No Limite do Desejo - Segunda Temporada
25 Capítulo 24
Notas iniciais
Uma semana antes de Alice e Gustavo completarem 3 anos...
19:00
Bruno estava chegando do trabalho cansado apenas pensando que queria um banho e descansar, mas assim que abriu a porta pôde perceber que sua vida nunca seria uma rotina comum, sempre aconteceria algo surpreendente se dependesse dos filhos e de sua loira. Mas ele não estava reclamando, ele gostava disso.
Fat: Alice volta aqui, agora – ela diz séria descendo o último degrau e correndo atrás da menina que estava sem roupa e sem fralda correndo da mãe e gargalhando. – Oi amor – ela passa por Bruno correndo – Me ajuda pegar essa pestinha. Vem aqui Alice – ela corre para um lado e Alice faz careta pra mãe correndo pra outro.
Bruno estava segurando o riso, mas ao notar o cansaço no olhar da loira resolveu fazer o pai sério e intervir.
Bruno: Alice, obedeça sua mãe, anda – ele disse colocando a pasta sobre a poltrona na sala e a menina virou o bumbum pro pai e pro mexeu de um lado pro outro, depois olhou pra ele com a mão na boca e riu – Como é que é Alice? – agora foi a vez da loira segurar o riso. A filha era atentada demais, era todinha ela quando pequena. O moreno encara Fatinha – Deixa ela amor, vamos subir, cadê o Gustavo? – ele se aproxima de Fatinha e dá um selinho nela a segurando pela cintura e a guiando para subir as escadas.
Fat: Tá lá em cima no boxer esperando pra tomar banho, e Alice saiu correndo no momento que me distrai ensinando, mais uma vez – ela respirou fundo cansada – Guga a usar o troninho – eles estavam subindo a escada lentamente quando veem uma cabeleira meio aloirada passar entre eles correndo as escadas.
Bruno: Ela é totalmente você, tanto no jeito quanto fisicamente – ele suspira e a loira ri.
Fat: Agora com o cabelo escurecendo na raiz e claro só nas pontas está ficando mais ainda, só que não tive a sorte dos olhos azuis – faz bico e encara o moreno na porta do quarto das crianças. – Tá cansado né meu amor? – ela enlaça os braços no pescoço dele, dá vários selinhos e depois morde seu queixo.
Bruno: To sim amor e preciso acrescentar que eu não ia dar conta de você com olho azul não – ele morde o lábio dela e aperta sua cintura – Já é linda demais assim, e muito gostosa– ele sussurra a última parte no ouvido dela e a ouve ri mordendo seu pescoço – Não provoca minha loira – ele que ri agora e quando os olhos se encontraram , os lábios automaticamente buscaram um pelo outro e quando o beijo seria aprofundado eles ouvem Alice gritar.
Alice: Maaaaaaaaaaaaaaaãe, Gustavo tá nadando no xixi – ao ouvir isso eles se separam e se encararam.
Fat: Deixa eu cuido disso amor, vai lá tomar banho que depois vamos todos jantar, se prepare – ele a encara com os olhos arregalados – Fiquei o dia todo limpando xixi pela casa e ensinando que tem que usar troninho, então não reclame – ela dá um selinho nele e entra no quarto gritando.
Assim que a loira entrou no banheiro que ficava no quarto das crianças não pôde acreditar no que via. Alice dessa vez não estava fazendo drama, Gustavo simplesmente tinha feito xixi no troninho e agora estava pulando no troninho cheio de xixi.
Fat: Eu não estou acreditando nisso Gustavo – ela o encarou de forma séria – Não pode fazer isso filho – ela se abaixou na altura dele e encarou seus olhos – O troninho é pra fazer xixi e não pra brincar entendeu? A próxima vez que isso acontecer a mamãe vai deixar você de castigo.
O menino sorriu e a loira vacilou porque ele era a cópia em miniatura exata de Rodrigo e a tinha facilmente nas mãos, ainda mais quando dava aquele sorriso levado.
Fat: Estamos entendidos Gustavo dos Prazeres Menezes? – ela continua encarando ele que concorda com a cabeça.
Alice: Que nome bléh – a menina cruza os braços e balança a cabeça.
Fat: Não vou discutir com você agora mocinha, depois continuamos nossa conversa. Agora os dois já pro banho.
Alice: Mãe, só quelo saber quando vou tomá banho sozinha – cruza os braços e bate o pé.
A loira não respondeu apenas pegou a menina no colo e a colocou embaixo do chuveiro, depois fez o mesmo com Gustavo tendo o cuidado para que o xixi que agora estava entranhado nos pés do menino não sujasse o chão.
Depois de dar banho nos dois, focando mais nos pés de Gustavo, ela os arrumou e passou álcool gel nas pernas e no pé do filho.
Fat: Pronto, agora vocês fiquem aqui brincando direitinho que a mamãe vai preparar o jantar.
Alice: Eu não quelo comer aquelas coisas verdes – a menina fala com uma boneca na mão.
Fat: Essa não é uma opção Alice e você Gustavo, tem alguma objeção a fazer? – ela encara o menino que inclina a cabeça e a olha confuso. Ela sorri indo beijar a testa do filho.
Bruno: Quem vai dar o abraço mais gostoso nesse pai aqui? – o moreno para na porta e se abaixa na altura das crianças. Ele estava de banho tomado e de pijama, estava visivelmente cansado e a loira notou isso, mas mesmo assim não deixava sua alegria e seu lado paizão.
Alice e Gustavo saíram correndo em direção ao pai e se jogaram em seus braços. O moreno os levantou no colo e os encheu de beijo.
Bruno: Ai que abraço maravilhoso, agora quem vai me contar o que aconteceu na escolinha hoje? – os dois sorriram com os olhos brilhando de satisfação e começaram a tagarelar juntos sobre o dia na escola. A loira passou por ele e lhe lançou um olhar de ‘boa sorte’.
As crianças tinham entrado na escolinha em fevereiro, não porque os pais não os aguentava mais e queriam descanso, longe disso. Bruno e Fatinha amavam seus filhos e por mais cansativo que fosse ficar com eles era a parte do dia que os mais deixavam feliz. Eles optaram pela escolinha, pois acreditavam ser necessário e importante os filhos conviverem com outras crianças e irem aprendendo aos poucos alguns valores. Tipo a dividir os brinquedos, motivos de brigas incessantes entre Alice e Gustavo. E obedecer né, como já podemos ver. A rotina deles mudou ficando um pouco mais puxada, mas nada que esses pais não dessem conta.
De manhã Bruno deixava os filhos na escola junto com a loira e depois deixava ela na faculdade, de lá seguia para o trabalho e Fatinha buscava os filhos no colégio. Seu estágio por ser produção de eventos era mais fim de semana ou dia de semana a noite, então Bruno normalmente estava em casa. A troca tinha que existir e eles sabiam bem disso.
Depois da tagarelice dos dois, Bruno os levou para jantar assim que a loira gritou que tudo estava pronto. Eles agora comiam sozinhos sentados na cadeirinha por causa da altura da mesa que ainda não davam.
Gustavo: Acabei – o menino sorri com o dente da frente com feijão e Alice começa a rir dele – Que foi sua chata?
Alice: Chato é tu e porco. Pai sabi que o Gus – só ela chamava o irmão assim – hoje resolveu nadar no xixi? – ela faz uma cara de nojo e depois começa a rir.
Bruno encara Fatinha como se perguntasse se isso procede e ela concorda com a cabeça.
Bruno: Filho o troninho é só pra fazer xixi e não brincar, ok? – ele fala e o garoto o encara concordando.
Gustavo: Eu já sabu disso. – Alice continua rindo dele – O que foi? Tá maluca?
Alice: Você tá com a boca suja porquinho – ela dá língua pro irmão e a chuva de gritos e xingamentos começa.
Fat: Ei, ei, ei parou – ela encara os dois – Não quero essa briga entre vocês não hein, chega disso. Pode pedir desculpas pro seu irmão Alice – Gustavo sorri e cruza os braços encarando a irmã, como quem diz ‘se deu mal pirralha’. – E você também vai pedir a ela Gustavo e depois quero um abraço dos dois e precisam me convencer, quero deixar claro. – ela para de comer e os encara esperando e Bruno faz o mesmo.
Alice se estica e abraça o irmão e ele faz o mesmo. Os dois passavam o dia inteiro se implicando, mas se amavam demais. Os dois sussurram desculpa e se abraçam de novo.
Fat: Muito bem, agora dona Alice pode terminar sua comida – sorri pra filha.
Alice: Eu disse que não queria isso verde- ela empurra o brócolis picado pra fora do prato.
Fatinha respira fundo e levanta indo em direção a menina.
Fat: E eu já disse que essa não é uma opção, todo mundo comeu– a menina olha o prato de todos e encara a mãe – você também vai. – a loira pega os pedaços de brócolis e dá na boca pra menina que balançava a cabeça tentando se livrar da mãe. O objetivo de Alice era sempre vencer a mãe pelo cansaço.
Alice: Quero mamá – ela cruza os braços e encara a mãe.
Bruno já tinha levantado com Gustavo, retirado os pratos e levado o menino pra escovar os dentes.
Fat: Filha primeiro o brócolis – a loira insistiu e a menina trincou os dentes – Tenho todo o tempo do mundo Alice – ela encarou a menina que viu que a mãe não cederia dessa vez e acabou comendo tudo.
Depois de comer a loira pegou a filha no colo e deu um cheiro nela.
Fat: Parabéns minha Lilica, mamãe sempre fica feliz quando você come tudo. – a menina sorri e se aconchega no colo da mãe indicando que quer mamar. A loira logo entende o recado e posiciona a filha no peito.
Fatinha ainda produzia leite o suficiente para amamentar os dois e a pediatra havia liberado a amamentação contanto que eles primeiro se alimentassem de comida. A loira gostava de amamentar porque se sentia em mais sintonia com os filhos, era um ato de amor incondicional e ela nunca entenderia porque tinha mães que se negavam a isso. Com Alice no peito ainda ela tirou o prato da menina da mesa e colocou na pia. Bruno já tinha limpado o resto.
Depois de mamar Alice afundou o rosto no pescoço da mãe indicando que dormiria a qualquer momento, então a loira fechou a casa, colocou Max ( o cachorro pra quem não lembra, rs) pra dentro e subiu as escadas alisando os cabelos da filha.
Quando entrou no quarto das crianças não viu Gustavo e se admirou, então foi para seu quarto e encontrou Bruno dormindo e Gustavo deitado sobre a barriga do moreno e ele cobrindo o filho com um braço de forma protetora. Os dois homens de sua vida, que felicidade e sorte ela tinha. Alice percebendo que a mãe parou de andar olhou pra cama e viu o irmão com o pai e fechou a cara.
Fat: Não começa, você não tá com a mamãe? – ela sorri e amenina sorri de volta segurando rosto da mãe que se inclina e beija a ponta de seu nariz. – Vamos mimir? – a menina se enrosca no pescoço da mãe e as duas vão pra cama deitar ao lado dos homens da vida delas.
Alice e Gustavo – 25 de maio – 3 anos
Fatinha tinha decidido comemorar o aniversário das crianças na praia. Bruno achou loucura, bateu o pé, resmungou, mas claro que não adiantou. Vilma fez o mesmo, mas também não conseguiu convencer a filha do contrário e olha que ela ficou uma hora tagarelando no telefone e mais uma hora pessoalmente sobre o quão prejudicial a praia podia ser. Mas Maria de Fátima era teimosa demais. E eles cederam. Um quiosque foi fechado com ajuda dos padrinhos das crianças e além da família eles convidaram alguns amiguinhos de Alice e Gustavo. Lice era grudada em Bianca, uma menina de cabelos negros lisos e olhos verdes e Guga era grudado em Pedro um menino parecido com ele só que com os olhos claros. Outras crianças compareceram a festa e os pais no fundo adoraram a ideia, pois seria também a primeira vez que os filhos veriam o mar. E com o quiosque fechado não tinha problema deles pegarem muito sol ou se algum deles tivesse medo poderia ficar só naquela parte e não na areia ou na água.
Assim que a loira desde do carro vê Lia e Ju já no quiosque com seus respectivos namorados.
Alice: Dinda, dinda – a menina grita e sai correndo em direção a Ju assim que a loira a desce do carro. Gustavo faz o mesmo só que em direção a Lia.
Ficaram decididos que Lia e Dinho seriam padrinhos de Gustavo de batismo e Lia seria madrinha de Alice de consagração. Já os padrinhos de Gustavo seriam Ju e Victor, caso ele reaparecesse, e de consagração Lavínia. Então na verdade todo mundo ali era um pouco padrinho.
Ju: Mas você está tão diva com essa roupa – a menina sorri e balança os cabelos.
Lia: E você está gato com essa roupa Guga, arrasou – ela fala imitando o tom de voz de Ju e todos riem.
Alice: Tô diva igual a mamãe – ela sorri encarando a mãe que estava ajudando Bruno a tirar as coisas do carro.
Lia: Sua mãe não é diva não Lili – a menina encara a dinda e faz careta – olha que arranco sua língua – ela ameaça com Gustavo e o menino cai na gargalhada.
Gustavo: Arranca dinda, que ela para de gritá – ele dá língua pra irmã.
Fat: Eles já começaram com a implicância né?! – ela fala chegando de mão dada com Bruno e Alice e Guga balançam a cabeça negativamente. – Que bom então, vamos cumprimentar os convidados e depois conhecer o mar? – ela sorri animada e os filhos dão gritinhos.
Eles desceram do colo dos dindos e deram as mãos pros pais. Alice ia com Fatinha, ambas estavam com o mesmo vestido de praia: azul claro com estampa de flores e Gustavo ia com o pai. O menino estava de óculos escuros igual o pai e já possuía todo ar galã do moreno. Depois de cumprimentar a todos os pais preparam as crianças para ir pra água.
Alice e Gustavo perguntam juntos: Que isso mãe? –eles inclinam a cabeça encarando a loira enquanto ela passa um creme branco em seus braços e no rosto.
Fat: Protetor solar meus amores, é para o sol não queimar vocês.
Gustavo: E por que ele queima?
Fat: Porque ele tem uns raios poderosos filho, agora vira de costas – ele vira e ela passa nas costas do menino e no instante que faz isso Alice sai correndo em direção a água. – Alice volta aqui – a loira nem pensa duas vezes e corre atrás da menina a tempo de segurá-la antes que entre na água. – O que eu disse sobre obediência Alice? Você vai ficar sem entrar na água por um tempo pra aprender
Alice: Não mamãe, por favor, por favorzinho – ela faz bico e encara a mãe com os olhos marejados.
Fat: Nem adianta — a menina faz uma cara de choro e vai caminhando ao lado da mãe segurando em sua mão. Assim que chegam próximo a Bruno e a Gustavo a menina começa a chorar. – Não cai nessa amor – ela encara o moreno e ele desvia o olhar da filha, pois se encarasse aqueles olhos azuis chorosos certamente cederia.
Bruno: O que ela fez agora?
Fat: Saiu correndo em direção a água sozinha, agora vai ficar aqui sentada – ela pega a menina no colo e a coloca sentada na cadeira. – Pensando na palavra obediência e como importante ela é – fala olhando nos olhos da filha que não parava de chorar.
A menina inclina a cabeça e encara a mãe ainda choramingando.
Alice: Você viu a cor do mar? É igual meu olho mamãe, só queria chegar mais petú, eu não ia entrá – ela faz bico e Bruno resolve se afastar indo em direção a água com Gustavo, mas o menino trava no caminho.
Gustavo: Eu não vo sem a Lilica pai – ele se solta do pai e vai em direção onde a menina está. – Vou ficar aqui – ele pega na mão da irmã.
Fat: Isso é o que? Uma quadrilha? – ela encara Bruno que chegava junto a eles.
Bruno: Amor, deixa ela entrar na água só agora e pensamos em outro castigo em casa – ela nega com a cabeça e ele suspira segurando o rosto dela entre as mãos – Todos os amiguinhos deles estão na água amor, hoje é o dia deles, e era pra ser inesquecível de um jeito bom e feliz – ele sorri ao perceber ela relaxar. Ele dá um selinho nela – Por favor? – ele faz bico e ela ri dando um tapa em seu ombro.
Fat: Idiota – ela ri – Tá ficando pior que as crianças no quesito enrolar a Fatinha – ela fala e faz careta. Bruno a beija segurando em sua nuca e ela apoia suas mãos no peitoral do moreno e nessa hora Alice finge uma tosse e eles se separam sorrindo.
Guga: Tu não coborora (colabora) né Alixe, pow – ele resmunga e o casal sorri olhando pros filhos. – Deixa papai e mamãe beijá em paz.
A menina cruza os braços mostrando seu lado ciumento e encara os pais.
Alice: Posso ir?
Fat: Pode mocinha – a menina fica em pé na cadeira e se joga no colo da mãe gritando – Mas vai ficar de castigo quando chegar em casa – Alice revirou os pequenos olhos azuis e o moreno sorriu vendo Fatinha ali em sua frente. Ele pega Gustavo no colo que comemorava enquanto ia na corcunda do pai até a água.
Depois de horas na água, Bruno saiu e se juntou a Dinho, Gil e aos pais dos amigos do filho para tomarem uma cerveja e beliscar alguma coisa no quiosque. Em meio a conversas e risadas ele vê a loira e outras mães vindo quase arrastando as crianças.
Bruno: Que houve? – ele segura Alice no colo que choramingava.
Fat: Hora de comer né, eu to que não me aguento e eles também deveriam estar. – ela encara Alice – O que eu falei sobre sua manha meu amor? – ela enxuga Gustavo e coloca ele sentado. O menino era de longe mais comportado que a irmã.
Bruno: É mesmo Alice, vamos parando de graça, não estou gostando nenhum pouco em como você está tratando a mamãe – ele fala sério e a menina enxuga as lágrimas. O moreno termina de secar a menina e depois a coloca sentada na cadeira ao lado do irmão.
Fatinha tira a papinha que separou pra eles e as madrinhas se oferecem pra ajudar. Depois que todos comeram, eles resolveram cantar logo parabéns e tirar foto antes que as crianças cochilassem, então ela penteou os filhos e várias fotos e selfies foram tiradas, Lavínia amava tirar selfie com Alice, elas quando se juntavam davam nó em pingo d’água e era nítida a admiração que Alice tinha pela tia. A imitava em tudo.
Alice: Mamãe quero mamá – ela sai correndo molhada da água, ela estava com Lia, e se joga em cima da mãe que estava deitada pegando sol.
Fat: Jura meu amor? – ela fala e a menina ainda deitada nas costas da mãe desce o rosto pra olhar pra mãe, os cabelos caindo sobre o rosto de Fatinha.
Alice: Sim, quero mamá e quero colinho – ela sorri dando beijo no nariz e na testa da mãe, que se derrete. Fatinha sorri e pega a filha no colo a enchendo de beijo. As duas vão em direção ao quiosque.
Alice já estava no colo da mãe se aninhando e Bruno ao perceber sabia que a menina queria mamãe.
Bruno: Jura? – ele encara a loira.
Fat: Sim, provavelmente ela vai dormir – a menina nega com a cabeça enquanto a mãe aconchega ela no peito e senta ao lado de Bruno. – Ela vai sim amor – ela dá selinho em Bruno e Alice segura o rosto da mãe pra que fique olhando pra ela. A loira sorri do ciúmes da filha.
Bruno não tinha nada contra a amamentação da loira, mas ainda ficava incomodado quando isso acontecia em local público, porque reparava em alguns olhares nojentos de homens pervertidos. Então ele automaticamente passou o braço envolta da loira a puxando mais pra perto e ficou acariciando seu braço. Depois de alguns minutos Alice pegou no sono enquanto a mãe acariciava seus cabelos. Fatinha colocou a menina no carrinho, puxou a parte que cobria ele para não pegar sol, ajeitou seu biquíni e voltou a pegar sol, pois o carrinho estava junto do moreno.
Passaram alguns minutos, Gustavo ainda estava na água, agora com Dinho, Lia, Lavínia e os amigos e Bruno estava observando sua loira pegando sol. Ele ficava admirado em como ela ficava mais linda e gostosa a cada dia que passava. A maternidade a obrigou a amadurecer em vários aspectos e o corpo era uma deles. As coxas tinham aumentados e estavam torneadas, os seios também aumentaram, fora o rosto que sempre parecia de menina com um lado sensual. Ele nunca cansaria de observá-la, mesmo quando os dois estivessem velhinhos e enrugados.
Nesse meio tempo que ele emergiu em seus pensamentos um rapaz se aproximou da loira, que agora estava de barriga pra cima, e sentou ao lado dela puxando assunto. Assim que Bruno voltou de seus pensamentos e viu a cena fechou a cara. Deixou a garrafa de água que estava bebendo sobre a mesa e levantou.
Bruno: Ju, Gil, olhem Alice aí pra mim por favor que tem gente querendo apanhar hoje – os dois não entenderam, mas depois que viram para onde Bruno estava se dirigindo tiveram ideia do que estava prestes a acontecer. Ju mandou Gil ir atrás do amigo e ela ficou olhando Alice.
O moreno se aproximou lentamente com a intenção de ouvir a conversa. O rapaz estava nitidamente cantando Fatinha, que apenas sorria e repetia incessantemente que era casada e tinha filhos.
x.x: Mas com essa carinha de novinho e esse corpão? – ele acaricia o rosto dela e a olha por inteiro – Impossível – ela sorri e se desvencilha das mãos dele.
Bruno: Algum problema aqui amor? – ele fala fuzilando o rapaz com o olhar.
Fat: Não, estávamos só conversando – ela levanta imediatamente e se coloca entre Bruno e o rapaz.
Bruno: Tudo bem então eu me sentar aqui e conversar também né? – ele se aproxima mais do rapaz e a loira coloca a mão no peitoral dele.
Fat: Amor, por favor, é a festa dos nossos filhos – ela fala encarando ele, mas Bruno só conseguia fuzilar o rapaz que aproveitava que a loira estava de costas para olhar sua bunda.
Bruno: Ei, perdeu alguma coisa aí embaixo amigão?
x.x: Não, só estou apreciando a vista, e olha é maravilhosa –ele coça o queixo e sorri ainda encarando a bunda de Fatinha. A loira fechou os olhos pensando ‘péssima resposta’ sabia o que viria agora e não podia deixar acontecer.
Gil tentou puxar Bruno, mas ele foi mais rápido e se desvencilhou dele. Seu maxilar estava travado, os punhos cerrados ao lado do corpo enquanto ele xingava em pensamentos o rapaz ali a sua frente.
Fat: Amor, olha pra mim, Bruno – ele não desviava o olhar do rapaz. A loira então segurou o rosto dele entre as mãos. – Amor, os nossos filhos, os amigos deles, os pais, não deixem eles terem essa impressão errada de você, por favor – ele relaxou um pouco.
Bruno: Olha aqui rapaz você se livrou dessa vez, mas não pense que outro marido vai ter a paciência que eu tive não. É porque não sou de violência – ele encara o rapaz e segura na cintura da loira a virando de costas pra ele a colando em seu corpo. – Agora mete o pé antes que eu me arrependa. – o rapaz ainda mandou beijo pra loira e ela se virou imediatamente beijando Bruno, o pegando de surpresa claro, pois ele já estava pronto para partir pra cima do cara.
O beijo foi intenso, cheio de desejo e muita posse. A loira aproveitou pra mostrar naquele beijo o quanto estava orgulhosa por ele ter se segurado e como o amava mais por ele não ser de violência. O moreno desceu as mãos para a cintura dela e apertou ali de forma firme, depois segurou com uma mãe os cabelos dela guiando o beijo. Ela acariciou a nuca dele e passou a mão pelos cabelos dele. Eles se beijaram por mais algum tempo e só pararam porque a animação de Bruno era notável e porque não iam conseguir se controlar mais.
Bruno: Tá vendo o que você faz comigo? – ele sorri olhando pra sunga e ela acompanha o olhar dele e depois morde seu queixo de leve — Vamos pra água minha loira, não te deixo sozinha nem mais um minuto. – ela riu assim que sentiu ele pegá-la no colo.
Eles ficaram mais um tempo na água namorando e trocando carícias um pouco mais ousadas. Mas foi por pouco tempo pois Gustavo assim que viu os pais pediu para ir para o colo deles. Eles ficaram brincando ali e depois viram uma princesinha de cabelos castanho claro e olhos azuis, correndo em direção a água arrastando a dinda Ju pela mão. A menina ainda estava com os olhos inchados do sono, mas a energia era a mesma.
Depois de ficarem na água brincando com os pais eles foram construir um castelo com Lavínia. Quando deu umas 17:00 os pais resolveram ir embora, um a um se despediram e depois o casal Brutinha também decidiu que era hora de ir. Ainda mais que ao chegar em casa lutariam com a choradeira pra tomar banho, pra jantar, e ainda tinham que pensar no castigo de uma certa princesa.
Mas no fim do dia, mesmo cansados eles se sentiam completos e felizes. A loira estava deitada de um lado da cama e o moreno de outro e no meio Alice e Gustavo ressonavam tranquilos. Bruno fazia carinho nos cabelos da loira e ela que estava virada de frente pra ele o encarava admirada.
Fat: Se não existisse você, eu ia ter que inventar sabia?! – ela fala sorrindo.
Bruno: Ia mesmo, porque gostoso assim não tem igual – ele fala e ri quando ela revira os olhos.
Fat: Depois dessa vou dormir, boa noite – ela fala e vira de costas pra ele. Sua camisola então sobe um pouco e ele arfa.
Bruno: Não provoca Maria de Fátima – ela olha pra ele por cima do ombro sorrindo de forma sapeca – Cobre essas coxas aí, anda – ele joga um lençol em cima dela e ela ri. – Amanhã me lembra de proibir as crianças de dormirem aqui com a desculpa de que: eles não podem ficar mal acostumados e essa baboseira toda – ela ri e revira os olhos.
Fat: Amanhã vou dormir com eles no berço – ela sorri sapeca.
Bruno: Amanhã você vai ver onde você vai dormir, aliás amanhã você vai ver se você vai dormir – ele sorri pra ela e eles param a conversa pois Gustavo se remexeu pra se aconchegar ao pai. – Aí você me quebra filho, é tão bom dormir assim com vocês, mas é tão bom dormir com a mamãe, aliás não dormir com a mamãe – ele fala sorrindo todo bobo olhando para sua cópia.
A loira vira de frente pra ele novamente observando a cena e eles adormecem assim se admirando e admirando a cópia fiel de cada um que com tanto amor eles conseguiram reproduzir.
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