No Limite do Desejo - Segunda Temporada
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Bruno: Como é que é a história Maria de Fátima? – ele estava parado na porta do quarto com o olhar sério penetrado nela.
Fat: Oi amor, está aí há muito tempo? – ela trocou um olhar com Lia e depois encarou o marido com um sorriso nervoso. Ela sabia que ele tinha ouvido e sabia o que vinha agora.
Bruno: Tempo suficiente para ouvir você falar de um garoto e nem adianta mudar de assunto. – ele continuava com o olhar sério penetrado nela.
Fat: Não estou mudando de assunto, não sou mulher disso, você deveria saber – sorri sem mostrar os dentes. Alice começou a ficar agitada em seu colo, olhando atentamente para onde a voz do pai vinha. – Estava falando de um garoto sim, um veterano da minha faculdade, por quê? Estou proibida de olhar e falar de outros garotos?
Bruno: Proibida você não está de nada, vai da sua consciência isso, se quer faltar o respeito com seu marido, falte. – respira fundo soltando todo o ar que havia prendido.
Fat: Você não é meu marido e eu não fiz nada de demais para estar faltando ao respeito ou não. Apenas olhei e conversei com o garoto. – Alice começou a fazer cara de choro e ficou mais agitada.
Lia: Ei, ei, ei, vamos acalmar os ânimos né? – levantou balançando Gustavo tentando fazer com que a testa franzida dele se desmanchasse. O garoto acordou logo que ouviu a voz do pai. — Boa Noite Bruno – olha para ele e só então ele percebe que a menina estava ali.
Bruno: Oi Lia, desculpa, não te vi ai – sorri para ela sem muita vontade. Já estava irritado, nada mudaria isso nele. – E o que você falou vai ficar bem guardado aqui – aponta para cabeça — conversaremos mais tarde – encarou a loira saindo do quarto e na mesma hora Alice começou a chorar.
Ao ouvir a filha chorar, Bruno chutou o ar e voltou para pegá-la. Ele se aproximou de Fatinha para pegar a filha e a loira virou de costas para ele impedindo o ato.
Fat: Eu acalmo ela, pode deixar, vá você esfriar a cabeça. Discussão desnecessária. –revira os olhos.
Porém Alice continuou a chorar e Gustavo começou a ensaiar uma cara de choro, então Lia olhou séria para amiga.
Lia: Fat deixa ele pegar a Alice, tá na cara que ela quer ele. – a loira segurou as lágrimas e entregou a filha ao moreno, saindo em seguida do quarto.
Assim que Bruno pegou a menina no colo e começou a conversar com ela num tom de voz calmo, sereno e meio com voz de neném, ela se acalmou e ficou observando o pai atento. Com uma mãozinha segurando firme o dedo enorme do pai.
Bruno: Papai te ama tanto princesinha, você é tão pequena, mas ocupa um espaço tão grande no coração desse pai aqui – sorri dando um cheiro na filha que sorri abertamente para ele. Bruno se derretia a cada sorriso daquele.
Fatinha passou pela porta do quarto e viu essa cena. Ela sabia que o moreno tinha ficado irritado e não tirava a razão dele, ela no lugar ficaria muito mais brava que ele. E para completar ela ainda tinha tocado em sua ferida falando que eles não eram casados. Ela estava decidida, ia pedir perdão a ele.
Ela desceu as escadas indo esquentar a comida dos dois. Após alguns minutos, Lia e Bruno desceram as escadas conversando e rindo. Lia foi logo se despedindo e negando o convite da loira de jantar lá, ela sabia que o casal precisava conversar. Ao mesmo tempo em que ela queria falar com o moreno e resolver tudo, ela estava receosa que virasse uma briga muito maior. Sabia o temperamento dele e dela, e como ele se transformava quando tinha ciúmes.
Eles jantaram em silencio, subiram em silencio, ela foi tomar banho e ele ficou vendo televisão, sem trocarem uma palavra. Quando ele foi tomar banho, ela se preparou psicologicamente para falar com ele assim que o visse saindo daquele banheiro. Ela sentou na ponta da cama. Assim que ele saiu do banheiro enrolado na toalha com o peitoral de fora, ela arfou se perdendo em seus pensamentos e sendo tomada por um branco no cérebro, não sabia mais o que falar, como falar, nada.
Ele voltou para o banheiro, colocou uma calça de moletom cinza e saiu do banheiro indo deitar. Antes que ele pudesse alcançar a cama, ela levantou e ficou na frente dele.
Bruno: Eu quero dormir Fatinha, estou cansado. – tentou passar por ela, mas ela o impediu. Ele respirou fundo. – O que você quer? A briga de mais cedo não foi suficiente? – falou em um tom ríspido sem olhá-la.
Fat: Você vai ficar me tratando assim? – ele não respondeu. – Bruno, olha pra mim – ela pediu e nada, ele continuava a olhar pra baixo. – Bruno, por favor. – ele levantou a cabeça a encarando sério.
Bruno: Se você não vai me deixar dormir aqui, então vou para o quarto de hóspedes, boa noite. – ele ia saindo do quarto, mas ela foi mais rápida e segurou o braço dele o parando. Sem dizer nada ela segurou seu rosto e o beijou.
De inicio ele resistiu, não cedendo ao beijo dela, então ela passou a unha de leve pelo peitoral dele e ele deu espaço para que suas línguas se encontrassem e bailassem em um ritmo perfeito. As mãos dele que estavam paradas ao lado do corpo foram parar na cintura dela apertando de leve. Ela continuou arranhando o peitoral dele, depois passou para as costas e depois para a nuca , ele se arrepiou. Ele colocou a mão no cabelo dela puxando a mais pra si, como se pudessem virar um só. Pegou ela pelas pernas e colocou sentada na cômoda que estava mais próxima deles. Ela entrelaçou as pernas na cintura do moreno e ele começou a descer os beijos pelo pescoço dela apertando sua coxa de leve. A loira soltou um suspiro seguido de um gemido baixo. Ele voltou a beija-la e parou bruscamente como se estivesse voltando a si e a encarou.
Bruno: O que está acontecendo aqui não vai te fazer se livrar de uma conversa e de uma cara feia minha ao longo da semana.
Fat: Eu sei disso meu amor – ela disse sem alterar a voz, passando as mãos pelo rosto dele – Me desculpa, eu fui uma idiota, você é meu marido no coração, na alma, você esta cravado em mim, não sai nunca mais. E veterano nenhum te tira esse lugar. Você é meu amante, meu amor, meu amigo, meu parceiro, meu tudo. Eu te amo – ela sorriu para ele e ele só pode retribuir.
Bruno não disse nada, apenas a pegou no colo a levando para cama a deitando. Ele deitou sobre ela beijando seus lábios, seu pescoço, seu colo, subiu as mãos pela perna dela dando leves apertos e aproveitando para tirar a camisola que ela vestia. Ela desceu suas mãos pelo peitoral dele tirando a calça de moletom, em menos de segundos suas peças íntimas foram parar no mesmo lugar das outras peças, no chão. Bruno esticou a mão para pegar o preservativo no criado mudo, colocou, beijou os lábios de Fatinha que já estava totalmente entregue, olhou nos olhos dela e sussurrou.
Bruno: Eu te amo, você é a mulher da minha vida.
Ela o puxou beijando-o com desejo, com fogo, e eles fizeram amor, se uniram formando um só. O ritmo deles era perfeito, eles se completavam, se moldavam um ao outro, e como sempre, em sintonia, chegaram juntos ao ápice do prazer.
Bruno deitou ao lado dela a puxando para que ela deitasse a cabeça em seu peito. Ele acariciou os cabelos dela. Ela o olhou.
Fat: Quem disse que o melhor da briga é a reconciliação estava super certo, nossa – sorri pra ele lhe dando um selinho.
Bruno: Ô se tava! Mas não pense que vou me satisfazer com apenas uma noite não ok? São quarenta dias sem comparecimento, se prepare para muito amor – ele deu um selinho nela e mordeu seu queixo de leve.
Fat: Seu tarado, aproveite que as crianças estão permitindo isso.
Bruno: Acho que eles sabem que brigamos e precisávamos nos reconciliar – sorri pra ela.
Quando ela ia responder, os bebes começaram a chorar. Afinal, eles tinham dado tempo suficiente para a safadeza dos pais né.
Fat: Eu vou lá – levanta e coloca sua camisola que estava no chão.
Bruno: Claro né, eu não tenho peitos pra isso – ela taca uma almofada nele que sorri divertido e levanta colocando a calça indo atrás dela.
E a noite foi assim, de muito amor, a loira amamentava os filhos sentada em uma poltrona e Bruno acariciava os cabelos dela e cantarolava uma música de ninar, inventada por ele, sentado em um pufe ao seu lado.
A semana passou normal, Fatinha tinha começado as aulas na quarta-feira, tinha participado do trote e o tal veterano estava lá. Apesar de estar receosa de ser excluída dos eventos da turma por já ser quase casada e ter dois filhos, ela contou a todos sua situação. E todos reagiram bem, algumas meninas da sua faculdade também já tinham filhos, só não eram quase casadas. E por ela ser super alto astral, simpática e linda, a loira conquistava a todos fácil, que até esqueciam que ela já era madura por obrigação da vida. Bruno foi busca-la sábado na faculdade, é ela estudava sábado, pois se não se formaria só em 10 anos devido a poucas matérias feitas durante a semana. As amigas da loira babaram por seu moreno e claro que ela não gostou e fechou a cara.
Fat: Você está proibido de vir me buscar ok? – falou colocando o cinto de segurança do carro e cruzando os braços.
Bruno: Estou adorando isso, é bom para você ver como é maravilhoso ter ciúmes – ele deu um sorrisinho saindo com o carro.
Fat: Acho que alguém quer dormir no quarto de hóspedes hoje né?
Bruno: Nem vou poder, dona Miranda está lá em casa, esqueceu? Acho que vou ter que dormir na casa de uma das suas amigas ai da faculdade. Peraí que vou parar o carro e vou ali rapidinho perguntar se posso – ele foi diminuindo a velocidade e descendo o vídeo. A loira arregalou os olhos e deu um tapa no ombro dele. Ele fez cara de dor e riu.
Fat: Para de provocar e vamos logo seu idiota. Você vai dormir bem colado comigo, pode parar de assanhamento – ele riu e ela segurou o sorriso que queria brotar ali.
Ao chegarem em casa encontraram Lavinia sentada no sofá da sala com Alice no colo, a menina sempre ficava imóvel quando botavam os nenéns no colo dela. Miranda estava ao lado segurando a cabecinha de Alice e Gustavo estava no carrinho observando tudo. Max estava no chão olhando atentamente aquele bolo cor de rosa no colo de Lavinia sem entender muito bem o que era.
Fat: Cadê os filhotes mais lindos da mamãe? — fala com voz de neném e Max sai correndo em direção a ela. Ela olha o cachorro e brinca com ele. – Vice também e filhote da mamãe peludo – brinca um pouco com ele e vai lavar a mão para pegar os filhos que estavam na fase de dar gritos como se estivessem tentando falar.
Fatinha pegou Gustavo no colo e o menino começou a sacudir as mãos e as perninhas soltando seus gritinhos como se quisesse falar.
Fat: Ai que neném agitado, ai mamãe do céu – ele começou a sorrir com suas covinhas aparecendo e Lavinia que via a cena começou a gargalhar. Sempre que eles sorriam a menina ria junto. – Olha a tia babona filho, fala com a tia fala. – ela colocou o menino um pouco sentado para que ele pudesse ver a menina.
Lala: Oi principezinho da tia, você pode crescer logo pra gente brincar? – fala com voz de neném sorrindo sem alguns dentes. O neném começou a sorrir e a fazer esforço como se quisesse responde-la. – Não entendo a língua deles, por que eles não falam direito? – faz bico e a loira sorri.
Fat: Ninguém entende meu amor, eles são muito pequeninos ainda, e cadê o beijo da irmã? – Lavinia agarra o pescoço da irmã e dá um beijo estalado nela.
Bruno: E eu não ganho não? – Alice que estava quase cochilando no colo do pai, franziu a testa pra ele ao ouvir sua voz. Ele olhou pra menina e começou a falar com voz de neném – É a outra princesa do papai filhota, é a tia Lala, é sim – cheia a filha que solta um som parecido com um riso.
Lavinia da um beijo em Bruno e aproveita pra brincar com Alice.
Lala: Eu que ajudei a escolher as roupas deles – pisca o olho pra Bruno e Fatinha que riem do gesto dela.
Miranda: É verdade, ela montou o look todo, inclusive os sapatinhos que já estão no chão porque os danados são tão agitados que tiram tudo – ri e se levanta dando beijo na testa dos netos e bisnetos, indo para cozinha fazer o almoço.
Lala: Quando eu crescer quero fazer Moda, vou criar uma linha de roupas de bebe baseadas nos meus sobrinhos – sorri e Fatinha se emociona ao ver que o amor da irmã pelos seus filhos era tão grande quanto o dela pela menina.
Eles continuam conversando e rindo das pérolas de Lavinia, até soar o alarme da amamentação. A loira subiu para amamenta-los, Gustavo era o mais escandaloso, berrava de fome. Brunos subiu atrás para ajuda-la. Depois que os bebes dormiram, eles desceram para almoçar e eles passaram a tarde juntos vendo filme, inclusive dona Miranda e Lavinia.
A noite as duas foram embora e os papais foram comer alguma coisa, namoraram um pouquinho sem muitas carícias ousadas, pois estavam cansados. Ela adormeceu recebendo carinho no cabelo e Bruno adormeceu ouvindo a respiração suave e sentindo o corpo quente da loira aconchegado ao seu. Havia muito amor ali, isso era inegável.
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