão trágico. Estava no meio da pista (só pra variar um pouquinho), sem sinais de civilização, uma chuva por vir e a falta de perspectiva de melhora.
É dez!
Fomos arrastando a moto pela estrada até que vimos uma casa bem grande entre as árvores que haviam de um lado da pista.
- É melhor pedir ajuda. – Disse Bella no momento em que começou a chover. – Amanhã continuaremos a procura pelo posto.
- Se você não se lembra, — Disse enquanto saíamos da estrada. – nós precisamos de dinheiro para pagar gasolina.
- Nós colocaremos gasolina nessa moto nem que eu tenha que mostrar meus peitos para o frentista.
O QUÊ? Ela não tava falando sério, estava? Eu não ia deixar que a mulher que eu amava mostrar seus seios pra qualquer homem. Ela era minha! Só eu poderia ver seus seios. Ela não sabia disso, mas não importava.
- Você não vai mostrar seus er... seios pra ninguém! A não ser pra mim. – Sorri maliciosamente.
Ela revirou os olhos.
- Não me trate como se eu fosse uma virgem inocente Edward. Agora cale essa boca e vamos logo.
É. Ela ficou com raiva.
Ensopados, chegamos até a casa. E eu quase tive um ataque de riso, só o frio me impediu. A casa era literalmente dividida por duas cores. Talvez vocês não estejam entendendo. A parede da casa foi dividia em duas cores. Da metade esquerda porta pro lado esquerdo da casa, era pintado de amarela com flores grandes laranjas, do lado direito da porta pro resto da casa era preto com... aquilo eram caveiras roxas?
Parece que alguém ali tem dupla personalidade.
..:::..
B. Swan
Eu não vou comentar a pintura da casa. Eu não quero que vocês fiquem horrorizados como eu estou.
Enquanto Edward tentava acreditar no que via, eu apertei a campainha. Estávamos morrendo de frio e se o dono bipolar da casa não nos deixasse ficar até amanhã eu pediria pelo menos uma toalha.
A porta revelou ao abrir um casal um tanto... inusitado. O homem era magro e tinha um cabelo loiro um pouco crespo, era branquelo, seus olhos eram azuis. Estava vestido com uma roupa branca, calça e blusa com mangas e toda larga. Tinha um colar grande de madeira em seu pescoço e umas pulseiras coloridas em seu punho. Ele era uma mistura de hippie, pai de santo ou o diabo a quatro. Tinha um leve sorriso no rosto.
A mulher foi que me deu um arrepio. Tinha os cabelos negros, os olhos negros, as roupas negras, as unhas negras, a maquiagem negra e tudo que você imaginar nela era negro, a não ser a sua pele que era branco-pálido.
- Olá! Meu nome é Mike Newton e esta é minha mulher Jéssica. O que me trás o prazer de tê-los aqui?
- Sou Isabella Cullen e este é Edward Cullen, meu marido.
- Vejo suas áureas negras. – Disse Jéssica me interrompendo, sem alterar sua feição séria.
Vi Edward levantar uma sobrancelha e eu rezei pra não ter feito o mesmo.
- Então, er... nós queríamos perguntar se podemos nos hospedar aqui até amanhã de manhã. É que nós estamos viajando e acabou a gasolina da nossa moto. Ai começou a chover e...
- Mas é claro que sim! Os astros devem ter trazidos almas boas para perto de nós. – Disse o esquisitão.
- Claro, os astros. – Debochou Edward e eu dei um pisão em seu pé.
- Entrem e se refugiem no recanto escuro do nosso lar. É aqui que podemos expressar todas as angústias que guardamos do mundo.
Essa mulher precisa de Deus no coração sabia?
Entramos na casa e o que eu já achava esquisito piorou. De um lado havia varia plantas. Mas não eram plantinhas, eram plantonas e muitas! Era quase impossível ver os estofados coloridos que haviam. A parede era azul anil com verde claro.
Já do outro, a parede era toda preta e as janelas estavam fechadas, cobertas por uma cortina cinza. Os móveis eram roxos e vermelhos e haviam quadros com pessoas sofrendo. Sinceramente... não sabia qual lado era pior.
- Vou pegar toalhas. Nenhum mortal está livre de uma doença. – A emo subiu as escadas e o hippie falou.
- Não se assustem com o jeito peculiar da minha mulher. Vou fazer um chá com ervas, especialidade minha. Enquanto isso, observem o som dos passarinhos. Eles gostam de cantar muito a essa hora.
- Claro, nós adoramos ouvir som de passarinho. Os “piu-piu” que eles fazem é relaxante.- Disse Edward com ironia, mas Mike era inocente demais pra notar.
- Bella. – Sussurrou Edward para mim. – Estamos em um hospício!
- Pelo menos no hospício tem comida e cama. Amanhã nós vamos embora.
- Isso se o Sr. Raio de luz não nos matar de tédio.
Com essa eu ri. Mas ele tinha razão.
Aquilo ali era um verdadeiro hospício.
Fale com o autor