No Limite do Divórcio
7 Palhaços por uma noite
Notas iniciais
Minha net ta uma porcaria por isso não vou demorar aqui.
Bem vindas leitoras novas!
Boa leitura!
Edward era o homem mais sensual que eu já havia conhecido e isso incluía Jacob. Não que Jacob não fosse bom na cama mas... Eu não tinha o mesmo desejo que tinha pelo Edward. Um desejo que só de imaginar coisas indecentes com ele eu me sentia encharcada
Não havia sido o primeiro, mas sim o que realmente valera a pena. Depois que o tive, nenhum outro homem era o bastante. Jacob era meu porto seguro e eu podia contar com ele pra tudo, menos para me satisfazer completamente pois por mais que tentasse... ele não era Edward.
Mas eu não poderia ter deixado que Edward percebesse isso. Não poderia ter deixado que por mais que eu o odiasse, o desejava de corpo e alma.
Mas eu não poderia ser fraca.
Nunca mais.
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B. Swan
Após passarmos 8hrs dentro daquela bandeira gay com rodas, parando apenas para ir ao banheiro e almoçar, – tendo agora apenas US$ 100,00 – chegamos a uma casa enorme, onde havia algumas pessoas arrumando o quintal para a festa.
- É aqui? – Perguntei a Jonny.
- Segundo o endereço sim. Peguem as suas roupas e vamos.
Fizemos o que ele mandou e entramos na casa, andando pelo vasto jardim. Um pula-pula, uma cama elástica, uma carrocinha de picolé, uma de algodão doce, outra de pipoca e por ai vai. O sonho de toda criança.
Nós fomos recebidos por uma mulher de mais ou menos 40 anos, loira e alta.
- Devem ser os palhaços. Prazer, sou Miranda Martim, mãe do meu amorzinho Jordan. Ele é um doce de criança.
- Somos sim. Sou Isabella e este é Edward.
- Não importa. Vocês só tem que distrair as crianças para não destruírem a casa até a hora do parabéns, por isso vão ficar aqui com os fundos da casa. – Eu acho que essa mulher não bate bem da cabeça. Você também achou?
- Perfeitamente. – Disse Edward fazendo uma careta.
- Ótimo. Vão se trocar que os convidados já estão chegando. O banheiro é logo ali.
- Essa mulher tem algum problema. – Sussurrou Edward enquanto nos dirigíamos aos banheiros. – Tratou as crianças como se fossem monstros que destroem tudo que vê pela frente.
- Sem contar que nem quis saber quem nós somos. E se fossemos psicopatas ou pedófilos? – Completei.
Chegamos ao tal banheiro e eu entrei no feminino enquanto Edward entrava no masculino. Abri a sacola e olhei a fantasia. Não era tão ruim, era até bonitinha. Olhei a sapatilha e dei graças a Deus por poder trocar aquele salto quebrado por um sapato descente. Bom, nem tão descente mas dava pro gasto.
Me vesti e coloquei minha maquiagem e o nariz de palhaço.
[N/A: Bella é a palhaça do meio]
Sai do banheiro com a sacola agora guardando minhas roupas normais, e bati na porta do banheiro masculino.
- Já estou pronta Edward. E você?
- Defina pronto. – Disse ele do banheiro, ainda com a porta fechada.
- Arrumado Edward! Já está arrumado? – Disse já perdendo a paciência.
- Estou.
- ENTÃO SAIA DAÍ! – Gritei. Ah! Eu não tenho paciência de Jó.
A porta abriu e ele saiu com a cara emburrada. Não segurei o riso.
-Você está ridículo. – disse rindo.
- Cala a boca Bella. – Disse de mau-humor. Coloquei a mão na boca para tentar controlar o riso, mas tava impossível. – To me sentido o próprio Bozo.
E. Cullen
Eu devia estar com alguma titica na cabeça quando inventei isso. Não só por eu estar que nem um idiota naquela fantasia ridícula, mas também por não ter nem idéia do que fazer com as crianças.
E agora eu analisava a mulher que gargalhava as minhas custas. E o mas engraçado é que eu a achei linda, mesmo vestida de palhaça. Será que algum dia eu vou deixar de me encantar com a beleza dela?
- Hey, vocês dois! – Disse a mãe maluca. – As crianças já estão no quintal. Podem ir pra lá.
Assentimos e fomos até lá devagar, já que eu tentava andar naquela porcaria de sapato grande de palhaço. Chegamos no quintal e vimos as crianças brincando de pega-pega. Tive a leve sensação de que fomos ignorados.
- OLÁ PESSOAL! – Disse Bella fazendo com que as crianças parassem de brincar e olhassem para nós.
- Olha! São os dois idiotas que meus pais contrataram! – Disse o garoto que devia ser o Jordan e as crianças riram.
Esse que era o doce de criança que a maluca falou? Aquele ali era o filho do capeta.
- Idiota é um nome feio. – Disse Bella brigando com o filhote de cruz credo. Êta mulher de coragem! – Eu sou a palhaça... palhaça... – Bella olhou para o carrinho de pipoca que tinha no canto do quintal. – Pipoca! Sou a palhaça Pipoca.
- E eu sou – Embarquei na dela. – o palhaço Espinafre. – As crianças fizeram careta.
Bella olhou para mim com cara feia.
- Que foi? Todo palhaço tem nome de comida. – Sussurrei.
- Comida gostosa Edward. Criança odeia espinafre. – Detalhes... Detalhes... – Então criançada, quero saber o que vocês mais gostam de fazer?
- Vocês deviam estar fazendo a gente rir. – Disse uma menina com os braços cruzados nos olhando desdenhosa.
- Mas para fazer vocês riem nós temos que conhecê-los melhor! – Disse. Sinceramente, eu não tinha o menor interesse em conhecer esses pestinhas. Só queria os US$ 60,00.
- Eu sei exatamente o que vai nos fazer rir. E nem precisa nos conhecer melhor. – O filho da maluca, o tal Jordan, sorriu maldosamente. Ai tinha coisa.
15 minutos depois...
- CADÊ A MUNIÇÃO? – Disse Jordan com um chapéu de capitão feito de jornal.
- Aqui senhor! – Disse um garoto com um balde cheio de bolinha onde pegou na piscina de bolinha.
- Trouxe mais senhor! – Disse outra pirralha com uma tigela de farinha.
- Aqui também senhor. – Disse outro com uma tigela cheia de ovos.
- As penas senhor! – Disse outra menina rasgando travesseiros e colocando em outro balde.
- O Ketchup!
- Muito bem soldados. – Ele bateu continência. – Agora, vamos mostrar aos inimigos o que eles merecem. Preparar, apontar, FOGO!
Fechei os olhos e senti toda aquela merda bater em minha cara. E aquela estória que minha mãe contava de que crianças são inocentes e indefesas? Mãe, você mentiu pra mim?
POR QUÊ???
Agora vocês estão se perguntando por que não fugimos dessas pestes endiabradas. Por que eu e Bella estamos sentados um de costas para o outro, com as mãos amarradas e uma corda passando por nossas cinturas, colando minhas costas na dela. Não era uma posição muito confortável, sabe.
Mas esses capetinhas vão me ouvir!
- Seus pestinhas! Eu juro que quando sair daqui vocês vão me pagar por isso, estão entendendo? – Disse Bella. Em resposta eles jogaram um ovo na cara dela.
É melhor eu ficar calado na minha né?!
1 hora depois
-ATACAAAAAAAAR!
Nada havia mudado a não ser que agora acrescentaram a maionese. E eu que adorava ketchup e maionese daqui pra frente só vivo de mostarda.
- ISSO TUDO É CULPA SUA EDWARD! – Gritou Bella.
- MINHA? – Era só o que me faltava. – Eu só queria arranjar dinheiro para ter pelo menos o que comer!
Ela supirou.
- Eu sei, desculpa. – Ela suspirou enquanto levávamos farinha na cara. – Como deixamos esses anãozinhos nos prenderem? Tínhamos que controlá-los.
- Não adianta pensarmos nisso agora Bella, temos que arranjar um jeito de sair daqui.
- VAMOS CRIANÇAS! HORA DO PARABÉNS! – Disse a mãe maluca chegando no quintal e os filhos do cão saíram correndo. Ela olhou para nós e sorriu vindo em nossa direção. – Oh! Vocês se amarraram e se melaram para distraí-los. Que gentileza.
Ela nos soltou e Bella a apertou pelo pescoço como se fosse estrangulá-la.
- O filho que você disse que era um doce nos amarrou e começou a atirar um monte de meleca em nós. Eu acho bom você nos recompensar muito bem, queremos duas fatias enormes de bolo, muitos salgadinhos e cachorro-quente e toda a comida que você tem aí, e não se esqueça da sacolinha de balas. Você não sabe do que eu sou capaz caso isso não aconteça.
- S-si-im – Disse a mulher e Bella a soltou.
- Leve tudo para a van. – Disse Bella.
Entramos em um banheiro cada um e tomamos um banho pra tirar aquela meleca da gente. Vestimos nossas roupas que havíamos deixado lá e saímos do banheiro na mesma hora.
- Esse sapato é horrível. – Disse Bella olhando com uma careta para o sapato da fantasia.
- Melhor que o sapato de salto quebrado.
- E mais confortável. – Disse Bella sorrindo. Quando é que eu iria me acostumar com aquele sorriso devastador dela. – Vamos?
- Vamos.
Íamos saindo da casa quando avistamos Jonny vestido normalmente.
- Jonny! Ai está você! Por que não foi nos ajudar a cuidar das crianças? – Disse Bella.
A mula que estava bebendo refrigerante começou a rir.
- Deus me livre. Em toda a minha vida nunca vi crianças mais endiabradas que essas. Quando fui até lá desisti quando vi vocês amarrados.
- Você ta me dizendo que viu a gente lá e não nos ajudou a conter aqueles filhos do capeta? – Gritei. Eu recebi toda aquela sebozeira na minha cara porque esse palhaço do mau não nos ajudou?
Agora eu entendo o medo que várias crianças tem de palhaço. Elas que são as inteligentes! Não se pode confiar em um palhaço.
- EDWARD! Não chame as crianças de você-sabe-o-quê. Só são crianças sem limites. – Brigou Bella.
- Que jogaram um monte de merda em nós! Vai dizer que não pensou nelas assim quando estava recebendo uma ovada na fuça! – Eu estava irado.
- Eu... errr... Não foi bem assim...
- Olha, eu sinto muito, mas eu que não ficaria por lá. Azar o de vocês. Você sabe... são poucas as pessoas em que a sorte acompanha. – Disse dando tapinhas em meu ombro e voltou a conversar com um carinha lá.
AH! Mas ele ia ver que não se pode confiar em um palhaço!
..:::..
B. Swan
Edward me deu uma olhada demoníaca e seguiu em direção a van. Imediatamente a imagem dele vestido de palhaço me veio a cabeça. E ele de palhaço dando essa olhada era digna de riso mesmo. Mas eu estava com tanta raiva daquele palhaço idiota que não conseguia rir nem de Edward.
Chegamos lá e vimos a mãe de Jordan deixando a comida naquela van ridícula.
- Já esta tudo ai? – Disse com raiva. Essa mulher estava entalada em minha garganta.
- Sim.
- As sacolinhas também. – Tem coisa melhor que aquelas porcarias em saquinho?
- Sim, as duas.
- E o dinheiro combinado? – Perguntou Edward.
- Aqui. – Disse a mulher tirando duas notas de US$50,00 e entregando a Edward.
- Agora saia daqui. – Disse e a mulher saiu.
Diz se eu não tenho moral?
Edward entrou na van do lado do motorista e gritou para eu entrar ao lado dele. Ele deu partida na van.
- Edward! O Jonny! – Ele só deu aquele sorriso maravilhoso pra mim.
- É a nossa vingança.
- Não isso é roubo!
- Vai dizer que não está tendo prazer em deixar aquele miserável para trás e ainda levar todos os US$ 100,00?
Dei um sorrisinho. Não é que ele tem razão?
- Além disso, são poucas as pessoas em que a sorte acompanha.- Disse Edward imitando a voz de Jonny.
Ri e Edward sorriu mais uma vez. Ele não tinha noção do que aquele sorriso causa nas mulheres. E nos gays também.
- Bom, pelo menos não precisamos de hotel hoje. – Disse.
Quando chegamos a 100km de distancia da casa, da mulher doida e de seu filho igualmente doido, fomos para a parte de trás da van e atacamos a comida. E estava um delícia.
- Já provou aquela empadinha? – Neguei com a cabeça enquanto comia um pastel. – Está um delícia Bella.
- Quando é que você vai me chamar de Isabella? – Perguntei o olhando enquanto ele sorria.
- Quando me der um beijo. E de língua. – Disse sério.
Ele estava me pedindo um beijo ou estava zuando com a minha cara? Eu reamente não sabia, mas a última opção me deu um desconforto no coração. Acho que estou ficando com problemas no coração. Quando chegar em Nova York preciso ir ao cardiologista.
- Você sabe que não. – Disse olhando para a janela.
- Eu sei mesmo. Por isso disse uma coisa impossível. – Disse dando um sorriso esquisito.
Não conseguimos comer o resto da comida e deixamos para comer no café da manhã. Edward foi até a trouxinha onde estava nossas roupas e começou a tirar a roupa que estava vestindo, colocando-as nela.
- Será que você não pode dormir vestido? Meu Deus, que tipo de primata é você? – Disse gritando. Eu não gostava de vê-lo de cueca. Quem é a doida que gosta?
- Sabe que não consigo Bella. – Disse sorrindo. – Vai dizer que não gosta da visão do paraíso? – Fez pose olhando para mim.
Comecei a rir. Não havia como ficar séria com aquele idiota.
-Vou me deitar.
Eu analisei a van. Só havia um banco atrás devido as bugigangas que os palhaços carregavam e não cabia apenas no porta-malas, por isso deixavam na parte de dentro da van. Edward saiu da parte de trás e foi pra o banco da frente, deitando nele. Troquei de roupa, botando um short curto e uma blusa de seda vermelha com algumas rendas.
- Boa noite Bella. – Escutei Edward falando do banco da frente.
Virou para o lado e bateu a cabeça no volante, soltando um gemido. Ah! Quem não ficaria com pena dele?
- Edward?
- Au! Oi Bella?
- Pode vim pra cá. Agente dá um jeito de ficar os dois no banco.
Ele ficou sentado no banco e olhou pra mim da cabeça aos pés.
- Eu acho melhor não. – Fez uma cara sofrida.
- Deixa de orgulho e venha logo. O banco é grande, cabe eu e você.
Ele veio para a parte de trás e ia se deitar no banco mas eu o impedi.
- Coloque uma calça. É a única condição. – Ele fez uma careta e me obedeceu.
Eu deitei e ele me seguiu. Mas eu era uma imbecil mesmo! Claro que o banco ia ficar apertado com Edward deitando nele.
- Não se preocupe Bella, pode me abraçar. Prometo que não vou morder... a não ser que você queira. – Disse sorrindo.
Filho da puta!
Deitei sobre seu braço e abracei sei peito, colocando minha cabeça nele. O miserável continuava cheiroso. Ele começou a fazer cafuné em meu cabelo.
- Não abusa Edward. – Ele riu e me deu um beijinho no meu nariz. – Você faz isso pra me irritar né, seu filho da puta!
Ele riu.
- Sempre. – Disse rindo. – Você vermelha é uma graça.
Comecei a bater em seu peito enquanto ele ria e me abraçou, impedindo de bater nele. Desisti e ele continuou abraçado a mim e eu nele.
- Boa noite Bella. – Disse reiniciando o cafuné.
- Boa noite Edward.
E nós dormimos assim. Eu não sei por que, mas naquela noite, apertada em um banco e sem conseguir me mover, eu dormi maravilhosamente bem, como a muito tempo não dormia.
E eu nem tinha idéia do motivo disso.
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